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Home Política

Tarcísio apoia plano dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas

por Júlia Campos - Repórter de Política
12/03/2026 às 18h18 - Atualizado em 14/05/2026 às 21h59
em Política, Destaque, Notícias
Tarcísio Apoia Plano Dos Eua De Classificar Pcc E Cv Como Organizações Terroristas - Gazeta Mercantil

Tarcísio de Freitas vê como oportunidade a classificação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou nesta quarta-feira que considera como uma “oportunidade” a iniciativa dos Estados Unidos de enquadrar facções brasileiras, como o Primeiro Comando Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. A medida, segundo o governo norte-americano, reflete a percepção de que esses grupos representam uma “ameaça significativa à segurança regional”, devido à atuação no tráfico de drogas, na violência urbana e em crimes transnacionais.

“Enxergo isso como uma oportunidade, porque, a partir do momento em que um governo como o dos Estados Unidos encara o PCC como organização terrorista, e é, de fato, o que eles são, fica mais fácil. Fica aberto o caminho da cooperação para que a gente possa integrar inteligência, trazer recursos financeiros e fazer um combate ainda mais efetivo”, afirmou Tarcísio em entrevista a jornalistas, após agenda no Centro Operacional do Metrô de São Paulo.

Essa declaração reforça o posicionamento do governador, que já em novembro do ano passado havia defendido a classificação do PCC como uma organização terrorista. Segundo especialistas em segurança e diplomacia, a decisão americana pode intensificar a colaboração entre Brasil e Estados Unidos, abrindo espaço para integração de inteligência e recursos financeiros no combate às facções criminosas.


Avaliação dos EUA sobre o PCC e CV

O Departamento de Estado norte-americano destacou em nota que o PCC e o CV estão entre as organizações que mais preocupam autoridades de segurança no hemisfério. “Os Estados Unidos consideram que organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, representam ameaças significativas à segurança regional em razão de seu envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, afirmou a nota.

Essa postura reforça a visão americana de que o combate às facções brasileiras vai além das fronteiras nacionais e possui repercussão internacional, considerando o impacto do tráfico de drogas e do crime organizado em toda a América Latina.


Implicações políticas e soberania nacional

Especialistas em política externa alertam que a classificação das facções brasileiras como terroristas pode ter efeitos controversos para o Brasil. Para formuladores da política externa brasileira, a medida poderia ser interpretada como um aval para interferência militar direta no país, questionando a soberania nacional.

O tema também ganhou cunho eleitoral, com integrantes da oposição utilizando a questão para criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo uma suposta leniência do Executivo em relação a grupos criminosos. O debate evidencia o delicado equilíbrio entre cooperação internacional em segurança e a proteção da autonomia nacional.

No Brasil, o governo tem defendido que qualquer aprofundamento da cooperação bilateral em segurança deve respeitar a soberania do país. A pressão americana sobre o tema, segundo relatos de Brasília, estaria sendo impulsionada por um núcleo político do Departamento de Estado, liderado por Rubio, identificado como mais alinhado à direita americana e simpático ao campo bolsonarista.


Riscos internos da classificação terrorista

Especialistas ouvidos por veículos de imprensa brasileiros destacam que equiparar facções como PCC e CV a organizações terroristas pode gerar equívocos na abordagem do crime. O professor de Direito Penal da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), Thiago Bottino, ressalta que organizações criminosas não possuem o traço de contestação política típico do terrorismo.

“Grupos terroristas trabalham para inviabilizar o funcionamento do Estado. As organizações criminosas são o contrário, dependem que tudo continue como está para continuar a cometer crimes”, explica Bottino. Segundo ele, o objetivo dessas facções é lucrar — seja por meio do tráfico de drogas, crimes financeiros ou corrupção —, sem a existência de manifesto político ou bandeira ideológica.

O cientista político Maurício Santoro, professor de Relações Internacionais e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha, alerta que a classificação de grupos criminosos como terroristas já foi utilizada em outros países, como México e Venezuela, para legitimar ações militarizadas das Forças Armadas dos EUA no combate ao crime organizado. A recente prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro exemplifica essa política intervencionista em regiões estratégicas.


Impacto na cooperação internacional

Caso os EUA avancem na classificação oficial do PCC e CV como organizações terroristas, o Brasil poderá ampliar a integração de inteligência e de recursos financeiros na luta contra o crime organizado. Isso inclui medidas de monitoramento, compartilhamento de informações estratégicas e ações coordenadas para desmantelar redes de tráfico e lavagem de dinheiro.

No contexto global, a decisão americana reforça a necessidade de o Brasil desenvolver políticas de segurança pública robustas, capazes de responder a ameaças transnacionais, mas sem comprometer a soberania do país. Para o governo paulista, a medida abre caminho para reforço tecnológico, capacitação de órgãos de segurança e mobilização de recursos internacionais.


Desafios jurídicos e sociais

A proposta de classificar o PCC e CV como organizações terroristas também levanta questionamentos jurídicos internos. No Brasil, a legislação prevê medidas específicas para organizações criminosas, mas não contempla a tipificação como terrorismo de forma direta para facções locais. Isso gera debate sobre a adequação legal e a interpretação do conceito de terrorismo aplicado a grupos sem motivação política explícita.

Além das implicações jurídicas, especialistas apontam riscos sociais. A militarização da segurança pode aumentar tensões em áreas urbanas dominadas por facções, impactando comunidades e criando cenários de conflito mais agressivos. O equilíbrio entre combate à criminalidade e preservação de direitos civis será um ponto crítico nas próximas discussões.


Estratégia brasileira frente à classificação

O governo federal tem enfatizado que o combate ao crime organizado deve se basear em cooperação internacional, mas sempre respeitando a autonomia nacional. O foco está em intensificar ações de inteligência, aprimorar a integração entre polícias estaduais e federais e fortalecer órgãos de investigação financeira para desarticular redes criminosas.

Especialistas sugerem que o Brasil aproveite a classificação como oportunidade para reforçar acordos bilaterais em segurança, implementar tecnologia de monitoramento e capacitar agentes públicos para enfrentar crimes transnacionais, sem depender exclusivamente de ação militar estrangeira.


A discussão sobre a classificação do PCC e CV como organizações terroristas evidencia a complexidade da segurança pública brasileira em um contexto globalizado. O tema envolve política internacional, soberania nacional, legislação interna, cooperação bilateral e impactos sociais diretos. A perspectiva de integração com os Estados Unidos pode representar avanços no combate ao crime, mas exige equilíbrio cuidadoso para evitar tensões políticas, jurídicas e sociais no país.

Tags: classificação terroristaComando Vermelhocooperação Brasil-EUAfacções criminosasPCC e CV como organizações terroristasPolíticaPrimeiro Comando Capitalsegurança pública BrasilTarcísio de Freitas

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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