quarta-feira, 4 de novembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Economia

FMI vê Brasil crescendo abaixo da média dos emergentes e projeta expansão de 1,9% em 2026

Projeção do Fundo Monetário Internacional aponta expansão moderada para a economia brasileira e destaca desempenho mais forte de China, Índia e outras regiões emergentes.

por Maria Helena Costa
17/04/2026 às 14h15
em Economia
Fmi Brasil: País Está Preparado Para Crise Global, Mas Dívida Preocupa E Exige Reformas-Gazeta Mercantil

FMI vê Brasil crescendo abaixo da média dos emergentes e projeta expansão de 1,9% em 2026

O Brasil deve registrar crescimento de 1,9% em 2026, segundo projeção divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), desempenho que mantém o país em ritmo inferior ao da média das economias emergentes e em desenvolvimento. Para 2027, a estimativa é de avanço de 2%, em um cenário de continuidade de expansão moderada e sem sinais de aceleração mais forte no horizonte.

Os números reforçam uma característica recorrente da economia brasileira na última década: crescimento baixo, oscilando em torno de patamares modestos, enquanto outros mercados emergentes avançam em velocidade maior. Em 2025, o Brasil havia crescido 2,3%, também dentro dessa faixa de pequenas variações.

Leia também: FMI projeta Brasil como a 8ª maior economia do mundo até 2030.

Pelas contas do FMI, o conjunto das economias emergentes e em desenvolvimento deverá crescer 3,9% em 2026 e 4,2% em 2027. O contraste evidencia a dificuldade do Brasil em acompanhar o dinamismo observado em outras regiões, especialmente na Ásia.

China e Índia seguem liderando expansão entre emergentes

A China e a Índia devem continuar puxando o crescimento global entre os países emergentes. Segundo o FMI, a economia chinesa deverá avançar 4,4% em 2026 e 4% em 2027. Já a Índia aparece novamente como um dos destaques entre as grandes economias, com expansão estimada em 6,5% em cada um dos dois anos.

Leia também: Orgânica Digital e RD Station lançam playbook sobre retenção e expansão de clientes para mais de 60 mil empresas.

Na América Latina e no Caribe, a projeção do Fundo aponta crescimento de 2,3% em 2026 e de 2,7% em 2027. Ainda que a região também enfrente desafios estruturais, o desempenho esperado supera ou se aproxima do ritmo brasileiro, a depender do ano analisado.

Para a África Subsaariana, o FMI estima expansão de 4,3% em 2026 e 4,4% em 2027, porcentuais que também deixam o Brasil em posição desfavorável na comparação com outras áreas do mundo em desenvolvimento.

Países avançados terão expansão mais fraca, mas EUA lideram grupo

Entre os países avançados, o crescimento projetado é menor do que o das economias emergentes, mas ainda assim o FMI traça diferenças relevantes entre os principais blocos. A previsão é de expansão de 1,8% em 2026 e de 1,7% em 2027 para esse conjunto de países.

Os Estados Unidos devem liderar esse grupo, com crescimento de 2,3% em 2026 e 2,1% em 2027. Na zona do euro, o cenário segue de recuperação mais lenta, com alta estimada de 1,1% neste ano e de 1,2% no próximo.

A Espanha aparece acima da média europeia, com projeção de crescimento de 2,1% em 2026 e 1,8% em 2027, desempenho mais robusto do que o esperado para a maior parte da região.

Baixo investimento segue como obstáculo para a economia brasileira

A leitura por trás da projeção do FMI reforça um ponto central do debate econômico brasileiro: a dificuldade histórica de elevar o investimento produtivo. Hoje, a taxa de investimento do país gira em torno de 18% do Produto Interno Bruto (PIB), frequentemente abaixo desse nível, o que limita a capacidade de expansão sustentada da atividade.

Em outras economias emergentes e em desenvolvimento, taxas de investimento de 20% ou mais são observadas com maior frequência. Esse diferencial ajuda a explicar por que países com condições semelhantes conseguem crescer de forma mais acelerada e constante ao longo do tempo.

Sem avanço mais robusto na formação de capital, a economia brasileira tende a manter um padrão de crescimento moderado, com baixa capacidade de ganho estrutural de produtividade.

Contas públicas, juros altos e insegurança pesam sobre o ambiente econômico

Entre os fatores que restringem uma trajetória mais forte para o Brasil estão a fragilidade fiscal, a limitação do investimento público e o ambiente de incerteza que afeta decisões do setor privado. A gestão das contas públicas, quando marcada por desequilíbrios e baixa previsibilidade, reduz a margem para investimentos governamentais em infraestrutura e em áreas estratégicas.

No setor privado, os juros elevados continuam sendo um dos principais freios à ampliação dos aportes em instalações, máquinas e equipamentos. Em um ambiente de crédito caro e incerteza econômica, empresas tendem a adiar projetos ou reduzir o volume de investimentos produtivos.

A previsibilidade também pesa. Quando há maior segurança econômica e regras mais estáveis, a disposição para imobilizar capital em projetos de longo prazo cresce. No caso brasileiro, esse ambiente ainda é visto como insuficiente para sustentar um ciclo mais vigoroso de expansão.

Brasil mantém crescimento moderado e distante do ritmo de outros emergentes

A nova projeção do FMI reforça, portanto, o quadro de crescimento moderado para o Brasil nos próximos anos. Embora o país continue avançando, o ritmo esperado permanece abaixo do observado em boa parte do mundo emergente e distante de economias que hoje lideram a expansão global.

Sem melhora consistente no investimento, no ambiente fiscal e nas condições de previsibilidade, a economia brasileira tende a seguir presa a um padrão de crescimento baixo, insuficiente para reduzir de forma mais rápida a distância em relação aos países mais dinâmicos do bloco emergente.

Leia também

  • Comprar ações da Alpargatas: Bank of America vê potencial de alta com melhora de margens e custos

LEIA MAIS

Serasa Registra 84,2 Milhões De Inadimplentes E Dívidas De R$ 597,4 Bilhões No Brasil-Gazeta Mercantil
Economia

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

O comprometimento financeiro dos consumidores brasileiros alcançou uma nova dimensão em setembro de 2026. O volume de dívidas em atraso chegou a R$ 597,4 bilhões, enquanto 84,2 milhões...

Leia MaisDetails
Tesouro Projeta Dívida Pública De 86,3% Do Pib Em 2036 E Identifica R$ 4,87 Trilhões Em Riscos Fiscais-Gazeta Mercantil
Economia

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

A dívida bruta do governo geral deve encerrar 2026 em 83,7% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a projeção apresentada pelo Tesouro Nacional no Relatório de...

Leia MaisDetails
Selic - Juros - Economia - Brasil - Gazeta Mercantil
Economia

Lara Resende propõe limitar Selic enquanto juros da dívida superam R$ 1,2 trilhão

Lara Resende propõe reduzir a Selic para 7,5% e limitar os juros. Entenda os impactos sobre a dívida pública, que acumula R$ 1,2 trilhão em juros.

Leia MaisDetails
Boletim Focus - Taxa Selic - Gazeta Mercantil
Economia

Focus hoje: mercado eleva projeções de inflação, Selic e dólar para 2026

Focus hoje eleva projeções para inflação, Selic e dólar. IPCA de 2026 sobe para 5,22%, juros chegam a 13,50% e dólar é projetado a R$ 5,34.

Leia MaisDetails
Admin Ajax 2025 12 11T094346.625 (1)
Economia

Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema

Nota fiscal do Simples Nacional mudou em novembro de 2026. Veja quem deve usar a NFS-e nacional e como emitir o documento em quatro passos.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

01:06:47
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Serasa Registra 84,2 Milhões De Inadimplentes E Dívidas De R$ 597,4 Bilhões No Brasil-Gazeta Mercantil
Economia

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

Leia MaisDetails
Mercados - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Leia MaisDetails
Gado Leiteiro - Gzt - Gazeta Mercantil
Agronegócio

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Leia MaisDetails
Dólar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Leia MaisDetails
Tesouro Projeta Dívida Pública De 86,3% Do Pib Em 2036 E Identifica R$ 4,87 Trilhões Em Riscos Fiscais-Gazeta Mercantil
Economia

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Lara Resende propõe limitar Selic enquanto juros da dívida superam R$ 1,2 trilhão

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Últimas notícias da Gazeta Mercantil