terça-feira, 19 de maio de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
PUBLICIDADE
Home Política

Lula sanciona lei em memória das vítimas da covid-19 e critica Bolsonaro por atuação na pandemia

Presidente instituiu 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 e voltou a responsabilizar a condução do governo anterior durante a crise sanitária

por Júlia Campos - Repórter de Política
11/05/2026 às 19h31 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h21
em Política, Destaque, Notícias
Lula Sanciona Lei Em Memória Das Vítimas Da Covid-19 E Critica Bolsonaro Por Atuação Na Pandemia - Gazeta Mercantil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a lei que institui 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, em uma cerimônia marcada por homenagens aos mortos pela doença e por críticas à condução do governo Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia. Em discurso, Lula afirmou que a memória da crise sanitária deve preservar também a identificação de responsáveis por decisões públicas tomadas no período, quando o Brasil registrou mais de 716 mil mortes por covid-19, segundo dados citados por veículos com base no Ministério da Saúde.

A nova data nacional foi criada para lembrar, anualmente, as vítimas da maior emergência sanitária recente do país. O dia 12 de março remete à primeira morte por covid-19 registrada no Brasil, em 2020, conforme a justificativa do projeto aprovado pelo Congresso Nacional.

Durante o evento, Lula direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sem deixar de mencionar que a responsabilidade pela condução da pandemia envolveu também auxiliares, autoridades e profissionais que, segundo ele, endossaram medidas sem respaldo científico. A fala recolocou no centro do debate político a gestão federal da crise sanitária entre 2020 e 2022.

“Só tem sentido lembrar algo do passado se a gente conseguir gravar o nome de quem foi o responsável”, afirmou Lula, em referência ao período da pandemia. O presidente também disse que Bolsonaro, como chefe do Executivo, não era obrigado a conhecer todos os temas técnicos, mas deveria ter ouvido especialistas e cientistas na definição das ações de enfrentamento à covid-19.

Lei cria data nacional para preservar memória das vítimas

A lei sancionada por Lula estabelece o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser lembrado em 12 de março. A proposta teve origem no Congresso e foi apresentada pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), líder do PT na Câmara. No Senado, a relatoria ficou com Humberto Costa (PT-PE), conforme registros da tramitação divulgados pela imprensa.

A criação da data tem dimensão simbólica e institucional. Ao transformar a memória das vítimas em referência anual no calendário nacional, o Estado reconhece a gravidade da crise sanitária e cria um marco permanente para homenagens, ações educativas e debates sobre políticas públicas de saúde.

A pandemia de covid-19 atingiu o Brasil a partir de 2020 e atravessou diferentes fases, incluindo períodos de colapso hospitalar, escassez de insumos, disputa política em torno de medidas de isolamento, desinformação sobre vacinas e mudanças na condução do Ministério da Saúde.

O ano de 2021 foi o mais letal da crise no país. Dados reunidos pelo Ministério da Saúde e citados em levantamentos públicos indicam que o Brasil superou a marca de 716 mil mortes pela doença no acumulado da pandemia.

Lula critica condução do governo Bolsonaro

O ponto político mais forte da cerimônia foi a crítica de Lula a Jair Bolsonaro. O presidente afirmou que não bastaria lembrar as vítimas sem identificar decisões, omissões e discursos que, em sua avaliação, contribuíram para o agravamento da crise.

Lula disse que, pessoalmente, não acusava Bolsonaro por não dominar tecnicamente todos os aspectos da pandemia, mas cobrou que o então presidente tivesse ouvido especialistas. A declaração buscou estabelecer uma distinção entre desconhecimento técnico e responsabilidade institucional.

“O que eu reivindicava era que ele ouvisse os principais cientistas para que tivesse orientação”, afirmou o presidente, segundo o texto-base.

Ao mencionar a necessidade de “dar nome aos bois”, Lula também retomou críticas a declarações feitas durante a pandemia contra vacinas e medidas de proteção. O presidente citou, em seu discurso, a circulação de afirmações de que imunizantes poderiam transformar pessoas em “jacaré”, frase associada ao ambiente de desinformação que marcou parte do debate público naquele período.

A fala ocorre em um contexto em que a pandemia segue sendo tema sensível na política brasileira. A condução do governo federal durante a crise foi objeto de críticas de opositores, investigações parlamentares e disputas jurídicas e eleitorais.

Disputa sobre responsabilidade política segue aberta

A responsabilização pela condução da pandemia permanece como um dos temas mais controversos da política nacional. Aliados de Bolsonaro sustentam que governadores e prefeitos também tiveram papel central nas decisões sobre isolamento, restrições e gestão hospitalar. Críticos do ex-presidente apontam que o governo federal teve responsabilidade na coordenação nacional da resposta sanitária, na comunicação pública e na compra de vacinas.

Na cerimônia desta segunda-feira, Lula reforçou a segunda leitura. O presidente atribuiu ao governo anterior a responsabilidade política por não ter dado centralidade à ciência, especialmente nos momentos de maior pressão sobre o sistema de saúde.

O tema envolve dimensões institucionais distintas. No plano político, a disputa se dá sobre a memória pública da pandemia. No campo jurídico, eventuais responsabilidades dependem de apurações, provas, decisões de autoridades competentes e direito de defesa dos envolvidos.

A linguagem adotada por autoridades em eventos públicos tende a influenciar o debate. Ao sancionar a lei, Lula conectou a memória das vítimas à cobrança por responsabilidade institucional, o que deve manter o assunto no radar político.

Governo defende ciência e vacinação como eixo da memória

A cerimônia também teve como pano de fundo a defesa da vacinação e de políticas públicas baseadas em evidências científicas. Lula criticou médicos e ex-integrantes do governo Bolsonaro que, segundo ele, apoiaram práticas sem aval da ciência durante a crise sanitária.

O governo federal tem buscado associar a política de saúde atual à recuperação de coberturas vacinais e à reconstrução de campanhas públicas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da cerimônia e vem defendendo a recomposição de ações de imunização em parceria com estados e municípios.

A queda da cobertura vacinal no Brasil durante os últimos anos tornou-se uma preocupação para autoridades sanitárias. O tema ganhou força após a pandemia, quando a circulação de desinformação sobre vacinas ampliou a resistência de parte da população a campanhas de imunização.

Ao sancionar a lei, o governo procura fixar a memória da covid-19 não apenas como luto, mas também como advertência institucional. A mensagem política é que futuras emergências sanitárias devem ser enfrentadas com coordenação federal, comunicação clara, apoio científico e fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

Covid-19 deixou mais de 716 mil mortos no Brasil

A pandemia de covid-19 deixou mais de 716 mil mortos no Brasil, segundo dados oficiais citados em levantamentos recentes. O país também acumulou dezenas de milhões de casos confirmados desde o primeiro diagnóstico, registrado em fevereiro de 2020.

O período mais crítico ocorreu em 2021, quando o país enfrentou colapso em sistemas hospitalares, falta de leitos, pressão por oxigênio medicinal em alguns estados e avanço acelerado de óbitos. A vacinação em massa contribuiu posteriormente para reduzir mortes e internações.

Nos anos seguintes, os óbitos caíram de forma expressiva com o avanço da imunização, a maior proteção populacional e mudanças no comportamento do vírus. Ainda assim, a doença continuou produzindo mortes e exigindo acompanhamento permanente das autoridades de saúde.

A criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 busca manter essa trajetória no debate público. Para familiares de vítimas e profissionais de saúde, a data pode funcionar como espaço de reconhecimento e reparação simbólica.

Cerimônia reuniu autoridades e representantes da saúde

Além de Lula e Alexandre Padilha, a cerimônia contou com a presença do deputado Pedro Uczai e de representantes de organizações ligadas a profissionais de saúde e familiares de vítimas. A participação desses grupos reforçou o caráter de homenagem pública da sanção.

Durante a pandemia, profissionais de saúde estiveram na linha de frente do atendimento em hospitais, unidades básicas, postos de vacinação e serviços de emergência. Muitos foram contaminados no exercício da função e trabalharam em condições de forte pressão física e emocional.

A presença de entidades do setor também dá à lei uma dimensão de reconhecimento do trabalho desses profissionais. Ao mesmo tempo, o governo usou o evento para destacar a importância de campanhas de vacinação e de estruturas permanentes de vigilância sanitária.

A memória da pandemia, nesse sentido, não se limita à lembrança dos mortos. Ela alcança também a valorização das equipes de saúde, a discussão sobre preparação para futuras emergências e a avaliação de erros e acertos na gestão pública.

Data deve ampliar disputa sobre legado da pandemia

A instituição de 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 deve manter a pandemia presente na agenda pública, especialmente em anos eleitorais e em momentos de debate sobre saúde, ciência e responsabilidade política.

Para o governo Lula, a data ajuda a consolidar uma narrativa de defesa da vacinação e de crítica à gestão Bolsonaro. Para a oposição, o tema pode ser contestado caso seja visto como instrumento de disputa política em torno de uma tragédia nacional.

O desafio institucional será equilibrar homenagem, memória e debate público sem reduzir a data a confronto partidário. A pandemia afetou famílias de diferentes regiões, classes sociais e posições políticas, e a dimensão humana da tragédia é mais ampla do que a disputa entre governos.

Ainda assim, a sanção ocorreu em um ambiente político polarizado. Ao citar Bolsonaro e cobrar responsabilização, Lula deu à cerimônia um tom político forte, o que tende a gerar reação de aliados do ex-presidente.

Sanção reforça confronto político sobre crise sanitária

A sanção da lei coloca a memória da covid-19 em um novo patamar institucional e reacende a disputa sobre a condução da crise sanitária no Brasil. Ao estabelecer uma data nacional, o governo cria um marco permanente para homenagens às vítimas. Ao mesmo tempo, ao criticar Jair Bolsonaro, Lula recoloca a responsabilidade política pela pandemia no centro do debate.

O tema seguirá sensível porque envolve luto, ciência, gestão pública, vacinação, liberdade individual, federalismo e responsabilização de autoridades. A memória das mais de 716 mil mortes permanece como uma das marcas mais profundas da história recente do país.

Para o governo, a data nacional deve servir como alerta contra a desinformação e como defesa de políticas públicas baseadas em evidências. Para os críticos, a discussão sobre responsabilidade precisa observar atribuições de cada esfera de governo e garantir direito de defesa a todos os citados.

A lei sancionada nesta segunda-feira amplia o espaço institucional para essa discussão. A partir de agora, 12 de março será uma data oficial de memória, mas também um ponto recorrente de reflexão sobre como o Estado brasileiro reagiu à maior crise sanitária das últimas décadas.

Tags: Alexandre PadilhaCOVID-19Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19Jair BolsonaroLulaMinistério da SaúdePalácio do Planalto.pandemiaPedro UczaiPolíticavacinação

LEIA MAIS

Galípolo Vai Ao Senado Nesta Terça Para Falar Sobre Juros, Autonomia Do Bc E Banco Master - Gazeta Mercantil
Política

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, será ouvido nesta terça-feira, 19 de maio, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em audiência marcada para as 10h....

Leia Maisdetalhes
Daniel Vorcaro É Transferido Para Cela Comum Da Pf Enquanto Delação É Analisada - Gazeta Mercantil
Destaque

Daniel Vorcaro é transferido para cela comum da PF enquanto delação é analisada

O banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido internamente para uma cela comum na carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal enquanto aguarda a análise de sua proposta...

Leia Maisdetalhes
Flávio Dino Relata Ameaça De Funcionária De Companhia Aérea E Pede Campanhas Cívicas - Gazeta Mercantil - Política
Política

Flávio Dino relata ameaça de funcionária de companhia aérea e pede campanhas cívicas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou nesta segunda-feira (18) ter sido alvo de uma ameaça atribuída a uma funcionária de uma companhia aérea por...

Leia Maisdetalhes
Pgr Diz Que Zambelli Não Cumpriu Plano E Moraes Arquiva Inquérito Por Coação E Obstrução
Política

Zambelli enviou R$ 2 milhões em emenda para entidade ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) destinou R$ 2 milhões em emenda parlamentar à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora ligada...

Leia Maisdetalhes
Pf Aciona Interpol Para Incluir Dono Da Refit Na Lista De Foragidos Internacionais - Ricardo Magro
Política

PF aciona Interpol para incluir dono da Refit na lista de foragidos internacionais

A Polícia Federal acionou a Interpol para incluir o empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit, na lista de foragidos internacionais, após decisão do ministro Alexandre de Moraes,...

Leia Maisdetalhes

Veja Também

Imposto De Renda 2026 - Gzt - Gazeta Mercantil
Economia

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Leia Maisdetalhes
Bolsa Família De Maio Começa A Ser Pago Para 19 Milhões De Famílias - Gazeta Mercantil
Brasil

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

Leia Maisdetalhes
Fiis Fundos Imobiliários (Imagem: Jabkitticha/ Istockphoto)
Fundos Imobiliários

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

Leia Maisdetalhes
Galípolo Vai Ao Senado Nesta Terça Para Falar Sobre Juros, Autonomia Do Bc E Banco Master - Gazeta Mercantil
Política

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Leia Maisdetalhes
Empresa Que Teria Comprado Naskar Tem Perfil Recente E Não Informa Executivos No Site Azara Capital Afirma Que Assumiu A Fintech Para Ressarcir Investidores, Mas Apresenta Poucas Informações Públicas, Endereço Associado A Outro Banco E Ausência De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Dos Eua A Azara Capital Llc, Empresa Que Teria Comprado A Naskar Gestão De Ativos Em Uma Operação Estimada Em R$ 1,2 Bilhão Para Tentar Sanar A Crise Da Fintech Brasileira, Reúne Poucas Informações Públicas, Não Informa Executivos Em Seu Site E Apresenta Inconsistências Em Dados De Endereço E Presença Digital. A Instituição Ganhou Visibilidade Nesta Quinta-Feira (14) Após Ser Apontada Como Compradora Da Naskar, Que Deixou De Pagar Rendimentos A Cerca De 3 Mil Investidores E Interrompeu O Funcionamento Do Aplicativo Usado Por Clientes Para Acompanhar Seus Recursos. A Suposta Aquisição Foi Anunciada Em Meio À Pressão De Investidores Que Cobram A Devolução De Valores Aplicados Na Naskar. Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
Empresas

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

Leia Maisdetalhes

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

UFG recebe Drone Day com palestras e demonstrações de drones em Goiânia

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com