terça-feira, 19 de maio de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
PUBLICIDADE
Home Política

TCU cobra STF, STJ e TST por justificativa de salas VIPs exclusivas no Aeroporto de Brasília

por Júlia Campos - Repórter de Política
25/02/2026 às 19h56
em Política, Destaque, Notícias
Tcu Cobra Stf, Stj E Tst Por Justificativa De Salas Vips Exclusivas No Aeroporto De Brasília - Gazeta Mercantil

TCU dá prazo de 15 dias para STF, STJ e TST explicarem salas VIPs no Aeroporto de Brasília

O Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu prazo de 15 dias para que o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentem justificativas formais sobre a contratação de salas VIPs exclusivas no Aeroporto Internacional de Brasília. O objetivo é esclarecer a necessidade desses espaços pagos com recursos públicos, cujo custo anual é estimado em R$ 3,7 milhões, incluindo serviços de “fast pass” e receptivo destinado a autoridades e servidores.

De acordo com o TCU, os tribunais deverão enviar cópias dos contratos firmados com a Inframerica, concessionária que administra o aeroporto, detalhar os motivos técnicos para a manutenção dessas salas, apresentar documentos que comprovem a necessidade do investimento e informar se realizaram estudos de viabilidade ou consideraram alternativas, como o uso de salas VIPs públicas mediante reembolso.

O caso foi levado ao TCU por representação do presidente da Comissão de Transparência, Governança e Fiscalização do Senado, Dr. Hiran (PP-AM). Dependendo das informações enviadas, o tribunal poderá abrir auditoria específica para avaliar a legalidade e a eficiência desses contratos.

Relator do caso aponta necessidade de investigação adicional

O relator do processo no TCU, ministro Jhonatan de Jesus, destacou que a Corte já mantém trabalhos em andamento sobre o tema, mas fatos novos justificam análise suplementar. Ele citou precedentes em que a contratação de salas VIPs para membros do STJ foi considerada regular, mas enfatizou que cada contrato deve ser examinado individualmente.

“Mais recentemente, a representação nº TC 016.568/2025-7, que buscava analisar gastos semelhantes de forma ampla, não foi conhecida pelo Acórdão 7.323/2025-TCU-1ª Câmara. Na ocasião, o Tribunal considerou válidas as alegações de segurança pessoal, com base na Resolução CNJ 435/2021, como motivação para a manutenção desses espaços”, afirmou o ministro.

Estrutura e custos das salas VIPs

As salas VIPs exclusivas para servidores e autoridades custam, em média, R$ 3,7 milhões por ano, considerando aluguel, serviços de receptivo e “fast pass”, que agiliza inspeção de segurança e embarque. Esse serviço é similar ao oferecido por operadoras de cartões de crédito a clientes de alto padrão, permitindo passagem rápida pelos procedimentos de segurança.

Entre os órgãos que utilizam salas exclusivas estão o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e o STF. Diferentemente das salas públicas, acessíveis mediante pagamento, programas de fidelidade ou cartões de crédito específicos, essas áreas não podem ser utilizadas por passageiros comuns.

A Inframerica, concessionária do aeroporto, informou que não comenta contratos comerciais.

Aspectos legais e análise de eficiência

Especialistas em direito administrativo apontam que a legalidade dessas contratações deve ser avaliada sob os princípios da administração pública: legalidade, eficiência, economicidade e publicidade.

O professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Rubens Beçak, destacou que a construção da sala VIP do TST deve observar critérios de dispensa de licitação e justificativa de interesse público. “É essencial verificar se houve legalidade, especialmente em relação à dispensa de licitação e à publicidade do ato. Também é preciso avaliar se a obra atende ao princípio da eficiência, se realmente torna mais ágil o deslocamento dos ministros”, afirmou.

Em relação às outras salas VIPs, Beçak ressalta que, se os requisitos legais forem atendidos, elas são legítimas. Entretanto, questiona a necessidade da diferenciação em relação a salas públicas disponíveis no aeroporto, cujo uso mediante contratação poderia reduzir custos e ampliar a transparência.

Histórico de fiscalização

O TCU já analisou contratações de salas VIPs em aeroportos federais. Em auditorias anteriores, espaços exclusivos foram justificados com base em segurança e logística para membros de tribunais superiores. Ainda assim, cada contrato precisa ser avaliado individualmente, considerando valores atualizados, novos serviços contratados e mudanças nos critérios de eficiência.

A decisão de exigir justificativas detalhadas sinaliza que o TCU pretende intensificar o controle sobre gastos públicos com serviços exclusivos, em meio a debates sobre transparência e gestão eficiente de recursos federais.

Discussão sobre uso de recursos públicos

O gasto anual de R$ 3,7 milhões com salas VIPs levanta questionamentos sobre prioridade na utilização de recursos públicos. Críticos afirmam que os valores poderiam ser direcionados para melhorias em infraestrutura aeroportuária ou programas que beneficiem todos os passageiros.

Defensores alegam que a separação de espaços garante segurança, privacidade e agilidade logística para autoridades e servidores em deslocamentos oficiais. No entanto, a necessidade de exclusividade e o custo elevado permanecem sob escrutínio público e administrativo.

Alternativas de operação e eficiência

O TCU requisitou que os tribunais avaliem alternativas à manutenção de salas exclusivas, como o uso de salas VIPs públicas mediante pagamento ou reembolso. Essa prática permitiria reduzir gastos sem comprometer a eficiência de embarque e desembarque de servidores e ministros.

Além disso, estudos de viabilidade devem incluir comparações com experiências internacionais, onde autoridades podem utilizar áreas reservadas, mas com regulamentação rígida e limites de custo.

Próximos passos da fiscalização

Após receber os documentos solicitados, o TCU avaliará legalidade, necessidade e eficiência de cada contrato. Dependendo da análise, o tribunal pode recomendar ajustes, abrir auditorias ou propor padronização de critérios para contratações futuras.

O prazo de 15 dias definido pelo TCU demonstra prioridade sobre o tema e indica interesse em decisões rápidas sobre eventuais irregularidades, reforçando a fiscalização sobre recursos públicos utilizados em serviços exclusivos.

Impactos na gestão pública

A apuração do TCU evidencia a tensão entre benefícios exclusivos para autoridades e a obrigação de controle rigoroso de gastos públicos. O acompanhamento detalhado desses contratos tende a influenciar futuras contratações, aumentar a transparência e reforçar a aplicação dos princípios de eficiência e economicidade na administração pública.

A continuidade da fiscalização será determinante para avaliar se os serviços contratados atendem à necessidade de segurança e agilidade ou se representam gastos excessivos com privilégios para servidores e autoridades.

Tags: Aeroporto de BrasíliaContratos Públicosfiscalizaçãogastos públicosrecursos federaissalas VIP STFSTJTCUtransparênciaTST

LEIA MAIS

Pgr Diz Que Zambelli Não Cumpriu Plano E Moraes Arquiva Inquérito Por Coação E Obstrução
Política

Zambelli enviou R$ 2 milhões em emenda para entidade ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) destinou R$ 2 milhões em emenda parlamentar à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora ligada...

Leia Maisdetalhes
Caso Master: Publicitário Confirma À Pf Plano Com Influenciadores Para Defender Vorcaro - Gazeta Mercantil
Política

Caso Master: publicitário confirma à PF plano com influenciadores para defender Vorcaro

O empresário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi e sócio do Portal Léo Dias, confirmou em depoimento à Polícia Federal, nesta terça-feira, 12 de maio, em Brasília, que...

Leia Maisdetalhes
Bancos Elogiam Decisão Do Tcu Que Reverteu Suspensão Do Consignado Inss
Economia

TCU libera consignado do INSS, e bancos elogiam decisão que reverte suspensão

Entidades representativas do setor financeiro elogiaram, nesta sexta-feira (8), a decisão do ministro Marcos Bemquerer Costa, do Tribunal de Contas da União (TCU), que restabeleceu parcialmente a concessão...

Leia Maisdetalhes
Anvisa Aprova Exportação De Cannabis Medicinal Produzida No Brasil - Gazeta Mercantil
Saúde

Anvisa abre caminho para exportação de cannabis medicinal produzida no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana uma atualização nas regras de controle sanitário que passa a permitir a exportação de produtos e insumos farmacêuticos...

Leia Maisdetalhes
Pcc Teria Planejado Infiltração Em Governos De Sp Para Lavar Dinheiro Com Banco E Contratos Públicos - Gazeta Mercantil
Política

PCC teria planejado infiltração em governos de SP para lavar dinheiro com banco e contratos públicos

A Polícia Civil investiga um plano atribuído ao PCC para se aproximar de governos municipais e de estruturas políticas em São Paulo com o objetivo de lavar dinheiro...

Leia Maisdetalhes

Veja Também

Imposto De Renda 2026 - Gzt - Gazeta Mercantil
Economia

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Leia Maisdetalhes
Bolsa Família De Maio Começa A Ser Pago Para 19 Milhões De Famílias - Gazeta Mercantil
Brasil

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

Leia Maisdetalhes
Fiis Fundos Imobiliários (Imagem: Jabkitticha/ Istockphoto)
Fundos Imobiliários

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

Leia Maisdetalhes
Galípolo Vai Ao Senado Nesta Terça Para Falar Sobre Juros, Autonomia Do Bc E Banco Master - Gazeta Mercantil
Política

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Leia Maisdetalhes
Empresa Que Teria Comprado Naskar Tem Perfil Recente E Não Informa Executivos No Site Azara Capital Afirma Que Assumiu A Fintech Para Ressarcir Investidores, Mas Apresenta Poucas Informações Públicas, Endereço Associado A Outro Banco E Ausência De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Dos Eua A Azara Capital Llc, Empresa Que Teria Comprado A Naskar Gestão De Ativos Em Uma Operação Estimada Em R$ 1,2 Bilhão Para Tentar Sanar A Crise Da Fintech Brasileira, Reúne Poucas Informações Públicas, Não Informa Executivos Em Seu Site E Apresenta Inconsistências Em Dados De Endereço E Presença Digital. A Instituição Ganhou Visibilidade Nesta Quinta-Feira (14) Após Ser Apontada Como Compradora Da Naskar, Que Deixou De Pagar Rendimentos A Cerca De 3 Mil Investidores E Interrompeu O Funcionamento Do Aplicativo Usado Por Clientes Para Acompanhar Seus Recursos. A Suposta Aquisição Foi Anunciada Em Meio À Pressão De Investidores Que Cobram A Devolução De Valores Aplicados Na Naskar. Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
Empresas

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

Leia Maisdetalhes

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

UFG recebe Drone Day com palestras e demonstrações de drones em Goiânia

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com