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Home Economia

Preço do Petróleo Sobe 5% na Semana com Tensões entre EUA e Irã

por Maria Helena Costa - Repórter de Economia
20/02/2026 às 20h37 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h47
em Economia, Destaque, Notícias
Petróleo - Gazeta Mercantil

Escalada de tensão entre EUA e Irã projeta petróleo para patamar de US$ 100 e aciona alerta global

O mercado de energia encerrou a semana sob o signo da volatilidade, mas com uma tendência de alta consolidada que reflete a deterioração acelerada das relações diplomáticas e militares entre Washington e Teerã. O preço do petróleo tornou-se o termômetro imediato de um tabuleiro geopolítico incerto, onde o prêmio de risco voltou a ser o protagonista das cotações nas principais bolsas de mercadorias do mundo.

Nesta sexta-feira (20), os contratos futuros operaram próximos à estabilidade, em um movimento de consolidação após os ganhos expressivos acumulados nos últimos dias. O barril do tipo WTI para abril, negociado na Nymex, fechou com ligeira alta de 0,12% (US$ 0,08), cotado a US$ 66,48. Simultaneamente, o Brent para maio, referência global na ICE de Londres, avançou 0,04% (US$ 0,03), estabelecendo-se em US$ 71,30. No acumulado semanal, contudo, a valorização é robusta: o WTI saltou 5,71%, enquanto o Brent subiu 5,24%.

O catalisador central dessa pressão ascendente no preço do petróleo é a sinalização direta da Casa Branca sobre uma possível ofensiva militar contra o Irã. O impasse em torno do programa nuclear persa, que se arrasta sem soluções diplomáticas viáveis, atingiu um ponto de ruptura que força investidores a precificarem cenários de interrupção de oferta no Estreito de Ormuz, por onde escoa cerca de 20% do consumo mundial de óleo.

A doutrina Trump e o xadrez militar no Oriente Médio

A retórica de Washington subiu de tom de forma pragmática. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma ação militar para forçar o Irã a um novo acordo nuclear, o presidente Donald Trump foi enfático: “Acho que estou considerando isso”. A declaração, longe de ser um mero exercício de oratória, ecoa relatórios do Pentágono que sugerem a construção de condições estratégicas para ataques pontuais a instalações militares e infraestruturas governamentais iranianas.

Fontes diplomáticas e de inteligência indicam que uma autorização presidencial poderia desencadear ofensivas em poucos dias. Esse cenário de “iminência de conflito” alterou a percepção de valor da commodity. Analistas da Capital Economics pontuam que o mercado de energia está, atualmente, sob o controle total de um turbilhão geopolítico. O fundamento de oferta e demanda, embora ainda relevante, cedeu espaço ao medo de um choque de oferta repentino.

A estratégia norte-americana parece dividir-se em duas frentes: a pressão militar direta e a asfixia econômica. No entanto, o contra-ataque institucional veio de dentro dos próprios EUA. A decisão da Suprema Corte de derrubar certas tarifas de importação impostas pela administração Trump gerou uma onda de incerteza nos mercados financeiros, afetando a correlação entre o dólar e as commodities energéticas, o que explica a volatilidade intradiária observada nesta sexta-feira.

O prêmio de risco e as projeções para o barril

A precificação atual do preço do petróleo já embute o que os analistas chamam de “prêmio de guerra”. Estima-se que, entre o valor de equilíbrio fundamental e o valor de tela, existam entre US$ 7 e US$ 10 de prêmio de risco puramente geopolítico. Caso as hostilidades evoluam para um conflito aberto, as projeções são drásticas.

Especialistas do setor energético comparam o momento atual com episódios históricos de instabilidade no Golfo Pérsico. Se houver uma interrupção real nos fluxos de exportação do Irã ou de seus vizinhos, o preço do petróleo poderia plausivelmente testar a barreira dos US$ 100 por barril. Esse patamar não é visto de forma sustentada há anos e teria impactos inflacionários imediatos nas economias centrais e emergentes.

Além do fator Irã, o mercado digeriu uma bateria de dados macroeconômicos nos Estados Unidos. O Produto Interno Bruto (PIB), os índices de gerentes de compras (PMIs) e os dados de inflação apresentaram leituras divergentes, pintando um quadro complexo para o Federal Reserve. O sentimento econômico oscila entre o otimismo com a resiliência da atividade e o temor de que os custos de energia mais altos funcionem como um imposto sobre o consumo, desacelerando o crescimento global.

Dinâmicas de oferta e a resiliência do mercado

Apesar da tensão, o lado da oferta tenta manter o equilíbrio. A produção de shale gas e tight oil nos EUA continua em níveis elevados, mas a capacidade ociosa da OPEP+ é o que realmente preocupa. Se o conflito escalar, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos seriam os únicos capazes de compensar a ausência do petróleo iraniano no mercado internacional. Contudo, a logística de transporte sob fogo cruzado tornaria o seguro de cargas proibitivo, elevando o custo final ao consumidor independentemente da disponibilidade física do produto.

A volatilidade é alimentada pela incerteza sobre a profundidade de um eventual ataque. Se a investida for cirúrgica, o mercado pode realizar lucros rapidamente após o evento. Se for o início de uma campanha prolongada, a estrutura da curva de preços do petróleo entrará em um processo de backwardation profundo, onde os preços à vista ficam substancialmente mais caros que os futuros, sinalizando escassez imediata.

O impacto das decisões jurídicas no fluxo de capitais

Um elemento inesperado no fechamento da semana foi a intervenção da Suprema Corte dos EUA. Ao invalidar tarifas alfandegárias de Trump, o tribunal injetou uma variável de instabilidade na política externa e comercial americana. Para o investidor de petróleo, isso significa que a força política do Executivo pode enfrentar resistências internas, o que altera o cálculo de risco sobre o quão livre o presidente está para iniciar uma nova frente de guerra sem apoio total do aparato institucional.

Os mercados de ações e de câmbio reagiram simultaneamente. Um dólar mais volátil tende a tornar o petróleo — cotado na moeda americana — um ativo de proteção ainda mais desejado. Isso cria um ciclo vicioso de valorização que pressiona as margens das refinarias e aumenta o custo dos combustíveis na ponta final, influenciando diretamente os índices de preços ao produtor.

Geopolítica como fundamento intrínseco do setor energético

A análise fria dos números mostra que o preço do petróleo não é mais definido apenas em reuniões em Viena ou em relatórios de estoques do Departamento de Energia (DoE) dos EUA. Ele é, acima de tudo, um ativo político. A complexidade das relações no Oriente Médio, envolvendo não apenas EUA e Irã, mas também a influência russa e chinesa na região, garante que a volatilidade permaneça alta no curto e médio prazo.

O monitoramento de fluxos marítimos e a movimentação de tropas tornaram-se indicadores tão importantes quanto os dados de perfuração de poços. O investidor institucional, ciente dessa mudança de paradigma, tem buscado exposição em derivativos para proteger carteiras contra um “cisne negro” energético vindo do Golfo.

Horizontes e riscos para a estabilidade econômica mundial

O cenário base para as próximas semanas aponta para a manutenção do suporte de preços. É improvável que o preço do petróleo retorne aos níveis pré-tensão enquanto não houver um recuo diplomático claro de uma das partes. Pelo contrário, a retórica de “consideração de ataque” mantém os compradores em alerta e os vendedores reticentes em liquidar posições.

A economia global, ainda em processo de ajuste pós-pandêmico e lidando com taxas de juros elevadas, encontra-se em uma posição vulnerável. Um choque de energia neste momento poderia ser o catalisador de uma estagflação, onde o crescimento estagna mas a inflação sobe devido aos custos de produção e logística. O acompanhamento rigoroso das decisões em Washington e das respostas em Teerã será o divisor de águas entre a estabilidade e uma nova crise energética de proporções globais.

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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