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Mercado imobiliário de escritórios em São Paulo dispara em 2026 com Uber e Wise

por João Souza - Repórter de Negócios
22/04/2026 às 17h17 - Atualizado em 14/05/2026 às 12h23
em Negócios, Destaque, Notícias
O Mercado Imobiliário De Escritórios Em São Paulo Acelera Em 2026 Com Uber E Wise Liderando Grandes Contratos-Gazeta Mercantil

Mercado imobiliário de escritórios em São Paulo acelera retomada com Uber e Wise e redefine dinâmica corporativa

O mercado imobiliário de escritórios em São Paulo inicia 2026 com sinais inequívocos de retomada, sustentado por movimentos estratégicos de grandes empresas globais e pela reconfiguração estrutural da demanda por ativos corporativos de alto padrão. Em um cenário de maior disciplina econômica e seletividade por parte dos ocupantes, operações lideradas por gigantes como Uber e Wise reposicionam o mercado imobiliário de escritórios em São Paulo como protagonista na América Latina.

A leitura predominante entre especialistas é de que o setor entra em uma nova fase: menos especulativa, mais orientada à eficiência e com forte concentração em ativos premium. Esse fenômeno, conhecido como flight to quality, tem sido determinante para o desempenho recente do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo, impactando diretamente indicadores como absorção líquida, vacância e preços.


Uber e Wise lideram nova onda de ocupação no mercado imobiliário de escritórios em São Paulo

O protagonismo recente do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo está diretamente associado às movimentações de grandes companhias multinacionais. A Uber, por exemplo, firmou contrato para ocupar aproximadamente 15.982 metros quadrados no edifício JK Square, enquanto a Wise assumiu cerca de 14.184 metros quadrados no River South, localizado na Marginal Pinheiros.

Essas transações, significativamente acima da média do mercado, foram responsáveis por uma parcela relevante da absorção total no período. Em um contexto onde a maioria das locações permanece abaixo de 6 mil metros quadrados, tais movimentos evidenciam uma concentração de demanda em operações de grande porte — um traço marcante do atual estágio do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo.

Além disso, as decisões estratégicas dessas empresas refletem mudanças profundas na organização do trabalho e na busca por hubs regionais robustos. No caso da Wise, a expansão está diretamente ligada ao crescimento acelerado da base de clientes no Brasil, enquanto a Uber reforça sua presença tecnológica no país por meio da ampliação de seu Tech Center.


Absorção líquida e vacância indicam equilíbrio no mercado imobiliário de escritórios em São Paulo

Os dados mais recentes reforçam o momento positivo do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo. A absorção líquida alcançou 62.555 metros quadrados no trimestre, enquanto o volume total de locações somou 88.452 metros quadrados.

Paralelamente, a taxa de vacância recuou para 11,38%, aproximando-se do que analistas consideram um nível de equilíbrio. No entanto, essa melhora não ocorre de forma homogênea em todo o mercado. O recuo da vacância está concentrado principalmente em ativos de alto padrão, enquanto edifícios mais antigos continuam enfrentando dificuldades para atrair inquilinos.

Essa segmentação evidencia uma mudança estrutural no mercado imobiliário de escritórios em São Paulo, onde qualidade, localização e eficiência operacional tornam-se fatores decisivos na escolha dos ocupantes.


Flight to quality redefine padrões no mercado imobiliário de escritórios em São Paulo

O conceito de flight to quality segue como uma das principais forças motrizes do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo. Empresas estão priorizando edifícios modernos, com certificações ambientais, infraestrutura tecnológica avançada e localização estratégica.

Esse movimento não apenas eleva o padrão dos ativos mais demandados, como também amplia o gap entre imóveis premium e ativos considerados obsoletos. Enquanto regiões como Faria Lima e JK registram alta ocupação e valorização, áreas secundárias enfrentam maior pressão.

Na prática, o mercado imobiliário de escritórios em São Paulo passa por um processo de seleção natural, no qual apenas ativos alinhados às novas exigências corporativas conseguem manter competitividade.


Eixo Faria Lima consolida protagonismo no mercado imobiliário de escritórios em São Paulo

A região da Faria Lima permanece como o epicentro do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo, influenciando diretamente a dinâmica de outras áreas da cidade. Com baixa disponibilidade e preços elevados — na casa de R$ 290,19 por metro quadrado —, o eixo continua sendo referência para empresas que buscam visibilidade e infraestrutura de ponta.

Entretanto, a escassez de espaços impulsiona um efeito de transbordo para regiões adjacentes, como Rebouças, Chucri Zaidan e Marginal Pinheiros. Esse deslocamento estratégico permite que empresas encontrem equilíbrio entre custo e qualidade, sem abrir mão de localização privilegiada.

Esse fenômeno reforça a centralidade da Faria Lima dentro do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo, consolidando-a como vetor de expansão e valorização.


Preços e novos empreendimentos moldam competição no mercado imobiliário de escritórios em São Paulo

Apesar de um leve ajuste no preço médio geral — atualmente em R$ 138,35 por metro quadrado —, os ativos premium continuam apresentando valorização consistente no mercado imobiliário de escritórios em São Paulo.

Regiões como Pinheiros e Avenida Paulista registraram alta nos valores, impulsionadas por novos empreendimentos e reposicionamento de ativos existentes. Ao mesmo tempo, a entrega de aproximadamente 17.745 metros quadrados no trimestre trouxe oscilações pontuais na vacância.

O pipeline de novos projetos também merece atenção. Com mais de 350 mil metros quadrados em construção, o mercado imobiliário de escritórios em São Paulo deve enfrentar um aumento da competição nos próximos meses, especialmente em regiões como Itaim, Chucri Zaidan e Pinheiros.


Brasil reforça liderança regional no mercado imobiliário corporativo

O desempenho do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo também consolida o Brasil como principal referência em real estate corporativo na América do Sul. Em comparação com outros países da região, o mercado brasileiro apresenta maior maturidade, liquidez e potencial de crescimento.

Fatores macroeconômicos contribuem para esse cenário. O crescimento do PIB em 2025 e a trajetória da taxa Selic criam um ambiente mais previsível para investimentos imobiliários. Ainda assim, especialistas destacam que o mercado atual é mais criterioso e menos propenso a excessos.

Essa combinação de estabilidade e seletividade posiciona o mercado imobiliário de escritórios em São Paulo como um dos mais relevantes polos de investimento do hemisfério sul.


Nova fase exige disciplina e estratégia no mercado imobiliário de escritórios em São Paulo

O momento atual do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo pode ser definido como uma fase de consolidação e maturidade. Diferentemente dos ciclos anteriores, marcados por euforia e expansão acelerada, o ambiente agora exige maior disciplina na alocação de capital e na tomada de decisões.

Empresas priorizam eficiência operacional, flexibilidade contratual e alinhamento com práticas ESG, enquanto investidores buscam ativos resilientes e com potencial de valorização sustentável.

Nesse contexto, o mercado imobiliário de escritórios em São Paulo caminha para um modelo mais sofisticado, no qual qualidade supera quantidade e estratégia se sobrepõe à expansão desordenada.


Pressão por qualidade expõe fragilidade de ativos obsoletos

Um dos efeitos mais relevantes da transformação do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo é a crescente dificuldade enfrentada por imóveis considerados obsoletos. Sem atualizações estruturais ou diferenciais competitivos, esses ativos tendem a permanecer com altas taxas de vacância.

A tendência indica que proprietários precisarão investir em retrofit, modernização e reposicionamento para manter relevância. Caso contrário, o risco de desvalorização se intensifica em um mercado cada vez mais exigente.

Esse cenário reforça a lógica de segmentação do mercado imobiliário de escritórios em São Paulo, onde apenas ativos alinhados às novas demandas corporativas conseguem sustentar desempenho positivo.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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