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Oi (OIBR3; OIBR4) vende operação fixa à Método Telecom por R$ 60,1 milhões

por João Souza - Repórter de Negócios
09/04/2026 às 17h02
em Negócios, Destaque, Notícias
Oi, Oibr3, Empresas, Mercados - Gazeta Mercantil

Oi (OIBR3; OIBR4) vende operação fixa por R$ 60,1 milhões à Método Telecom e acelera esvaziamento de ativo histórico

A Oi (OIBR3; OIBR4) deu mais um passo decisivo em seu processo de reestruturação ao fechar a venda de parte relevante de sua operação de telefonia fixa para a Método Telecom por R$ 60,1 milhões. A proposta vencedora foi apresentada à vista em leilão judicial, superando a oferta rival e reforçando a estratégia da companhia de transformar ativos remanescentes em caixa no momento mais delicado de sua reorganização.

O negócio envolve a chamada UPI Serviços Telefônicos, estrutura criada para permitir a alienação da operação sem transferir ao comprador o passivo histórico da Oi (OIBR3; OIBR4). Na prática, a venda representa mais do que uma transação pontual: ela sinaliza o aprofundamento da desmontagem de uma das áreas mais simbólicas da antiga operadora, justamente aquela que durante décadas foi associada à presença nacional da companhia no mercado de telecomunicações.

O movimento tem peso econômico e também forte valor simbólico. A telefonia fixa foi durante muitos anos uma das bases do negócio da Oi (OIBR3; OIBR4). Agora, ao vender essa unidade por pouco mais de R$ 60 milhões, a empresa confirma que a reestruturação deixou de ser apenas um ajuste financeiro e passou a atingir o coração de sua operação histórica.

Venda da Oi (OIBR3; OIBR4) foi decidida no leilão judicial

A operação foi sacramentada em leilão judicial conduzido no âmbito do processo da companhia. A Método Telecom venceu com uma proposta de R$ 60,1 milhões pagos à vista, superando a oferta da Sercomtel, que ficou em R$ 60 milhões parcelados. Em um contexto de recuperação judicial, a diferença entre dinheiro imediato e recebimento diluído no tempo pesa fortemente, o que ajuda a explicar por que a proposta da Método ganhou tração.

O ponto central aqui é simples: para uma empresa em reestruturação, liquidez imediata vale muito. A Oi (OIBR3; OIBR4) precisa reduzir incertezas, simplificar sua estrutura e gerar caixa com mais previsibilidade. Nesse cenário, a escolha por uma oferta à vista não foi apenas financeira, mas estratégica.

O leilão também deixou evidente que ainda existe apetite por ativos de telecomunicações, mesmo em segmentos que perderam protagonismo nos últimos anos. A telefonia fixa já não ocupa o mesmo espaço de outrora, mas ainda concentra contratos, obrigações públicas, infraestrutura e fluxos operacionais capazes de atrair compradores que enxergam valor em nichos específicos do setor.

O que a Método Telecom leva na compra da operação fixa

A venda não se resume a uma marca ou a uma licença isolada. A UPI Serviços Telefônicos reúne ativos ligados ao Serviço Telefônico Fixo Comutado, o STFC, incluindo serviços essenciais, contratos, parte da operação associada à prestação da telefonia fixa e elementos regulatórios sensíveis. Entre os ativos citados na cobertura setorial estão números tridígito, como 190, 192 e 193, além de serviços de interconexão e compromissos vinculados à continuidade da operação.

Isso significa que a Método Telecom não compra apenas um ativo residual. Ela assume uma estrutura com responsabilidades técnicas e regulatórias, o que torna o negócio mais complexo do que uma simples aquisição patrimonial. Há valor no pacote, mas também há exigências de operação, adaptação e cumprimento de obrigações.

Para a Oi (OIBR3; OIBR4), essa modelagem ajuda a retirar de seu perímetro uma frente operacional que perdeu peso estratégico. Para a compradora, a aposta parece estar na capacidade de extrair valor de uma base ainda funcional em um mercado em transformação.

Por que a operação da Oi (OIBR3; OIBR4) chama tanta atenção

O valor de R$ 60,1 milhões reabriu uma discussão inevitável: quanto vale hoje uma fatia da antiga telefonia fixa brasileira? Para alguns, o preço parece baixo diante do legado da Oi (OIBR3; OIBR4). Para outros, ele reflete a realidade de um segmento maduro, pressionado pela migração para serviços móveis, fibra e voz digital.

A resposta mais realista está no meio do caminho. O ativo vendido carrega infraestrutura, contratos e presença formal em diversos pontos, mas também traz um modelo de negócio que já não ocupa posição central no mercado. Por isso, o negócio da Oi (OIBR3; OIBR4) precisa ser lido sob a ótica da recuperação judicial e da capacidade de monetizar um ativo que ainda existe, mas que já não é visto como motor de crescimento.

Há ainda um fator decisivo: a venda por meio de UPI melhora a atratividade do ativo porque permite sua transferência sem o passivo antigo da companhia. Esse desenho jurídico é justamente o que torna a operação mais viável. Em vez de comprar uma massa de problemas acumulados, a Método entra na operação com uma estrutura mais limpa, ao menos do ponto de vista da sucessão das dívidas.

Anatel ainda pode influenciar o destino final do negócio

Embora o leilão judicial tenha definido a Método Telecom como vencedora, a operação ainda depende de etapas regulatórias. A venda da unidade de telefonia fixa da Oi (OIBR3; OIBR4) precisa passar pelo crivo da Anatel, o que mantém um componente de incerteza no radar do mercado. A camada regulatória é especialmente importante porque não se trata apenas de vender um bem, mas de transferir uma operação sensível, ligada à prestação de serviços de telecomunicações.

Em telecom, o aval regulatório não é detalhe. É ele que define se a transição respeita o marco setorial, se a compradora reúne condições para assumir o serviço e se as obrigações vinculadas à operação permanecerão atendidas. Por isso, mesmo com o martelo batido no leilão, a venda da Oi (OIBR3; OIBR4) ainda é acompanhada com cautela.

Esse ponto amplia o interesse jornalístico do caso. O mercado não observa apenas a venda, mas também os efeitos dela. Se a aprovação vier sem grandes obstáculos, a transação reforça a UPI como mecanismo eficiente de reorganização. Se surgirem entraves, o episódio pode se tornar mais um exemplo das dificuldades de vender ativos regulados em processos judiciais complexos.

Venda milionária reforça nova fase da Oi (OIBR3; OIBR4)

A transação com a Método Telecom deixa claro que a Oi (OIBR3; OIBR4) já opera em uma lógica completamente diferente daquela que marcou seu auge. A companhia vem reduzindo estruturas, alienando ativos e reorganizando seu portfólio para se adequar a uma realidade muito mais enxuta. Nesse contexto, a saída da operação fixa não é um evento isolado, mas parte de um desenho maior de sobrevivência empresarial.

Ao longo dos últimos anos, a Oi (OIBR3; OIBR4) deixou de ser vista como a operadora que dominava uma vasta malha de serviços tradicionais e passou a ser acompanhada como um caso emblemático de reestruturação profunda. Cada venda anunciada funciona como um novo capítulo dessa travessia, e a negociação de agora talvez seja uma das mais simbólicas justamente por atingir um ativo diretamente ligado à memória do setor.

Também há um efeito de percepção no mercado. Sempre que a Oi (OIBR3; OIBR4) vende um ativo histórico, reforça-se a ideia de que a empresa avança para um estágio cada vez mais radical de simplificação. Isso pode ser lido como disciplina financeira, mas também como evidência do encolhimento de uma operação que um dia ocupou posição central na infraestrutura brasileira de telecomunicações.

Método Telecom assume ativo antigo em um mercado cada vez mais novo

Do lado da compradora, o desafio agora é provar que há espaço econômico para uma operação de telefonia fixa em um ambiente dominado por conectividade móvel, serviços digitais e fibra óptica. A aquisição pode ser vista como ousada, mas também como uma jogada racional em um nicho que, embora envelhecido, ainda preserva ativos úteis e contratos de relevância operacional.

A Método Telecom entra em campo com a chance de capturar valor em um segmento que grandes grupos já não tratam como prioridade. Se conseguir transformar a operação herdada da Oi (OIBR3; OIBR4) em uma plataforma eficiente, terá realizado uma compra estratégica por um valor relativamente contido. Se a integração se mostrar pesada demais, o ativo pode revelar um custo de complexidade superior ao potencial de retorno.

É justamente essa combinação entre oportunidade e risco que torna o negócio noticioso. Não se trata apenas de uma venda judicial. Trata-se de uma mudança de mãos em um pedaço tradicional da infraestrutura nacional, em um momento em que o setor inteiro ainda se adapta a uma nova lógica de consumo e rentabilidade.

O leilão de R$ 60,1 milhões que empurra a Oi para outro ponto sem volta

A venda da operação fixa por R$ 60,1 milhões cristaliza um fato que o mercado já percebia, mas que agora ganha forma ainda mais concreta: a Oi (OIBR3; OIBR4) continua desmontando pilares do seu antigo modelo de negócio para atravessar a fase mais dura de sua reestruturação. O que antes era símbolo de escala e presença nacional agora é convertido em ativo de liquidez imediata.

Mais do que o valor financeiro, o leilão expõe a mudança de era. A telefonia fixa, que por décadas representou estabilidade, capilaridade e poder de mercado, tornou-se peça negociável em um tabuleiro de sobrevivência corporativa. E a Oi (OIBR3; OIBR4), ao vender esse ativo, mostra que a reconstrução da companhia passa necessariamente pelo abandono de parte relevante de seu passado.

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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