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Home Política

Pesquisa para Presidente: Lula cai em Pernambuco ante 2022, mas segue líder com 56%

por Carlos Menezes - Repórter de Política
10/04/2026 às 03h19 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h15
em Política, Destaque, Notícias
Lula - Gazeta Mercantil

Pesquisa para Presidente expõe queda de Lula em Pernambuco, mas petista ainda abre larga vantagem no reduto

A nova Pesquisa para Presidente em Pernambuco mexeu no tabuleiro político de 2026 ao revelar um dado de alto impacto eleitoral: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua liderando com folga no estado, mas aparece abaixo do desempenho que teve no território pernambucano na eleição de 2022. No principal cenário estimulado do levantamento Real Time Big Data, o presidente registra 56% das intenções de voto, contra 25% de Flávio Bolsonaro (PL) e 6% de Ronaldo Caiado (PSD).

O número mantém Lula em posição amplamente dominante, mas a comparação com 2022 deu o tom político da pesquisa. Na última eleição presidencial, o petista obteve 66,93% dos votos válidos em Pernambuco, o que significa uma diferença próxima de 10 pontos percentuais em relação ao percentual agora medido na nova Pesquisa para Presidente. Em um estado historicamente associado à força eleitoral do lulismo, a oscilação passou a ser tratada como sinal de desgaste relativo, ainda que sem colocar em risco a liderança do presidente no reduto.

A sondagem foi realizada com 1.600 eleitores pernambucanos, entre os dias 6 e 7 de abril de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de nível de confiança. Em política, esse tipo de retrato ganha peso extra quando envolve Pernambuco, estado natal de Lula e um dos principais pilares eleitorais do PT no Nordeste. Por isso, a nova Pesquisa para Presidente tem impacto que vai muito além da disputa regional e passa a ser observada como um indicador estratégico da eleição nacional.

Em outras palavras, o recado da Pesquisa para Presidente é duplo. De um lado, Lula segue muito forte em Pernambuco e mantém vantagem confortável. De outro, a intensidade desse apoio já não parece tão avassaladora quanto na eleição anterior. É justamente essa combinação entre permanência da liderança e recuo da margem que transforma o levantamento em um dos mais relevantes do momento no xadrez eleitoral de 2026.

Pesquisa para Presidente mantém Lula isolado na frente em Pernambuco

O principal cenário testado pela Pesquisa para Presidente mostra Lula com 56%, Flávio Bolsonaro com 25%, Ronaldo Caiado com 6%, Renan Santos com 2%, Romeu Zema (Novo) com 2%, Augusto Cury (Avante) com 1% e Aldo Rebelo (DC) também com 1%. Brancos e nulos somam 5%, e os que não souberam ou não responderam chegam a 2%.

Esse retrato confirma que a Pesquisa para Presidente não aponta um cenário de ameaça imediata à liderança do petista no estado. A distância para o segundo colocado continua ampla, e o presidente preserva uma dianteira expressiva em um dos maiores colégios eleitorais do Nordeste. Em termos objetivos, Pernambuco segue sendo um território amplamente favorável ao lulismo.

Ainda assim, o dado central da Pesquisa para Presidente não está apenas na vantagem atual, mas na comparação com a eleição passada. Quando um líder continua muito à frente, mas perde parte importante da gordura eleitoral em seu reduto mais simbólico, o mercado político não lê isso como detalhe. Lê como sinal de mudança de temperatura. É essa mudança de temperatura que fez a pesquisa ganhar tanta repercussão.

Pesquisa para Presidente acende alerta ao comparar 2026 com 2022

O elemento mais explosivo da nova Pesquisa para Presidente está no espelho com 2022. Naquele pleito, Lula terminou a disputa presidencial com 66,93% dos votos válidos em Pernambuco, contra 33,07% de Jair Bolsonaro no segundo turno. Agora, no levantamento estadual divulgado em abril de 2026, o petista aparece com 56% no primeiro turno estimulado.

A diferença de quase dez pontos não significa derrota, tampouco colapso eleitoral. Mas a Pesquisa para Presidente sugere que parte do eleitorado pernambucano já não demonstra o mesmo grau de adesão automática ao presidente. Em estados neutros, uma oscilação desse tipo poderia ser lida com mais frieza. Em Pernambuco, ela ganha densidade política porque mexe justamente com um dos territórios mais afetivos e eleitorais de Lula.

A força simbólica do estado ajuda a explicar a repercussão. Lula nasceu em Garanhuns, no Agreste pernambucano, e ao longo de sua trajetória consolidou no estado uma base eleitoral historicamente robusta. Por isso, qualquer Pesquisa para Presidente que mostre recuo relevante nesse terreno tende a ser interpretada como alerta político, mesmo quando a liderança se mantém ampla.

Segundo turno da Pesquisa para Presidente mostra Lula na frente, mas com margem menor

Os cenários de segundo turno reforçam a mesma leitura. Em eventual confronto contra Flávio Bolsonaro, a Pesquisa para Presidente aponta Lula com 59%, contra 32% do senador do PL. Brancos e nulos somam 6%, e 3% não souberam ou preferiram não responder.

Contra Ronaldo Caiado, o presidente aparece com 62%, enquanto o governador de Goiás registra 25%. A dianteira segue confortável, mas o percentual também fica abaixo do desempenho de 2022 em Pernambuco. Isso mostra que a redução percebida no primeiro turno não desaparece nas simulações finais. Ela persiste, ainda que em intensidade diferente conforme o adversário testado.

Essa talvez seja a mensagem mais importante da Pesquisa para Presidente. O levantamento não mostra Lula ameaçado em Pernambuco. Mostra Lula ainda muito forte, porém com menos folga do que antes. Em campanhas presidenciais, esse tipo de erosão parcial em redutos históricos costuma ser acompanhado com lupa porque pode antecipar movimentos maiores de desgaste ou, no mínimo, obrigar a campanha a reforçar presença política onde antes havia conforto quase automático.

Pesquisa para Presidente revela oposição mais visível no estado

Um dos efeitos indiretos da nova Pesquisa para Presidente é tornar mais visível o espaço oposicionista em Pernambuco. Flávio Bolsonaro, com 25%, aparece em um patamar relevante para um estado em que o bolsonarismo sempre enfrentou mais dificuldades do que em outras regiões do país. O número não coloca o senador em posição de ameaça real à liderança do presidente, mas mostra que há eleitorado oposicionista consolidado e com alguma tração local.

A presença de Ronaldo Caiado com 6% também ajuda a mostrar que a oposição não está totalmente concentrada em um único nome. Isso torna a Pesquisa para Presidente ainda mais interessante, porque revela um eleitorado menos homogêneo do que a simples memória de 2022 poderia sugerir. O lulismo continua predominante, mas já convive com uma oposição mais identificável no campo estadual.

Para o debate eleitoral, isso importa porque Pernambuco é o sétimo maior colégio eleitoral do Brasil e o segundo maior do Nordeste, com cerca de 7,05 milhões de eleitores. Ou seja, qualquer alteração no comportamento do estado tem repercussão nacional e pode influenciar desenho de campanha, agenda de visitas e estratégia de alianças.

Aprovação do governo sustenta vantagem na Pesquisa para Presidente

A mesma rodada do levantamento também mediu a avaliação do governo federal em Pernambuco. Segundo os dados divulgados, 60% aprovam a gestão Lula, enquanto 37% desaprovam e 3% não souberam ou não responderam. Já na avaliação qualitativa, 42% classificam o governo como ótimo ou bom, 27% como regular e 29% como ruim ou péssimo.

Esses números ajudam a entender por que a Pesquisa para Presidente continua colocando o petista tão à frente. Mesmo com perda de intensidade em relação a 2022, Lula ainda sustenta no estado uma base expressiva de aprovação de governo. Isso cria uma ligação direta entre percepção da gestão e força eleitoral local, algo fundamental para a manutenção de sua dianteira em Pernambuco.

Em termos políticos, a leitura é clara: a vantagem de Lula não é apenas memória afetiva ou capital histórico. Ela ainda se apoia em avaliação relativamente positiva da gestão federal entre os eleitores pernambucanos. A nova Pesquisa para Presidente sugere, portanto, que o desgaste existe, mas ainda não corroeu o núcleo de sustentação do presidente no estado.

Pernambuco continua lulista, mas a Pesquisa para Presidente muda o tom da disputa

O principal efeito da nova Pesquisa para Presidente é alterar o tom da conversa sobre Pernambuco. Até aqui, o estado era visto quase exclusivamente como uma fortaleza inabalável de Lula. O levantamento ainda confirma a fortaleza, mas acrescenta nuance importante: o apoio continua majoritário, porém com menos intensidade do que no pleito anterior.

Essa nuance é suficiente para mudar o enquadramento da disputa. A partir de agora, o foco deixa de ser apenas “Lula lidera em Pernambuco” e passa a incluir também “quanto dessa liderança foi preservada em relação a 2022”. Esse deslocamento de leitura é justamente o que torna a Pesquisa para Presidente tão relevante para Google News e para o debate político mais amplo.

Para a campanha do PT, o sinal é de que Pernambuco continua central, mas talvez exija mais atenção do que antes. Para os adversários, a pesquisa funciona como indício de que há algum espaço para crescimento relativo, ainda que o cenário siga claramente favorável ao presidente. Para o observador neutro, o dado mais objetivo é este: o reduto segue lulista, mas a margem já não parece intocável.

A Pesquisa para Presidente que mantém a vantagem, mas derruba a sensação de blindagem

No fim, a nova Pesquisa para Presidente entrega um retrato político poderoso: Lula continua líder com ampla vantagem em Pernambuco, mas a comparação com 2022 remove parte da sensação de blindagem eleitoral que o estado transmitia. O presidente segue muito competitivo, segue dominante no estado e venceria com folga os adversários testados. Mas já não aparece com a mesma superioridade numérica do último pleito.

Em política, especialmente em um estado tão simbólico para o lulismo, isso basta para produzir repercussão intensa. A Pesquisa para Presidente não muda o líder do jogo em Pernambuco. Mas muda a leitura sobre o tamanho real dessa liderança — e é justamente aí que está o fato político mais forte do levantamento.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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