terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados

Futuros de Wall Street caem com investidores atentos à guerra no Irã

Contratos do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuam após sequência de ganhos, enquanto impasse entre Estados Unidos e Irã reacende cautela sobre petróleo, juros e ativos de risco.

por Camila Braga
10/05/2026 às 21h40
em Mercados
Futuros De Wall Street Caem Com Investidores Atentos À Guerra No Irã - Gazeta Mercantil

Os índices futuros de Wall Street abriram a noite deste domingo, 10 de maio de 2026, em queda, em um movimento de realização de lucros após uma sequência forte de ganhos nas bolsas americanas e em meio à cautela com as negociações para encerrar a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Por volta das 22h, os contratos futuros do Dow Jones recuavam cerca de 0,3%, ou 156 pontos, enquanto os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 cediam em torno de 0,2%. O movimento reflete busca por proteção diante da incerteza geopolítica e do avanço do petróleo.

Leia também: Private equity disputa talentos com Wall Street e amplia presença global em 2025.

O ajuste desta noite ocorre depois de uma semana positiva para o mercado acionário. O S&P 500 avançou mais de 2% nos últimos cinco pregões, enquanto o Nasdaq subiu mais de 4%, com ambos registrando a sexta semana consecutiva de alta, a maior sequência desde 2024. O Dow Jones fechou a semana com ganho de 0,2%, acumulando alta em cinco das últimas seis semanas.

A queda dos futuros sinaliza redução de exposição a ações após a valorização recente. Não indica, necessariamente, reversão de tendência, mas mostra que o mercado passou a exigir mais clareza sobre o risco geopolítico, a trajetória do petróleo e os efeitos da guerra no Irã sobre inflação, juros e crescimento global.

Leia também: Mercados atentos aos indicadores: IPCA-15 e destaques internacionais movimentam a semana financeira.

Wall Street realiza lucros após sequência de altas

A baixa ocorre em um ponto sensível. Depois de várias semanas de ganhos, parte dos investidores avalia que os principais índices americanos ficaram mais vulneráveis a correções de curto prazo, especialmente diante de notícias negativas no campo geopolítico.

S&P 500 e Nasdaq vinham sendo impulsionados por expectativas favoráveis para lucros corporativos, avanço de empresas de tecnologia e apostas de que uma solução diplomática no Oriente Médio poderia reduzir a pressão sobre energia e inflação. A frustração nas negociações entre Estados Unidos e Irã, no entanto, reduziu o apetite por risco neste início de semana.

No mercado futuro, esse tipo de reação funciona como primeiro termômetro do humor global. Como os contratos são negociados fora do pregão regular, antecipam a disposição dos investidores antes da abertura oficial em Nova York.

A queda de 0,2% a 0,3% ainda é moderada, mas a direção mostra preferência por cautela enquanto o mercado aguarda novas informações sobre as negociações diplomáticas, o comportamento do petróleo e a posição da Casa Branca.

Impasse com o Irã reacende cautela

O principal fator de preocupação é a guerra no Irã e a dificuldade de avanço em uma proposta de paz. Segundo a agência semioficial iraniana Tasnim, Teerã teria enviado uma nova proposta aos negociadores americanos com foco no encerramento do conflito em todos os frontes e no fim das sanções impostas ao país.

A reação do presidente americano Donald Trump elevou a incerteza. Em publicação na rede Truth Social neste domingo, Trump afirmou que não gostou da resposta iraniana e classificou a proposta como “totalmente inaceitável”. A declaração reduziu a percepção de que um acordo de cessar-fogo poderia ser alcançado rapidamente.

Para os mercados, a falta de entendimento prolonga a instabilidade no Oriente Médio e mantém sob risco rotas estratégicas de petróleo e gás. O Estreito de Ormuz segue no centro das preocupações, por ser uma das passagens mais relevantes para o fluxo global de energia.

Petróleo sobe e pressiona inflação

A reação mais imediata ao impasse apareceu no petróleo. Os preços subiram mais de US$ 3 por barril após a falta de avanço nas negociações. O Brent avançava para perto de US$ 104,50 por barril, enquanto o WTI se aproximava de US$ 98,50, segundo dados de mercado deste domingo.

A alta tem impacto direto sobre expectativas de inflação. Combustíveis mais caros pressionam custos de transporte, energia, logística e produção, com efeitos que podem se espalhar para diferentes setores.

Nos Estados Unidos, uma nova rodada de alta do petróleo pode dificultar o trabalho do Federal Reserve, caso a pressão sobre preços se mostre persistente. O mercado vinha apostando em um ambiente mais favorável para ativos de risco, apoiado por lucros corporativos e expectativa de estabilidade monetária. Um choque adicional de energia pode alterar essa leitura.

Tecnologia no centro da avaliação de risco

O Nasdaq 100, mais exposto a tecnologia e crescimento, recuava cerca de 0,2% nos futuros após uma semana de forte valorização do setor, com ampliação de posições em ações ligadas a inteligência artificial, semicondutores, software e plataformas digitais.

O segmento costuma ser mais sensível a mudanças nas expectativas de juros. Quando há risco de inflação mais alta, investidores recalibram o valor presente dos lucros futuros dessas empresas, o que pode provocar ajustes rápidos em ações que já subiram muito.

Ainda assim, o recuo desta noite tem mais características de realização de lucros do que de venda generalizada. O Nasdaq acumulou alta superior a 4% na semana anterior.

Dow Jones reflete cautela com cíclicos

Os futuros do Dow Jones, que reúne empresas industriais, financeiras, de saúde, consumo e energia, indicam que a cautela não está concentrada apenas em tecnologia. Investidores monitoram companhias mais sensíveis a custos de energia, comércio global e demanda.

Setores industriais e de transporte tendem a sofrer quando o petróleo sobe de forma persistente. Bancos também podem ser pressionados se a incerteza elevar a volatilidade. Por outro lado, empresas de energia podem se beneficiar de preços mais altos, efeito que nem sempre compensa a aversão a risco mais ampla.

Próximos passos

A principal variável para os próximos pregões será a evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã. O mercado observa se a rejeição inicial de Trump representa apenas postura de negociação ou impasse mais profundo.

No radar, está também a possibilidade de participação de outros atores internacionais. Reino Unido e França liderariam uma reunião com ministros da Defesa de cerca de 40 países para discutir alternativas voltadas à normalização dos fluxos comerciais pelo Estreito de Ormuz.

O risco sobre o fluxo de energia é central porque afeta petróleo, gás, frete marítimo, seguros e comércio global. Qualquer sinal de bloqueio ou interrupção mais severa nas rotas do Golfo Pérsico tende a provocar resposta rápida.

Após uma sequência expressiva de ganhos que deixou os índices em patamares elevados, Wall Street entra na semana com margem menor para erro e em compasso de espera, com volatilidade em evidência.

LEIA MAIS

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

A commodity oscilou no pregão após ter subido nas três sessões anteriores

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Leia MaisDetails
Dolar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (13) em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227 no mercado à vista, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior,...

Leia MaisDetails
Mercado Livre
Mercados

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

O Citi elevou a recomendação do Mercado Livre (MELI34) de Neutra/Alto Risco para Neutra e cortou o preço-alvo das ações. Saiba mais.

Leia MaisDetails
Ibovespa Hoje - B3 - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa hoje (13/10): Bolsa recua dos 209 mil pontos com eleições e inflação no radar

O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira (13), no primeiro pregão após o feriado nacional, interrompendo o movimento de valorização que levou a Bolsa brasileira a renovar seus...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

22:23:17
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Leia MaisDetails
Agronegocio - Gazeta Mercantil
Empresas

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP