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FIIs de papel lideram carteira do Itaú BBA em abril; banco mantém 13 fundos e vê dividend yield de 10,7%

por Daniel Wicker - Repórter
06/04/2026 às 09h28 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h17
em Fundos Imobiliários, Destaque, Negócios, Notícias
Fiis De Papel Lideram Carteira Do Itaú Bba Em Abril; Banco Mantém 13 Fundos E Vê Dividend Yield De 10,7% - Gazeta Mercantil - Fundos Imobiliários

FIIs de papel seguem como preferência do Itaú BBA em abril, mesmo com queda da Selic; veja carteira e dividendos

O Itaú BBA manteve sem mudanças sua carteira recomendada de fundos imobiliários para abril e reforçou a preferência por FIIs de papel, mesmo em um cenário de queda da Selic. A seleção segue composta por 13 ativos, com foco em fundos de recebíveis, logística, shoppings, lajes corporativas, varejo e estratégias híbridas, em uma leitura de mercado que combina juros ainda elevados, inflação resistente e espaço para valorização de cotas descontadas na bolsa.

Segundo o banco, a escolha por FIIs de papel continua amparada pela expectativa de que a taxa básica de juros permaneça em patamar alto ao fim do atual ciclo. A projeção é de Selic em 13% no encerramento de 2026, abaixo dos 14,75% atuais, mas ainda suficientemente elevada para sustentar retornos atrativos em fundos de recebíveis indexados ao CDI.

Ao mesmo tempo, o Itaú BBA também vê suporte para veículos atrelados ao IPCA. Com inflação estimada em 4,5% neste ano e riscos altistas ainda presentes no radar, os fundos com exposição ao índice de preços seguem como alternativas relevantes para o investidor que busca renda e proteção em um ambiente de incerteza macroeconômica.

Itaú BBA mantém aposta em FIIs de papel

A principal mensagem do relatório para abril é clara: os FIIs de papel continuam no centro da estratégia do Itaú BBA. Na avaliação da instituição, o cenário de juros mais altos por mais tempo mantém condições favoráveis para os fundos de recebíveis, especialmente os indexados ao CDI, que tendem a preservar rentabilidade robusta enquanto a política monetária segue restritiva.

Essa visão também se apoia no fato de que, mesmo com expectativa de cortes adicionais na Selic, o juro terminal projetado pelo banco ainda permanece em um nível considerado elevado para os padrões históricos recentes. Na prática, isso sustenta o potencial de distribuição de rendimentos de parte importante da indústria de fundos imobiliários voltada a ativos financeiros.

Nos papéis atrelados à inflação, a lógica é semelhante. Se o IPCA continuar pressionado e acima do centro da meta, os fundos com essa indexação também podem seguir beneficiados, sobretudo em uma carteira que busca diversificação entre diferentes vetores de retorno.

E os FIIs de tijolo?

Embora a preferência do banco siga concentrada nos FIIs de papel, o Itaú BBA não descarta o potencial dos fundos de tijolo. Pelo contrário: a instituição afirma que os fundamentos operacionais desses veículos permanecem sólidos em diversos segmentos, como logística, shoppings e lajes corporativas.

O ponto de cautela está na maior sensibilidade desses ativos à reprecificação da curva de juros. Em momentos de volatilidade no mercado, os FIIs de tijolo costumam reagir com mais intensidade às mudanças na percepção sobre taxa de desconto, custo de capital e atividade econômica. Isso pode ampliar oscilações de curto prazo nas cotas negociadas em bolsa.

Ainda assim, o banco enxerga espaço para valorização adicional. O argumento é que muitas cotas ainda negociam com desconto relevante, em um momento em que os ativos operacionais seguem mostrando resiliência. A combinação entre desconto remanescente, expectativa de redução gradual da taxa de desconto e bom momento operacional sustenta a visão construtiva para essa classe de fundos.

Além disso, o Itaú BBA afirma priorizar, na composição de sua carteira, veículos com elevada liquidez, gestão experiente e portfólios considerados de qualidade, o que ajuda a reduzir riscos específicos em um mercado que exige seletividade cada vez maior.

Carteira recomendada tem dividend yield de 10,7%

A carteira recomendada de FIIs do Itaú BBA para abril entrega, segundo o banco, um dividend yield anualizado de 10,7%. O retorno representa prêmio de 3,02 pontos percentuais sobre o Tesouro IPCA+ 2035, referência importante para comparação com ativos de renda fixa de prazo mais longo.

Esse diferencial mostra por que os fundos imobiliários continuam despertando atenção mesmo em um ambiente de juros elevados. Para o investidor que busca renda periódica, os FIIs seguem oferecendo combinação entre fluxo recorrente de proventos, diversificação setorial e potencial de valorização patrimonial, ainda que o cenário exija atenção redobrada à qualidade dos ativos e ao perfil de indexação de cada fundo.

A distribuição setorial da carteira também revela a estratégia do banco para abril. A maior fatia está concentrada em recebíveis, com 30% da alocação total. Na sequência aparecem galpões logísticos, com 22,5%, multiestratégia e shoppings, ambos com 15%, lajes corporativas com 11,5% e varejo com 6%.

Essa composição sugere uma leitura equilibrada entre renda atrelada a índices financeiros e exposição a imóveis físicos com fundamentos operacionais ainda saudáveis.

Desempenho da carteira superou o IFIX

Em março, a carteira recomendada do Itaú BBA recuou 0,5%, mas ainda assim superou o desempenho do IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, que caiu 1,06% no mesmo período.

No acumulado de 2026, o portfólio selecionado pelo banco sobe 3,3%, contra alta de 2,5% do índice de referência. O desempenho reforça a avaliação de que a estratégia adotada pelo banco tem conseguido capturar oportunidades de maneira mais eficiente que o mercado amplo de FIIs, ao menos até aqui neste ano.

Esse resultado também ajuda a explicar por que o banco decidiu não promover mudanças na carteira em abril. A manutenção da seleção indica convicção na tese vigente, especialmente diante de um ambiente macroeconômico que ainda favorece ativos com geração de renda elevada e gestão qualificada.

Veja os FIIs recomendados pelo Itaú BBA para abril

A carteira recomendada do banco para abril é formada pelos seguintes fundos:

  • HGRU11 — Varejo — 6,0% — dividend yield anualizado de 8,8%
  • HSML11 — Shopping — 7,5% — dividend yield anualizado de 8,8%
  • XPML11 — Shopping — 7,5% — dividend yield anualizado de 10,2%
  • BRCO11 — Logístico — 7,5% — dividend yield anualizado de 9,6%
  • BTLG11 — Logístico — 7,5% — dividend yield anualizado de 9,3%
  • KNRI11 — Híbrido — 7,5% — dividend yield anualizado de 7,9%
  • PVBI11 — Lajes corporativas — 6,0% — dividend yield anualizado de 6,3%
  • RBRP11 — Híbrido — 5,5% — dividend yield anualizado de 9,2%
  • ITRI11 — Multiestratégia — 5,0% — dividend yield anualizado de 11,6%
  • KNHF11 — Multiestratégia — 10,0% — dividend yield anualizado de 12,1%
  • KNIP11 — Ativos financeiros — 10,0% — dividend yield anualizado de 13,7%
  • KNUQ11 — Ativos financeiros — 10,0% — dividend yield anualizado de 13,6%
  • KNCR11 — Ativos financeiros — 10,0% — dividend yield anualizado de 13,0%

Onde está a principal leitura do mercado para abril

A carteira do Itaú BBA revela uma tese que vai além da simples divisão entre FIIs de papel e FIIs de tijolo. O que aparece no relatório é uma preferência por renda previsível, indexadores ainda favoráveis e exposição seletiva a segmentos operacionais capazes de sustentar crescimento mesmo com volatilidade de mercado.

Nos FIIs de papel, o banco segue enxergando o melhor equilíbrio entre remuneração e contexto macroeconômico. Nos fundos de tijolo, a leitura é de oportunidade, mas com necessidade de maior seletividade por causa do impacto das curvas de juros sobre o preço das cotas.

Para o investidor, a conclusão prática é que abril começa com um cenário em que os FIIs de papel continuam liderando a preferência das casas de análise, sem que isso elimine espaço para ganhos em segmentos tradicionais do mercado imobiliário listado. Em outras palavras, o momento ainda favorece estratégias defensivas em renda, mas deixa aberta a porta para captura de valor em ativos descontados e bem posicionados operacionalmente.

Se o cenário projetado para juros e inflação se confirmar, a tendência é de que os fundos de recebíveis continuem entre os principais destaques da indústria, enquanto os FIIs de tijolo podem ganhar mais tração à medida que o mercado passe a precificar com maior convicção um ambiente de redução gradual da taxa de desconto.

Tags: carteira recomendada FIIsdividend yield FIIsFIIs de papelFIIs de tijolofundos imobiliáriosfundos imobiliários abrilIFIXItaú BBAnegóciosonde investir em FIIs

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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