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Home Economia

Escassez de semicondutores: Brasil age para evitar crise e proteger indústria automotiva

Governo busca diálogo direto com a China para garantir fornecimento de chips e afastar o país dos efeitos da nova crise global

por Redação
29/10/2025 às 15h54
em Economia, Destaque, Notícias, Tecnologia
Escassez De Semicondutores: Brasil Age Para Evitar Crise E Proteger Indústria Automotiva - Gazeta Mercantil

Escassez de semicondutores: Brasil atua para evitar crise no setor automotivo e proteger indústria nacional

O governo brasileiro intensificou as ações diplomáticas e econômicas para evitar os impactos da nova escassez de semicondutores que ameaça paralisar cadeias produtivas em todo o mundo. Sob a liderança do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, o Brasil tenta assegurar o abastecimento interno de chips, com foco especial no setor automotivo, que responde por uma fatia expressiva da economia nacional.

As recentes restrições comerciais envolvendo a China e a fabricante de semicondutores Nexperia, controlada pela Holanda, provocaram uma ruptura nas exportações globais de chips, reacendendo temores de uma nova crise dos semicondutores, semelhante à ocorrida entre 2020 e 2022. Diante do cenário, o Brasil age preventivamente para não sofrer com desabastecimento de componentes essenciais à indústria de transformação.


O que está por trás da nova escassez de semicondutores

A escassez de semicondutores tem origem em disputas geopolíticas entre potências globais. A decisão do governo holandês de assumir o controle da Nexperia, uma das maiores fabricantes chinesas de chips, foi interpretada por Pequim como uma violação de soberania econômica. Em retaliação, a China suspendeu exportações de semicondutores produzidos pela empresa, afetando diretamente montadoras e fornecedores de componentes eletrônicos em todo o mundo.

A Nexperia é responsável por 40% da produção global de chips usados em veículos flex, amplamente utilizados no Brasil. Essa dependência cria um ponto crítico: qualquer bloqueio nas exportações chinesas afeta imediatamente a cadeia automotiva nacional.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a interrupção nas exportações pode impactar 20% da indústria de transformação, que emprega 1,3 milhão de pessoas, além de gerar 130 mil empregos diretos.


A resposta do Brasil à crise: diplomacia econômica e rastreabilidade

Com o aumento da tensão internacional, o vice-presidente Geraldo Alckmin entrou em contato direto com o embaixador chinês no Brasil e com o embaixador brasileiro em Pequim para garantir que o Brasil seja exceção nas restrições comerciais.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Uallace Moreira, a estratégia é negociar um acordo bilateral de fornecimento direto, assegurando que os semicondutores cheguem ao país mesmo diante da disputa entre China e Europa.

Além disso, o Brasil se comprometeu a comprar os chips exclusivamente para consumo interno, evitando o reenvio para outros mercados e garantindo rastreabilidade total das operações. A proposta visa tranquilizar o governo chinês, demonstrando que o país não usará os semicondutores em exportações que possam interferir em interesses comerciais de terceiros.

O Brasil quer mostrar-se um parceiro confiável, que usa os chips de forma produtiva e transparente, dentro do próprio mercado doméstico.


Impacto da escassez de semicondutores na indústria automotiva brasileira

A indústria automotiva brasileira é a mais exposta aos efeitos da escassez de semicondutores, já que grande parte da produção de veículos depende de chips importados da Ásia.

Esses componentes estão presentes em sistemas de injeção eletrônica, controle de estabilidade, sensores, sistemas de entretenimento e segurança veicular. Sem eles, as linhas de montagem ficam paralisadas, afetando o fornecimento para concessionárias e o desempenho do setor.

De acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a falta de semicondutores pode reduzir a produção de veículos leves e pesados em até 15% nas próximas semanas, caso o fornecimento não seja restabelecido.

O presidente da associação, Igor Calvet, avalia que a interlocução direta entre Brasil e China é fundamental para evitar desabastecimentos em curto prazo. Ele destaca que uma paralisação de duas a três semanas já seria suficiente para provocar perdas bilionárias e atrasar entregas programadas para o fim do ano.


Estratégia brasileira: chips para consumo interno e incentivo à indústria nacional

O MDIC planeja priorizar o mercado interno, garantindo que os chips importados sejam utilizados em setores estratégicos, como automotivo, eletrônico e de telecomunicações.

Além disso, o governo estuda medidas para estimular a produção local de semicondutores, retomando debates sobre a reestruturação do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), localizado em Porto Alegre, que foi desativado em 2021.

A proposta prevê a reindustrialização do parque tecnológico brasileiro, com foco em parcerias com universidades, startups e empresas privadas para desenvolver chips nacionais de uso específico, como sensores automotivos e microcontroladores para equipamentos médicos e agrícolas.

A meta do governo é reduzir a dependência de importações e criar um ecossistema local de inovação tecnológica que fortaleça a soberania industrial do país.


China e a guerra tecnológica global

A disputa entre China, Estados Unidos e Europa pelo domínio da indústria de semicondutores se intensificou nos últimos anos. Os chips são considerados o “petróleo do século XXI”, fundamentais para inteligência artificial, automação industrial, 5G e defesa cibernética.

A China, maior produtora mundial de semicondutores, vem enfrentando bloqueios comerciais e sanções tecnológicas impostas por países ocidentais, o que levou Pequim a adotar medidas de restrição de exportações estratégicas.

Com isso, países emergentes como o Brasil ficam vulneráveis às oscilações do comércio internacional, já que dependem fortemente das importações para manter suas cadeias produtivas.

Nesse contexto, a atuação diplomática brasileira busca equilíbrio e neutralidade, garantindo acesso aos componentes sem se alinhar a blocos geopolíticos.


Setores mais afetados pela escassez de semicondutores

Além do setor automotivo, outras áreas também estão em alerta diante da escassez global de semicondutores:

  • Eletrônicos de consumo: smartphones, notebooks e televisores podem sofrer aumento de preço e atrasos de entrega;

  • Equipamentos hospitalares: dispositivos de diagnóstico e monitoramento dependem de chips para funcionamento;

  • Agronegócio: máquinas agrícolas modernas utilizam semicondutores para controle de precisão e conectividade;

  • Energia e telecomunicações: sistemas inteligentes de distribuição e redes 5G também demandam alto volume de chips.

empresas brasileiras já estudam aumentar os estoques estratégicos e renegociar contratos de fornecimento, antecipando possíveis gargalos logísticos até o primeiro trimestre de 2026.


O papel do governo na prevenção da crise de chips

O governo federal tem atuado de forma coordenada para evitar o desabastecimento de semicondutores. Além do trabalho diplomático, o MDIC articula medidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para financiar a reindustrialização do setor eletrônico.

Entre as propostas em análise estão:

  1. Criação de incentivos fiscais para empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento de semicondutores no Brasil;

  2. Parcerias com fabricantes asiáticos, com transferência de tecnologia e instalação de linhas de montagem locais;

  3. Reativação do Ceitec como centro de pesquisa e produção nacional de chips;

  4. Formação de mão de obra especializada em engenharia de materiais, microeletrônica e automação.

Essas iniciativas integram a Nova Política Industrial Brasileira, lançada por Geraldo Alckmin, que prevê R$ 300 bilhões em investimentos até 2030 em setores estratégicos como energia verde, transformação digital e indústria de semicondutores.


Perspectivas para o Brasil no mercado global de semicondutores

Se conseguir se posicionar estrategicamente e manter o fluxo de importações, o Brasil pode transformar a crise em oportunidade.

O país tem potencial para atrair investimentos estrangeiros e se tornar um polo regional de montagem e distribuição de semicondutores na América Latina, aproveitando sua infraestrutura industrial e proximidade com grandes montadoras.

Além disso, há espaço para o desenvolvimento de chips personalizados, voltados a nichos como veículos elétricos, IoT (Internet das Coisas) e agronegócio inteligente — segmentos em expansão global.

Com planejamento e investimento contínuo, o Brasil pode reduzir sua dependência externa e consolidar-se como ator relevante no ecossistema global de semicondutores.


Brasil busca protagonismo diante da escassez global de semicondutores

A nova crise de semicondutores desafia a estabilidade da economia global e ameaça a produção de diversos setores industriais. No entanto, o Brasil, sob a coordenação de Geraldo Alckmin e do MDIC, demonstra capacidade de articulação diplomática e planejamento estratégico para mitigar os efeitos da escassez.

Ao adotar uma postura de neutralidade geopolítica e compromisso com o consumo interno, o país reforça sua imagem como parceiro confiável e estrategicamente independente.

A ampliação das negociações com a China e os investimentos na produção local podem garantir ao Brasil autonomia tecnológica, estabilidade industrial e fortalecimento econômico diante das incertezas do mercado global.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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