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Gerdau (GGBR4) lucra R$ 1 bilhão no 1T26; operação nos EUA compensa desafios no Brasil

por João Souza - Repórter de Negócios
28/04/2026 às 10h23 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h19
em Negócios, Destaque, Notícias
Gerdau (Ggbr4) Lucra R$ 1 Bilhão No 1T26; Operação Nos Eua Compensa Desafios No Brasil - Gazeta Mercantil

Gerdau (GGBR4) consolida lucro de R$ 1 bilhão no 1T26 com impulso do mercado norte-americano

A Gerdau (GGBR4), maior empresa brasileira produtora de aço, apresentou nesta terça-feira seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2026, revelando uma resiliência operacional que superou as expectativas mais conservadoras do mercado. Com um lucro líquido ajustado de R$ 1,0 bilhão, a companhia registrou um salto expressivo de 51,2% em relação ao quarto trimestre de 2025 e um crescimento de 33,6% na comparação anual. Este desempenho, contudo, mascara uma dicotomia geográfica: enquanto a operação brasileira enfrenta ventos contrários severos, a força da economia na América do Norte tornou-se o principal pilar de sustentação do grupo.

O balanço da Gerdau (GGBR4) reflete uma estratégia de diversificação geográfica que se provou vital. A receita líquida consolidada somou R$ 16,7 bilhões no período, representando uma leve retração de 1,5% frente ao trimestre anterior. Entretanto, o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou para R$ 3,0 bilhões, um incremento de 24,6% sobre o 4T25. A margem EBITDA, indicador crucial de eficiência, subiu para 17,7%, evidenciando a capacidade da gestão em otimizar custos mesmo em um ambiente global de preços de commodities sob pressão.

O domínio da América do Norte na estrutura de resultados

O grande protagonista do trimestre para a Gerdau (GGBR4) foi, sem dúvida, o mercado norte-americano. O segmento respondeu por aproximadamente 75% do EBITDA ajustado consolidado da companhia, um nível de concentração que sublinha a importância estratégica das operações nos Estados Unidos e Canadá. O EBITDA ajustado na região atingiu R$ 2,2 bilhões, um avanço formidável de 88,1% na comparação anual.

Vários fatores explicam essa performance robusta. A produção de aço bruto na América do Norte cresceu 11,0% em comparação ao último trimestre de 2025, impulsionada pela retomada das atividades após a tradicional sazonalidade de fim de ano. Mais importante ainda, a demanda vinda de setores como construção não residencial, infraestrutura para energia renovável e canais de distribuição manteve-se aquecida. O cenário econômico nos EUA, marcado por incentivos federais a projetos de infraestrutura sustentável, tem garantido para a Gerdau (GGBR4) uma carteira de pedidos sólida e preços mais resilientes do que os observados no mercado latino-americano.

O desafio do aço importado no mercado brasileiro

Em contraste com o sucesso internacional, a operação da Gerdau (GGBR4) no Brasil atravessa um período de intensos desafios estruturais. A receita líquida em território nacional recuou 12,7% ante o trimestre anterior, totalizando R$ 6,3 bilhões. Este declínio é reflexo direto de uma combinação perniciosa para a indústria siderúrgica local: volumes de venda menores e preços pressionados pela concorrência global.

O ponto de maior preocupação para a administração da Gerdau (GGBR4) reside na penetração de aço importado, majoritariamente proveniente da China. No primeiro trimestre de 2026, a participação de produtos estrangeiros no consumo nacional de aços planos atingiu a média de 28,5%. Esse fluxo massivo de aço a preços frequentemente considerados abaixo do custo de produção internacional tem dificultado a recomposição de margens das usinas brasileiras. A companhia tem liderado, junto a entidades de classe, discussões sobre a necessidade de medidas de defesa comercial para equilibrar o jogo no mercado interno, onde o custo Brasil continua sendo um gargalo para a competitividade.

Gestão de capital: Dividendos e recompra de ações

A solidez do balanço permitiu que a Gerdau (GGBR4) mantivesse seu compromisso com a remuneração aos acionistas. A companhia aprovou a distribuição de R$ 354,1 milhões em dividendos, o que corresponde a R$ 0,18 por ação. Os investidores posicionados até o dia 13 de maio de 2026 garantirão o direito ao provento, com o pagamento programado para o dia 9 de junho. A partir de 14 de maio, os papéis passam a ser negociados na condição “ex-dividendos”.

Além dos dividendos, a Gerdau (GGBR4) segue executando com disciplina seu Programa de Recompra 2026. Até o mês de abril, a empresa já havia recomprado cerca de 21% do volume total de ações autorizadas pelo conselho, totalizando um investimento de R$ 210,7 milhões. A recompra de ações é vista por analistas como um sinal de confiança da diretoria no valor intrínseco da companhia, servindo como uma ferramenta adicional de geração de valor ao reduzir a base acionária e aumentar o lucro por ação no longo prazo.

Sustentabilidade financeira e alavancagem sob controle

Um dos pontos altos do relatório do 1T26 da Gerdau (GGBR4) é a saúde financeira do grupo. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 8,2 bilhões, resultando em um índice de alavancagem de apenas 0,74 vez o EBITDA ajustado. Este patamar é considerado extremamente saudável, conferindo à empresa uma flexibilidade estratégica para atravessar ciclos de baixa ou aproveitar oportunidades de aquisição.

O fluxo de caixa livre, por sua vez, permaneceu positivo em R$ 16 milhões, apesar do consumo natural de capital de giro típico de início de ano. No que tange aos investimentos, o CAPEX somou R$ 1,1 bilhão no trimestre. Embora o valor seja 27% inferior ao registrado no 4T25, ele está rigorosamente alinhado com o guidance de R$ 4,7 bilhões estipulado para o ano de 2026. A Gerdau (GGBR4) tem direcionado esses recursos primordialmente para a modernização de suas plantas e para iniciativas ligadas à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança), buscando reduzir a pegada de carbono de sua produção.

Dinâmica setorial e o futuro da siderurgia

A siderurgia global enfrenta uma fase de transição tecnológica e geográfica. Para a Gerdau (GGBR4), o futuro passa pela consolidação da liderança em aços longos e especiais nas Américas. A empresa tem investido em digitalização e na automação de processos para mitigar a volatilidade dos preços das matérias-primas, como o sucata de ferro e o minério.

Analistas do setor observam que a capacidade da Gerdau (GGBR4) de gerar caixa em diferentes ciclos econômicos é o que a diferencia de seus pares. Enquanto outras siderúrgicas globais sofrem com a desaceleração do setor imobiliário chinês, a Gerdau se beneficia da reindustrialização norte-americana. A expectativa para os próximos trimestres de 2026 é de que a operação brasileira mostre sinais de recuperação à medida que as medidas governamentais de proteção ao mercado de aço comecem a surtir efeito e o setor de infraestrutura local ganhe tração.

O papel da construção civil e energia renovável

A demanda por aço está intimamente ligada ao PIB da construção civil. No mercado externo, o fornecimento para parques eólicos e solares tornou-se uma linha de negócio de alta margem para a Gerdau (GGBR4). Nos Estados Unidos, a substituição de infraestrutura obsoleta e a transição energética exigem grandes volumes de aço de alta resistência, segmento onde a companhia possui expertise consolidada.

No Brasil, a retomada de projetos de habitação popular e obras de saneamento são vistos como catalisadores potenciais para o restante do ano. A diretoria da Gerdau (GGBR4) reiterou que o foco permanece no crescimento sustentável e na manutenção da solidez financeira, priorizando a rentabilidade sobre o volume puro. O mercado aguarda agora a evolução dos preços do minério de ferro e do carvão, que impactam diretamente o custo de produção e, consequentemente, o lucro líquido dos próximos períodos.

Governança e visão da administração no 1T26

A mensagem da administração que acompanha o balanço enfatiza a continuidade da estratégia de longo prazo. A Gerdau (GGBR4) reforçou que a disciplina na alocação de capital e a busca pela excelência operacional são inegociáveis. A transição para uma produção de baixo carbono também foi destacada como uma vantagem competitiva, especialmente em mercados que começam a tributar ou restringir o “aço sujo”.

A Gazeta Mercantil avalia que o resultado deste primeiro trimestre coloca a Gerdau (GGBR4) em uma posição de destaque no Ibovespa. A capacidade de entregar um lucro de R$ 1 bilhão em um cenário doméstico adverso é um atestado da robustez do modelo de negócios da siderúrgica. Os acionistas, protegidos pela baixa alavancagem e pela política de dividendos, veem na companhia um porto seguro em meio à volatilidade do setor de commodities.

Estratégia frente à concorrência global e dumping

O enfrentamento ao dumping chinês continua sendo o tema central das reuniões de diretoria da Gerdau (GGBR4). A empresa tem investido em inteligência de mercado para agir rapidamente junto aos órgãos reguladores. No Brasil, o setor clama por uma tarifa de importação de 25% para produtos siderúrgicos, similar à adotada por outras economias desenvolvidas, para proteger a integridade da indústria nacional e os milhares de empregos gerados pela cadeia do aço.

Enquanto a solução regulatória não chega, a Gerdau (GGBR4) aposta na proximidade com o cliente final e na prestação de serviços agregados para manter seu market share. A agilidade logística e a qualidade técnica dos aços especiais produzidos pela companhia servem como barreiras de entrada para os importados, que muitas vezes competem apenas no quesito preço, sem oferecer as mesmas garantias de suporte e especificação técnica.

Perspectivas macroeconômicas para o setor de aço em 2026

O desempenho do Gerdau (GGBR4) ao longo de 2026 dependerá substancialmente da trajetória dos juros e da inflação nas grandes economias. Juros mais baixos tendem a estimular o setor imobiliário, grande consumidor de aços longos. Por outro lado, a estabilidade cambial é fundamental para o planejamento de custos de importação de insumos.

A companhia encerra este primeiro capítulo do ano com a confiança do investidor renovada. O lucro líquido bilionário e o avanço do EBITDA provam que a Gerdau sabe operar sob pressão. Se o mercado brasileiro reagir conforme o esperado no segundo semestre, a siderúrgica poderá fechar 2026 com um dos melhores desempenhos de sua história recente, consolidando-se não apenas como uma gigante industrial, mas como uma máquina de geração de valor financeiro.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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