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Prio (PRIO3) entra na carteira de dividendos da XP com aposta em petróleo e recompras

XP incluiu a petroleira com peso de 5% e reduziu Petrobras (PETR4) e B3 (B3SA3) para ajustar o portfólio de dividendos.

por João Souza - Repórter de Negócios
09/05/2026 às 14h23 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h24
em Ibovespa, Destaque, Mercados
Prio (Prio3) Entra Na Carteira De Dividendos Da Xp Com Aposta Em Petróleo E Recompras - Gazeta Mercantil - Ibovespa

A Prio (PRIO3) passou a integrar a carteira recomendada de dividendos da XP Investimentos em maio, com peso de 5%, em uma mudança que reflete a aposta da corretora no potencial da petroleira para capturar a alta dos preços do petróleo no curto prazo. Segundo a XP, a companhia está entre as empresas mais bem posicionadas do setor, em um momento marcado por produção recorde e expectativa de maior remuneração aos acionistas por meio de recompras e dividendos.

A entrada de Prio (PRIO3) ocorreu junto com ajustes em outras posições relevantes da carteira. A XP reduziu a participação de Petrobras (PETR4), de 12,5% para 10%, principalmente para abrir espaço ao novo papel, embora tenha mantido visão construtiva para a estatal. A corretora também diminuiu o peso de B3 (B3SA3), de 12,5% para 10%, citando realização parcial de ganhos recentes e busca por redução do beta do portfólio.

A carteira de dividendos da XP teve retorno de 0,6% em abril, enquanto o Ibovespa recuou 0,1% no mesmo período. Desde o início do portfólio, a estratégia acumula valorização de 364,6%, contra alta de 157,4% do principal índice da Bolsa brasileira.

A movimentação mostra que a XP manteve exposição relevante a setores considerados tradicionais em geração de caixa, como petróleo, bancos, energia elétrica, mineração, telecomunicações e infraestrutura de mercado. A composição de maio reúne empresas de grande porte, liquidez elevada e histórico de distribuição de proventos.

Prio entra na carteira com peso de 5%

A inclusão de Prio (PRIO3) é a principal alteração da carteira de dividendos da XP em maio. A petroleira entrou com peso de 5%, em um momento em que o mercado monitora a alta do petróleo e seus efeitos sobre empresas produtoras.

Segundo a XP, a Prio (PRIO3) está bem posicionada para capturar o movimento de valorização da commodity no curto prazo. A tese também considera a produção em nível recorde, fator que pode fortalecer a geração de caixa da companhia.

A corretora avalia que esse cenário pode permitir aumento da remuneração aos acionistas. No caso da Prio (PRIO3), a distribuição pode ocorrer tanto por dividendos quanto por programas de recompra de ações, mecanismo frequentemente usado por empresas que buscam devolver capital ao acionista e otimizar sua estrutura de capital.

A entrada da empresa em uma carteira de dividendos chama atenção porque a Prio (PRIO3) historicamente é mais associada a crescimento, eficiência operacional e expansão de produção do que a uma tese clássica de dividendos recorrentes. A inclusão sugere que a XP vê espaço para a companhia combinar crescimento com retorno ao acionista.

Petróleo alto melhora perspectiva para petroleiras

A aposta em Prio (PRIO3) ocorre em um ambiente de preços do petróleo mais elevados. Para empresas produtoras, a valorização da commodity tende a aumentar receita, margens e geração de caixa, desde que custos operacionais e investimentos permaneçam sob controle.

Esse cenário favorece companhias com produção crescente e estrutura operacional eficiente. Quanto maior a produção em um momento de petróleo valorizado, maior tende a ser a capacidade de geração de caixa.

No caso da Prio (PRIO3), a XP destacou justamente o recorde de produção como um dos pontos positivos. O aumento de volume produzido amplia a sensibilidade da empresa ao preço internacional do petróleo e pode melhorar a percepção do mercado sobre sua capacidade de remunerar acionistas.

A tese, porém, também carrega riscos. Empresas de petróleo são sensíveis à volatilidade da commodity, a riscos operacionais, câmbio, custos de extração e decisões de investimento. Uma queda abrupta do petróleo poderia reduzir parte do potencial de retorno esperado.

XP reduz Petrobras para abrir espaço à Prio

A XP reduziu a participação de Petrobras (PETR4) na carteira de dividendos de 12,5% para 10%. A mudança ocorreu principalmente para abrir espaço à Prio (PRIO3), mas a corretora afirmou manter visão construtiva para o papel da estatal.

Petrobras (PETR4) continua sendo uma das principais referências de dividendos da Bolsa brasileira. A empresa tem histórico recente de forte distribuição de proventos, impulsionada por geração de caixa elevada, escala operacional e exposição ao petróleo.

A redução de peso, portanto, não representa uma retirada da tese. Ela indica uma recomposição dentro do setor de óleo e gás, com a XP buscando aumentar a exposição a uma empresa que, na visão da corretora, pode capturar melhor a alta do petróleo no curto prazo.

A carteira passa a manter duas petroleiras com perfis diferentes. Petrobras (PETR4) representa uma tese de dividendos mais consolidada, enquanto Prio (PRIO3) adiciona potencial de crescimento, recompras e maior sensibilidade à produção.

B3 também tem peso reduzido em maio

Além de Petrobras (PETR4), a XP reduziu a posição em B3 (B3SA3), de 12,5% para 10%. Segundo a corretora, a atividade do mercado de capitais vem ganhando tração, enquanto a companhia mantém sua estratégia de diversificação de receitas.

Apesar da visão positiva, a XP informou que diminuiu o tamanho da posição para reduzir o beta da carteira e realizar parcialmente os ganhos recentes. Em outras palavras, a corretora optou por diminuir a exposição a uma ação que pode ter maior sensibilidade ao comportamento do mercado.

A B3 (B3SA3) é uma empresa central para o mercado financeiro brasileiro. Sua receita depende de negociação de ações, derivativos, renda fixa, serviços de registro, depositária, tecnologia e outras linhas ligadas à infraestrutura do mercado.

Quando a Bolsa ganha volume, ofertas públicas voltam ao radar e investidores aumentam movimentação, a B3 (B3SA3) tende a se beneficiar. Ainda assim, a ação pode oscilar com expectativas para juros, mercado de capitais e apetite por risco.

Carteira superou o Ibovespa em abril

A carteira de dividendos da XP registrou retorno de 0,6% em abril, superando o desempenho do Ibovespa, que recuou 0,1% no período. O resultado reforça a proposta de uma carteira voltada a empresas com geração de caixa, resiliência e potencial de distribuição de proventos.

Desde o início da carteira, o retorno acumulado é de 364,6%, contra avanço de 157,4% do Ibovespa. A diferença mostra o peso de uma estratégia focada em empresas pagadoras de dividendos ao longo do tempo, embora desempenho passado não garanta retorno futuro.

Carteiras de dividendos costumam atrair investidores em busca de renda passiva, previsibilidade e exposição a empresas maduras. Em momentos de juros elevados, a comparação entre dividend yield, renda fixa e risco de mercado ganha ainda mais importância.

Para maio, a inclusão de Prio (PRIO3) indica que a XP busca combinar empresas tradicionais de dividendos com oportunidades de geração de caixa ligadas ao ciclo de commodities.

Bancos seguem com peso relevante no portfólio

A carteira recomendada de dividendos da XP mantém forte presença de bancos. Itaú (ITUB4) aparece com peso de 15%, enquanto Santander (SANB11) tem participação de 5%.

O setor financeiro costuma ocupar espaço relevante em carteiras de dividendos por apresentar grande escala, geração recorrente de resultado e histórico de remuneração ao acionista. Bancos também se beneficiam de margens financeiras em períodos de juros elevados, embora estejam sujeitos a inadimplência, regulação e competição.

Itaú (ITUB4) é uma das maiores posições da carteira, ao lado de Copel (CPLE3). A presença do banco reforça o perfil de empresas líquidas, consolidadas e com capacidade de distribuição de proventos.

Santander (SANB11), com peso menor, complementa a exposição ao setor bancário. A escolha mantém diversificação dentro de instituições financeiras, mas com concentração maior no Itaú.

Energia elétrica tem maior peso individual

A Copel (CPLE3) aparece com peso de 15%, uma das maiores posições da carteira de dividendos da XP. O setor elétrico costuma ser presença frequente em estratégias de proventos por sua previsibilidade de receita e geração de caixa.

Além de Copel (CPLE3), a carteira inclui Energisa (ENGI11), com peso de 5%, e Axia Energia (AXIA7), também com 5%. A exposição total ao setor reforça a preferência por empresas com receitas reguladas ou negócios mais defensivos.

Empresas de energia elétrica costumam ter menor volatilidade operacional em comparação a setores ligados a consumo discricionário ou commodities. Por isso, são frequentemente usadas em carteiras voltadas a dividendos.

Ainda assim, o setor não está livre de riscos. Revisões tarifárias, investimentos elevados, regulação, endividamento e condições hidrológicas podem afetar resultados e distribuição de proventos.

Vale e Allos completam diversificação setorial

Vale (VALE3) aparece com peso de 12,5% na carteira da XP. A mineradora é uma das principais pagadoras de dividendos da Bolsa brasileira em ciclos favoráveis de minério de ferro, embora sua remuneração varie conforme preço da commodity, câmbio, produção e investimentos.

A presença de Vale (VALE3) adiciona exposição a commodities e ao mercado chinês. Em uma carteira de dividendos, a empresa pode contribuir com pagamentos relevantes, mas também aumenta a sensibilidade a fatores externos.

Allos (ALOS3), com peso de 7,5%, representa exposição ao setor de shoppings centers. A companhia pode se beneficiar de consumo, fluxo em centros comerciais, aluguel de lojistas e recuperação de receitas imobiliárias.

A combinação de Vale (VALE3), Allos (ALOS3), petroleiras, bancos e energia mostra que a XP busca equilibrar setores defensivos, commodities e empresas ligadas ao ciclo doméstico.

Telecom e seguros reforçam perfil de renda

A carteira também inclui Vivo (VIVT3), com peso de 5%, e Caixa Seguridade (CXSE3), com 5%. As duas empresas reforçam o perfil de geração de caixa e potencial de distribuição de dividendos.

Vivo (VIVT3) atua em telecomunicações, setor caracterizado por receitas recorrentes, base ampla de clientes e demanda estável por conectividade. O segmento exige investimentos constantes em rede, mas costuma oferecer previsibilidade de caixa.

Caixa Seguridade (CXSE3) representa exposição a seguros, previdência, capitalização e produtos financeiros distribuídos no ecossistema da Caixa. A companhia tem perfil de negócio leve em capital e historicamente atrai atenção de investidores focados em proventos.

Essas posições ajudam a reduzir a dependência da carteira de commodities e bancos, ampliando a diversificação setorial.

Recomendações de dividendos da XP para maio

A carteira de dividendos da XP para maio ficou composta por 12 ações. A maior participação está em Itaú (ITUB4) e Copel (CPLE3), ambas com peso de 15%.

A carteira recomendada de dividendos da XP para maio é formada por:

Petrobras (PETR4): 10,00%
Prio (PRIO3): 5,00%
Vale (VALE3): 12,50%
Allos (ALOS3): 7,50%
Vivo (VIVT3): 5,00%
Copel (CPLE3): 15,00%
Energisa (ENGI11): 5,00%
Axia Energia (AXIA7): 5,00%
B3 (B3SA3): 10,00%
Caixa Seguridade (CXSE3): 5,00%
Itaú (ITUB4): 15,00%
Santander (SANB11): 5,00%

A composição mostra maior concentração em bancos, energia, commodities e infraestrutura de mercado. Esses setores costumam ter maior recorrência de caixa ou potencial de distribuição em ciclos favoráveis.

Prio muda perfil da carteira de dividendos

A entrada de Prio (PRIO3) adiciona um componente de crescimento e sensibilidade ao petróleo à carteira de dividendos da XP. A empresa não substitui a tese tradicional de Petrobras (PETR4), mas amplia a exposição ao setor com um perfil diferente.

A XP vê a Prio (PRIO3) em posição favorável para capturar a alta da commodity no curto prazo e transformar produção recorde em maior remuneração aos acionistas. Esse ponto é central para justificar sua inclusão em uma carteira focada em dividendos.

A movimentação também indica uma leitura mais tática da corretora para maio. Em vez de concentrar a exposição em Petrobras (PETR4), a XP distribuiu parte do risco entre duas petroleiras, mantendo visão positiva para a estatal e adicionando uma empresa privada com trajetória de expansão.

Para o investidor, a carteira reforça a importância de olhar dividendos não apenas pelo histórico de pagamento, mas também pela capacidade futura de geração de caixa. Em um mês marcado por petróleo forte, juros elevados e seletividade na Bolsa, Prio (PRIO3) passou a ocupar espaço entre as preferidas da XP para capturar ganhos com proventos.

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Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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