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Vale (VALE3) ou CSN (CSNA3): qual a melhor opção para investir em mineração?

por Redação
15/07/2025 às 17h39 - Atualizado em 18/09/2025 às 19h30
em Negócios, Destaque, Notícias
Vale Ou Csn: Qual A Melhor Ação Para Investir Em Mineração Em 2025? Gazeta Mercantil - Negócios

Vale (VALE3) ou CSN (CSNA3): qual a melhor opção para investir em mineração em 2025?

O mercado financeiro brasileiro voltou seus olhos para o setor de mineração em 2025, impulsionado por novos projetos de expansão, instabilidades globais e tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Com isso, cresce o interesse dos investidores em identificar a melhor empresa para investir em mineração. Entre os nomes mais relevantes do setor, duas gigantes se destacam: Vale (VALE3) e CSN (CSNA3).

Ambas as companhias possuem histórico sólido no mercado e enfrentam desafios parecidos, como a volatilidade do minério de ferro e as oscilações cambiais. No entanto, o desempenho recente de cada uma revela caminhos distintos. Enquanto a Vale foca em estabilidade e expansão futura, a CSN apresenta altos e baixos, mas com potencial de valorização.

Analisamos o desempenho financeiro das duas mineradoras, seus projetos estratégicos, desafios e perspectivas de mercado. O objetivo é oferecer uma visão clara para quem deseja investir em mineração com inteligência e segurança.

Panorama atual do setor de mineração no Brasil

O setor de mineração é um dos pilares da economia brasileira, sendo responsável por uma parcela significativa das exportações nacionais. Em 2025, o cenário geopolítico complexo e a aplicação de tarifas de 50% sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos colocaram ainda mais pressão sobre empresas exportadoras, incluindo mineradoras como Vale e CSN.

Por outro lado, a valorização do dólar tem favorecido empresas com receita atrelada à moeda norte-americana, o que torna o setor atrativo para quem deseja investir em mineração com foco em proteção cambial e rentabilidade no médio e longo prazo.

Desempenho da Vale (VALE3) em 2025

A Vale (VALE3) apresentou resultados modestos no primeiro trimestre de 2025, com lucro líquido de US$ 1,4 bilhão, representando uma queda de 17% em comparação ao mesmo período de 2024. Mesmo com números abaixo do esperado, analistas do mercado enxergam sinais positivos de recuperação.

O EBITDA da empresa foi de R$ 3,2 bilhões, uma redução de 8%, e a receita líquida caiu 13% em relação ao último trimestre de 2024. Além disso, a dívida líquida subiu de US$ 13,9 bilhões para US$ 14,8 bilhões no primeiro trimestre de 2025. A posição de caixa também sofreu recuo, indo de US$ 5,4 bilhões para US$ 3,9 bilhões.

Apesar do cenário desafiador, a empresa mantém sua posição de liderança no setor e aposta em expansão estratégica. Em junho, a Vale obteve a Licença Prévia para o projeto Bacaba, localizado em Canaã dos Carajás (PA), com investimentos estimados em US$ 290 milhões.

Projeto Bacaba: expansão e longevidade operacional

O projeto Bacaba pretende estender a vida útil do Complexo Minerador de Sossego por pelo menos oito anos, com produção estimada em 50 mil toneladas de cobre ao ano. O início da operação está previsto para o primeiro semestre de 2028.

A localização estratégica, a proximidade com outras operações da empresa e o investimento robusto tornam o Bacaba um trunfo importante para quem avalia investir em mineração com foco em retorno sustentável a longo prazo.

Desempenho da CSN (CSNA3) em 2025

A CSN (CSNA3) apresentou um quadro mais instável no primeiro trimestre de 2025. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 732 milhões, um aumento de 52,5% em comparação ao mesmo período de 2024. Apesar disso, outros indicadores foram positivos.

O EBITDA ajustado foi de R$ 2,509 bilhões, um crescimento de 12,3% em relação ao ano anterior, e a receita líquida chegou a R$ 10,908 bilhões. O dividend yield anual atingiu 16,64%, com pagamento de R$ 0,8301 por ação.

A posição de caixa encerrou o trimestre em R$ 14,3 bilhões, redução de R$ 900 milhões em comparação ao final de 2024. A alavancagem financeira, contudo, ainda é um ponto de atenção para os analistas.

Comparativo direto: Vale x CSN

Indicador Vale (VALE3) CSN (CSNA3)
Lucro líquido (1T25) US$ 1,4 bi -R$ 732 mi
EBITDA (1T25) R$ 3,2 bi R$ 2,5 bi
Receita líquida (1T25) US$ 8 bi R$ 10,9 bi
Dívida líquida US$ 14,8 bi —
Dividend yield (12 meses) — 16,64%
Perspectiva de expansão Projeto Bacaba Foco em controle de custos

Ponto forte de cada empresa

Vale (VALE3): estabilidade, foco em expansão, forte presença internacional, diversificação de projetos.

CSN (CSNA3): geração de caixa, alto pagamento de dividendos, crescimento da receita mesmo com prejuízo pontual.

Riscos para quem deseja investir em mineração

Tanto a Vale quanto a CSN estão sujeitas a riscos externos e internos. Os principais pontos de atenção são:

  • Flutuação do preço do minério de ferro, altamente influenciado pelas decisões da China.

  • Oscilações cambiais, que afetam diretamente o faturamento em dólar.

  • Questões ambientais e regulatórias, que podem impactar o ritmo de novos projetos.

  • Instabilidade política e comercial, como a nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros.

O que dizem os analistas?

Corretoras e casas de análise mantêm visões distintas sobre as duas ações. A Vale é geralmente vista como uma opção mais conservadora e sólida, ideal para investidores de perfil moderado a conservador. A CSN, por outro lado, atrai investidores com perfil mais arrojado, dispostos a correr riscos maiores em troca de possíveis ganhos elevados via dividendos.

A Genial Investimentos manteve a recomendação de manutenção para CSNA3, destacando o bom desempenho operacional, mas chamando atenção para a alavancagem e a volatilidade do mercado internacional.

Já para VALE3, o foco está na capacidade da empresa de se adaptar a cenários adversos e na estabilidade de longo prazo, mesmo com lucros momentaneamente menores.

Vale a pena investir em mineração em 2025?

Sim, mas com cautela. O setor de mineração continua sendo atrativo, especialmente como forma de proteção contra variações cambiais e para quem busca exposição ao setor de commodities. No entanto, é fundamental observar a solidez da empresa, os projetos em andamento e o perfil de risco do investidor.

Para quem busca estabilidade e crescimento de longo prazo, a Vale (VALE3) pode ser a escolha mais adequada. Já para quem deseja aproveitar oportunidades de valorização e dividendos elevados, a CSN (CSNA3) apresenta bons atrativos, embora exija maior tolerância a riscos.

Decidir entre Vale (VALE3) e CSN (CSNA3) exige análise detalhada e alinhamento com o perfil do investidor. Ambas são opções viáveis para quem deseja investir em mineração, cada uma com suas forças e fragilidades.

Enquanto a Vale aposta na expansão e manutenção da liderança global, a CSN tenta consolidar uma estrutura financeira mais robusta para manter seu ritmo de crescimento. A escolha ideal dependerá do horizonte de investimento, apetite a risco e objetivo financeiro de cada investidor.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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