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Herdeiros da Ray-Ban entram em guerra bilionária por controle da dona da EssilorLuxottica

Processo em Luxemburgo questiona reorganização de R$ 60 bilhões na holding da família Del Vecchio e amplia tensão sucessória.

por Alice Nascimento - Repórter de Negócios
10/05/2026 às 05h25 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h21
em Empresas, Destaque, Notícias
Herdeiros Da Ray-Ban Entram Em Guerra Bilionária Por Controle Da Dona Da Essilorluxottica-Gazeta Mercantil

Uma nova disputa judicial entre herdeiros da família Del Vecchio colocou em risco uma reorganização societária estimada em cerca de 10 bilhões de euros — aproximadamente R$ 60 bilhões — envolvendo a Delfin, holding que controla a participação da família na EssilorLuxottica, gigante global do setor óptico e dona de marcas como Ray-Ban e Oakley. O processo foi apresentado na Justiça de Luxemburgo por Rocco Basilico, enteado do fundador Leonardo Del Vecchio, e pode alterar o equilíbrio de poder dentro de um dos maiores conglomerados empresariais da Itália.

A ação questiona a validade da assembleia realizada em 27 de abril que aprovou a transferência de participações acionárias dentro da Delfin. Segundo a contestação, a operação teria sido aprovada com quórum inferior ao previsto no estatuto da holding familiar, o que, na avaliação do autor do processo, invalidaria todas as decisões tomadas na reunião.

O caso adiciona uma nova camada de tensão à sucessão patrimonial da família Del Vecchio, quatro anos após a morte de Leonardo Del Vecchio, empresário que transformou a Luxottica em um dos maiores grupos globais do mercado de óculos e tecnologia óptica.

A disputa também ocorre em um momento estratégico para a EssilorLuxottica, companhia que ampliou presença no segmento de tecnologia vestível após acordos com a Meta Platforms para desenvolvimento de óculos inteligentes com inteligência artificial.

Disputa gira em torno do controle da Delfin

O centro do embate envolve a tentativa de Leonardo Maria Del Vecchio ampliar sua participação dentro da Delfin por meio da compra das fatias pertencentes aos irmãos Luca Del Vecchio e Paola Del Vecchio.

Caso a operação seja concluída, Leonardo Maria passará a deter 37,5% da holding, consolidando-se como o principal acionista individual da estrutura familiar criada para administrar os ativos do grupo.

A Delfin é considerada peça central do patrimônio construído por Leonardo Del Vecchio. Além da participação relevante na EssilorLuxottica, a holding mantém investimentos em instituições financeiras italianas e outros ativos estratégicos na Europa.

Segundo pessoas familiarizadas com o caso, Rocco Basilico argumenta que a aprovação da operação deveria exigir mais de 88% dos votos da holding, conforme previsão estatutária para transferências acionárias envolvendo terceiros.

Entretanto, a transação acabou aprovada com base em maioria de 75%, percentual que a defesa de Basilico considera insuficiente para validar o negócio.

Como o herdeiro possui 12,5% dos direitos de voto da Delfin, sua oposição teria capacidade de bloquear a reorganização caso o quórum mais elevado fosse aplicado.

Na ação apresentada em Luxemburgo, Basilico solicita a anulação integral das deliberações aprovadas na assembleia.

Estrutura de sucessão enfrenta nova crise após morte do fundador

A disputa evidencia as dificuldades enfrentadas pela família Del Vecchio na definição do modelo sucessório do império empresarial deixado pelo fundador da Luxottica.

Leonardo Del Vecchio morreu em 2022 e deixou uma estrutura societária complexa, envolvendo diferentes herdeiros, participações cruzadas e ativos bilionários espalhados por diversos setores.

Desde então, o mercado acompanha com atenção os movimentos dentro da Delfin, considerada o principal instrumento de governança da família.

A preocupação de investidores e analistas envolve principalmente a estabilidade da estrutura de controle da EssilorLuxottica, empresa avaliada entre as maiores companhias europeias do setor de luxo, óptica e tecnologia de consumo.

Embora a disputa judicial esteja concentrada na holding familiar, o caso amplia as incertezas sobre o processo de sucessão e sobre a futura configuração de poder dentro do conglomerado.

Especialistas em governança corporativa apontam que conflitos sucessórios envolvendo grandes grupos familiares frequentemente afetam decisões estratégicas, distribuição de dividendos, planejamento patrimonial e percepção de risco dos investidores.

Política de dividendos também entrou na disputa judicial

Além do questionamento sobre o quórum da assembleia, a ação apresentada por Basilico também mira alterações na política de distribuição de dividendos da Delfin.

Segundo os relatos ligados ao processo, a nova estrutura prevê distribuição mínima de 80% do lucro líquido anual entre 2025 e 2027 após a conclusão da reorganização societária.

Na avaliação de pessoas próximas ao caso, a medida poderia facilitar o financiamento da compra das participações dos irmãos por Leonardo Maria Del Vecchio.

O tema adiciona pressão financeira à disputa familiar porque envolve diretamente a estratégia de remuneração dos acionistas da holding.

Mudanças em políticas de dividendos normalmente são observadas com atenção pelo mercado, sobretudo quando associadas a processos de reorganização societária ou consolidação de controle acionário.

No caso da Delfin, a discussão ganha dimensão ainda maior devido ao peso da participação na EssilorLuxottica e à relevância internacional do grupo.

EssilorLuxottica amplia presença em tecnologia vestível

A disputa societária ocorre em meio a uma fase de transformação estratégica da EssilorLuxottica.

A companhia intensificou investimentos em tecnologia vestível nos últimos anos, especialmente após ampliar parcerias com a Meta Platforms para o desenvolvimento de óculos inteligentes integrados a recursos de inteligência artificial.

O movimento colocou a dona da Ray-Ban em posição relevante dentro da corrida global por dispositivos conectados e plataformas de computação vestível.

A aproximação entre empresas de tecnologia e fabricantes de acessórios premium é vista pelo mercado como uma das principais tendências do setor, principalmente diante da expansão de produtos baseados em inteligência artificial generativa e integração de hardware com plataformas digitais.

Nesse contexto, a estabilidade societária da Delfin passou a ter peso estratégico adicional para investidores internacionais.

A EssilorLuxottica é atualmente uma das maiores fabricantes globais de óculos e lentes, reunindo marcas históricas do setor óptico e contratos de licenciamento com grandes grifes internacionais.

Além da Ray-Ban e Oakley, o grupo opera marcas e linhas ligadas aos segmentos de luxo, esportes e saúde visual.

Mercado acompanha impacto institucional da disputa familiar

Embora o processo ainda esteja em fase inicial, o caso já elevou a atenção do mercado financeiro europeu para os desdobramentos jurídicos da disputa.

A eventual suspensão ou revisão da reorganização acionária pode atrasar decisões estratégicas dentro da Delfin e ampliar a fragmentação entre os herdeiros do grupo.

Analistas avaliam que o principal risco institucional envolve um prolongamento das disputas sucessórias em torno da holding, cenário que poderia gerar maior instabilidade na governança do conglomerado.

Até o momento, não há indicação de mudanças operacionais imediatas na EssilorLuxottica em decorrência do litígio.

Ainda assim, o episódio reforça a sensibilidade do mercado em relação a estruturas familiares que concentram participações estratégicas em grandes grupos globais.

Conflitos dessa natureza costumam ser acompanhados de perto por investidores porque podem influenciar decisões de alocação de capital, sucessão executiva, distribuição de dividendos e estratégias de expansão internacional.

Caso amplia incertezas sobre sucessão do império Del Vecchio

A nova batalha judicial em Luxemburgo recoloca a sucessão da família Del Vecchio no centro das atenções do mercado europeu e amplia as incertezas sobre o futuro da Delfin, holding responsável por administrar parte relevante do patrimônio construído pelo fundador da Luxottica.

O processo pode redefinir o equilíbrio de forças entre os herdeiros e atrasar uma reorganização considerada estratégica para a consolidação do controle acionário da família.

Ao mesmo tempo, a disputa ocorre em um momento de transformação da EssilorLuxottica, que busca ampliar presença no segmento de tecnologia vestível e inteligência artificial, áreas vistas como prioritárias para o crescimento do grupo nos próximos anos.

Tags: Delfíndisputa societáriaEmpresasEssilorLuxotticafamília Del VecchioLeonardo Del VecchioLuxotticaMeta PlatformsRay-Bansucessão empresarialtecnologia vestível

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. 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Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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