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Tesouro Direto: Renda+ 2065 acumula valorização de 24,9% com queda dos juros antes do segundo turno

Taxa do título recua de IPCA + 6,89% para cerca de 6,4% ao ano em outubro; movimento beneficia preços de papéis longos, mas aumenta atenção aos riscos de uma reversão após as eleições.

por Camila Braga
22/10/2026 às 17h22
em Mercados
Tesouro Direto - Gazeta Mercantil

As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto voltaram a apresentar níveis reduzidos nesta quinta-feira (22), em meio à aproximação do segundo turno das eleições presidenciais e à expectativa dos investidores sobre o futuro da política econômica brasileira. O movimento ganhou destaque no Tesouro Renda+ 2065, cuja remuneração indicativa ficou próxima de IPCA mais 6,4% ao ano, abaixo dos 6,89% registrados no último pregão anterior ao primeiro turno. A redução dos juros elevou expressivamente o valor de mercado do papel, com valorização bruta indicativa de aproximadamente 24,9% no período.

O preço unitário utilizado na comparação passou de R$ 209,30 para R$ 261,42, conforme as cotações apresentadas no levantamento divulgado nesta quinta-feira. A diferença de R$ 52,12 corresponde a uma valorização de 24,90%, considerando exclusivamente os preços informados, sem dedução de impostos, despesas de custódia e eventuais diferenças entre valores de compra e recompra. O resultado demonstra a sensibilidade dos títulos de longo prazo às oscilações das taxas de juros, especialmente quando o prazo de recebimento dos recursos se estende por várias décadas.

Leia também: Meta supera R$ 300 milhões em anúncios políticos e amplia peso do dinheiro digital na eleição

O desempenho ocorre em um ambiente de intensa atenção às pesquisas eleitorais, à evolução da inflação e às perspectivas para a taxa Selic. Os agentes financeiros avaliam como as propostas fiscais dos candidatos poderão influenciar o endividamento público, a confiança na economia e o custo de financiamento do governo. Entretanto, a coincidência entre a movimentação das taxas e a disputa presidencial não permite atribuir toda a valorização dos títulos a mudanças nas expectativas sobre o resultado da eleição.

A queda dos juros futuros também pode refletir fatores como desaceleração da atividade econômica, perspectivas de redução da Selic e alterações nas condições financeiras internacionais. Essa combinação torna a análise dos títulos públicos mais complexa do que uma simples associação entre o desempenho de determinado candidato e o comportamento das taxas de mercado.

Renda+ 2065 registra queda de 50 pontos-base na taxa real

A principal mudança observada no Tesouro Renda+ 2065 ocorreu na remuneração real oferecida aos novos investidores. No último pregão antes do primeiro turno, realizado em 2 de outubro, a taxa de referência estava em IPCA mais 6,89% ao ano. No fechamento de 5 de outubro, primeiro pregão depois da votação, havia recuado para IPCA mais 6,42%.

Na tarde desta quinta-feira, o levantamento de mercado indicou remuneração próxima de IPCA mais 6,39%, enquanto a tabela de ofertas apresentava aproximadamente 6,40% ao ano. A diferença de um ponto-base pode decorrer do horário de atualização e do arredondamento das cotações. Em relação à taxa de 6,89%, o recuo acumulado é de aproximadamente 50 pontos-base, equivalentes a meio ponto percentual.

A comparação com o fechamento de 5 de outubro revela outro aspecto importante: daquele momento até a cotação de 6,39%, a redução adicional foi de apenas três pontos-base. Isso indica que parcela relevante do movimento acumulado de outubro ocorreu na transição entre o último pregão anterior ao primeiro turno e o primeiro pregão posterior à votação. A trajetória não representa uma queda contínua e uniforme das taxas ao longo de todas as sessões.

A movimentação também apresentou reversões intermediárias. Em 15 e 16 de outubro, diversos títulos prefixados e atrelados à inflação registraram elevação de suas taxas, refletindo ajustes de expectativas e a volatilidade observada nos mercados. Na semana seguinte, parte dessas altas foi devolvida, em um ambiente novamente influenciado por pesquisas eleitorais e pelo comportamento dos juros internacionais.

A oscilação revela que a percepção de risco dos investidores pode mudar rapidamente. Mesmo quando a tendência acumulada aponta para redução das taxas, movimentos contrários podem ocorrer em poucos pregões. Para quem utiliza títulos públicos como estratégia de negociação antes do vencimento, essas alterações podem representar ganhos ou perdas significativas.

Como a queda dos juros provocou valorização de quase 25%

O mecanismo que explica a valorização do Tesouro Renda+ 2065 é conhecido como marcação a mercado. Os preços dos títulos públicos são atualizados de acordo com as condições de negociação e com as taxas de juros exigidas pelos investidores. Quando a remuneração oferecida pelo mercado diminui, o preço de títulos existentes com condições mais favoráveis tende a subir.

No caso de um papel que remunera o investimento pela inflação acrescida de uma taxa real, a queda do retorno exigido pelos compradores aumenta o valor presente de seus pagamentos futuros. Esse efeito costuma ser mais intenso nos títulos com prazos elevados. Quanto maior a duração financeira do papel, maior tende a ser sua sensibilidade às variações das taxas, mantidos os demais fatores constantes.

O Tesouro Renda+ 2065 possui uma estrutura de pagamentos especialmente longa. O investidor acumula recursos até o início do período de conversão em renda, previsto para 2065, e depois recebe 240 parcelas mensais ao longo de 20 anos, corrigidas pelo IPCA. O último pagamento ocorrerá em dezembro de 2084, de acordo com o fluxo financeiro do título.

Essa estrutura faz com que parte relevante dos pagamentos esteja distante no tempo. Pequenas alterações na taxa utilizada para descontar esses valores podem produzir diferenças expressivas no preço atual. Por essa razão, o Renda+ 2065 apresenta comportamento mais volátil do que instrumentos de renda fixa com vencimentos próximos.

O aumento de R$ 209,30 para R$ 261,42 representa, em termos estritamente ilustrativos, uma valorização bruta de aproximadamente R$ 249 para cada R$ 1.000 inicialmente aplicados, caso a mesma proporção seja observada na posição do investidor. O cálculo não inclui custos, impostos, eventuais diferenças de cotação ou restrições de resgate. Também não significa que o investidor necessariamente conseguiria transformar essa valorização em dinheiro imediatamente.

É importante diferenciar a rentabilidade acumulada da posição de uma taxa contratada para novos aportes. O investidor que comprou anteriormente um título com taxa real de 6,89% não passa automaticamente a receber apenas 6,39% se mantiver sua posição conforme as condições originais. A nova taxa influencia o preço de negociação do papel e a remuneração oferecida a quem realiza uma aquisição naquele momento.

Carência de 60 dias impede resgate imediato de títulos recém-comprados

A valorização registrada em outubro exige uma ressalva operacional relevante. Diferentemente de outros títulos públicos que permitem solicitação de venda antecipada observadas as regras gerais do programa, o Tesouro Renda+ possui carência de 60 dias a partir da liquidação de cada compra. Durante esse intervalo, o investidor não pode efetuar o resgate antecipado da posição adquirida.

Isso significa que alguém que tenha comprado o Renda+ 2065 no início de outubro pode verificar aumento expressivo no valor de mercado de seu investimento, mas não necessariamente realizar esse ganho antes do segundo turno. O prazo de carência impede que a valorização observada seja automaticamente convertida em lucro disponível para saque. Quando o resgate estiver permitido, as condições de mercado poderão ser diferentes.

O cálculo financeiro também precisa considerar a diferença entre o preço utilizado para adquirir um título e aquele oferecido pelo Tesouro Nacional na recompra. As cotações de entrada e saída não são necessariamente idênticas, e sua comparação influencia a rentabilidade efetiva. Dessa forma, a simples variação de dois preços de referência não equivale ao resultado líquido de uma operação concluída.

Além disso, a tributação e as despesas aplicáveis podem reduzir o retorno. O programa possui uma tabela específica de cobrança de custódia para resgates antecipados do Renda+, enquanto a tributação pelo Imposto de Renda segue as regras incidentes sobre os rendimentos de títulos públicos. A taxa aplicável depende das condições e do prazo da operação.

O Tesouro Nacional informa que o Renda+ oferece condições diferenciadas de custódia para investidores que mantêm o título durante todo o período de recebimento. Dentro dos limites estabelecidos, a renda mensal pode ficar isenta da cobrança da B3. Esse benefício, entretanto, não deve ser confundido com isenção geral de Imposto de Renda.

A característica central do produto continua sendo a formação de uma renda complementar para a aposentadoria. Sua utilização em operações de curto prazo envolve riscos adicionais, justamente porque o objetivo original é acumular recursos durante muitos anos antes do início dos pagamentos mensais.

IPCA+ 2050 e IPCA+ 2040 também avançam

A valorização observada no Renda+ 2065 não foi um fenômeno isolado. O levantamento divulgado nesta quinta-feira também apontou ganhos acumulados próximos de 14% no Tesouro IPCA+ 2050 e de 9,8% no Tesouro IPCA+ 2040, utilizando como referência o período anterior ao primeiro turno. Os percentuais reforçam a influência da queda dos juros reais sobre os preços de títulos de vencimento mais longo.

A diferença de desempenho entre esses papéis está relacionada, entre outros fatores, à duração financeira de cada fluxo de pagamentos. Embora todos estejam vinculados à inflação, seus vencimentos e estruturas de remuneração apresentam características distintas. Por isso, uma alteração de mesma magnitude nas taxas de mercado não produz necessariamente variações percentuais iguais nos preços.

No levantamento da tarde de 22 de outubro, o Tesouro IPCA+ 2040 oferecia aproximadamente IPCA mais 6,55% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+ 2050 apresentava taxa próxima de IPCA mais 6,51%. O Renda+ 2065, por sua vez, aparecia em torno de IPCA mais 6,40%. As diferenças refletem a estrutura de cada instrumento, os vencimentos e as condições específicas de negociação.

O investidor que pretende manter os títulos até os pagamentos previstos deve analisar a remuneração real pactuada no momento da aquisição e o fluxo financeiro correspondente. Já quem considera vender antecipadamente precisa avaliar também a volatilidade do preço e o risco de reversão das taxas. As duas estratégias possuem objetivos e perfis de risco diferentes.

Confira as taxas indicativas do Tesouro Direto em 22 de outubro

As taxas divulgadas na tarde desta quinta-feira mostram remunerações distintas entre títulos prefixados, vinculados à inflação e associados à Selic. Os valores apresentados abaixo correspondem às referências do levantamento de 22 de outubro, publicado às 16h15, e não representam necessariamente as taxas disponíveis em todas as negociações do dia. O histórico oficial consultado não permitiu confirmar individualmente todas as cotações dessa sessão.

Título Rentabilidade indicativa
Tesouro Selic 2031 Selic + 0,0987% a.a.
Tesouro Prefixado 2029 12,76% a.a.
Tesouro Prefixado 2032 12,90% a.a.
Tesouro Prefixado 2037, juros semestrais 12,92% a.a.
Tesouro IPCA+ 2032 IPCA + 6,80% a.a.
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 6,55% a.a.
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,51% a.a.
Tesouro IPCA+ 2045, juros semestrais IPCA + 6,58% a.a.
Tesouro Renda+ 2030 IPCA + 6,62% a.a.
Tesouro Renda+ 2040 IPCA + 6,48% a.a.
Tesouro Renda+ 2050 IPCA + 6,41% a.a.
Tesouro Renda+ 2060 IPCA + 6,40% a.a.
Tesouro Renda+ 2065 IPCA + 6,40% a.a.
Tesouro Educa+ 2030 IPCA + 6,77% a.a.
Tesouro Educa+ 2040 IPCA + 6,54% a.a.
Tesouro Educa+ 2044 IPCA + 6,51% a.a.

Os números mostram que a escolha de um investimento no Tesouro Direto não depende apenas da taxa nominal ou real apresentada. O prazo necessário para utilização do dinheiro, a forma de pagamento e a possibilidade de oscilação do preço antes do vencimento são igualmente importantes. Uma taxa mais elevada não torna automaticamente determinado papel mais adequado para todos os investidores.

Também é necessário distinguir taxa de rentabilidade e valor mínimo de aplicação. O Tesouro permite a aquisição de frações de títulos, o que facilita a entrada de pequenos investidores, mas o baixo valor inicial não reduz a volatilidade percentual dos papéis de longa duração. Uma posição de pequeno valor pode sofrer oscilações proporcionais semelhantes às observadas por investidores com aplicações maiores no mesmo instrumento.

Eleições influenciam expectativas, mas juros dependem também da economia

A proximidade do segundo turno presidencial ampliou a atenção dos investidores às propostas econômicas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As campanhas apresentam diferenças sobre política fiscal, revisão das despesas, estrutura administrativa e gestão de ativos públicos. Essas propostas podem influenciar expectativas futuras de endividamento, inflação e juros.

Parte dos agentes financeiros interpreta determinadas pesquisas eleitorais como sinais de possíveis alterações na condução da política econômica. Entretanto, movimentos de mercado observados durante campanhas são influenciados por expectativas ainda sujeitas a mudanças. O resultado efetivo das eleições, a composição do Congresso e as decisões posteriores de governo continuam determinantes para a execução de qualquer programa econômico.

Também não existe relação automática entre a vantagem de um candidato em uma pesquisa e a queda das taxas dos títulos públicos. Os juros brasileiros podem reagir a mudanças nas taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, no preço do petróleo, na cotação do dólar e nas expectativas sobre inflação. A avaliação de risco fiscal constitui apenas um dos componentes dessa formação de preços.

O comportamento dos títulos durante outubro ilustra essa multiplicidade de fatores. A queda expressiva na transição entre o primeiro e o segundo turno foi acompanhada de períodos de recuperação das taxas e de novas reduções em sessões posteriores. O resultado acumulado reflete a interação entre expectativas domésticas e condições financeiras internacionais.

O mercado também observa o comportamento da inflação brasileira. A última ata do Comitê de Política Monetária, divulgada pelo Banco Central em setembro, destacou que as expectativas inflacionárias permaneciam acima da meta de 3%. A autoridade monetária reduziu a Selic para 13,75% ao ano naquela reunião, mas reiterou que novas decisões dependeriam da evolução dos indicadores econômicos e da avaliação dos riscos.

A manutenção de expectativas inflacionárias elevadas pode limitar o espaço para cortes mais acelerados dos juros. Em sentido contrário, uma desaceleração mais intensa da atividade econômica pode reforçar a perspectiva de flexibilização monetária. Essas forças afetam a curva de juros e, consequentemente, os preços dos títulos públicos.

Focus indica Selic de 12% e inflação de 4,32% para 2027

O relatório Focus divulgado pelo Banco Central em 19 de outubro oferece uma referência adicional para compreender o ambiente de renda fixa. A mediana das projeções do mercado apontava Selic de 13,25% ao final de 2026 e de 12% ao término de 2027. Para 2028, a estimativa permanecia em 10,50% ao ano.

As expectativas para o IPCA indicavam inflação de 5,22% em 2026 e de 4,32% em 2027. Embora representem uma desaceleração em relação ao ano corrente, os valores continuavam acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O cenário mantém relevante a remuneração real oferecida pelos títulos indexados ao IPCA.

O levantamento também mostrou redução da expectativa de crescimento do PIB de 2027, de 1,40% para 1,32%. A combinação de atividade mais fraca e inflação persistente cria desafios para a política monetária. O Banco Central precisa equilibrar os sinais de desaceleração econômica com a necessidade de assegurar a convergência dos preços à meta.

Para os títulos prefixados, uma trajetória de redução da Selic tende a aumentar a atratividade dos papéis que oferecem taxas fixas mais altas, desde que as condições de risco permaneçam compatíveis. Entretanto, o resultado financeiro de uma venda antecipada continuará condicionado à taxa de mercado vigente naquele momento. Uma deterioração das expectativas fiscais ou inflacionárias pode elevar os juros futuros, produzindo desvalorização dos preços.

Nos títulos indexados à inflação, o investidor contratado recebe a variação do IPCA acrescida da taxa real definida na aquisição, observada a estrutura de pagamentos de cada papel. Essa característica oferece proteção contra a perda de poder de compra no horizonte contratual. Antes dos pagamentos previstos, contudo, a marcação a mercado pode provocar oscilações expressivas no valor da posição.

Queda dos juros pode favorecer investidores antigos e reduzir taxas de novas compras

O movimento recente produz efeitos diferentes para quem já possui títulos e para quem pretende iniciar uma aplicação. Investidores que adquiriram papéis de longa duração quando as taxas estavam mais elevadas podem observar valorização do patrimônio marcado a mercado. Já os novos compradores passam a contratar remunerações reais ou prefixadas menores quando as taxas de entrada recuam.

Essa relação inversa constitui uma das características fundamentais do mercado de renda fixa. A redução dos juros é favorável ao preço de títulos existentes, mas diminui o retorno contratado por quem ingressa nas novas condições. O efeito não significa necessariamente que investir após uma queda seja uma decisão inadequada, pois a escolha depende do objetivo, do prazo e das expectativas individuais.

Em títulos longos, a questão ganha especial importância porque uma nova elevação das taxas pode devolver parte relevante dos ganhos recentes. O investidor que acompanha apenas a valorização passada corre o risco de desconsiderar a possibilidade de perdas futuras. O Tesouro Nacional ressalta expressamente que o resgate antecipado ocorre a preços de mercado, sujeitos a condições diferentes daquelas pactuadas na compra.

O Renda+ 2065 evidencia esse comportamento. A valorização bruta indicativa de 24,9% em outubro chama atenção, mas a longa duração financeira e a carência de 60 dias tornam o produto diferente de um instrumento destinado a negociações imediatas. Seu principal objetivo é a acumulação de recursos para recebimento de renda mensal durante a aposentadoria.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, os próximos pregões poderão apresentar novas oscilações das taxas, dependendo do resultado eleitoral, das expectativas fiscais e das condições de mercado. A trajetória recente demonstra o potencial de valorização dos títulos públicos em períodos de queda dos juros, mas também reforça a necessidade de avaliar riscos, custos e liquidez antes de tomar decisões de investimento.

O desempenho observado nesta quinta-feira representa, portanto, um movimento relevante de reprecificação dos títulos de longo prazo, não uma garantia de continuidade da valorização. Para investidores, o fator decisivo será compreender se o horizonte de aplicação é compatível com o fluxo de pagamentos do título e com a volatilidade que pode ocorrer antes do recebimento dos recursos.

Fontes

Tesouro Nacional — Histórico de Preços e Taxas do Tesouro Direto e base pública de preços e taxas dos títulos ofertados.

Tesouro Direto — Regras e Regulamento, incluindo marcação a mercado, condições de resgate, custos de custódia e funcionamento dos títulos públicos.

Tesouro Direto — Documentação técnica do Tesouro Renda+ e metodologia de cálculo da rentabilidade dos títulos NTN-B1.

Banco Central do Brasil — Ata da 281ª reunião do Comitê de Política Monetária, realizada em setembro de 2026.

Banco Central do Brasil — Relatório de Política Monetária de setembro de 2026.

Banco Central do Brasil — Relatório Focus divulgado em 19 de outubro de 2026, com expectativas de inflação, Selic, PIB e câmbio.

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