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Vale (VALE3) registra alta de 17% no EBITDA e lucro recorde no 3T25

por Redação
31/10/2025 às 11h30
em Negócios, Destaque, Notícias
Vale (Vale3) Registra Alta De 17% No Ebitda E Lucro Recorde No 3T25 - Gazeta Mercantil

Vale (VALE3) apresenta forte alta no 3T25 e reforça eficiência operacional

A Vale (VALE3) divulgou resultados expressivos no terceiro trimestre de 2025 (3T25), consolidando sua posição como uma das maiores mineradoras do mundo. O desempenho financeiro e operacional superou as expectativas do mercado, impulsionado pelo aumento na produção de minério de ferro, cobre e níquel, além de uma gestão eficiente de custos e avanços na agenda de sustentabilidade e segurança.


Lucro e EBITDA da Vale disparam no 3T25

O EBITDA proforma da Vale somou US$ 4,4 bilhões, representando um crescimento de 17% em relação ao segundo trimestre e 28% em comparação ao mesmo período de 2024. O resultado reflete o impacto positivo dos melhores preços do minério de ferro e do cobre, bem como ganhos de produtividade em toda a cadeia.

A receita líquida atingiu US$ 10,4 bilhões, uma alta de 9% em base anual, enquanto o lucro líquido proforma avançou 78%, totalizando US$ 2,7 bilhões. O fluxo de caixa livre recorrente chegou a US$ 1,6 bilhão, sustentado por operações mais eficientes e menor necessidade de capital de giro.

Esses números evidenciam a solidez da Vale no 3T25, resultado direto de sua estratégia de disciplina financeira e foco na criação de valor sustentável.


Produção recorde e avanços operacionais fortalecem a Vale (VALE3)

A mineradora registrou crescimento significativo na produção e nas vendas:

  • Minério de ferro: aumento de 5%;

  • Cobre: avanço de 20%;

  • Níquel: crescimento de 6%.

A produção de minério de ferro atingiu o maior nível desde 2018, consolidando o bom momento do segmento. Já o cobre teve o melhor desempenho para um terceiro trimestre desde 2019, o que reforça o sucesso da estratégia da empresa no setor de metais básicos.

O preço médio realizado do minério de ferro ficou em US$ 94,4 por tonelada, uma alta de 11% em relação ao trimestre anterior — superando inclusive a variação dos preços de referência internacionais.

Com isso, o EBIT ajustado chegou a US$ 3,6 bilhões, um aumento de 26% em um ano, refletindo o ganho de margem e a melhoria no portfólio de produtos.


Eficiência de custos reforça competitividade da Vale (VALE3)

A Vale destacou a redução do custo all-in do minério de ferro em 4%, para US$ 52,9/t, e a manutenção do custo caixa C1 em US$ 20,7/t, dentro do guidance previsto para 2025. Esse desempenho se deve, principalmente, à combinação entre menores custos de frete, melhores prêmios de qualidade e otimização da cadeia logística.

O movimento confirma o foco da empresa em eficiência operacional e disciplina de capital, fatores essenciais para manter a competitividade global da mineradora em um cenário de preços voláteis.


Segmento de Metais para Transição Energética impulsiona o crescimento

No segmento de Metais para Transição Energética, que inclui cobre e níquel, o EBITDA proforma avançou 177% em um ano, totalizando US$ 687 milhões. O crescimento foi sustentado por ganhos de produtividade, recuperação de preços e valorização de subprodutos como ouro e platina.

O custo all-in do cobre caiu 65%, atingindo US$ 994/t, enquanto o níquel teve redução de 32%, para US$ 12.347/t. Esses avanços levaram à revisão do guidance de custos para 2025</strong>, agora estimado entre US$ 1.000 e US$ 1.500/t para o cobre e US$ 13.000 a US$ 14.000/t para o níquel — ambos mais competitivos que as faixas anteriores.

Além disso, a companhia iniciou a operação do segundo forno de Onça Puma, entregue 13% abaixo do orçamento, e avançou no Programa Novo Carajás, com licenças concedidas para as expansões das minas de Serra Sul e Serra Leste.


Gestão financeira sólida e queda da dívida líquida

A Vale (VALE3) manteve seu compromisso com a saúde financeira e o equilíbrio de capital. O CAPEX totalizou US$ 1,3 bilhão, levemente abaixo do registrado no 3T24, dentro do planejamento anual entre US$ 5,4 e US$ 5,7 bilhões.

A dívida líquida expandida encerrou o trimestre em US$ 16,6 bilhões, com redução de US$ 0,8 bilhão em relação ao trimestre anterior. A melhora decorre principalmente da geração de caixa operacional e da conclusão da joint venture Aliança Energia, que rendeu US$ 1 bilhão à companhia.

Essas medidas evidenciam a política de alocação eficiente de capital, priorizando investimentos de alto retorno e manutenção de uma estrutura financeira robusta.


Segurança e sustentabilidade: avanços no programa de barragens

No campo da segurança operacional, a Vale reportou um marco importante: a eliminação do último nível 3 de emergência em barragens, com a reclassificação da Forquilha III pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Desde 2019, a mineradora já eliminou 18 estruturas, o que representa 60% de avanço no Programa de Descaracterização de Barragens a Montante.

A empresa reforçou seu compromisso com práticas seguras e sustentáveis, integrando a agenda ESG à estratégia de longo prazo. Essa abordagem fortalece a reputação da mineradora e reduz riscos operacionais e ambientais.


Perspectivas da Vale para o fim de 2025

Com a valorização das commodities metálicas e a retomada do crescimento da demanda global, especialmente na Ásia, a Vale deve manter margens elevadas até o fim de 2025. A expectativa é de continuidade nos ganhos de eficiência, redução de custos e expansão dos projetos estratégicos, como os de transição energética e energia limpa.

O portfólio diversificado da Vale e a cadeia de valor integrada são diferenciais competitivos que sustentam o desempenho da companhia frente aos ciclos do mercado.

A mineradora segue focada em crescimento sustentável, segurança operacional e rentabilidade para os acionistas, reforçando seu papel como uma das empresas mais importantes do setor mineral global.


Vale (VALE3) demonstra força e resiliência

O desempenho da Vale no 3T25 confirma a capacidade de adaptação e eficiência da companhia diante dos desafios do mercado. Com foco em inovação, segurança e sustentabilidade, a mineradora mantém trajetória de crescimento consistente e sólida posição financeira, preparando-se para novos avanços em 2026.

A alta do EBITDA, o lucro crescente e os custos sob controle evidenciam que a empresa está pronta para enfrentar um cenário global em transformação — consolidando a Vale (VALE3) como uma das líderes mundiais no setor de mineração e metais estratégicos.

Tags: ações VALE3balanço da Vale 2025EBITDA da Valelucro da Valeminério de ferronegóciosníquel Valeprodução de cobreresultados da Valeresultados trimestrais ValeVale 3T25

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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