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Home Política

Lula e Pacheco discutem MP PIS/Cofins: Decisão esperada para hoje

por Redação
11/06/2024 às 09h10 - Atualizado em 23/10/2025 às 01h17
em Política, Destaque, Notícias
Lula E Pacheco Discutem Mp Pis/Cofins: Decisão Esperada Para Hoje - Gazeta Mercantil - Política

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), está prestes a tomar uma decisão crucial sobre a medida provisória (MP) que trata do PIS/Cofins. Fontes próximas ao senador informaram ao R7 que a decisão deve ser anunciada até esta terça-feira (11). A MP, que limita o uso dos créditos desses impostos, foi apresentada pelo Ministério da Fazenda na semana passada como uma estratégia para compensar a perda de arrecadação resultante da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de pequenos municípios.

Reunião no Palácio do Planalto

Na segunda-feira (10), Pacheco se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto para discutir a medida provisória. Durante o encontro, o presidente do Senado expressou a insatisfação do Congresso com a insistência do governo em abordar a desoneração da folha de pagamento por meio de uma medida provisória. Este instrumento possui força de lei a partir de sua publicação, mas necessita de aprovação pelo Legislativo em até 120 dias.

Além disso, Pacheco destacou o desrespeito à noventena, que é o princípio da anterioridade impedindo a cobrança de impostos antes de 90 dias após a publicação da lei que os cria ou aumenta. O senador teria afirmado a Lula que há um descontentamento significativo do setor produtivo com a mudança abrupta e com o possível vício de constitucionalidade da MP, que limita os benefícios das empresas com descontos no pagamento dos impostos.

Pacheco também enfatizou os esforços do Legislativo para encontrar uma alternativa à desoneração da folha através de um debate e construção conjunta.

Reuniões e Esclarecimentos

Na mesma manhã, Lula reuniu-se com ministros e líderes do governo no Congresso para discutir a questão. Posteriormente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que a semana seria utilizada para explicar e esclarecer os efeitos da medida provisória. Haddad afirmou que deseja “diluir” certos questionamentos que, segundo ele, não correspondem à intenção da MP, especialmente no que se refere à exportação.

Divergências no Congresso

A medida provisória tem gerado forte divergência no Congresso Nacional, impactando diretamente a votação do projeto que prevê a reoneração gradual da folha de pagamento a partir do próximo ano. Na semana passada, líderes do Senado repercutiram o tema e decidiram solicitar um estudo de impacto aos consultores da Casa, enquanto trabalham em sugestões de outras formas de arrecadação que não prejudiquem os setores da economia.

Entre as alternativas a serem apresentadas ao governo estão a atualização de ativos financeiros, a elaboração de uma nova política de repatriação e a manutenção do IPI. Esses temas já foram discutidos anteriormente e permanecem na pauta das negociações.

Com a necessidade de mudanças avaliadas pelos líderes e a interligação dos temas da desoneração da folha e da medida provisória, a possibilidade de votar o projeto antes do recesso legislativo de julho parece cada vez mais distante.

Detalhes da Medida Provisória

A medida provisória editada pelo governo visa compensar a desoneração da folha de pagamento através da arrecadação de R$ 29,2 bilhões por meio dos créditos do PIS/Cofins. A premissa adotada pela Fazenda é a não-cumulatividade dos tributos em uma sistemática denominada “base sobre base. A alíquota nominal estabelecida pelo governo é de 9,25%, mas a projeção é que a alíquota real fique abaixo de 1%.

O acúmulo de créditos leva em consideração a soma dos chamados créditos presumidos, além de isenções e imunidade nas exportações. O governo argumenta que essa equação não promove “criação ou majoração de tributos” e não prejudica “os contribuintes menores ou o setor produtivo”, sendo uma correção das “distorções do sistema tributário brasileiro.

para o ano de 2024, o governo calcula um impacto com a desoneração de R$ 15,8 bilhões para os 17 setores que mais empregam e R$ 10,5 bilhões para municípios com até 156 mil habitantes, totalizando uma perda de arrecadação de R$ 26,3 bilhões. A medida provisória sugerida para compensar essa perda superaria o montante em quase R$ 3 bilhões.

A decisão do presidente do Senado sobre a medida provisória do PIS/Cofins é aguardada com grande expectativa, especialmente devido às divergências entre o Executivo e o Legislativo sobre a abordagem da desoneração da folha de pagamento. A possibilidade de devolução da MP ao Executivo e a busca por alternativas de arrecadação são temas centrais nas discussões que envolvem não apenas o Congresso, mas também o setor produtivo e os pequenos municípios afetados pela medida.

A reunião entre Lula e Pacheco destaca a complexidade e a importância desse tema, que deverá continuar a influenciar a agenda política e econômica do país nas próximas semanas.

Tags: atédecidirdevedevolveestáGovernonotíciasPachecoPISCofinsPolíticaterça

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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