terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados Fundos Imobiliários

FIIs de papel lideram carteira do Itaú BBA em abril; banco mantém 13 fundos e vê dividend yield de 10,7%

por Daniel Wicker
06/04/2026 às 09h28
em Fundos Imobiliários

FIIs de papel seguem como preferência do Itaú BBA em abril, mesmo com queda da Selic; veja carteira e dividendos

O Itaú BBA manteve sem mudanças sua carteira recomendada de fundos imobiliários para abril e reforçou a preferência por FIIs de papel, mesmo em um cenário de queda da Selic. A seleção segue composta por 13 ativos, com foco em fundos de recebíveis, logística, shoppings, lajes corporativas, varejo e estratégias híbridas, em uma leitura de mercado que combina juros ainda elevados, inflação resistente e espaço para valorização de cotas descontadas na bolsa.

Leia também: C&A e Riachuelo: J.P. Morgan projeta alta de 75% em ações de varejo

Leia também: Por unanimidade, STF mantém prisão de suspeitos por morte de Marielle.

Segundo o banco, a escolha por FIIs de papel continua amparada pela expectativa de que a taxa básica de juros permaneça em patamar alto ao fim do atual ciclo. A projeção é de Selic em 13% no encerramento de 2026, abaixo dos 14,75% atuais, mas ainda suficientemente elevada para sustentar retornos atrativos em fundos de recebíveis indexados ao CDI.

Ao mesmo tempo, o Itaú BBA também vê suporte para veículos atrelados ao IPCA. Com inflação estimada em 4,5% neste ano e riscos altistas ainda presentes no radar, os fundos com exposição ao índice de preços seguem como alternativas relevantes para o investidor que busca renda e proteção em um ambiente de incerteza macroeconômica.

Itaú BBA mantém aposta em FIIs de papel

A principal mensagem do relatório para abril é clara: os FIIs de papel continuam no centro da estratégia do Itaú BBA. Na avaliação da instituição, o cenário de juros mais altos por mais tempo mantém condições favoráveis para os fundos de recebíveis, especialmente os indexados ao CDI, que tendem a preservar rentabilidade robusta enquanto a política monetária segue restritiva.

Essa visão também se apoia no fato de que, mesmo com expectativa de cortes adicionais na Selic, o juro terminal projetado pelo banco ainda permanece em um nível considerado elevado para os padrões históricos recentes. Na prática, isso sustenta o potencial de distribuição de rendimentos de parte importante da indústria de fundos imobiliários voltada a ativos financeiros.

Nos papéis atrelados à inflação, a lógica é semelhante. Se o IPCA continuar pressionado e acima do centro da meta, os fundos com essa indexação também podem seguir beneficiados, sobretudo em uma carteira que busca diversificação entre diferentes vetores de retorno.

E os FIIs de tijolo?

Embora a preferência do banco siga concentrada nos FIIs de papel, o Itaú BBA não descarta o potencial dos fundos de tijolo. Pelo contrário: a instituição afirma que os fundamentos operacionais desses veículos permanecem sólidos em diversos segmentos, como logística, shoppings e lajes corporativas.

O ponto de cautela está na maior sensibilidade desses ativos à reprecificação da curva de juros. Em momentos de volatilidade no mercado, os FIIs de tijolo costumam reagir com mais intensidade às mudanças na percepção sobre taxa de desconto, custo de capital e atividade econômica. Isso pode ampliar oscilações de curto prazo nas cotas negociadas em bolsa.

Ainda assim, o banco enxerga espaço para valorização adicional. O argumento é que muitas cotas ainda negociam com desconto relevante, em um momento em que os ativos operacionais seguem mostrando resiliência. A combinação entre desconto remanescente, expectativa de redução gradual da taxa de desconto e bom momento operacional sustenta a visão construtiva para essa classe de fundos.

Além disso, o Itaú BBA afirma priorizar, na composição de sua carteira, veículos com elevada liquidez, gestão experiente e portfólios considerados de qualidade, o que ajuda a reduzir riscos específicos em um mercado que exige seletividade cada vez maior.

Carteira recomendada tem dividend yield de 10,7%

A carteira recomendada de FIIs do Itaú BBA para abril entrega, segundo o banco, um dividend yield anualizado de 10,7%. O retorno representa prêmio de 3,02 pontos percentuais sobre o Tesouro IPCA+ 2035, referência importante para comparação com ativos de renda fixa de prazo mais longo.

Esse diferencial mostra por que os fundos imobiliários continuam despertando atenção mesmo em um ambiente de juros elevados. Para o investidor que busca renda periódica, os FIIs seguem oferecendo combinação entre fluxo recorrente de proventos, diversificação setorial e potencial de valorização patrimonial, ainda que o cenário exija atenção redobrada à qualidade dos ativos e ao perfil de indexação de cada fundo.

A distribuição setorial da carteira também revela a estratégia do banco para abril. A maior fatia está concentrada em recebíveis, com 30% da alocação total. Na sequência aparecem galpões logísticos, com 22,5%, multiestratégia e shoppings, ambos com 15%, lajes corporativas com 11,5% e varejo com 6%.

Essa composição sugere uma leitura equilibrada entre renda atrelada a índices financeiros e exposição a imóveis físicos com fundamentos operacionais ainda saudáveis.

Desempenho da carteira superou o IFIX

Em março, a carteira recomendada do Itaú BBA recuou 0,5%, mas ainda assim superou o desempenho do IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, que caiu 1,06% no mesmo período.

No acumulado de 2026, o portfólio selecionado pelo banco sobe 3,3%, contra alta de 2,5% do índice de referência. O desempenho reforça a avaliação de que a estratégia adotada pelo banco tem conseguido capturar oportunidades de maneira mais eficiente que o mercado amplo de FIIs, ao menos até aqui neste ano.

Esse resultado também ajuda a explicar por que o banco decidiu não promover mudanças na carteira em abril. A manutenção da seleção indica convicção na tese vigente, especialmente diante de um ambiente macroeconômico que ainda favorece ativos com geração de renda elevada e gestão qualificada.

Veja os FIIs recomendados pelo Itaú BBA para abril

A carteira recomendada do banco para abril é formada pelos seguintes fundos:

  • HGRU11 — Varejo — 6,0% — dividend yield anualizado de 8,8%
  • HSML11 — Shopping — 7,5% — dividend yield anualizado de 8,8%
  • XPML11 — Shopping — 7,5% — dividend yield anualizado de 10,2%
  • BRCO11 — Logístico — 7,5% — dividend yield anualizado de 9,6%
  • BTLG11 — Logístico — 7,5% — dividend yield anualizado de 9,3%
  • KNRI11 — Híbrido — 7,5% — dividend yield anualizado de 7,9%
  • PVBI11 — Lajes corporativas — 6,0% — dividend yield anualizado de 6,3%
  • RBRP11 — Híbrido — 5,5% — dividend yield anualizado de 9,2%
  • ITRI11 — Multiestratégia — 5,0% — dividend yield anualizado de 11,6%
  • KNHF11 — Multiestratégia — 10,0% — dividend yield anualizado de 12,1%
  • KNIP11 — Ativos financeiros — 10,0% — dividend yield anualizado de 13,7%
  • KNUQ11 — Ativos financeiros — 10,0% — dividend yield anualizado de 13,6%
  • KNCR11 — Ativos financeiros — 10,0% — dividend yield anualizado de 13,0%

Onde está a principal leitura do mercado para abril

A carteira do Itaú BBA revela uma tese que vai além da simples divisão entre FIIs de papel e FIIs de tijolo. O que aparece no relatório é uma preferência por renda previsível, indexadores ainda favoráveis e exposição seletiva a segmentos operacionais capazes de sustentar crescimento mesmo com volatilidade de mercado.

Nos FIIs de papel, o banco segue enxergando o melhor equilíbrio entre remuneração e contexto macroeconômico. Nos fundos de tijolo, a leitura é de oportunidade, mas com necessidade de maior seletividade por causa do impacto das curvas de juros sobre o preço das cotas.

Para o investidor, a conclusão prática é que abril começa com um cenário em que os FIIs de papel continuam liderando a preferência das casas de análise, sem que isso elimine espaço para ganhos em segmentos tradicionais do mercado imobiliário listado. Em outras palavras, o momento ainda favorece estratégias defensivas em renda, mas deixa aberta a porta para captura de valor em ativos descontados e bem posicionados operacionalmente.

Se o cenário projetado para juros e inflação se confirmar, a tendência é de que os fundos de recebíveis continuem entre os principais destaques da indústria, enquanto os FIIs de tijolo podem ganhar mais tração à medida que o mercado passe a precificar com maior convicção um ambiente de redução gradual da taxa de desconto.

LEIA MAIS

Magalu (Mglu3) Fecha Parceria Com Amazon E Pode Ganhar Acesso A 10 Milhões De Novos Clientes, Diz Citi-Gazeta Mercantil
Mercados

Magazine Luiza (MGLU3) dispara 20,8% com expectativa de juros menores

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) brilham no Ibovespa (IBOV) no pregão desta sexta-feira (9). Entenda o que está no pano de fundo.

Leia MaisDetails
Terras Raras Concentram Cerca De 42% Dos Valores Mapeados, Enquanto Grupos Chineses Ampliam Presença E Grandes Mineradoras Reduzem Exposição A Ativos Fora De Suas Prioridades-Gazeta Mercantil
Negócios

Fusões e aquisições na mineração somam US$ 8,2 bi e terras raras concentram 42%

A mineração brasileira atravessa uma forte reacomodação de capital, impulsionada pela disputa internacional por minerais estratégicos e pela revisão dos portfólios de grandes grupos do setor. Fusões e...

Leia MaisDetails
Tiktok Shop Cresce 102 Vezes No Brasil E Entra Na Estratégia De Grandes Marcas - Gazeta Mercantil
Negócios

TikTok Shop cresce 102 vezes no Brasil e entra na estratégia de grandes marcas

Plataforma transforma influenciadores em vendedores e vídeos em lojas virtuais

Leia MaisDetails
Fiis Podem Chegar A R$ 15 Bilhões Em Cinco Anos, Projeta Gestor Do Pátria-Gazeta Mercantil
Fundos Imobiliários

BTG seleciona 8 FIIs de tijolo com desconto e dividendos de até 12,1%

Os fundos imobiliários de tijolo voltaram ao radar dos investidores diante da combinação entre desconto das cotas, distribuição de renda e possibilidade de valorização caso os juros de...

Leia MaisDetails
Hotel Rosewood - Gazeta Mercantil
Negócios

Cidade Matarazzo projeta superar R$ 1,5 bilhão em movimentação em 2026

Com mais de R$ 3 bilhões investidos, complexo Mata São Paulo, no Cidade Matarazzo, reúne hotel, restaurantes, arte, moda e novas atrações na Bela Vista

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

18:49:27
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
â‚¿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails
Brasileiros Conservadores - Gazeta Mercantil
Política

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Leia MaisDetails
Motos (Foto De Paulo Pinto, Abr)
Economia

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

Leia MaisDetails
Vivara Aprova Emissão De R$ 300 Milhões Em Debêntures Com Vencimento Em 2031-Gazeta Mercantil
Empresas

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP