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Iguatemi (IGTI11) tem lucro de R$ 239,5 milhões no 1T26, alta de 110%, com venda de ativos

por João Souza - Repórter de Negócios
06/05/2026 às 00h10 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h20
em Negócios, Destaque, Notícias
Iguatemi (Igti11 ) - Gazeta Mercantil

A Iguatemi (IGTI11) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 239,5 milhões, avanço de 110% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado por um ganho de capital de R$ 144,5 milhões obtido com a venda de participações minoritárias em quatro shoppings: Alphaville, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Praia de Belas.

O desempenho reforça a estratégia da Iguatemi (IGTI11) de concentrar capital nos empreendimentos mais rentáveis e com maior produtividade de vendas. A companhia tem reduzido exposição a ativos considerados menos estratégicos e ampliado presença em shoppings de alto desempenho, especialmente em regiões de maior renda e consumo.

Além do efeito extraordinário da venda de ativos, a Iguatemi (IGTI11) apresentou crescimento nas principais linhas de receita, incluindo locação de lojas, estacionamentos, taxa de administração e varejo. O avanço operacional compensou parcialmente a pressão do resultado financeiro, afetado pelo custo mais alto da dívida em um ambiente ainda marcado por juros elevados.

O Ebitda ajustado da Iguatemi (IGTI11) somou R$ 405,2 milhões no 1T26, crescimento de 65,9% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada atingiu 109,9%, alta de 35,8 pontos porcentuais. O FFO ajustado, indicador que exclui depreciação, amortização e efeitos não caixa, chegou a R$ 274,7 milhões, expansão de 98,4%.

Lucro da Iguatemi (IGTI11) salta com ganho de capital

O salto do lucro da Iguatemi (IGTI11) no primeiro trimestre foi fortemente influenciado pelo ganho de capital registrado com a venda de participações minoritárias em quatro empreendimentos. A operação gerou impacto positivo de R$ 144,5 milhões no balanço.

O movimento faz parte da estratégia de reciclagem de portfólio. Na prática, a companhia vende participações em ativos menos aderentes ao perfil atual de retorno e direciona esforços para shoppings de maior produtividade, maior resiliência e melhor posicionamento junto a consumidores de renda mais alta.

A Iguatemi (IGTI11) vem reforçando essa orientação nos últimos anos. A empresa adquiriu participação em ativos relevantes como RioSul, Pátio Paulista e Higienópolis, empreendimentos que estão entre os shoppings de maior desempenho em vendas no país. Ao mesmo tempo, reduziu exposição a ativos considerados menos estratégicos.

A combinação entre venda de ativos, crescimento de receitas e melhora operacional explica o avanço do lucro. Embora o ganho de capital tenha peso relevante no número final, os indicadores recorrentes também mostraram evolução, com alta em vendas dos lojistas, aluguéis, receitas de estacionamento e varejo.

Vendas dos shoppings somam R$ 5,7 bilhões no trimestre

As vendas dos shoppings da Iguatemi (IGTI11) alcançaram R$ 5,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, avanço de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento mostra uma combinação de maior fluxo, melhor desempenho dos lojistas e portfólio mais concentrado em ativos de alto padrão.

As vendas nas mesmas lojas, indicador que considera unidades abertas há mais de um ano, cresceram 5,2%. O resultado é importante porque mostra expansão em uma base comparável, sem depender apenas de novas lojas ou mudanças de portfólio.

Os aluguéis nas mesmas lojas subiram 6%, acima da inflação em parte dos contratos, refletindo reajustes, renegociações em patamares mais altos e aumento da produtividade comercial dos empreendimentos. Para empresas de shopping centers, a evolução dos aluguéis é um dos principais indicadores de qualidade do portfólio.

As vendas por metro quadrado cresceram 7,7%, alcançando R$ 8,2 mil. Já os aluguéis por metro quadrado avançaram 8,8%, para R$ 667. Esses números reforçam a tese de que a Iguatemi (IGTI11) está capturando ganhos de produtividade em seus principais ativos.

Receita líquida cresce 14,5% no 1T26

A receita líquida da Iguatemi (IGTI11) totalizou R$ 361 milhões no primeiro trimestre, alta de 14,5% na comparação anual. O avanço foi sustentado por crescimento nas principais frentes de negócio da companhia.

A receita total com locação de espaços nos shoppings cresceu 6,3%, para R$ 265,8 milhões. O desempenho foi favorecido por reajustes contratuais, novos contratos em valores mais elevados e aumento da base de lojistas.

A receita com estacionamentos também avançou. No trimestre, essa linha somou R$ 63,4 milhões, alta de 5,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A melhora indica maior circulação nos empreendimentos e reforça a recuperação da atividade em shopping centers de alto padrão.

Outra frente em expansão foi a taxa de administração, que cresceu 19,2%, para R$ 22,9 milhões. Esse crescimento acompanha a gestão dos empreendimentos e contribui para diversificar as receitas da companhia além dos aluguéis tradicionais.

Varejo próprio e marketplace ganham peso no balanço

Um dos destaques do resultado da Iguatemi (IGTI11) foi a receita de varejo, que inclui o marketplace Iguatemi 365 e lojas próprias. Essa linha somou R$ 56,7 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 59%.

O avanço foi atribuído ao maior número de marcas operadas pela companhia nos últimos meses, incluindo nomes como Polo Ralph Lauren e Birkenstock. A estratégia amplia a presença da Iguatemi em segmentos ligados ao consumo premium e ao relacionamento direto com clientes.

A operação de varejo tem papel complementar ao negócio tradicional de shopping centers. Além de gerar receita adicional, ela reforça a capacidade da Iguatemi (IGTI11) de operar marcas, integrar canais digitais e físicos e ampliar o ecossistema de consumo dos empreendimentos.

O marketplace Iguatemi 365 também fortalece a estratégia omnichannel da companhia. Em um setor em que a experiência do consumidor é cada vez mais integrada, a combinação de lojas físicas, marcas próprias operadas e plataforma digital pode ampliar a recorrência de compra e o engajamento dos clientes.

Ebitda ajustado avança 65,9% e margem supera 100%

O Ebitda ajustado da Iguatemi (IGTI11) chegou a R$ 405,2 milhões no 1T26, alta de 65,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda ajustada atingiu 109,9%, avanço de 35,8 pontos porcentuais.

A margem acima de 100% reflete efeitos específicos do período, incluindo o ganho de capital da venda de participações minoritárias. Ainda assim, o indicador mostra forte expansão de geração operacional ajustada no trimestre.

O Ebitda é uma medida relevante para empresas de shopping centers porque ajuda a avaliar a capacidade de geração de caixa antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização. No caso da Iguatemi (IGTI11), a evolução do indicador reforça a melhora do resultado operacional e a contribuição da estratégia de portfólio.

A companhia também reportou FFO ajustado de R$ 274,7 milhões, avanço de 98,4%. A margem FFO atingiu 74,5%, alta de 32,5 pontos porcentuais. O indicador é acompanhado pelo mercado por refletir melhor a geração recorrente de caixa em empresas do setor imobiliário e de shopping centers.

Custos sobem, mas despesas administrativas têm alta moderada

Os custos operacionais da Iguatemi (IGTI11) somaram R$ 70,6 milhões no primeiro trimestre. As despesas gerais e administrativas chegaram a R$ 36,9 milhões, alta de 2,8% na comparação anual.

O aumento moderado das despesas administrativas sugere controle de estrutura em meio ao crescimento da receita. Em empresas de shopping centers, a disciplina de custos é fundamental para preservar margem, especialmente quando há pressão financeira causada por juros elevados.

O desempenho operacional da Iguatemi (IGTI11) foi suficiente para compensar parte do impacto do resultado financeiro. A companhia conseguiu expandir receitas em diferentes linhas e melhorar indicadores de produtividade, mesmo com despesas financeiras mais altas.

A gestão de custos será um ponto de atenção nos próximos trimestres. Com inflação, juros e custos de operação ainda relevantes, a manutenção de margens dependerá da capacidade da companhia de continuar elevando aluguéis, reduzindo inadimplência e mantendo ocupação elevada.

Juros altos pressionam resultado financeiro

O resultado financeiro da Iguatemi (IGTI11) ficou negativo em R$ 100,7 milhões no primeiro trimestre, valor 27% maior que o registrado um ano antes. A despesa líquida reflete o peso dos juros altos sobre a dívida da companhia.

Esse ponto segue como uma das principais variáveis de atenção para o mercado. Empresas com estrutura de capital relevante tendem a sentir mais intensamente os efeitos de um ciclo prolongado de juros elevados. No setor de shopping centers, o custo da dívida pode afetar lucro líquido, investimentos e distribuição de resultados.

Apesar dessa pressão, a Iguatemi (IGTI11) encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 1,9 bilhão, recuo de 13,9% em relação ao quarto trimestre de 2025. A redução da dívida ajuda a mitigar parte do impacto financeiro e melhora a percepção sobre a estrutura de capital.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido, caiu para 1,29 vez, ante 1,68 vez no trimestre anterior. A melhora mostra avanço na desalavancagem e reforça o efeito positivo da venda de ativos e da disciplina financeira.

Ocupação sobe e inadimplência recua nos shoppings

A taxa de ocupação dos shoppings da Iguatemi (IGTI11) subiu para 97,3% no início de 2026, ante 96,6% um ano antes. O indicador mostra elevada procura por espaços nos empreendimentos da companhia e reforça a atratividade do portfólio.

A ocupação é um dos dados mais importantes para o setor. Shoppings com alta ocupação tendem a ter receitas mais estáveis, maior fluxo de consumidores e melhor poder de negociação com lojistas. Também podem capturar aluguéis mais altos em renovações e novos contratos.

Outro ponto positivo foi a queda da inadimplência líquida dos lojistas, que recuou para 0,7%, ante 1,4% no ano anterior. A redução indica melhora na saúde financeira da base de lojistas e maior previsibilidade de recebimentos para a companhia.

A combinação entre alta ocupação e menor inadimplência reforça a qualidade operacional da Iguatemi (IGTI11). Esses indicadores são especialmente relevantes em um ambiente econômico ainda desafiador, no qual o consumo depende de renda, crédito e confiança do consumidor.

Estratégia mira shoppings de alta produtividade

A estratégia da Iguatemi (IGTI11) tem sido concentrar capital nos chamados ativos troféus, expressão usada para empreendimentos de alto padrão, elevada produtividade e localização estratégica. A companhia afirma que seis dos 15 principais shoppings do Brasil pertencem ao seu portfólio.

Esse posicionamento diferencia a empresa dentro do setor. Shoppings premium costumam ter lojistas mais resilientes, consumidores de maior renda, marcas internacionais e maior capacidade de repasse de aluguel. Em períodos de desaceleração econômica, esse perfil pode oferecer maior proteção.

Nos últimos anos, a Iguatemi (IGTI11) reforçou sua presença em ativos como RioSul, Pátio Paulista e Higienópolis. Esses empreendimentos apresentam níveis de vendas elevados e contribuem para o aumento da produtividade média do portfólio.

Ao mesmo tempo, a venda de participações em shoppings menos relevantes reduz a dispersão de capital. A estratégia permite que a companhia concentre energia operacional e financeira nos ativos com maior potencial de retorno.

Iguatemi (IGTI11) combina crescimento operacional e reciclagem de portfólio

O resultado do primeiro trimestre mostra uma Iguatemi (IGTI11) mais focada em eficiência, produtividade e ativos de maior rentabilidade. O crescimento do lucro foi fortemente impulsionado por ganho de capital, mas os dados operacionais também mostraram evolução.

A alta de 12,8% nas vendas dos shoppings, o crescimento de 5,2% nas vendas nas mesmas lojas, a expansão dos aluguéis e a melhora da ocupação indicam desempenho positivo da operação. Ao mesmo tempo, a queda da inadimplência reforça a qualidade da base de lojistas.

A receita de varejo, com avanço de 59%, mostra que a companhia busca ampliar fontes de receita além do aluguel tradicional. O crescimento do Iguatemi 365 e das lojas próprias operadas por marcas premium pode se tornar uma frente cada vez mais relevante dentro do ecossistema da empresa.

A redução da dívida líquida e da alavancagem também contribui para melhorar o balanço. Em um cenário de juros altos, diminuir o peso financeiro é essencial para preservar lucro e sustentar investimentos.

Resultado reforça foco da Iguatemi em rentabilidade e ativos premium

A Iguatemi (IGTI11) encerrou o 1T26 com números que combinam ganho extraordinário, crescimento operacional e melhora na estrutura de capital. O lucro líquido de R$ 239,5 milhões, alta de 110%, reflete tanto a venda de participações minoritárias quanto a expansão das principais linhas de receita.

O avanço das vendas dos lojistas, a elevação dos aluguéis, o crescimento da receita de estacionamento e a forte alta no varejo próprio sustentam a leitura de que a companhia atravessou um trimestre positivo. Ao mesmo tempo, a pressão dos juros sobre o resultado financeiro mostra que o ambiente macroeconômico segue relevante para a empresa.

A estratégia de concentrar capital em shoppings de maior produtividade deve continuar orientando a alocação de recursos da Iguatemi (IGTI11). A companhia vem se posicionando em ativos premium, com maior resiliência e maior capacidade de geração de caixa.

Para investidores, os próximos trimestres serão importantes para avaliar a recorrência dos ganhos operacionais sem o efeito extraordinário da venda de ativos. Ainda assim, o 1T26 reforça a capacidade da empresa de combinar reciclagem de portfólio, disciplina financeira e crescimento em linhas estratégicas.

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A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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