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Tesouro Direto lança programa de cashback em novembro com bônus de R$ 30 para novos investidores

Iniciativa inédita do governo busca popularizar os investimentos em títulos públicos com bonificação de R$ 30 para novos aplicadores

por Redação
29/10/2025 às 10h50
em Economia, Destaque, Notícias
Tesouro Direto Lança Programa De Cashback Em Novembro Com Bônus De R$ 30 Para Novos Investidores - Gazeta Mercantil

Tesouro Direto lança programa de cashback em novembro para atrair novos investidores

O Tesouro Direto, plataforma oficial do governo federal para compra e venda de títulos públicos, anunciou o lançamento de um programa de cashback com início previsto para 3 de novembro de 2025, voltado a atrair novos investidores e estimular a educação financeira no país. A campanha, válida até 7 de dezembro de 2025, faz parte de uma estratégia de ampliação da base de aplicadores e tem como meta consolidar o Tesouro Direto como o investimento de entrada para milhões de brasileiros.

A iniciativa, batizada de “investback”, dará R$ 30 de retorno automático em forma de investimento no título Tesouro IPCA+ com vencimento em 2029. O valor será creditado diretamente na conta vinculada ao CPF do investidor, fortalecendo o incentivo ao hábito de poupança e à aplicação em produtos de renda fixa de longo prazo.


Como funcionará o cashback do Tesouro Direto

Para participar da promoção, o investidor precisa cumprir alguns requisitos básicos. O principal deles é não ter saldo no Tesouro Direto em 1º de setembro de 2025 — ou seja, a ação é voltada exclusivamente a novos investidores ou antigos aplicadores que não possuem posição ativa.

Durante o período da campanha, entre 3 de novembro e 7 de dezembro, será necessário realizar ao menos uma aplicação em qualquer título público disponível na plataforma, com valor mínimo de R$ 50.

O título comprado deve ser mantido até 31 de dezembro de 2025, sem qualquer resgate antecipado. O cashback, ou investimento-bônus, será depositado até o dia 8 de janeiro de 2026, diretamente na conta do participante.

O benefício é limitado a uma operação por CPF e não poderá ser transferido ou convertido em dinheiro.


Incentivo à cultura de investimento e educação financeira

O Tesouro Direto cashback faz parte da política de incentivo à educação financeira e democratização do acesso aos investimentos públicos, conduzida pela Secretaria do Tesouro Nacional em parceria com a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

A proposta é atrair novos perfis de investidores, especialmente jovens e pessoas que ainda não investem no mercado financeiro. Ao oferecer um retorno garantido e automatizado, o programa estimula o primeiro contato com os títulos públicos, considerados uma das formas mais seguras de investimento no Brasil.

Nos últimos anos, o Tesouro Direto tem buscado ampliar sua base de investidores com campanhas publicitárias, melhorias na experiência digital e iniciativas de inclusão financeira. Em setembro, a atriz Renata Sorrah estrelou uma campanha de divulgação nacional destacando a simplicidade e segurança do investimento em títulos públicos.


Por que o Tesouro Direto aposta no cashback

Segundo analistas, a estratégia do Tesouro Direto cashback busca reduzir a distância entre o investidor iniciante e o mercado financeiro, criando um incentivo prático para que o público comece a investir de forma segura e acessível.

O uso de cashback como ferramenta de incentivo tem ganhado força no mercado financeiro, especialmente entre fintechs e bancos digitais, e agora chega ao investimento público como uma forma de estimular o engajamento e a retenção de novos investidores.

O programa também reforça o papel do Tesouro como porta de entrada para a renda fixa, um segmento que voltou a ganhar atratividade com o aumento dos juros reais e com a consolidação do Tesouro IPCA+ como opção preferida de quem busca proteção contra a inflação e ganhos consistentes a longo prazo.


Detalhes do título oferecido no cashback: Tesouro IPCA+ 2029

O título escolhido para o investimento automático do programa é o Tesouro IPCA+ 2029, uma aplicação que rende juros reais acima da inflação, garantindo proteção do poder de compra e retornos estáveis no longo prazo.

Esse título é ideal para investidores de perfil conservador ou moderado, que buscam segurança, previsibilidade e rentabilidade real positiva. Por estar atrelado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o principal indicador da inflação brasileira, ele se destaca como uma das opções mais indicadas para metas de médio e longo prazo, como reserva de emergência, aposentadoria ou educação.

O bônus de R$ 30, portanto, será aplicado automaticamente nesse ativo, permitindo que o investidor acompanhe, na prática, como funciona o rendimento de um título indexado à inflação.


Tesouro Direto moderniza sua plataforma digital

O Tesouro Direto vem passando por uma série de modernizações para tornar o investimento mais acessível e intuitivo. Em 2025, o site oficial recebeu atualizações completas, com novas páginas explicativas sobre cada tipo de título, simuladores aprimorados e integração direta com as corretoras parceiras.

As próximas etapas da modernização incluem:

  • Operação 24 horas por dia até o fim de 2026, permitindo aplicações a qualquer hora;

  • Aplicativo reformulado, com interface mais simples e intuitiva;

  • Criação de um novo título de emergência, atrelado à Selic, voltado a quem busca liquidez imediata e sem risco de perdas com marcação a mercado.

Essas mudanças reforçam o objetivo do Tesouro Nacional de tornar o Tesouro Direto mais competitivo e acessível, aproximando-se da linguagem das novas gerações de investidores digitais.


A força dos títulos públicos como investimento seguro

O Tesouro Direto é reconhecido como o investimento mais seguro do Brasil, pois os títulos são garantidos pelo Governo Federal. Essa segurança, somada à rentabilidade previsível e acessibilidade, faz dos títulos públicos uma excelente alternativa à poupança e a outros produtos de renda fixa.

Além disso, o programa oferece diversos tipos de títulos para diferentes perfis e objetivos:

  • Tesouro Selic: ideal para reservas de emergência, com liquidez diária;

  • Tesouro Prefixado: indicado para quem busca previsibilidade de rendimento;

  • Tesouro IPCA+: protege contra a inflação e é ideal para o longo prazo.

O cashback de R$ 30 no Tesouro IPCA+ 2029 representa uma porta de entrada simbólica para o investidor iniciante compreender o funcionamento desses ativos.


Como participar do programa Tesouro Direto cashback

  1. Verifique se você é elegível: em 1º de setembro de 2025, você não pode ter saldo no Tesouro Direto.

  2. Acesse sua corretora parceira ou o site oficial do Tesouro: entre 3 de novembro e 7 de dezembro de 2025.

  3. Realize uma aplicação mínima de R$ 50 em qualquer título disponível.

  4. Mantenha o investimento até 31 de dezembro de 2025, sem resgatar antes da data.

  5. Aguarde o crédito automático de R$ 30, que será depositado até 8 de janeiro de 2026, em forma de investimento no Tesouro IPCA+ 2029.

A participação é gratuita e limitada a um CPF por operação, o que garante igualdade de oportunidade a todos os investidores.


Perspectivas para o futuro do Tesouro Direto

O lançamento do programa de cashback é apenas um dos movimentos estratégicos do Tesouro Nacional para popularizar o investimento em títulos públicos. Nos próximos anos, a plataforma pretende expandir sua atuação em educação financeira, com cursos e tutoriais voltados a investidores iniciantes, além de parcerias com escolas e universidades.

A expectativa é que, até 2026, o número de investidores ativos no Tesouro Direto ultrapasse 20 milhões de pessoas, impulsionado pela digitalização e pelo crescimento do mercado de renda fixa.

Especialistas acreditam que programas como o Tesouro Direto cashback podem ser determinantes para formar uma nova geração de investidores conscientes, que compreendam a importância da diversificação e da segurança financeira.


Cashback inaugura nova era de incentivo ao investimento público

O Tesouro Direto cashback representa uma inovação histórica na política de investimentos públicos no Brasil. Ao combinar incentivo financeiro, acessibilidade e educação, o programa reforça o compromisso do governo em estimular o hábito de poupar e investir de forma segura.

Com o bônus aplicado diretamente em títulos indexados à inflação, o investidor iniciante aprende, na prática, os benefícios da renda fixa e da proteção contra a desvalorização monetária.

A campanha, que começa em 3 de novembro de 2025, promete não apenas atrair novos investidores, mas também fortalecer a cultura de investimento no país, consolidando o Tesouro Direto como o principal canal de acesso à renda fixa para o cidadão comum.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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