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Home Política

MPF Entra com Ação Civil Contra 37 Ex-Agentes da Ditadura pela Execução de Carlos Marighella

por Redação
10/09/2024 às 14h00 - Atualizado em 07/10/2025 às 16h13
em Política, Brasil, Destaque, Notícias
Cnn Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) tomou uma importante medida em busca de justiça por um dos episódios mais emblemáticos da repressão política no Brasil. Em uma ação civil pública, o MPF busca responsabilizar 37 ex-agentes da ditadura militar (1964-1985) pela execução de Carlos Marighella, militante de esquerda assassinado em 1969, durante uma operação comandada pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops). A ação judicial tem como objetivo reverter os benefícios dos envolvidos, além de promover reparação à memória de Marighella, considerado um símbolo da luta contra o regime militar.

Os Principais Objetivos da Ação Civil Pública

A ação do MPF pede o cancelamento das aposentadorias dos 37 ex-agentes envolvidos na emboscada que culminou na morte de Marighella. Além disso, o órgão federal solicita a restituição dos valores pagos pelo Estado em indenizações concedidas aos familiares do guerrilheiro, bem como o pagamento de danos morais coletivos. Segundo o MPF, esses atos são necessários para garantir que os envolvidos não continuem a se beneficiar de recursos públicos, ao mesmo tempo que buscam reparar parte das feridas deixadas pelo regime militar.

Entre os réus da ação está o ex-delegado Sérgio Paranhos Fleury, que foi o responsável por coordenar a operação que resultou na execução de Carlos Marighella em São Paulo. Fleury, um dos nomes mais temidos da repressão, é conhecido por sua atuação violenta no combate a grupos de resistência armada, sendo um dos símbolos da brutalidade estatal daquele período.

Um Crime Contra a Humanidade

O MPF argumenta que o assassinato de Carlos Marighella não pode ser enquadrado como um crime comum e tampouco se beneficiaria da anistia concedida pela Lei de 1979, que perdoou crimes cometidos tanto por agentes do Estado quanto por militantes de esquerda. Para o Ministério Público, o crime é considerado contra a humanidade, o que impede a sua prescrição ou qualquer possibilidade de anistia, segundo o entendimento de tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

De acordo com o MPF, a morte de Marighella fez parte de um ataque sistemático contra opositores da ditadura, caracterizando-se como uma política de Estado de extermínio e perseguição. Dessa forma, o caso não se enquadra em crimes políticos anistiáveis, e os envolvidos devem ser responsabilizados judicialmente.

Um Ato Público de Reparação à Memória de Marighella

Outro ponto importante da ação civil é o pedido para que seja realizado um ato público de reparação à memória de Carlos Marighella. Este gesto tem o objetivo de reconhecer oficialmente a injustiça cometida contra o militante, restabelecendo sua imagem histórica perante a sociedade. Para o MPF, o ato de reparação é fundamental para promover o direito à verdade e a memória, além de fortalecer os processos de justiça de transição, que buscam reparar as violações de direitos humanos ocorridas durante regimes ditatoriais.

A proposta do MPF é consistente com os princípios defendidos por organizações de direitos humanos, que defendem que crimes cometidos por regimes autoritários devem ser amplamente divulgados e discutidos, para evitar que tais atrocidades se repitam no futuro. A reabilitação de figuras como Marighella é vista como um passo importante para a consolidação da democracia e dos direitos humanos no Brasil.

Quem Foi Carlos Marighella?

Carlos Marighella foi uma das figuras mais emblemáticas da resistência à ditadura militar no Brasil. Nascido em Salvador, em 1911, ele ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1934 e, ao longo de sua vida, participou de várias ações em prol da democracia e da liberdade no Brasil. Após o golpe militar de 1964, Marighella rompeu com o PCB e fundou a Aliança Libertadora Nacional (ALN), uma organização de luta armada que tinha como objetivo derrubar o regime militar.

Considerado o “inimigo público número 1” pelo governo militar, Marighella foi morto em uma emboscada organizada pelo Dops em novembro de 1969, em São Paulo. A operação foi coordenada por Sérgio Fleury, e Marighella foi alvejado com vários tiros, sem chance de defesa. Sua morte marcou um dos momentos mais tensos da repressão política no Brasil, mas também o consagrou como um ícone da resistência e da luta pela justiça.

A Importância da Memória Histórica

O caso de Carlos Marighella e sua execução em 1969 continua a ser um tema sensível e de grande importância para a memória histórica do Brasil. Nos últimos anos, diversas iniciativas têm buscado restaurar a imagem de Marighella e de outros opositores do regime, que foram perseguidos e mortos durante o período militar. Essas ações fazem parte de um esforço maior de justiça de transição, cujo objetivo é trazer à luz as violações de direitos humanos cometidas no passado e promover a reparação às vítimas.

Para além das esferas judiciais, a memória de Marighella também é mantida viva por seus descendentes. Sua neta, Maria Marighella, tem desempenhado um papel ativo na defesa da história do avô e atualmente preside a Fundação Nacional de Artes (Funarte) no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Seu pai, Carlos Augusto Marighella, também sofreu com a repressão militar, sendo preso em 1976, durante uma operação comandada pelo coronel Brilhante Ustra, outro nome intimamente ligado às torturas e execuções promovidas pelo regime.

A Luta do MPF Contra os Crimes da Ditadura

A ação civil pública movida pelo MPF se insere em um contexto mais amplo de luta pela responsabilização dos crimes cometidos pela ditadura militar. Nos últimos anos, o MPF tem intensificado seus esforços para julgar ex-agentes do regime que participaram de atos de repressão violenta. No entanto, esses esforços encontram obstáculos legais e políticos, especialmente em virtude da Lei da Anistia de 1979, que impede o julgamento de crimes cometidos durante o período.

Por outro lado, o entendimento de que crimes como o de Carlos Marighella são de caráter permanente e imprescritíveis, por se tratarem de crimes contra a humanidade, abre precedentes importantes para que esses casos possam ser levados aos tribunais. O sucesso dessa ação pode representar um marco significativo no processo de justiça e reparação no Brasil, inspirando novas ações contra outros agentes envolvidos em crimes da ditadura.

A iniciativa do MPF de responsabilizar os 37 ex-agentes da ditadura pelo assassinato de Carlos Marighella é um passo fundamental para garantir a justiça e a memória histórica no Brasil. Ao reverter benefícios e promover atos de reparação, o órgão busca corrigir uma das muitas injustiças cometidas durante o regime militar, mantendo viva a memória de quem lutou pela liberdade e pela democracia. A luta por justiça para Marighella, portanto, é parte de uma batalha maior pela verdade, pela memória e pela reparação histórica no país.

Tags: Aliança Libertadora NacionalCarlos Marighellacrimes contra a humanidadedireitos humanosditadura militarLei da Anistiamemória históricaMPFreparação históricaSérgio Fleury

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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