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Home Política

Tentativa de golpe: STF ouve Mourão, comandante da Marinha e Aldo Rebelo

por Redação
23/05/2025 às 08h38 - Atualizado em 17/09/2025 às 12h43
em Política, Destaque, Notícias
Stf Ouve Mourão, Comandante Da Marinha E Aldo Rebelo Em Investigação Sobre Tentativa De Golpe - Gazeta Mercantil

STF ouve Mourão, comandante da Marinha e Aldo Rebelo em investigação sobre tentativa de golpe

Entenda o contexto dos depoimentos e as implicações para a política brasileira

Nesta sexta-feira, 23 de maio de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza uma série de depoimentos cruciais no âmbito da ação penal que investiga uma tentativa de golpe de Estado ocorrida após as eleições presidenciais de 2022. Entre os convocados para prestar esclarecimentos estão o ex-vice-presidente e atual senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), o comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, e o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo.

O foco da investigação: tentativa de golpe

A ação penal em curso no STF busca apurar os eventos que culminaram nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que houve uma tentativa de golpe de Estado, articulada por membros do governo anterior e apoiadores, com o objetivo de reverter o resultado das eleições presidenciais que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva.

Depoimentos estratégicos

Os depoimentos desta sexta-feira são considerados estratégicos para a elucidação dos fatos. Hamilton Mourão, que foi vice-presidente durante o governo de Jair Bolsonaro, é arrolado como testemunha de defesa de diversos réus, incluindo o próprio Bolsonaro, o general Augusto Heleno e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Mourão deverá esclarecer sua participação e conhecimento sobre os eventos que antecederam os atos de 8 de janeiro.

O comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, também prestará depoimento. Ele foi indicado como testemunha de defesa do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, acusado de ter colocado tropas à disposição para apoiar uma possível tentativa de golpe. O depoimento de Olsen é aguardado com expectativa, pois pode lançar luz sobre o envolvimento das Forças Armadas nos eventos investigados.

Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, também será ouvido. Embora tenha ocupado cargos em governos petistas, Rebelo já foi elogiado por Bolsonaro e chegou a ser cogitado para assumir o Ministério da Amazônia em um eventual segundo mandato do ex-presidente. Seu depoimento poderá oferecer uma perspectiva diferenciada sobre os acontecimentos.

Outras testemunhas

Além dos depoimentos mencionados, o STF ouvirá outras testemunhas relevantes para o caso. Entre elas estão:

  • Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, arrolado como testemunha de defesa de Alexandre Ramagem.

  • Waldo Manuel de Oliveira Aires, coronel do Exército, testemunha de defesa de Walter Braga Netto.

  • Alex Dall’Osso Minussi, coronel de artilharia do Exército, e Gustavo Suarez da Silva, diretor do Departamento de Segurança Presidencial, ambos testemunhas de defesa de Augusto Heleno.

  • Antonio Capistrano de Freitas Filho, vice-almirante da Marinha, e Marcelo Francisco Campos, almirante da Marinha, testemunhas de defesa de Almir Garnier.

Implicações políticas e jurídicas

A investigação sobre a tentativa de golpe tem gerado intensos debates no cenário político brasileiro. Enquanto a PGR sustenta que houve uma articulação para subverter a ordem democrática, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro negam as acusações e afirmam que os eventos de 8 de janeiro foram manifestações espontâneas de insatisfação popular.

O STF, por sua vez, tem adotado uma postura firme na condução das investigações e já condenou diversos envolvidos nos atos antidemocráticos. A Corte busca responsabilizar não apenas os executores dos atos, mas também aqueles que, de alguma forma, contribuíram para sua ocorrência.

O papel das Forças Armadas

Um dos pontos centrais da investigação é o papel das Forças Armadas nos eventos de 8 de janeiro. A participação ou omissão de militares de alta patente está sob escrutínio, e os depoimentos de figuras como o comandante da Marinha e ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica são fundamentais para esclarecer o grau de envolvimento das Forças Armadas na tentativa de golpe.

A posição de Aldo Rebelo

Aldo Rebelo tem se posicionado de forma crítica em relação à narrativa de que os eventos de 8 de janeiro configuraram uma tentativa de golpe. Em declarações anteriores, ele afirmou que atribuir uma tentativa de golpe àqueles atos seria uma “fantasia” e uma “desmoralização da instituição do golpe de Estado”. Seu depoimento poderá reforçar essa perspectiva ou trazer novos elementos ao debate.

O que esperar dos desdobramentos

Os depoimentos desta sexta-feira devem se estender ao longo do dia e são aguardados com grande expectativa. As informações obtidas poderão influenciar os rumos da investigação e impactar o cenário político nacional. A sociedade brasileira acompanha atenta os desdobramentos, na expectativa de que a verdade seja esclarecida e que os responsáveis por eventuais crimes sejam devidamente responsabilizados.

Tags: 8 de janeiroação penalAldo Rebelodemocracia brasileiradepoimentosForças ArmadasHamilton MourãoinvestigaçãoJair BolsonaroMarcos Sampaio OlsenSTFtentativa de golpetentativa de golpe de Estado

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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