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Receita notifica quase 3 mil supermercados e cobra R$ 10 bilhões em nova ofensiva fiscal

por Ana Luiza Farias - Repórter de Negócios e Empreendedorismo
15/04/2026 às 21h00 - Atualizado em 14/05/2026 às 22h04
em Negócios, Destaque, Notícias
Eceita Notifica Quase 3 Mil Supermercados E Cobra R$ 10 Bilhões Em Nova Ofensiva Fiscal - Gazeta Mercantil

A Receita Federal iniciou nesta quarta-feira uma nova ofensiva contra o setor supermercadista e passou a notificar 2.959 empresas para cobrar cerca de R$ 10 bilhões em tributos relacionados ao uso indevido de créditos de PIS e Cofins. A medida eleva a pressão sobre um dos segmentos mais relevantes do varejo brasileiro e acende alerta imediato entre empresários, contadores e consultorias tributárias.

O foco da ação está em pedidos de ressarcimento e compensação considerados inconsistentes pelo Fisco. Na prática, a Receita identificou que parte dos supermercados teria abatido tributos com base em créditos sem respaldo legal, o que agora abre uma corrida contra o tempo para regularização. O prazo dado aos contribuintes vai até 30 de junho. Depois disso, o cenário pode incluir multas, cobrança ampliada e responsabilização patrimonial de sócios e dirigentes.

O movimento ocorre em um momento sensível para o varejo alimentar, que já opera sob margens pressionadas, custos elevados e forte disputa por preço. A entrada de uma cobrança bilionária no radar de quase 3 mil supermercados transforma o tema em um dos mais delicados do ambiente tributário recente. Mais do que uma ação fiscal isolada, a medida da Receita reposiciona o debate sobre créditos de PIS e Cofins em um nível de urgência máxima dentro do setor.

A operação foi batizada de “Caixa Rápido” e nasceu a partir da análise de mais de 55 mil pedidos de ressarcimento e compensação. Ao revisar esses processos, a Receita afirmou ter encontrado irregularidades ligadas ao aproveitamento de créditos tributários em situações vedadas pela legislação. O caso ganha ainda mais repercussão porque atinge produtos centrais no dia a dia dos supermercados, como itens da cesta básica, bebidas, combustíveis e produtos de higiene.

Receita sobe o tom contra créditos indevidos no setor supermercadista

A nova fase da fiscalização mostra que a Receita decidiu apertar o cerco sobre práticas tributárias que, no entendimento do órgão, foram usadas de maneira irregular para reduzir o valor de tributos devidos. No centro da ação está a interpretação sobre o aproveitamento de créditos de PIS e Cofins, tema historicamente complexo no sistema tributário brasileiro e frequentemente alvo de controvérsias entre contribuintes, consultorias e autoridades fiscais.

No caso dos supermercados, a Receita aponta que muitos dos créditos utilizados estariam vinculados a mercadorias que não autorizariam esse abatimento da forma adotada. É justamente essa leitura que sustenta a cobrança agora colocada sobre a mesa. O impacto é direto porque o setor opera com grande volume de mercadorias, alta rotatividade e um mix tributário extremamente complexo, o que amplia o risco de erro, distorção ou uso agressivo de teses fiscais.

A Receita também enviou um recado claro ao mercado de assessoria tributária. Segundo o órgão, em muitos casos consultorias se aproveitam da complexidade da legislação e da limitada familiaridade técnica de empresários para induzir o uso de créditos sem base legal. A declaração endurece o ambiente e reforça a percepção de que o Fisco enxerga um padrão replicado de conduta, e não apenas desvios pontuais.

Cobrança bilionária expõe fragilidade fiscal de um dos maiores setores do varejo

A cifra de R$ 10 bilhões dá dimensão ao alcance da operação. Em um setor de grande relevância para o abastecimento, emprego e consumo das famílias, uma cobrança dessa magnitude pressiona fluxo de caixa, acentua a necessidade de revisão contábil e pode abrir uma onda de reavaliação tributária em redes de diferentes portes.

O episódio também expõe como passivos fiscais podem crescer silenciosamente em empresas que operam com grande volume e margens comprimidas. No supermercadista, qualquer erro ou aposta excessivamente agressiva em compensações pode se transformar em problema de grande escala. Com a ação da Receita, esse risco deixa de ser abstrato e passa a ter impacto concreto sobre balanços, governança e planejamento financeiro.

Além do peso econômico, a ofensiva cria um efeito psicológico relevante no setor. Mesmo empresas que não receberam notificação imediata tendem a rever procedimentos internos, checar a origem dos créditos utilizados e reforçar sua blindagem documental. Em outras palavras, a operação não se limita aos notificados: ela reposiciona o comportamento defensivo de todo o mercado supermercadista.

Cesta básica, bebidas e higiene entram no centro da fiscalização

Entre os exemplos mais comuns de uso indevido de créditos tributários apontados pela Receita estão itens da cesta básica com alíquota zero e produtos cuja tributação ocorre nas etapas iniciais da cadeia, como bebidas, combustíveis e itens de higiene. Isso torna a ação especialmente sensível porque essas categorias fazem parte do núcleo da operação dos supermercados.

Em termos práticos, a Receita entende que, em várias dessas hipóteses, não havia base legal para o crédito apropriado pelas empresas. Quando isso acontece, todo o mecanismo de compensação feito a partir desse crédito passa a ser questionado. O efeito é duplo: o contribuinte perde o valor abatido e ainda pode ser obrigado a recolher tributo, multa e demais encargos.

Essa estrutura ajuda a explicar por que a fiscalização ganhou tamanho peso. Não se trata de um ponto periférico da atividade supermercadista, mas de mercadorias com forte presença no faturamento do setor. A depender do volume envolvido, a regularização pode exigir revisão profunda de períodos anteriores, recalculando tributos e refazendo a escrituração.

Prazo até 30 de junho abre corrida por regularização

A Receita determinou que os empresários terão até 30 de junho para regularizar a situação. Até lá, será necessário retificar declarações fiscais, informar os valores corretos, cancelar pedidos irregulares e pagar os tributos devidos. O prazo curto amplia a urgência e coloca as áreas contábil, fiscal e jurídica sob forte pressão.

A regularização espontânea, segundo a lógica da Receita, é a chance de o contribuinte corrigir inconsistências antes da adoção de medidas mais severas. Mas isso não significa processo simples. Em muitos casos, a revisão pode exigir levantamento detalhado da escrituração, análise de produtos, conferência de notas e reconstrução da base que sustentou os pedidos de ressarcimento e compensação.

Para redes menores, o desafio pode ser ainda maior. Muitas operam com estrutura administrativa mais enxuta e menor capacidade de resposta rápida diante de cobranças complexas. Já grupos maiores terão de lidar com o volume de dados e a abrangência das operações, o que também pode tornar a regularização trabalhosa.

Multas e risco ao patrimônio dos sócios elevam gravidade do caso

Um dos pontos mais duros da medida está na advertência de que, sem regularização, os sócios ou dirigentes poderão responder solidariamente pelas dívidas da pessoa jurídica. Isso significa que o problema pode ultrapassar o CNPJ e atingir diretamente o patrimônio pessoal dos administradores.

Esse fator muda o peso da operação. O empresário deixa de tratar a questão apenas como passivo corporativo e passa a ver um risco patrimonial concreto. Em segmentos empresariais nos quais ainda há forte presença de controle familiar e gestão centralizada, esse tipo de ameaça costuma acelerar decisões internas e elevar o grau de preocupação.

Somado às possíveis multas, o recado da Receita é de endurecimento. O contribuinte que ignorar a notificação ou insistir na manutenção de créditos considerados indevidos pode enfrentar um cenário significativamente mais oneroso. Assim, a corrida por regularização deixa de ser apenas recomendável e passa a ser uma questão de defesa imediata.

Operação Caixa Rápido vira alerta nacional para o varejo

A ofensiva da Receita não interessa apenas aos supermercados notificados. Ela funciona como alerta para todo o varejo que trabalha com regimes tributários complexos e utiliza créditos de PIS e Cofins em larga escala. A partir de agora, empresas de diferentes segmentos devem redobrar cautela ao analisar teses de compensação apresentadas como oportunidade de alívio de caixa.

O caso também reforça uma lição cada vez mais dura no ambiente tributário brasileiro: promessas de recuperação acelerada de crédito podem esconder risco elevado quando não há sustentação legal clara. Ao mirar um setor inteiro com cobrança bilionária, a Receita mostra que pretende agir de forma mais estruturada contra práticas que enxerga como abusivas.

Para o setor supermercadista, a mensagem é inequívoca. O relógio começou a correr, o prazo já está dado e o custo da omissão pode ser alto. A partir desta semana, a questão tributária entrou de vez no centro do caixa das empresas — e não mais como detalhe técnico, mas como risco capaz de alterar decisões financeiras, operacionais e patrimoniais em larga escala.

Receita abre frente bilionária e força revisão urgente nos supermercados

A abertura dessa frente bilionária marca um dos movimentos fiscais mais relevantes recentes sobre o varejo alimentar. Ao atingir quase 3 mil supermercados, a Receita transforma uma discussão técnica sobre créditos tributários em tema de repercussão nacional, com reflexos sobre governança, fluxo de caixa e segurança jurídica.

O setor terá agora de reagir em ritmo acelerado, revisando procedimentos internos e recalculando sua exposição real. Em um ambiente de margens apertadas e pressão constante por eficiência, poucas ameaças têm hoje potencial tão imediato quanto uma cobrança dessa dimensão acompanhada da possibilidade de multas e responsabilização pessoal.

A operação coloca em xeque não apenas práticas passadas, mas o modelo de tomada de decisão fiscal de muitas empresas. E o desfecho dessa ofensiva pode redefinir a postura de todo o varejo diante de estratégias tributárias vendidas como solução rápida para geração de caixa. Desta vez, a conta chegou com data, valor e aviso severo do Fisco.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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