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Shell mais que dobra lucro ajustado no 1T26, mas prevê queda na produção

Petrolífera superou estimativas de analistas, elevou dividendos e anunciou recompra de US$ 3 bilhões em ações.

por João Souza - Repórter de Negócios
07/05/2026 às 12h43 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h20
em Empresas, Destaque, Notícias
Petrolífera Superou Estimativas De Analistas, Elevou Dividendos E Anunciou Recompra De Us$ 3 Bilhões Em Ações. - Gazeta Mercantil

A Shell registrou lucro ajustado de US$ 6,915 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro dos US$ 3,26 bilhões apurados no quarto trimestre de 2025, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, 7 de maio. O resultado superou a projeção média de US$ 6,36 bilhões de analistas consultados pela Vara Research, mas veio acompanhado de um alerta sobre queda na produção no segundo trimestre, em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre ativos e operações da companhia.

O desempenho reforça a resiliência financeira da Shell em um ambiente de volatilidade nos preços de energia, mas também expõe riscos operacionais e geopolíticos relevantes para o setor de petróleo e gás. A companhia informou que a produção da unidade integrada de gás deverá cair para uma faixa entre 580 mil e 640 mil barris de óleo equivalente por dia no segundo trimestre, ante 909 mil barris de óleo equivalente por dia no primeiro trimestre.

Na área de upstream, que reúne exploração e produção de petróleo e gás, a Shell projeta produção entre 1,62 milhão e 1,82 milhão de barris de óleo equivalente por dia no segundo trimestre. No primeiro trimestre, essa produção havia ficado em 1,84 milhão de barris de óleo equivalente por dia.

Lucro da Shell supera estimativas do mercado

O lucro ajustado de US$ 6,915 bilhões ficou acima da expectativa média do mercado e marcou uma recuperação expressiva em relação ao trimestre imediatamente anterior. A comparação sequencial foi favorecida por ganhos em trading, otimização de portfólio e condições mais favoráveis em algumas linhas de negócio ligadas à volatilidade do mercado de energia.

Na comparação anual, o resultado também mostrou avanço. Reportagens internacionais apontaram que o lucro ajustado da Shell cresceu em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando a companhia havia registrado US$ 5,58 bilhões. O desempenho colocou a empresa acima das estimativas de analistas e reforçou a capacidade de geração de caixa do grupo mesmo em cenário operacional mais instável.

O balanço também destacou a elevação de dividendos. A Shell anunciou aumento de 5% no dividendo trimestral, para US$ 0,3906 por ação ordinária, sinalizando manutenção da política de remuneração ao acionista em meio a um ambiente ainda volátil para petróleo, gás natural e derivados.

Para investidores, o lucro acima das expectativas é positivo, mas não elimina dúvidas sobre produção, caixa e alocação de capital. A própria companhia reduziu o ritmo de recompras de ações, em movimento interpretado como tentativa de preservar flexibilidade financeira diante de incertezas operacionais e geopolíticas.

Produção de gás deve cair no segundo trimestre

O principal ponto de atenção do balanço foi a projeção de queda na produção no segundo trimestre. A unidade integrada de gás, uma das áreas estratégicas da Shell, deve produzir entre 580 mil e 640 mil barris de óleo equivalente por dia, abaixo dos 909 mil barris de óleo equivalente por dia registrados no primeiro trimestre.

A redução projetada é significativa e reflete impactos associados ao conflito no Oriente Médio. A instabilidade regional tem afetado operações, logística, infraestrutura e percepção de risco em uma das regiões mais importantes para o suprimento global de energia.

A Shell também prevê queda na produção de upstream. A faixa estimada para o segundo trimestre, entre 1,62 milhão e 1,82 milhão de barris de óleo equivalente por dia, fica abaixo do patamar de 1,84 milhão de barris de óleo equivalente por dia observado no primeiro trimestre.

Esse movimento importa porque a produção é um dos pilares da geração de receita das grandes petroleiras. Mesmo quando preços e trading compensam parte da volatilidade, uma queda de volumes pode pressionar resultados futuros, especialmente se vier acompanhada de custos mais altos ou interrupções prolongadas.

Conflito no Oriente Médio pesa sobre perspectivas

O conflito no Oriente Médio tornou-se um dos principais vetores de risco para o setor de energia em 2026. A região concentra parte relevante da produção global de petróleo e gás, além de rotas logísticas estratégicas para o comércio internacional de combustíveis.

No caso da Shell, os efeitos aparecem tanto na produção quanto na gestão financeira. A volatilidade de preços pode beneficiar operações de trading e otimização no curto prazo, mas também amplia incertezas sobre fluxo de caixa, estoques, capital de giro e continuidade operacional.

A companhia informou que a produção total de petróleo e gás caiu 4% em relação ao trimestre anterior, em parte pelo impacto do conflito em ativos no Catar, segundo cobertura internacional sobre o balanço. Ao mesmo tempo, a instabilidade no mercado de energia elevou oportunidades em áreas de comercialização, derivados e produtos químicos.

Essa combinação explica o contraste do resultado: lucro ajustado forte no primeiro trimestre, mas perspectiva de volumes menores no trimestre seguinte. Para investidores, o balanço mostra que a empresa ainda consegue capturar ganhos em ambientes voláteis, mas permanece exposta a choques geopolíticos.

Recompra de ações cai para US$ 3 bilhões

A Shell anunciou um novo programa de recompra de ações de US$ 3 bilhões para os próximos três meses. O valor ficou abaixo dos US$ 3,5 bilhões anunciados nos trimestres recentes, indicando maior cautela na alocação de capital.

A recompra de ações é uma forma de remunerar acionistas e reduzir o número de papéis em circulação. Em geral, esse tipo de operação pode favorecer o lucro por ação e sinalizar confiança da administração na geração de caixa futura.

No entanto, a redução do montante sugere que a Shell busca equilibrar retorno aos acionistas, preservação de caixa e fortalecimento do balanço. Em períodos de alta incerteza, grandes petroleiras costumam ajustar programas de recompra para manter liquidez e capacidade de investimento.

A companhia informou que as ações recompradas serão canceladas, conforme prática usual nesse tipo de programa. A iniciativa deverá ser concluída antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026, sujeita às condições de mercado.

Dividendos sobem apesar da cautela financeira

Mesmo com a redução na recompra, a Shell elevou o dividendo trimestral em 5%, para US$ 0,3906 por ação ordinária. A decisão mantém a empresa no grupo de grandes companhias globais de energia que seguem priorizando remuneração ao acionista, mesmo diante de incertezas operacionais.

O aumento do dividendo tende a ser bem recebido por investidores de longo prazo, especialmente fundos e acionistas que acompanham geração de caixa e distribuição recorrente. Para empresas de petróleo e gás, a política de dividendos é um componente central da tese de investimento.

A combinação entre dividendos maiores e recompras menores mostra uma calibragem na estratégia de capital. A Shell preserva o compromisso de remuneração, mas reduz ligeiramente a intensidade de retorno via recompra, mecanismo mais flexível e ajustável conforme o cenário.

Essa diferenciação é relevante. Dividendos costumam ser tratados como sinal de estabilidade e previsibilidade. Recompras, por outro lado, podem ser expandidas ou reduzidas com mais facilidade sem produzir o mesmo impacto reputacional.

Trading e produtos compensam parte da pressão operacional

O desempenho do primeiro trimestre foi sustentado por ganhos relevantes em áreas ligadas a trading, produtos químicos e comercialização. Em ambientes de grande volatilidade, companhias integradas como a Shell podem capturar ganhos por meio de operações de otimização, arbitragem, logística e gestão de estoques.

Essa estrutura diferencia as grandes petroleiras de empresas mais concentradas apenas na produção. A Shell atua em múltiplos elos da cadeia, incluindo exploração, produção, gás natural liquefeito, refino, produtos químicos, distribuição e trading.

Quando há oscilações fortes nos preços de petróleo, gás e derivados, áreas comerciais podem ajudar a amortecer quedas operacionais ou capturar oportunidades de margem. Foi esse um dos fatores que contribuiu para o lucro ajustado acima das estimativas.

Ainda assim, esse tipo de ganho pode ser volátil. O mercado tende a avaliar se a melhora é recorrente ou se dependeu de condições específicas do trimestre. Para investidores, a qualidade do resultado importa tanto quanto o número final do lucro ajustado.

Setor de petróleo segue exposto a preços e geopolítica

O balanço da Shell ocorre em um momento de forte sensibilidade para o setor global de energia. Preços do petróleo, conflitos geopolíticos, política de produção de países exportadores, demanda chinesa, juros globais e transição energética continuam influenciando a avaliação das grandes companhias do setor.

A volatilidade pode beneficiar empresas integradas em determinados trimestres, mas também aumenta o risco de interrupções, pressão sobre custos e dificuldade de planejamento. O conflito no Oriente Médio é particularmente relevante porque afeta uma região central para a oferta global.

Além disso, investidores acompanham a capacidade das petroleiras de financiar dividendos, recompras, investimentos em exploração e projetos de transição energética. A disputa por capital é intensa: acionistas cobram retorno, enquanto governos e reguladores pressionam por segurança energética e redução de emissões.

Nesse contexto, a Shell tenta preservar uma estratégia de equilíbrio. O resultado forte dá margem para remuneração ao acionista, mas a queda projetada de produção e a redução da recompra mostram que a companhia não está imune ao ambiente de risco.

Resultado reforça força financeira, mas produção vira foco do mercado

O primeiro trimestre de 2026 reforçou a capacidade da Shell de entregar lucro robusto em meio à volatilidade global de energia. O lucro ajustado acima de US$ 6,9 bilhões superou expectativas e mais que dobrou em relação ao trimestre anterior, sustentado por ganhos operacionais e comerciais.

O ponto de atenção, porém, está no segundo trimestre. A queda prevista na produção de gás integrado e upstream pode limitar o desempenho futuro, especialmente se os efeitos do conflito no Oriente Médio persistirem ou se os preços de energia perderem força.

Para investidores, a leitura do balanço é dividida. De um lado, a Shell demonstrou geração de resultado, elevou dividendos e manteve recompra bilionária. De outro, reduziu o ritmo de recompras e sinalizou menor produção, o que tende a manter o mercado atento à execução operacional nos próximos meses.

O balanço coloca a Shell em uma posição de força financeira relativa, mas com exposição clara aos riscos que dominam o setor global de petróleo e gás em 2026: geopolítica, volatilidade de preços, interrupções de produção e necessidade de disciplina na alocação de capital.

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Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. 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O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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