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Smart Fit (SMFT3) sobe mais de 12% após lucro crescer 47,6% no 1T26

Ações lideram ganhos do Ibovespa após balanço acima das expectativas e melhora da rentabilidade do TotalPass.

por João Souza
07/05/2026 às 16h15
em Mercados
Smart Fit - Gazeta Mercantil

As ações da Smart Fit (SMFT3) dispararam nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre. Por volta das 13h20, os papéis avançavam 13,15%, a R$ 20,57, liderando os ganhos do Ibovespa, em reação a um balanço considerado acima das expectativas do mercado e a sinais de melhora operacional em áreas estratégicas da companhia, como o TotalPass.

A reação positiva dos investidores ocorreu depois de a Smart Fit (SMFT3) reportar lucro líquido ajustado de R$ 207 milhões entre janeiro e março, alta de 47,6% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida somou R$ 2,1 bilhões, crescimento de 25,7% na mesma base de comparação, enquanto o Ebitda ajustado alcançou R$ 672 milhões, com margem de 32%.

Leia também: Pague Menos (PGMN3) vê lucro ajustado saltar 325,6% no 1T26 e reforça avanço operacional.

O desempenho reforçou a percepção de que a companhia pode interromper o ciclo recente de revisões negativas que vinha pressionando a tese de investimento da empresa. O mercado também reagiu à melhora de rentabilidade do TotalPass, plataforma corporativa da companhia, vista como um dos principais vetores positivos do trimestre.

Balanço impulsiona ação e recoloca tese no radar

A alta de Smart Fit (SMFT3) nesta sessão reflete uma combinação de fatores operacionais e de mercado. O primeiro deles é o crescimento expressivo do lucro líquido ajustado, que mostrou avanço acima da expansão da receita. O segundo está ligado ao entendimento de que o balanço veio acima do esperado em um momento particularmente importante para a companhia, após meses de desvalorização das ações.

O movimento dos papéis indica que os investidores passaram a revisar a leitura sobre o curto prazo da empresa. Em companhias de consumo e serviços, a temporada de resultados pode alterar rapidamente a percepção sobre crescimento, rentabilidade e geração de caixa, especialmente quando o balanço surpreende de forma positiva.

No caso da Smart Fit (SMFT3), o resultado foi interpretado como um sinal de execução mais forte, com destaque para monetização, disciplina de custos e desempenho operacional mais consistente do que o precificado pelo mercado antes da divulgação.

Lucro cresce 47,6% e receita avança 25,7%

A Smart Fit (SMFT3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 207 milhões, avanço de 47,6% na comparação anual. O número reforça a capacidade da empresa de ampliar rentabilidade em um ambiente de expansão operacional e de amadurecimento de suas linhas de negócio.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 25,7%, para R$ 2,1 bilhões. O desempenho sugere continuidade do avanço da base de clientes, expansão da operação e melhora na capacidade de monetização dos serviços oferecidos pela rede.

Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 672 milhões, com margem de 32%, patamar visto como robusto para o setor. A margem é um dos dados mais observados por investidores, porque mostra o quanto da receita a empresa consegue converter em resultado operacional antes dos efeitos financeiros e contábeis.

Em uma companhia com expansão acelerada, o avanço simultâneo de lucro, receita e margem costuma ser lido como indicativo de execução eficiente. Isso ajuda a sustentar uma tese de crescimento com disciplina operacional.

TotalPass ganha peso no desempenho do trimestre

Um dos principais destaques do balanço da Smart Fit (SMFT3) foi a melhora da rentabilidade do TotalPass, plataforma corporativa de benefícios voltada à atividade física e ao bem-estar.

Segundo a leitura do Itaú BBA, a operação do TotalPass no Brasil surpreendeu positivamente, com receita líquida e lucro bruto acima das projeções do banco. O avanço foi atribuído à monetização da plataforma e à execução operacional considerada forte.

Esse ponto é relevante porque o TotalPass tem sido visto pelo mercado como uma frente complementar de crescimento, com potencial de diversificar a geração de receita da companhia além da operação tradicional das academias físicas.

Na prática, o mercado reagiu não apenas ao lucro maior da Smart Fit (SMFT3), mas à ideia de que a empresa começa a capturar retorno mais consistente de negócios que, até pouco tempo atrás, ainda eram avaliados com mais cautela por parte dos analistas.

Itaú BBA mantém recomendação positiva

Em relatório divulgado após a publicação dos resultados, o Itaú BBA manteve recomendação outperform para Smart Fit (SMFT3), equivalente à compra. O banco também reiterou preço-alvo de R$ 32 para o fim de 2026.

Considerando o fechamento da sessão anterior, o potencial de valorização estimado é de cerca de 76%. A manutenção da recomendação ocorre em um momento em que a empresa tenta reconstruir a confiança do mercado após um período de pressão sobre as ações.

Na avaliação do banco, o lucro da Smart Fit (SMFT3) ficou 30% acima de suas estimativas e 18% superior ao consenso de mercado. O BBA destacou que o resultado foi positivo não apenas pelos números em si, mas também pelo momento em que chegou, após um ciclo de desvalorização dos papéis.

A leitura do banco é que o balanço pode servir como ponto de inflexão para a percepção sobre a companhia, desde que os próximos trimestres confirmem a consistência operacional observada no início de 2026.

Mercado vê melhora operacional, mas atenção permanece

Apesar da leitura positiva, o Itaú BBA indicou que ainda há um ponto de atenção relevante na tese de investimento da Smart Fit (SMFT3): a queda da densidade de alunos nas academias maduras, especialmente no Brasil.

Segundo os analistas, a desaceleração no número de alunos por unidade pode se tornar um tema mais difícil de ignorar nos próximos trimestres. Em uma rede que continua expandindo fortemente sua presença, a evolução da base de clientes em unidades já maduras é um indicador importante de sustentabilidade operacional.

Se a densidade cair de forma persistente, isso pode pressionar receita por academia e rentabilidade no longo prazo. O debate é sensível porque a Smart Fit (SMFT3) combina crescimento acelerado com necessidade de manter alto nível de ocupação e eficiência em sua rede já estabelecida.

Ainda assim, o banco pondera que a companhia segue mostrando forte geração de caixa e bom retorno sobre o capital investido, sustentados por melhora de margens e controle de custos.

Geração de caixa e ROIC seguem como pilares da tese

Além do desempenho do lucro e da receita, a tese de investimento em Smart Fit (SMFT3) continua apoiada na capacidade da companhia de gerar caixa e entregar retorno sobre o capital investido.

Para o mercado, esse ponto é decisivo. Companhias em expansão precisam demonstrar que crescimento de unidades, crescimento de receita e crescimento de base de clientes se traduzem em retorno econômico real.

No caso da Smart Fit (SMFT3), a leitura positiva do trimestre passa justamente pela percepção de que a empresa não está apenas crescendo, mas também preservando rentabilidade e eficiência.

O controle de custos aparece como um dos vetores mais importantes desse processo. Em um setor que exige investimento em expansão física, tecnologia, marketing e serviços, a capacidade de sustentar margens é determinante para justificar múltiplos mais altos na Bolsa.

Alta da ação recoloca companhia entre favoritas do setor

A disparada de Smart Fit (SMFT3) nesta quinta-feira sinaliza que o mercado voltou a olhar a companhia com mais otimismo, ainda que parte das dúvidas estruturais permaneça no radar.

O resultado acima das expectativas, a melhora do TotalPass e a manutenção da recomendação de compra pelo Itaú BBA ajudam a reposicionar a empresa entre os nomes mais acompanhados do setor de consumo e serviços na B3.

A partir de agora, a principal questão para os investidores será saber se o balanço do primeiro trimestre representa apenas um ponto forte isolado ou o início de uma sequência de resultados capazes de sustentar uma reprecificação mais duradoura da ação.

Se a companhia continuar entregando crescimento de lucro, avanço de receita, boa geração de caixa e melhora de margem, a tese pode ganhar tração. Se a pressão sobre densidade de alunos crescer ou a expansão perder eficiência, parte do entusiasmo pode ser moderada.

Smart Fit tenta virar a página após meses de pressão

A forte alta das ações mostra que o mercado recebeu o resultado da Smart Fit (SMFT3) como um sinal de alívio depois de meses de desempenho mais fraco dos papéis.

O balanço do 1T26 trouxe números fortes, rentabilidade acima do esperado e um vetor adicional positivo vindo do TotalPass. Ao mesmo tempo, o debate sobre densidade de alunos e expansão da rede continua no centro da análise.

Para a companhia, o desafio agora é transformar a boa reação inicial em mudança estrutural de percepção. Isso dependerá da capacidade de sustentar crescimento com disciplina financeira, manter rentabilidade e mostrar que a expansão continua gerando valor.

No curto prazo, o resultado reforça a posição da Smart Fit (SMFT3) entre os destaques da temporada de balanços. No médio prazo, a ação seguirá sensível à execução operacional e à confirmação de que o ciclo de revisões negativas realmente ficou para trás.

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