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Home Política

Presidente da Unafisco depõe à PF após críticas à operação contra auditores da Receita

por Júlia Campos - Repórter de Política
20/02/2026 às 21h40 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h06
em Política, Destaque, Notícias
Unafisco: Kleber Cabral É Intimado Pelo Stf Após Críticas - Gazeta Mercantil

Kleber Cabral, do Unafisco é intimado pelo STF

Presidente da Unafisco depõe à PF após críticas a operação contra auditores da Receita e caso avança no STF

O presidente da Unafisco depõe à PF em meio ao aprofundamento de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e apura a divulgação de fake news, com desdobramentos que alcançaram a atuação de auditores da Receita Federal. Kleber Cabral, que comanda a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), foi ouvido por cerca de uma hora na tarde desta sexta-feira (20), em depoimento prestado por videoconferência. A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes e, segundo informações públicas, o teor do depoimento permanece sob segredo de Justiça.

A intimação ocorre após Cabral criticar, em entrevistas à imprensa, a operação da Polícia Federal (PF) que mirou servidores da Receita sob suspeita de acessos ilegais e vazamento de dados sigilosos relacionados a ministros do STF e familiares. O episódio ganhou dimensão institucional por tocar em duas frentes sensíveis: o uso de sistemas fiscais — que têm rastreabilidade — e o debate sobre proporcionalidade de medidas cautelares aplicadas a servidores públicos investigados.

O que motivou a oitiva de Kleber Cabral

O presidente da Unafisco depõe à PF após ter se posicionado publicamente contra a operação, afirmando que as medidas impostas aos auditores teriam efeito de constrangimento e impacto direto sobre a atuação da categoria. Em entrevista, Cabral declarou que providências dessa natureza buscariam “humilhar, constranger e amedrontar” e fez uma comparação que repercutiu amplamente, ao dizer ser “menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”.​

A própria Unafisco informou que Cabral foi ouvido “na condição de investigado” no âmbito do Inquérito das Fake News, e atribuiu a convocação às declarações dadas à imprensa na quarta-feira (18). O procedimento, conforme a entidade, corre sob sigilo, motivo pelo qual o presidente não comentaria o conteúdo do depoimento no momento. No plano político-institucional, a oitiva torna-se um marcador de tensão entre liberdade de crítica, preservação de investigações em curso e a proteção de instituições que operam com informações sensíveis.

A operação da PF contra auditores da Receita: medidas e suspeitas

A operação da PF ocorreu na terça-feira (17), com cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro, Bahia e interior de São Paulo, segundo relatos públicos. As medidas foram determinadas por Alexandre de Moraes a partir de uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre as cautelares aplicadas aos quatro alvos, foram noticiados: apreensão de celulares, afastamento da função pública, uso de tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição de sair do país.

Os investigados podem responder, conforme descrito nas reportagens, por violação de sigilo funcional, acesso indevido a sistemas de informação e vazamento de dados sigilosos. Do ponto de vista do controle de sistemas, o caso se apoia na premissa de que acessos deixam trilhas, o que permite auditoria interna e reconstrução de eventos com base em logs e relatórios técnicos.

STF fala em “múltiplos acessos ilícitos” e Receita cita auditoria e rastreabilidade

Em nota divulgada sobre o caso, o STF afirmou que, nos autos da investigação, “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema” da Receita Federal, com posterior vazamento de informações sigilosas. Essa formulação é relevante porque indica, na narrativa oficial, que a apuração não se sustentaria em um único evento isolado, mas em um conjunto de acessos considerados irregulares.​

Já a Receita Federal declarou que uma auditoria estava em andamento e que irregularidades detectadas foram comunicadas ao relator no Supremo, ressaltando que os sistemas são rastreáveis e permitiram identificar acessos indevidos. No noticiário, também foi reportado que o STF solicitou auditoria nos sistemas para identificar desvios de acesso a dados de ministros, parentes e outras pessoas em um recorte de anos, incorporando o trabalho a procedimentos internos da Corregedoria. Esse ponto reforça o caráter técnico do caso: investigações dessa natureza tendem a se ancorar em evidências documentais e registros de acesso, mais do que em depoimentos isolados.

A versão apresentada pela Unafisco e o debate sobre proporcionalidade

Em declarações à imprensa, Cabral relatou que um auditor teria confirmado acesso a dados ligados a um parente do ministro Gilmar Mendes, mas negou que se tratasse de informação sigilosa de contas bancárias. Segundo Cabral, o servidor — lotado no interior de São Paulo — teria acessado uma informação para checar se a pessoa era conhecida de longa data com o mesmo sobrenome, reconhecendo que o procedimento não era permitido. O dirigente afirmou ainda que o auditor não teria ultrapassado a tela inicial e que o caso “não tem absolutamente nada a ver” com os fatos investigados, tese que busca dissociar um acesso pontual de uma suposta estrutura de vazamento.​

Esse contraste entre versões é parte do que alimenta o caráter institucional do episódio. De um lado, há a nota do STF indicando “múltiplos acessos ilícitos” e vazamento posterior; de outro, há a narrativa do representante sindical/associativo apontando risco de generalização e efeito intimidatório sobre a fiscalização de autoridades. Para o ambiente de governança pública, a discussão envolve também a mensagem transmitida a carreiras de Estado: como punir e investigar condutas irregulares sem criar incentivos para paralisia, autocensura funcional ou temor difuso na rotina de fiscalização.

Os próximos passos e o efeito institucional do caso

O fato de que o presidente da Unafisco depõe à PF em um inquérito sob relatoria de Alexandre de Moraes adiciona um capítulo de alta visibilidade ao caso, com potencial de repercussão prolongada por envolver Receita, PF, PGR e STF. A depender do avanço das apurações, o caso pode se desdobrar em novas diligências, análises de logs, confrontos de informações e decisões sobre manutenção, revisão ou reforço de cautelares. Ao mesmo tempo, entidades representativas tendem a manter pressão pública sobre proporcionalidade e garantias de ampla defesa, enquanto as instituições investigativas enfatizam preservação do sigilo e integridade das provas.

No curto prazo, o eixo central segue sendo a apuração de acessos a sistemas e eventual vazamento de dados fiscais, tema que, pela própria natureza, coloca em choque a proteção da privacidade e o dever de responsabilização administrativa e penal. Em paralelo, a oitiva de Cabral reforça que as declarações públicas de dirigentes de entidades podem ser interpretadas como elemento relevante em inquéritos sensíveis, sobretudo quando o procedimento tramita sob sigilo e envolve instituições de Estado em ambiente polarizado. O episódio, assim, deixa de ser apenas um caso corporativo e passa a ser um termômetro de como o sistema de Justiça e os órgãos de controle lidam com vazamentos, críticas públicas e medidas cautelares em investigações com alto impacto político.

Tags: Alexandre de Moraesauditores da Receita Federalinquérito das fake newsKleber Cabralmandados de busca e apreensãoPFPGRPolíticasistema da Receita FederalSTFtornozeleira eletrônicaUnafiscovazamento de dados sigilosos

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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