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Petrobras (PETR4/PETR3) aumenta vendas de combustíveis em 2025 com apoio de importações estratégicas

Mesmo com queda na produção de derivados, Petrobras (PETR4/PETR3) mantém crescimento no mercado brasileiro graças ao reforço das importações de diesel e gasolina.

por Ana Luiza Farias
10/02/2026 às 23h48
em Negócios
Petrobras Volta A Perfurar Na Foz Do Amazonas

Crédito: Reuters

Petrobras (PETR4/PETR3) aumenta vendas de combustíveis em 2025 com apoio de importações estratégicas

A Petrobras (PETR4/PETR3) registrou crescimento significativo nas vendas de combustíveis no mercado interno em 2025, mesmo diante da redução na produção própria de derivados. Segundo relatório divulgado pela estatal nesta terça-feira (10), o resultado positivo foi alcançado principalmente pelo aumento das importações, permitindo à companhia atender à demanda doméstica por diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV), que juntos representaram 74% das vendas totais de derivados no período.

No ano passado, a Petrobras (PETR4/PETR3) comercializou 1,747 milhão de barris por dia (bpd) de derivados no mercado interno, alta de 1,6% em relação a 2024. O desempenho reflete não apenas o fortalecimento da atividade econômica, mas também a estratégia da empresa de priorizar produtos de maior valor agregado, consolidando sua presença no setor de combustíveis no Brasil.

Leia também: Comitê da Petrobras dá aval a indicação de Magda Chambriard.

Diesel impulsiona vendas da Petrobras (PETR4/PETR3)

O diesel continua sendo o combustível mais comercializado pela Petrobras (PETR4/PETR3), com crescimento de 5,2% em 2025, atingindo 763 mil bpd. Esse avanço foi impulsionado pelo aumento da atividade econômica, pelo crescimento das safras agrícolas e pela maior demanda no transporte de cargas, fatores que mantêm o diesel como principal derivado da companhia em volume de vendas.

Apesar do aumento nas vendas, a produção própria de diesel da Petrobras (PETR4/PETR3) recuou 4,5% no ano, para 683 mil bpd, devido à leve redução no fator de utilização (FUT) das refinarias, que caiu de 93% em 2024 para 91% em 2025. Para suprir essa diferença entre produção e demanda, a estatal aumentou em 91,7% suas importações de diesel, alcançando 115 mil bpd, estratégia que garantiu equilíbrio entre oferta e demanda interna.

Leia também: Petrobras (PETR4) anuncia R$ 2,8 bilhões no Amazonas e Lula fala em recomprar refinarias.

Gasolina e QAV também contribuem para crescimento

As vendas de gasolina avançaram 2% em 2025, totalizando 409 mil bpd, enquanto a produção interna recuou ligeiramente, para 415 mil bpd. A importação do derivado cresceu 18,2%, alcançando 13 mil bpd, reforçando a estratégia da Petrobras (PETR4/PETR3) de manter estoques adequados para atender ao mercado nacional.

O querosene de aviação (QAV), outro derivado estratégico, contribuiu de forma relevante para o aumento das vendas, refletindo o crescimento do setor aéreo no Brasil e a retomada plena das viagens nacionais e internacionais. A companhia destacou que a produção de diesel, gasolina e QAV representou 68% do total de derivados, evidenciando o foco estratégico em produtos de maior valor agregado.

Leia também: Salão do Automóvel 2025 traz 300 veículos e supermáquinas ao Anhembi.

Produção de derivados registra leve queda

Em contraponto ao crescimento nas vendas, a produção de derivados da Petrobras (PETR4/PETR3) recuou 2,9% em 2025, totalizando 1,732 milhão de bpd. A redução reflete a operação de refinarias com fator de utilização levemente inferior ao de 2024, mas dentro de um patamar considerado elevado, com segurança operacional e bom rendimento na produção de derivados médios, segundo a estatal.

O parque de refino manteve-se eficiente, priorizando a produção de combustíveis de maior demanda no mercado interno, enquanto ajustava a produção de derivados secundários de acordo com a estratégia comercial e logística da empresa.

Vendas totais de petróleo e derivados atingem recorde

Somando petróleo, gás e derivados, a Petrobras (PETR4/PETR3) registrou vendas totais de 3,12 milhões de bpd em 2025, crescimento anual de 7,2%. Esse resultado foi impulsionado pelo aumento de 10,8% na produção total de óleo e gás, sustentada pelo início da operação de novos navios-plataforma em campos estratégicos do pré-sal.

No quarto trimestre, o avanço foi ainda mais expressivo, com as vendas atingindo 3,37 milhões de bpd, alta de 19,1% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho reflete a recuperação da demanda global e nacional, bem como a capacidade da Petrobras (PETR4/PETR3) de ajustar sua logística e oferta de acordo com os volumes de produção e importação.

Produção de petróleo atinge 2,4 milhões de bpd

A produção de petróleo da Petrobras (PETR4/PETR3) alcançou 2,4 milhões de bpd em 2025, apoiada pela entrada em operação de novas plataformas em campos do pré-sal, reforçando o papel da companhia como protagonista no setor energético brasileiro.

Com a expansão da produção, as exportações da Petrobras (PETR4/PETR3) atingiram patamares recordes, chegando a 765 mil bpd em 2025 e alcançando 1 milhão de bpd no quarto trimestre. Os resultados refletem a capacidade logística e de negociação da companhia, consolidando sua presença em mercados internacionais e reforçando a receita em moeda estrangeira.

Estratégia de importações garante equilíbrio de mercado

O aumento das importações de derivados foi fundamental para compensar a queda na produção interna de diesel e gasolina. Ao importar 115 mil bpd de diesel e 13 mil bpd de gasolina, a Petrobras (PETR4/PETR3) garantiu a manutenção do abastecimento e a estabilidade dos preços no mercado interno, evitando desabastecimento em períodos de maior consumo, como o da safra agrícola e da demanda industrial crescente.

Especialistas destacam que a estratégia de complementar a produção interna com importações é eficiente para manter o equilíbrio do mercado, reduzir impactos de variações na operação das refinarias e atender à demanda em momentos de pico, reforçando o papel da Petrobras (PETR4/PETR3) como fornecedora estratégica de combustíveis no Brasil.

Perspectivas para 2026 e investimentos estratégicos

A Petrobras (PETR4/PETR3) planeja manter o foco em produtos de maior valor agregado, como diesel, gasolina e QAV, enquanto busca otimizar a operação das refinarias e ampliar a eficiência logística. A companhia também pretende avaliar oportunidades de expansão da exportação de derivados e petróleo, aproveitando a recuperação da demanda global e a valorização do barril no mercado internacional.

Investimentos em tecnologia, segurança operacional e manutenção de ativos estratégicos fazem parte do plano da Petrobras (PETR4/PETR3), que busca consolidar sua posição no mercado interno e externo, garantindo sustentabilidade financeira e competitividade no setor de energia.

Relevância da Petrobras (PETR4/PETR3) para o mercado brasileiro

O desempenho da Petrobras (PETR4/PETR3) em 2025 demonstra a importância da empresa para a economia brasileira, especialmente no fornecimento de combustíveis essenciais para a indústria, agricultura e transporte. O equilíbrio entre produção, importações e exportações permite à estatal responder de forma eficiente às flutuações do mercado, mantendo o abastecimento nacional e a competitividade em cenários internos e externos desafiadores.

O crescimento das vendas e a manutenção da produção de derivados estratégicos evidenciam a capacidade da Petrobras (PETR4/PETR3) de enfrentar desafios operacionais e de mercado, reforçando sua relevância como ator central no setor de energia e na economia brasileira.

Petrobras (PETR4/PETR3) garante segurança energética

Além do papel econômico, a Petrobras (PETR4/PETR3) contribui para a segurança energética do país. A capacidade de produção, combinada com importações estratégicas, permite atender à demanda doméstica e reduzir vulnerabilidades do mercado interno. A estatal mantém uma operação equilibrada e eficiente, alinhando produção, logística e comercialização, com foco na estabilidade de preços e na confiabilidade do abastecimento.

O investimento contínuo em ativos estratégicos e na modernização das refinarias garante à Petrobras (PETR4/PETR3) não apenas capacidade produtiva, mas também resiliência frente a oscilações do mercado e desafios externos, consolidando sua liderança no setor energético brasileiro.

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