terça-feira, 2 de junho de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Home Economia

Inflação no Brasil desacelera: projeções para 2025 indicam cenário mais favorável

por Redação
07/07/2025 às 10h35 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h36
em Economia, Destaque, Notícias
Inflação No Brasil Desacelera: Projeções Para 2025 Indicam Cenário Mais Favorável Gazeta Mercantil - Jornal De Economia

Inflação no Brasil desacelera e sinaliza novo ciclo econômico: veja projeções, impactos e tendências para 2025

A inflação no Brasil apresenta sinais consistentes de desaceleração em 2025, refletindo um cenário macroeconômico mais favorável tanto no mercado doméstico quanto no contexto internacional. Dados recentes do IPCA e do IGP-DI reforçam a tendência de alívio inflacionário, enquanto os setores de varejo e serviços demonstram estabilidade e moderação. Ao mesmo tempo, a economia global vive um momento misto, com a resiliência dos Estados Unidos, retração no varejo da Zona do Euro e pressão deflacionária na China. Esses fatores, juntos, ajudam a moldar as expectativas sobre juros e crescimento no Brasil e no mundo.

IPCA aponta para menor variação mensal dos últimos dois anos

A principal referência da inflação no Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve apresentar uma variação de 0,19% em junho. Caso confirmado, será o menor resultado para o mês em dois anos. Essa desaceleração é atribuída principalmente à deflação nos preços dos alimentos, mesmo com a permanência da bandeira tarifária vermelha nível 1 imposta pela Aneel e alguns focos de pressão inflacionária pontual.

A inflação acumulada em 12 meses pode recuar para 5,30%, atingindo o menor patamar dos últimos quatro meses, mas ainda acima do teto da meta estabelecida para o período. Para 2025, a projeção do IPCA se mantém próxima a 5%, mais precisamente em 4,89%, refletindo o equilíbrio entre os choques recentes e o comportamento benigno de alguns componentes-chave da cesta de consumo.

IGP-DI reforça perspectiva de inflação controlada

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de junho deve intensificar o movimento deflacionário iniciado em maio, com uma queda estimada em 2,1%. A redução está sendo puxada principalmente pela queda expressiva nos preços de produtos agropecuários importantes, como arroz, milho, trigo, café e açúcar.

Essa tendência no atacado, em especial nos produtos in natura, tende a se refletir gradualmente nos preços ao consumidor. O real valorizado também contribui para esse movimento, ao baratear os produtos importados. Ainda que o cumprimento da meta de inflação no Brasil em 2025 continue desafiador, o ambiente se mostra menos pressionado e mais equilibrado do que nos anos anteriores.

Comércio varejista cresce de forma seletiva

No comércio varejista, os dados de maio apontam para uma leve alta nas vendas, especialmente em segmentos sensíveis à renda, como alimentos e vestuário. No entanto, categorias dependentes de crédito, como veículos, eletrodomésticos e materiais de construção, demonstram sinais de enfraquecimento.

O recuo nas vendas de material de escritório e informática e a estagnação nos segmentos de móveis e eletrodomésticos indicam uma nova fase de transição para o consumo, impactado por juros elevados e maior seletividade das famílias. Mesmo assim, o setor segue contribuindo de forma positiva para o crescimento da economia.

Serviços mantêm estabilidade com suporte do mercado de trabalho

O setor de serviços apresenta sinais de moderação, com estabilidade no volume de maio. A desaceleração se deve à perda de fôlego do agronegócio e à retração da produção industrial, além da influência de fatores externos. O PMI de serviços, indicador antecedente, permaneceu abaixo de 50 pontos em junho, apontando contração da atividade.

Apesar disso, o consumo das famílias continua sustentado por um mercado de trabalho aquecido. A taxa de desemprego segue em queda, o que ajuda a manter o dinamismo dos serviços e suaviza os efeitos negativos da desaceleração em outros setores. A resiliência do emprego torna incerto o ritmo real de arrefecimento da economia no curto prazo.

Economia dos EUA mantém tração e pode postergar cortes de juros

Nos Estados Unidos, a atuação do Federal Reserve (Fed) continua sob os holofotes. A ata da última reunião da instituição deve trazer um tom mais rígido, refletindo a persistência de riscos inflacionários e a solidez do mercado de trabalho norte-americano.

As expectativas de corte de juros para este mês praticamente desapareceram. A maioria das apostas se concentra na reunião de setembro, mas nem essa data é garantida, dado o cenário de preços elevados de energia e tensões comerciais. A manutenção de uma política monetária restritiva nos EUA pode influenciar diretamente o câmbio e a inflação no Brasil, especialmente via repasse cambial.

Zona do Euro apresenta enfraquecimento no consumo

Na Europa, a economia também enfrenta desafios. As vendas no varejo da Zona do Euro recuaram em maio, puxadas principalmente pela queda de 1,6% na Alemanha. A fraqueza do consumo se soma aos juros ainda elevados e à instabilidade econômica geral, dificultando uma recuperação robusta.

O cenário pode motivar o Banco Central Europeu (BCE) a adotar novos cortes de juros no segundo semestre, para estimular a atividade e combater o risco de estagnação prolongada. No entanto, as decisões dependerão de dados mais consistentes ao longo dos próximos meses.

China vive deflação e desaceleração da demanda interna

A inflação na China permanece em território negativo, com os principais índices – IPC e IPP – sinalizando deflação. A economia do país asiático ainda carece de impulso suficiente para gerar uma retomada mais vigorosa da demanda interna. O PMI também permanece próximo de 50 pontos, indicando estagnação.

O governo chinês deve continuar implementando estímulos monetários e fiscais, ainda que de forma gradual. Caso os dados econômicos continuem decepcionando, é possível que novas medidas sejam adotadas para sustentar o crescimento e evitar um ciclo prolongado de deflação.

Balança comercial chinesa segue forte com foco nas exportações

Apesar das dificuldades no consumo interno, a balança comercial da China mantém um bom desempenho graças ao crescimento das exportações. Em junho, espera-se novo avanço nas vendas externas, impulsionado pelo fortalecimento do comércio com outros parceiros internacionais.

As importações, por outro lado, seguem em retração, refletindo a fragilidade da demanda doméstica. Essa dicotomia reforça o diagnóstico de uma recuperação desigual na China, com maior dependência do setor externo e baixa contribuição da economia interna para a atividade global.

Implicações para a inflação no Brasil e o cenário de juros

Todos esses elementos – inflação interna mais controlada, consumo seletivo, cenário externo ambíguo – formam o pano de fundo para as decisões de política monetária no Brasil. Com o IPCA em queda e o IGP-DI sinalizando deflação no atacado, cresce a expectativa de que o Banco Central possa manter a Selic estável ou até mesmo retomar cortes moderados nos juros.

Contudo, o comportamento do Fed, a valorização do dólar e a volatilidade internacional ainda representam riscos que podem influenciar a trajetória dos preços domésticos. O equilíbrio fiscal, as decisões sobre o IOF e as condições do mercado de trabalho também serão determinantes para consolidar a atual tendência de desaceleração da inflação no Brasil.

O cenário atual revela que a inflação no Brasil está entrando em uma fase mais benigna, apoiada por quedas nos preços do atacado, menor pressão nos alimentos e estabilidade nos serviços. Esse alívio, no entanto, não é suficiente para garantir o pleno cumprimento da meta inflacionária. A influência de fatores externos, como a política monetária dos EUA e o enfraquecimento da economia europeia e chinesa, impõe desafios à estabilidade dos preços.

Mesmo assim, as perspectivas são mais positivas do que no passado recente, e o país pode aproveitar esse momento para calibrar suas políticas econômicas e promover um ciclo de crescimento sustentável e com controle inflacionário.

Tags: EconomiaIGP-DI deflaçãoinflação e serviçosinflação no atacadoinflação no BrasilIPCA 2025mercado de trabalho e inflaçãopolítica monetária Brasilprojeção da inflaçãoSelic e inflaçãovarejo e inflação

LEIA MAIS

Receita Federal (Foto De Marcelo Camargo, Abr)
Economia

Restituição do Imposto de Renda terá próximo lote pago em 30 de junho

A Receita Federal pagará em 30 de junho o próximo lote de restituição do Imposto de Renda 2026, dando sequência ao calendário de créditos do IRPF após o...

Leia Maisdetalhes
Cbs E Ibs: Os Novos Impostos Que Começam Em 2026 E Podem Mudar Preços No Brasil - Gazeta Mercantil
Economia

CBS e IBS: os novos impostos que começam em 2026 e podem mudar preços no Brasil

A Reforma Tributária entra em uma nova fase em 2026 com o início da implantação da CBS e do IBS, os dois novos tributos criados para substituir parte...

Leia Maisdetalhes
Petrobras (Petr4) Adere A Subsídio De R$ 1,12 Por Litro Para Diesel - Gazeta Mercantil
Economia

Petrobras (PETR4) adere a subsídio de R$ 1,12 por litro para diesel

A Petrobras (PETR4) informou nesta terça-feira (2) que seu Conselho de Administração aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo...

Leia Maisdetalhes
Trump Reduz Tarifas Sobre Aço E Alumínio, Mas Mantém Pressão Sobre O Brasil - Gazeta Mercantil
Economia

Trump reduz tarifas sobre aço e alumínio, mas mantém pressão sobre o Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (1º) uma medida que reduz de 25% para 15% as tarifas aplicadas a determinados produtos importados derivados de...

Leia Maisdetalhes
Selic Hoje - Gazeta Mercantil
Economia

Selic hoje: taxa atual, decisão do Copom e como os juros afetam seu dinheiro

A Selic hoje está em 14,50% ao ano, após a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A taxa básica de juros segue em...

Leia Maisdetalhes

Veja Também

Receita Federal (Foto De Marcelo Camargo, Abr)
Economia

Restituição do Imposto de Renda terá próximo lote pago em 30 de junho

Leia Maisdetalhes
Trump Publica Foto Com Flávio Bolsonaro Após Anúncio De Tarifa
Política

Trump publica foto com Flávio Bolsonaro após tarifa contra o Brasil

Leia Maisdetalhes
Bolsas Da Europa Sobem Com Impulso De Ia, E Milão Renova Máxima Histórica - Gazeta Mercantil
Mercados

Bolsas da Europa sobem com impulso de IA, e Milão renova máxima histórica

Leia Maisdetalhes
Cbs E Ibs: Os Novos Impostos Que Começam Em 2026 E Podem Mudar Preços No Brasil - Gazeta Mercantil
Economia

CBS e IBS: os novos impostos que começam em 2026 e podem mudar preços no Brasil

Leia Maisdetalhes
Petrobras (Petr4) Adere A Subsídio De R$ 1,12 Por Litro Para Diesel - Gazeta Mercantil
Economia

Petrobras (PETR4) adere a subsídio de R$ 1,12 por litro para diesel

Leia Maisdetalhes

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Restituição do Imposto de Renda terá próximo lote pago em 30 de junho

Trump publica foto com Flávio Bolsonaro após tarifa contra o Brasil

Bolsas da Europa sobem com impulso de IA, e Milão renova máxima histórica

CBS e IBS: os novos impostos que começam em 2026 e podem mudar preços no Brasil

Petrobras (PETR4) adere a subsídio de R$ 1,12 por litro para diesel

Trump reduz tarifas sobre aço e alumínio, mas mantém pressão sobre o Brasil

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com