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Vivo (VIVT3) amplia geração de caixa e fortalece ciclo de dividendos em 2026

por Ana Luiza Farias - Repórter de Negócios e Empreendedorismo
02/03/2026 às 12h00 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h08
em Negócios, Destaque, Notícias
Vivo (Vivt3) Amplia Geração De Caixa E Fortalece Ciclo De Dividendos Em 2026 - Gazeta Mercantil

Vivo (VIVT3) reforça perfil defensivo, amplia geração de caixa e sustenta ciclo robusto de dividendos

A Vivo (VIVT3) voltou ao centro das atenções do mercado após divulgar resultados sólidos no quarto trimestre, com avanço consistente de receita, expansão de margens e forte geração de caixa. Em um cenário de balanços corporativos heterogêneos, a operadora controlada pela Telefónica Brasil destacou-se pelo desempenho operacional e pela previsibilidade financeira — dois atributos cada vez mais valorizados em um ambiente de juros ainda elevados e seletividade crescente por parte dos investidores.

Os números recentes indicam que a Vivo (VIVT3) consolida uma fase de maturação após o ciclo intenso de investimentos realizado nos últimos anos, especialmente com a implantação do 5G e a aquisição de ativos da Oi. Com a redução relativa do capex sobre a receita, a companhia amplia a capacidade de remuneração ao acionista, sustentando um fluxo recorrente de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).


Resultados do 4T confirmam trajetória de crescimento

A temporada de balanços do quarto trimestre foi marcada por resultados moderados em diversos setores. No entanto, a Vivo (VIVT3) figurou entre os destaques positivos. No pregão subsequente à divulgação, as ações registraram valorização relevante, refletindo a leitura construtiva do mercado quanto à qualidade dos números apresentados.

A receita de serviços móveis avançou 7% no comparativo anual, evidenciando a resiliência da base de clientes e a estratégia de foco em planos de maior valor agregado. Já a receita de fibra cresceu 9%, consolidando a expansão da infraestrutura de banda larga em um mercado ainda com potencial de penetração relevante. No segmento corporativo, que engloba serviços como cloud e cibersegurança, o crescimento atingiu 10%, reforçando a diversificação das fontes de receita da companhia.

O controle rigoroso de despesas operacionais permitiu ganho de margem, impulsionando o Ebitda e o lucro líquido. A eficiência operacional tornou-se um dos principais vetores de sustentação da tese de investimento na Vivo (VIVT3), sobretudo em um ambiente competitivo e de pressão sobre preços.


Capex em queda e inflexão na geração de caixa

Um dos pontos centrais do desempenho recente da Vivo (VIVT3) está na dinâmica do capex. Entre 2021 e 2022, a companhia enfrentou um período de investimentos extraordinários, impulsionados pelo leilão do 5G e pela incorporação de ativos da Oi. Esse movimento elevou significativamente a relação capex/receita, comprimindo temporariamente o fluxo de caixa livre e, consequentemente, os proventos distribuídos.

A partir de 2023, contudo, iniciou-se um processo de normalização. A relação capex/receita passou a apresentar trajetória descendente, enquanto a receita continuou em expansão. Essa combinação criou uma alavanca operacional importante, ampliando a geração de caixa de forma estrutural.

Para o investidor orientado a dividendos, essa inflexão é decisiva. O fluxo de caixa livre é o principal determinante da capacidade de pagamento de proventos no médio e longo prazo. A Vivo (VIVT3), ao reduzir o peso relativo dos investimentos, retoma gradualmente um patamar mais confortável de distribuição.


Dividendos ganham tração em 2026

A política de remuneração da Vivo (VIVT3) já sinaliza essa nova fase. Em fevereiro, a companhia anunciou JCP relevante e apresentou proposta de redução de capital, que será deliberada em assembleia. Embora os números iniciais de 2026 reflitam apenas parte do exercício, a sinalização é de que o ano poderá superar o anterior em termos de proventos.

A aparente redução pontual nos dividendos decorre de efeito de base comparativa e do fato de que o exercício mal se iniciou. O mercado, entretanto, observa que a trajetória estrutural é de crescimento, sustentada por maior previsibilidade operacional e disciplina financeira.

No contexto da renda variável brasileira, empresas com histórico consistente de distribuição de dividendos e geração recorrente de caixa tendem a ser precificadas com prêmio. A Vivo (VIVT3) encaixa-se nesse perfil defensivo, atraindo investidores institucionais e pessoas físicas que priorizam estabilidade e retorno recorrente.


Valuation e múltiplos permanecem atrativos

Apesar da valorização acumulada recente, a Vivo (VIVT3) ainda negocia a múltiplos considerados razoáveis frente à qualidade dos ativos e à estabilidade do negócio. O papel opera em torno de 5,5 vezes valor da firma/Ebitda, patamar que reflete tanto a maturidade do setor quanto o perfil de geração de caixa previsível.

O dividend yield permanece competitivo quando comparado a alternativas de renda fixa ajustadas ao risco. Em um ambiente de possível normalização gradual da política monetária, ativos com distribuição consistente de dividendos tendem a ganhar atratividade adicional.

É relevante destacar que a tese de investimento na Vivo (VIVT3) não se apoia apenas em crescimento acelerado, mas em consistência. Trata-se de um ativo que combina expansão moderada de receita, controle de custos, redução progressiva de capex e robusta geração de caixa.


Estratégia operacional e posicionamento competitivo

O desempenho da Vivo (VIVT3) também reflete decisões estratégicas tomadas ao longo da última década. A companhia priorizou a consolidação de sua liderança em telefonia móvel, investiu na expansão de fibra óptica e ampliou o portfólio de soluções digitais para empresas.

No segmento B2B, serviços como cloud computing, cibersegurança e conectividade avançada tornam-se vetores de crescimento estrutural. Essa diversificação reduz a dependência exclusiva da receita móvel tradicional, mitigando riscos regulatórios e competitivos.

Adicionalmente, a escala operacional e a marca consolidada conferem à Vivo (VIVT3) vantagem competitiva relevante. A empresa opera em um setor intensivo em capital, no qual barreiras de entrada elevadas dificultam a competição de novos players.


Perfil defensivo em cenário macroeconômico incerto

Em períodos de maior volatilidade macroeconômica, ações de perfil defensivo tendem a se destacar. A previsibilidade da demanda por serviços de telecomunicações, combinada à recorrência das receitas, posiciona a Vivo (VIVT3) como alternativa de menor risco relativo dentro da renda variável.

O setor de telecomunicações é considerado essencial, com baixa elasticidade da demanda mesmo em ciclos econômicos adversos. Essa característica reforça a resiliência da geração de caixa e sustenta a política de dividendos ao longo do tempo.

Para investidores que buscam equilíbrio entre retorno e segurança, a Vivo (VIVT3) apresenta atributos que dialogam com uma estratégia de alocação de longo prazo.


O que esperar da Vivo (VIVT3) nos próximos trimestres

A perspectiva para a Vivo (VIVT3) nos próximos trimestres envolve consolidação da expansão de margens e manutenção do ritmo de geração de caixa. A companhia deverá continuar priorizando eficiência operacional e disciplina na alocação de capital.

A redução gradual do peso dos investimentos extraordinários abre espaço para maior distribuição de proventos, mantendo a empresa alinhada ao perfil de pagadora consistente de dividendos. O mercado acompanhará atentamente a evolução do fluxo de caixa livre e a dinâmica competitiva no setor.

Caso a empresa mantenha o equilíbrio entre crescimento moderado e controle de despesas, a Vivo (VIVT3) tende a preservar sua posição como uma das principais escolhas para investidores orientados a renda.


Dividendos, disciplina financeira e previsibilidade como pilares da tese

A combinação entre crescimento orgânico, racionalização de investimentos e governança consolidada sustenta a tese de longo prazo na Vivo (VIVT3). Em um mercado frequentemente marcado por volatilidade e revisões abruptas de expectativa, a previsibilidade torna-se diferencial estratégico.

Ao reforçar a geração de caixa e sinalizar continuidade na política de remuneração ao acionista, a companhia reafirma seu compromisso com retorno sustentável. Para o investidor que privilegia tranquilidade e consistência, a Vivo (VIVT3) consolida-se como ativo de referência no segmento de telecomunicações.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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