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Ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa muda defesa para especialistas em delação

por Carlos Menezes - Repórter de Política
22/04/2026 às 19h43 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h18
em Política, Destaque, Notícias
Quem É Paulo Henrique Costa, Ex-Presidente Do Brb Preso Em Operação Da Pf

Ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa redefine estratégia jurídica com foco em Direito Penal Empresarial

O cenário jurídico e político do Distrito Federal e do sistema financeiro nacional enfrenta um momento de profunda tensão e expectativa. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, figura central na recente investigação que abalou as estruturas do Banco Regional de Brasília, promoveu uma mudança drástica em seu corpo técnico de defesa. A decisão, comunicada oficialmente nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, sinaliza uma alteração fundamental na linha estratégica que vinha sendo adotada até então. Ao substituir o criminalista Cléber Lopes, profissional com trânsito nas esferas de influência do governo distrital, por nomes como Eugênio Aragão e Davi Tangerino, o executivo reposiciona seu caso sob o crivo de especialistas em acordos de colaboração e complexidades do Direito Penal Empresarial.

A substituição da defesa ocorre em um timing crítico. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa encontra-se detido desde a última semana, fruto da quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. As acusações que pesam sobre o ex-gestor são de extrema gravidade, envolvendo supostos repasses de propina na ordem de R$ 140 milhões, majoritariamente por meio de ativos imobiliários. Tais valores seriam, segundo as investigações, uma contrapartida indevida para favorecer o empresário Daniel Vorcaro na operação de aquisição do Banco Master pelo BRB. A escolha de Davi Tangerino — advogado com histórico recente e notório em delações premiadas de executivos da Americanas — levanta questionamentos nos bastidores de Brasília sobre a possibilidade de uma guinada em direção à cooperação com as autoridades.

A influência de Eugênio Aragão e Davi Tangerino na nova defesa

A composição da nova banca de defesa do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa não foi por acaso. Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça e subprocurador-geral da República, traz consigo um conhecimento enciclopédico sobre os ritos do Ministério Público Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF). Sua atuação confere um peso institucional que visa contrapor a narrativa de crime comum, elevando o debate para a esfera do rigor processual e da conformidade técnica das operações bancárias. Aragão é reconhecido por sua habilidade em navegar em águas turbulentas onde o Direito e a política se entrelaçam.

Complementando a estratégia, a entrada de Davi Tangerino reforça o braço técnico penal-empresarial. Tangerino é um dos nomes mais requisitados quando o assunto envolve crimes de “colarinho branco” e gestão de crises corporativas. Sua experiência em delações premiadas sugere que o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa busca profissionais capazes de analisar cenários de redução de danos de forma pragmática. Enquanto a defesa anterior, sob Cléber Lopes, mantinha um alinhamento com a narrativa do governo do Distrito Federal — sustentando que a compra do Banco Master obedeceu rigorosamente a critérios técnicos —, a nova equipe possui independência para explorar rotas alternativas, inclusive o questionamento de méritos que possam envolver outras instâncias de decisão.

Operação Compliance Zero: O cerco se fecha sobre a gestão do BRB

O desdobramento da Operação Compliance Zero colocou o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa sob um escrutínio sem precedentes. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que a transação entre o BRB e o Banco Master foi o veículo para um esquema sofisticado de corrupção sistêmica. Os R$ 140 milhões em imóveis citados no inquérito seriam apenas a ponta de um iceberg em uma gestão que, ironicamente, portava o selo de “Compliance” em seu nome. A prisão de Costa na semana passada foi o ápice de meses de interceptações e quebras de sigilo que apontam para uma relação espúria entre o ente público e o interesse privado.

Para o mercado financeiro, a situação do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa é vista com cautela, dado que o BRB é um importante player regional e uma instituição de economia mista. A suspeita de que critérios técnicos foram corrompidos em favor de interesses individuais atinge a credibilidade do banco perante investidores e agências de classificação de risco. O impacto reputacional é imediato, e a mudança na defesa de Costa é interpretada como uma tentativa desesperada de conter o avanço das evidências colhidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

O julgamento no Supremo Tribunal Federal e os votos dos ministros

Enquanto a nova equipe jurídica assume os autos, o destino imediato do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa está sendo decidido no plenário virtual da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento, iniciado também nesta quarta-feira, 22, analisa o pedido de manutenção da prisão preventiva. O relator do caso, ministro André Mendonça, proferiu voto favorável à manutenção da custódia, argumentando que a liberdade do réu poderia representar um risco à ordem pública e à instrução criminal, dada a capilaridade de sua influência política.

O posicionamento de Mendonça foi prontamente acompanhado pelo ministro Luiz Fux, consolidando uma tendência desfavorável ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Em um movimento que gerou comentários, o ministro Dias Toffoli declarou suspeição e não participará da votação, alegando motivos de foro íntimo. Agora, a atenção jurídica se volta para os votos remanescentes de Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. Especialistas acreditam que a nova defesa técnica focará intensamente em convencer estes ministros de que a prisão preventiva é uma medida desproporcional para a fase atual do inquérito, tentando converter a detenção em medidas cautelares alternativas.

A relação com o governo Ibaneis Rocha e o desconforto em Brasília

A saída de Cléber Lopes da defesa do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa não é apenas uma mudança de advogados; é um distanciamento político. Lopes é conhecido por sua proximidade com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Durante o período em que esteve à frente do caso, a defesa mantinha uma postura que preservava, indiretamente, a imagem da administração distrital, reforçando que as operações do BRB eram blindadas contra influências políticas externas. Com a troca para Aragão e Tangerino, essa “ponte” parece ter sido dinamitada.

O Palácio do Buriti acompanha com apreensão os próximos passos do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Se a contratação de Tangerino for, de fato, um prelúdio para uma delação premiada, o conteúdo dos depoimentos de Costa pode atingir o núcleo duro do governo Ibaneis. Paulo Henrique Costa não era apenas um técnico; era o braço financeiro de projetos estratégicos do Distrito Federal. O temor em Brasília é que o ex-executivo, sob nova orientação jurídica, decida “abrir a caixa-preta” das negociações imobiliárias e dos favorecimentos que agora o levaram à prisão.

Compliance bancário e o mercado de fusões e aquisições sob suspeita

O caso do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa lança luz sobre as fragilidades nos processos de due diligence em bancos estatais e de economia mista. A aquisição do Banco Master pelo BRB, que deveria ser um movimento de expansão e fortalecimento de portfólio, agora é o epicentro de um escândalo criminal. O valor de R$ 140 milhões em propina, se confirmado, representaria um dos maiores desvios em operações dessa natureza nos últimos anos. A eficácia dos conselhos de administração e dos comitês de auditoria está sendo posta em xeque, uma vez que a fraude teria passado ilesa pelos mecanismos internos de controle.

A repercussão para o sistema bancário é sistêmica. Instituições financeiras que operam com o BRB ou que possuem ativos vinculados ao Banco Master estão revisando suas exposições de risco. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que outrora era recebido em fóruns econômicos como um gestor modernizador, hoje personifica o risco de governança que o mercado tanto teme. A nova defesa terá a árdua tarefa de dissociar a gestão de ativos do banco das intenções pessoais de seu ex-líder, tentando provar que as falhas de conformidade não foram deliberadas para fins ilícitos.

Davi Tangerino e o histórico de colaborações em crimes corporativos

A escolha específica de Davi Tangerino pela equipe do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa carrega uma simbologia que o mercado jurídico não ignora. Tangerino tornou-se uma referência em casos de alta complexidade após sua atuação nas delações da Americanas. Ele opera em uma faixa do Direito onde a técnica jurídica encontra a estratégia de sobrevivência corporativa e individual. Sua chegada ao caso do BRB sugere que a fase de negação absoluta pode estar sendo substituída por uma fase de negociação e reconhecimento de fatos, visando benefícios penais previstos na Lei 12.850/2013.

Se o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa optar pela colaboração premiada, o rito processual sofrerá uma transformação. Os depoimentos precisariam apresentar fatos novos e provas corroboráveis que permitissem o avanço das investigações sobre outros agentes públicos e privados. O histórico de Tangerino mostra que ele não entra em causas perdidas sem uma estratégia de saída bem definida. Para o MPF, a presença de Tangerino é um sinal verde para possíveis conversas preliminares que podem mudar o rumo da Operação Compliance Zero.

Imóveis de luxo e a lavagem de dinheiro no Distrito Federal

O inquérito contra o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa detalha uma teia de transações imobiliárias que funcionariam como mecanismo de lavagem de capitais. A propina de R$ 140 milhões teria sido pulverizada em ativos de alto padrão, dificultando o rastreamento inicial do patrimônio. O uso de laranjas e empresas de fachada (offshores) para ocultar a propriedade desses bens é um dos focos centrais da Polícia Federal. A investigação aponta que Costa utilizava seu conhecimento privilegiado do mercado financeiro para “limpar” os recursos oriundos do favorecimento a Daniel Vorcaro.

A nova defesa, liderada por Eugênio Aragão, precisará desconstruir a tese de que esses imóveis possuem origem ilícita. É provável que a estratégia envolva a tentativa de comprovar que os bens foram adquiridos com rendimentos compatíveis com os altos salários de um executivo bancário, ou que as transações foram meramente investimentos privados sem conexão com a venda do Banco Master ao BRB. No entanto, a força das provas materiais apresentadas pela Operação Compliance Zero até o momento coloca o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa em uma posição defensiva extremamente delicada.

A autonomia do BRB e as interferências do Banco Master

O favorecimento a Daniel Vorcaro, ponto de ignição do processo contra o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, levanta questões sobre a autonomia decisória do Banco Regional de Brasília. Como uma operação de tal magnitude pôde ser direcionada para beneficiar um grupo específico sem despertar alertas precoces? A Polícia Federal suspeita que Costa agia como um facilitador interno, removendo barreiras técnicas e moldando pareceres para que o Banco Master parecesse a melhor opção estratégica para o BRB, quando, na verdade, os números indicariam riscos elevados.

A nova equipe jurídica de Costa deve focar na “presunção de inocência” e na “regularidade dos atos administrativos”. O argumento de Eugênio Aragão deve ser o de que o presidente de um banco não decide sozinho e que todos os órgãos colegiados aprovaram a transação. Se houver crime, a defesa tentará diluir a responsabilidade entre todos os membros do conselho, ou apontar que Costa foi induzido ao erro por relatórios técnicos viciados produzidos por subordinados, poupando assim o cliente da acusação de dolo direto.

O papel de André Mendonça e a jurisprudência no STF

O voto de André Mendonça contra a liberdade do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa reforça uma postura mais rigorosa do STF em casos de corrupção financeira que envolvem desvios vultosos de dinheiro público. Mendonça, em sua fundamentação, destacou a necessidade de proteger a economia popular e a credibilidade do sistema bancário. Para a defesa de Costa, romper essa barreira inicial de votos no plenário virtual será o primeiro grande teste de eficiência da nova banca.

Gilmar Mendes, conhecido por suas posições garantistas e críticas ao uso excessivo de prisões preventivas, é visto pela defesa como a principal esperança de reverter o cenário atual. Se Mendes abrir uma divergência, poderá atrair o voto de Kassio Nunes Marques, levando o julgamento para um empate ou uma decisão apertada. A mudança de advogados do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa visa justamente oferecer argumentos jurídicos novos e mais refinados que possam dar suporte a um voto divergente desses ministros, focando em nulidades processuais ou na falta de fundamentação contemporânea para a prisão.

Compliance Zero e o futuro das estatais no Distrito Federal

O escândalo envolvendo o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa funciona como um divisor de águas para as estatais do Distrito Federal. A Operação Compliance Zero expôs que, mesmo com conselhos e diretorias de compliance, a vontade do gestor máximo ainda pode prevalecer de forma criminosa. O impacto político para o governo Ibaneis é profundo, pois o BRB era a “joia da coroa” da eficiência administrativa da capital. A prisão de seu ex-presidente e a mudança para uma defesa especializada em delações abrem uma crise de confiança que exigirá reformas drásticas na governança das empresas públicas locais.

Enquanto isso, Paulo Henrique Costa aguarda o desfecho de sua situação jurídica em uma cela da Polícia Federal, ciente de que as escolhas feitas por Eugênio Aragão e Davi Tangerino nos próximos dias selarão seu futuro. O mercado financeiro, por sua vez, aguarda os próximos capítulos para entender se a corrupção no BRB foi um caso isolado de um executivo ambicioso ou se faz parte de uma engrenagem muito maior que opera nos bastidores das finanças brasilienses.

Estratégia Jurídica: O embate entre o técnico e o político

A nova fase da defesa do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa promete ser um embate épico no Judiciário. De um lado, o peso da acusação da Polícia Federal, amparada por dados bancários e imóveis rastreados. Do outro, a expertise de Aragão e Tangerino, que tentarão desqualificar as provas, apontar perseguição política ou, se necessário, negociar um acordo que possa abalar as estruturas de poder no Distrito Federal. O caso Costa não é apenas sobre o BRB; é sobre como as grandes operações financeiras são pactuadas e quem, de fato, se beneficia nos corredores escuros do sistema de poder.

O desfecho do julgamento na Segunda Turma do STF será o primeiro sinalizador da eficácia dessa troca de comando jurídico. Se o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa for mantido preso, a pressão por uma delação premiada aumentará exponencialmente. Se for libertado, a nova defesa terá ganho o tempo necessário para montar uma contra-ofensiva técnica capaz de desconstruir a Operação Compliance Zero. Em Brasília, todos os caminhos levam à Praça dos Três Poderes, onde o destino do ex-presidente do banco agora está sendo traçado.

Tags: Banco Master compracorrupção BRBDavi Tangerino advogadodefesa Paulo Henrique CostaEugênio Aragão advogadoex-presidente do BRB Paulo Henrique Costaoperação Compliance ZeroPaulo Henrique Costa BRBPolíticapropina imóveis CostaSTF julgamento BRB.

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

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