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Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 41% no 2º turno e disputa de 2026 entra em nova fase

por Júlia Campos - Repórter de Política
12/03/2026 às 04h14 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h11
em Política, Destaque, Notícias
Quaest: Lula E Flávio Bolsonaro Empatados Em 41% No 2º Turno E Disputa De 2026 Entra Em Nova Fase - Gazeta Mercantil

Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 41% no 2º turno e disputa eleitoral de 2026 entra em nova fase

A mais recente pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto Genial/Quaest redesenhou o cenário político para a sucessão presidencial de 2026. Pela primeira vez na série histórica do levantamento, Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados aparece como o principal resultado da corrida de segundo turno, indicando um ambiente de competição acirrada entre o atual presidente e o senador que representa o campo bolsonarista.

De acordo com os números do levantamento, tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) registram 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno. O dado marca uma inflexão importante em relação às pesquisas anteriores, que vinham mostrando vantagem consistente do presidente. A convergência nas intenções de voto ocorre após meses de redução gradual da diferença entre os dois.

O novo cenário político revelado pela pesquisa reforça a percepção de que a eleição presidencial de 2026 tende a ser uma das disputas mais polarizadas da história recente do país. A situação em que Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados domina o debate eleitoral também amplia a importância do voto independente e do comportamento do eleitorado que não se identifica diretamente com os dois polos da política nacional.

Série histórica aponta erosão da vantagem de Lula

A evolução dos levantamentos mostra com clareza a trajetória que levou ao atual empate. Em dezembro, Lula aparecia com dez pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno. A diferença diminuiu gradualmente ao longo dos meses seguintes.

Em janeiro, a distância caiu para sete pontos percentuais. Em fevereiro, recuou para cinco pontos. Agora, a pesquisa indica que Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados representa o novo estágio da disputa, com ambos os candidatos tecnicamente no mesmo patamar de apoio eleitoral.

No levantamento anterior, realizado em fevereiro, Lula registrava 43% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro. A oscilação nos números indica uma tendência de aproximação que, segundo analistas políticos, pode refletir tanto mudanças na percepção do eleitorado quanto o reposicionamento estratégico das forças políticas.

Além do empate entre os dois principais nomes, a pesquisa aponta ainda que 2% dos entrevistados se declararam indecisos, enquanto 16% afirmaram que votariam em branco, nulo ou que não pretendem votar nesse cenário.

Eleitores independentes passam a ter papel decisivo

Um dos pontos mais relevantes revelados pelo levantamento envolve o comportamento do eleitorado independente. Nesse segmento, composto por cidadãos que não se identificam nem como lulistas nem como bolsonaristas, o senador aparece numericamente à frente do presidente pela primeira vez.

Entre os eleitores independentes, Flávio Bolsonaro registra 32%, enquanto Lula aparece com 27%. Outros 36% afirmam que prefeririam não votar em um cenário de segundo turno entre os dois candidatos.

Esse grupo de eleitores representa aproximadamente 32% do eleitorado total, segundo o levantamento. O comportamento desse segmento tende a ser decisivo em eleições polarizadas, especialmente quando o quadro geral apresenta empate técnico, como no cenário em que Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados domina o debate político.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 31% entre os independentes, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 26%. A mudança reforça a ideia de que parte desse eleitorado pode estar migrando ou se reposicionando diante da disputa.

Especialistas em comportamento eleitoral costumam apontar que os eleitores independentes apresentam maior sensibilidade a fatores conjunturais, como desempenho econômico, avaliação de governo e crises políticas.

Bases eleitorais permanecem altamente fidelizadas

Apesar das mudanças observadas entre os independentes, o levantamento indica que os dois polos políticos continuam altamente consolidados em suas bases tradicionais.

Entre os eleitores que se identificam como lulistas, 95% afirmam que votariam em Lula em um eventual segundo turno. Já entre os bolsonaristas, 96% declaram apoio a Flávio Bolsonaro.

Esse nível elevado de fidelidade partidária explica por que o cenário eleitoral brasileiro continua fortemente marcado pela polarização. O resultado em que Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados aparece como destaque reflete justamente a força desses blocos eleitorais, combinada com o peso decisivo dos eleitores independentes.

A manutenção de bases sólidas de apoio também indica que a disputa presidencial de 2026 deverá continuar centrada na capacidade de cada campo político de conquistar segmentos do eleitorado ainda indecisos ou desmobilizados.

Rejeição elevada limita crescimento dos candidatos

Outro fator que ajuda a explicar o equilíbrio na disputa é o alto índice de rejeição registrado pelos dois candidatos.

Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula, enquanto 55% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro.

Entre os eleitores independentes, os números são ainda mais expressivos. Nesse grupo, 65% rejeitam Lula e 61% rejeitam Flávio Bolsonaro.

A presença simultânea de altos índices de rejeição contribui para a manutenção do cenário em que Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados se torna plausível. Quando dois candidatos apresentam rejeição elevada, o espaço para crescimento eleitoral tende a ser limitado.

Esse fenômeno costuma gerar disputas mais apertadas, nas quais pequenas mudanças na opinião pública podem alterar significativamente o resultado final.

Lula mantém vantagem contra outros possíveis adversários

Embora o empate com Flávio Bolsonaro represente uma mudança importante no cenário eleitoral, a pesquisa mostra que o presidente ainda mantém vantagem sobre outros nomes testados em simulações de segundo turno.

Em um confronto com Ratinho Junior (PSD), Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 33% do governador paranaense.

No cenário contra Romeu Zema (Novo), o presidente registra 44%, enquanto o governador de Minas Gerais tem 34%.

Contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula também lidera com 44%, enquanto o governador de Goiás aparece com 32%.

A vantagem é ainda mais expressiva quando o presidente enfrenta Eduardo Leite (PSD), com 42% contra 26%, e Aldo Rebelo (DC), com 44% contra 23%.

Outro cenário testado envolve Renan Santos, ligado ao movimento Missão. Nesse caso, Lula aparece com 43%, enquanto o adversário tem 24%.

Esses números indicam que o quadro em que Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados permanece como o mais competitivo entre todas as simulações analisadas pelo instituto.

Percepção pública sobre os candidatos influencia disputa

A pesquisa também investigou como os eleitores percebem o perfil político dos dois candidatos.

Em relação a Flávio Bolsonaro, 48% afirmam que ele não é mais moderado que sua família, enquanto 38% consideram que o senador apresenta postura mais moderada.

Entre os eleitores bolsonaristas, 77% acreditam que ele é mais moderado, índice que cai para 63% entre eleitores de direita que não se identificam diretamente com o bolsonarismo.

Já no caso de Lula, 42% dos entrevistados afirmam que o presidente é mais moderado que o PT, enquanto 43% discordam dessa avaliação.

O levantamento também avaliou percepções sobre radicalismo e honestidade. Para 46% dos entrevistados, Lula é radical, enquanto o mesmo percentual discorda dessa afirmação.

No caso de Flávio Bolsonaro, 45% o consideram radical, e 44% discordam dessa avaliação.

Quando o tema é honestidade, 23% afirmam que Lula é honesto, enquanto 69% discordam. Em relação a Flávio Bolsonaro, 26% o consideram honesto, enquanto 62% afirmam o contrário.

Esses indicadores ajudam a compreender o ambiente político que sustenta o cenário em que Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados aparece como tendência.

Avaliação do governo também influencia o cenário eleitoral

A pesquisa trouxe ainda dados sobre a avaliação do atual governo. Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados acreditam que Lula não merece um novo mandato, enquanto 37% defendem que ele deveria continuar no cargo por mais quatro anos.

O instituto também perguntou aos entrevistados qual cenário gera maior preocupação: a continuidade de Lula ou o retorno de Bolsonaro ao poder. As respostas revelam um país dividido, refletindo a forte polarização política que marca o debate público desde a última década.

Outro indicador relevante mostra que 58% dos brasileiros acreditam que o país está indo na direção errada, enquanto 35% consideram que a direção é correta.

Esse ambiente de insatisfação política ajuda a explicar por que o cenário eleitoral permanece aberto e competitivo, reforçando a relevância do resultado em que Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados surge como o principal destaque da disputa presidencial de 2026.

Disputa de 2026 entra em fase de maior imprevisibilidade

Os números da pesquisa indicam que a corrida presidencial começa a entrar em um estágio de maior imprevisibilidade. A consolidação do empate técnico entre os dois candidatos reforça a ideia de que a eleição de 2026 poderá ser definida por fatores conjunturais e pela capacidade de mobilização das campanhas.

O resultado em que Quaest Lula e Flávio Bolsonaro empatados domina o cenário político tende a intensificar o debate sobre estratégias eleitorais, alianças partidárias e narrativas de campanha.

Ao mesmo tempo, o peso crescente do eleitorado independente e os elevados índices de rejeição dos candidatos indicam que a disputa poderá ser marcada por mudanças rápidas de humor no eleitorado.

A tendência é que os próximos levantamentos de opinião pública ganhem ainda mais relevância na leitura do cenário político, já que pequenas oscilações podem alterar o equilíbrio atual.

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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