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Quem é Henrique Vorcaro, preso em operação da Polícia Federal

Pai de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, empresário mineiro fundou o Grupo Multipar e entrou no foco da Operação Compliance Zero por suspeita de movimentações financeiras ligadas ao filho

por Júlia Campos - Repórter de Política
14/05/2026 às 19h00 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h22
em Política, Destaque, Notícias
Quem É Henrique Vorcaro, Preso Em Operação Da Polícia Federal - Gazeta Mercantil

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Henrique Vorcaro, empresário mineiro e pai de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (14), em nova fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes bilionárias no sistema financeiro nacional. Fundador do Grupo Multipar, conglomerado com atuação em engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário, Henrique entrou no centro da apuração após investigadores identificarem transferências feitas por Daniel Vorcaro para contas ligadas ao pai.

A prisão de Henrique Vorcaro amplia o alcance da operação sobre familiares e pessoas próximas ao ex-banqueiro. Segundo a investigação, os repasses feitos por Daniel ao pai podem indicar tentativa de ocultação patrimonial, hipótese ainda em apuração pela Polícia Federal.

O nome de Henrique Vorcaro já aparecia nas investigações desde fases anteriores da Compliance Zero. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), conforme a apuração, apontaram que a Multipar movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 em transações ligadas a contas associadas ao dono do Banco Master.

Quem é Henrique Vorcaro

Henrique Vorcaro é um empresário de Minas Gerais conhecido por sua atuação à frente do Grupo Multipar. A companhia foi fundada por ele e construiu presença em diferentes setores da economia, especialmente em engenharia, infraestrutura, energia, agronegócio e mercado imobiliário.

A Multipar ganhou espaço no ambiente empresarial mineiro em razão de contratos e projetos ligados a obras de grande porte. Durante o período investigado pela Polícia Federal, Henrique Vorcaro presidia a companhia.

A trajetória empresarial de Henrique sempre esteve ligada a setores intensivos em capital, contratos de longo prazo e operações patrimoniais. Esse perfil passou a ser analisado pelos investigadores depois que a PF começou a rastrear movimentações financeiras atribuídas ao entorno de Daniel Vorcaro.

Por que Henrique Vorcaro foi preso pela Polícia Federal

A prisão de Henrique Vorcaro ocorreu porque a Polícia Federal apura se ele teria sido beneficiário de recursos transferidos por Daniel Vorcaro. Segundo a investigação, o ex-controlador do Banco Master realizou depósitos em contas vinculadas ao pai.

Para os investigadores, essas transferências podem indicar tentativa de dispersar, proteger ou ocultar patrimônio supostamente ligado ao esquema investigado. A apuração tenta determinar se os valores tinham origem em operações financeiras irregulares relacionadas ao Banco Master.

A Polícia Federal trata o caso como parte de um esforço para reconstruir o caminho do dinheiro. O objetivo é identificar se recursos supostamente obtidos por meio de fraudes foram transferidos para familiares, empresas ou terceiros.

Henrique Vorcaro, como todos os investigados, tem direito à defesa e ao contraditório. As suspeitas ainda dependem de comprovação ao longo do processo.

Relação com Daniel Vorcaro colocou empresário no centro do caso

O vínculo familiar com Daniel Vorcaro é um dos principais elementos que explicam a entrada de Henrique Vorcaro no centro da Operação Compliance Zero. Daniel foi o controlador do Banco Master e se tornou o principal alvo da investigação sobre fraudes financeiras envolvendo a instituição.

A PF apura se pessoas próximas ao ex-banqueiro atuaram como beneficiárias, operadoras ou facilitadoras de movimentações financeiras suspeitas. Nesse contexto, o pai de Daniel passou a ser investigado não apenas por seu parentesco, mas pelas movimentações identificadas em contas e empresas associadas ao grupo familiar.

A suspeita dos investigadores é que parte dos recursos tenha circulado por estruturas empresariais e patrimoniais externas ao Banco Master. A Multipar, por sua dimensão e volume financeiro, passou a ser analisada dentro dessa linha de investigação.

Grupo Multipar movimentou mais de R$ 1 bilhão, segundo Coaf

Um dos pontos centrais da apuração é o volume movimentado pelo Grupo Multipar. Segundo informações atribuídas ao Coaf, a empresa movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 em transações ligadas a contas associadas a Daniel Vorcaro.

A movimentação, por si só, não caracteriza irregularidade. O que levou a PF a aprofundar a investigação foi a conexão entre esses valores, os repasses feitos por Daniel Vorcaro e o contexto mais amplo das suspeitas envolvendo o Banco Master.

Investigadores querem saber se parte desse fluxo financeiro foi usado para ocultar bens, driblar bloqueios judiciais ou dificultar o rastreamento de patrimônio. Essa hipótese é uma das razões para a nova fase da Compliance Zero mirar familiares e empresas próximas ao ex-controlador do banco.

O que é a Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, carteiras de crédito e a tentativa de compra da instituição pelo BRB, o Banco de Brasília.

Segundo a Polícia Federal, o esquema envolveria a venda de títulos de crédito supostamente fraudulentos ou inexistentes, além de articulações com agentes públicos, políticos e integrantes do sistema judiciário.

A operação começou em novembro de 2025, quando Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez. Desde então, a PF realizou ao menos 13 prisões e cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis estados.

A investigação avançou nos últimos meses sobre executivos, operadores financeiros, familiares e pessoas próximas ao ex-controlador do Banco Master.

Banco Master e BRB estão no centro da apuração

Um dos eixos mais sensíveis da Operação Compliance Zero é a relação entre o Banco Master e o BRB. Segundo a investigação, o banco público teria injetado R$ 12 bilhões no Banco Master por meio da compra de carteiras de crédito consignado classificadas como fraudulentas pelos investigadores.

A PF apura se essas carteiras tinham lastro real, se foram superavaliadas ou se foram usadas para sustentar artificialmente a liquidez do Banco Master.

Em abril de 2026, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso sob suspeita de receber propina para viabilizar negociações envolvendo o Banco Master. A prisão elevou a dimensão institucional do caso, ao envolver um banco público e suspeitas de favorecimento em operações financeiras de grande porte.

PF também investiga estrutura chamada “A Turma”

Além das suspeitas financeiras, a Operação Compliance Zero identificou uma estrutura chamada “A Turma”. Segundo a PF, o grupo funcionaria como uma espécie de milícia privada usada para intimidar críticos, autoridades e jornalistas.

A investigação aponta que a estrutura atuaria sob comando de Daniel Vorcaro. Entre os integrantes citados pela PF estão Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Ambos foram presos em fases anteriores da operação.

A suspeita amplia o escopo da investigação. O caso deixou de se concentrar apenas em supostas fraudes financeiras e passou a envolver também acusações de intimidação, coerção e atuação organizada fora dos canais empresariais formais.

Prisão de Henrique Vorcaro aumenta pressão sobre entorno familiar

A prisão de Henrique Vorcaro reforça o avanço da PF sobre o entorno familiar de Daniel Vorcaro. Antes dele, Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel, também havia sido preso. A PF o aponta como integrante do núcleo financeiro-operacional investigado.

Com a prisão do pai do ex-controlador do Banco Master, a investigação entra em uma fase voltada ao rastreamento patrimonial. O objetivo é identificar se recursos supostamente ligados ao esquema foram transferidos para familiares, empresas ou terceiros.

A apuração ainda depende de provas, manifestações das defesas e decisões judiciais. Ainda assim, a nova fase da Compliance Zero mostra que a Polícia Federal pretende aprofundar a investigação sobre a rede empresarial e familiar associada ao Banco Master.

Caso mantém Banco Master sob forte escrutínio

A prisão de Henrique Vorcaro mantém o caso Banco Master no centro das discussões sobre governança, fiscalização bancária e risco em operações de crédito. O episódio envolve suspeitas de fraudes bilionárias, atuação de banco público, movimentações empresariais de grande porte e possível ocultação patrimonial.

Para o sistema financeiro, a investigação tem impacto relevante porque envolve a credibilidade de carteiras de crédito, a supervisão de instituições financeiras e a exposição de bancos públicos a operações de alto risco.

Henrique Vorcaro passa a ser uma das figuras centrais da nova etapa da Operação Compliance Zero. A PF quer esclarecer se o empresário apenas recebeu valores de origem familiar ou se teve participação em uma estrutura mais ampla de movimentação e proteção de recursos ligados ao Banco Master.

Tags: Banco de BrasíliaBanco MasterBRBCoafDaniel Vorcarofraude financeiraGrupo MultiparHenrique Vorcarooperação Compliance ZeroPFPolícia FederalPolíticasistema financeiro

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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