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Petrobras (PETR3, PETR4) amplia geração de caixa com pré-sal, refino e gás

por João Souza
06/03/2026 às 15h10
em Negócios
Braskem Nega Calote De R$ 3,6 Bi Citado Em Notícias Sobre O Bb

Fonte: Shutterstock

Petrobras (PETR3, PETR4) aposta em pré-sal, refino e gás para ampliar geração de caixa e contorna crise da Braskem (BRKM5)

A Petrobras (PETR3, PETR4) iniciou 2026 com foco estratégico no crescimento sustentado de sua geração de caixa, apoiando-se em três pilares: pré-sal, maior utilização das refinarias e expansão do mercado de gás natural. A estatal busca consolidar sua posição como líder no setor de energia, mesmo diante da volatilidade internacional do petróleo e da indefinição regulatória que envolve a Braskem (BRKM5).

O cenário global de energia é marcado por incertezas, com tensões geopolíticas no Oriente Médio pressionando os preços do petróleo e o mercado brasileiro atento a possíveis repasses de combustíveis. Apesar disso, a Petrobras (PETR3, PETR4) mantém sua estratégia de operar de forma eficiente em uma ampla faixa de preços da commodity, garantindo geração de caixa e continuidade de projetos estruturais.

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Crise da Braskem (BRKM5) e indefinição regulatória

A diretoria da Petrobras (PETR3, PETR4) tem acompanhado de perto a situação da Braskem (BRKM5), que enfrenta atrasos na análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aprovar a operação que pode transferir o controle da petroquímica à gestora IG4, liderada pelo investidor Paulo Mattos.

O processo, iniciado em dezembro de 2025, vem se arrastando, aumentando a incerteza sobre o futuro da companhia. Com cerca de três meses de caixa para cumprir obrigações correntes, a Braskem (BRKM5) está sob pressão financeira. A IG4 já sinalizou que pode desistir da negociação caso o Cade não conclua a análise em tempo hábil.

Leia também: Petrobras (PETR4), Cosan (CSAN3), XP (XPBR31) e Braskem (BRKM5) movimentam o mercado nesta terça.

A presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), Magda Chambriard, afirmou que a estatal segue acompanhando a operação, ressaltando que a decisão final depende do órgão regulador. “Esperamos que o Cade finalize a análise o mais breve possível”, declarou. O diretor financeiro Fernando Melgarejo acrescentou que decisões estruturais da Petrobras só serão tomadas após a conclusão dessa etapa, destacando o alto nível de alavancagem da Braskem (BRKM5), de 14,8 vezes o Ebitda, que limita novas captações de recursos.

A possibilidade de recuperação judicial da Braskem (BRKM5) já é discutida internamente como alternativa caso a liquidez da empresa se deteriore ainda mais.

Crescimento da produção no pré-sal

O crescimento de 11% na produção de petróleo em 2025 da Petrobras (PETR3, PETR4) foi impulsionado principalmente pelo desenvolvimento do pré-sal e por melhorias na gestão de reservatórios, que reduziram o declínio natural das jazidas. A entrada de novas plataformas no pré-sal resultou em aumento líquido de produção, reforçando a estratégia da estatal.

Entre os projetos que sustentam o crescimento estão os FPSOs Almirante Tamandaré (Búzios), Marechal Duque de Caxias (Mero), Maria Quitéria (Jubarte) e P-78 (Búzios). Nos próximos anos, novas unidades como P-79, P-80, P-82 e P-83 devem ampliar gradualmente a produção.

O campo de Búzios consolidou-se como motor central do crescimento da Petrobras (PETR3, PETR4), ultrapassando 1 milhão de barris por dia e concentrando boa parte dos novos sistemas que entrarão em operação ao longo da década.

Refino: aumento da capacidade e otimização do mix

O segundo eixo estratégico da Petrobras (PETR3, PETR4) é elevar a utilização das refinarias. Em 2025, as unidades operaram com média de 91% da capacidade, percentual que a companhia planeja aumentar neste ano. O objetivo é elevar a produção de derivados de maior valor agregado, como diesel, gasolina e querosene de aviação, capturando maior margem no mercado doméstico.

“Aumentar a utilização das refinarias permite capturar valor adicional na cadeia de combustíveis. Operando próximo da capacidade máxima, conseguimos melhorar o mix de produtos e ampliar a rentabilidade do refino”, destacou Magda Chambriard.

Investimentos adicionais estão voltados para adaptar as unidades industriais à produção de combustíveis de maior qualidade, incluindo diesel de baixo teor de enxofre e combustíveis de aviação, alinhando a operação às exigências do mercado e a padrões ambientais mais rigorosos.

Gás natural como vetor de crescimento

O segmento de gás natural apresenta oportunidades de expansão, impulsionado pela abertura gradual do mercado brasileiro e pelo aumento do consumo industrial. A Petrobras (PETR3, PETR4) fortaleceu sua presença no mercado livre de gás, firmando novos contratos nos últimos meses e diversificando sua carteira de clientes.

“Estamos ampliando nossa atuação no mercado livre de gás natural. Este segmento é estratégico para o crescimento da companhia nos próximos anos”, afirmou Melgarejo.

A estatal investe também em infraestrutura de escoamento e processamento de gás, incluindo projetos no Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro, para reforçar a oferta do combustível no mercado brasileiro e suportar a expansão industrial.

Política de preços: estabilidade diante da volatilidade

Mesmo com a recente volatilidade dos preços do petróleo, a Petrobras (PETR3, PETR4) mantém sua política comercial, observando as paridades internacionais, mas evitando repasses automáticos de curto prazo ao consumidor final. O diesel, por exemplo, permanece sem reajuste há cerca de 300 dias, reforçando a estratégia de estabilidade de preços.

Executivos reforçaram que a empresa está preparada para operar em diferentes cenários de preço do Brent, de US$ 55 a US$ 85, assegurando a continuidade da geração de caixa e a execução de seus projetos estratégicos, independentemente das oscilações do mercado global.

Resultados financeiros reforçam estratégia

No quarto trimestre de 2025, a Petrobras (PETR3, PETR4) registrou receita líquida de R$ 127,4 bilhões, alta de 5% em relação a 2024, e Ebitda ajustado de R$ 59,9 bilhões, crescimento de 46,3%. A empresa voltou ao lucro líquido, com R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 17 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

No acumulado de 2025, o lucro líquido atingiu R$ 110,6 bilhões, quase triplicando o resultado de 2024. A produção total de óleo e gás cresceu 11%, com média de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, impulsionada principalmente pela entrada de novos sistemas no pré-sal.

A Petrobras (PETR3, PETR4) reforça, assim, sua posição de liderança no setor de energia, combinando crescimento sustentável no pré-sal, maior eficiência no refino e expansão no mercado de gás natural como vetores centrais para geração de caixa e solidez financeira nos próximos anos.

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