terça-feira, 20 de janeiro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Trabalho

Mais da metade dos autônomos e empreendedores quer voltar à CLT, mostra pesquisa Vox Populi

por Redação
13/01/2026
em Trabalho, Business, Destaque, News
Mais Da Metade Dos Autônomos E Empreendedores Quer Voltar À Clt, Mostra Pesquisa Vox Populi - Gazeta Mercantil

Mais da metade dos autônomos e empreendedores querem voltar à CLT, revela pesquisa da Vox Populi

Uma pesquisa inédita do Instituto Vox Populi, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras centrais sindicais, revelou que 56% dos trabalhadores autônomos e empreendedores brasileiros gostariam de ter carteira assinada novamente, com todos os direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O levantamento mostra um cenário de insatisfação crescente com a precarização do trabalho informal e uma percepção realista sobre a instabilidade financeira enfrentada por quem atua fora do regime celetista.

O estudo, intitulado “O Trabalho no Brasil”, entrevistou 3.850 pessoas em todas as regiões do país entre maio e junho de 2025. Os dados revelam que, embora o discurso do empreendedorismo ainda seja forte, grande parte dos profissionais que se identificam como autônomos e empreendedores enxerga o trabalho formal como sinônimo de segurança, benefícios e estabilidade — algo que a informalidade não tem conseguido oferecer.


Realidade dos autônomos e empreendedores no Brasil

Segundo o levantamento, mais da metade dos entrevistados (56%) que hoje se consideram autônomos e já tiveram vínculo formal afirmaram que voltariam à CLT, caso tivessem a oportunidade. Esse percentual reflete o contraste entre o discurso do “empreendedorismo de sucesso” e a prática cotidiana da sobrevivência em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e desprotegido.

Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro
PUBLICIDADE

Entre os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, a situação é ainda mais emblemática: 59,1% afirmaram que voltariam com certeza ao regime celetista, enquanto 30,9% disseram que poderiam retornar, dependendo das condições oferecidas.

Já entre os empreendedores por conta própria, 58,9% afirmaram que não voltariam a ter carteira assinada, mas 32,7% admitiram que poderiam reconsiderar, especialmente diante da falta de estabilidade e da ausência de benefícios previdenciários.


O impacto da precarização e a “saudade da CLT”

Para a CUT, os resultados da pesquisa indicam que o aumento do número de pessoas autônomas e microempreendedoras não está relacionado a uma opção consciente por independência, mas sim a um movimento de empurrão forçado para fora do mercado formal.

A avaliação é de que a precarização do trabalho, marcada por baixos salários, exigências excessivas de qualificação e longas jornadas, tem levado muitos profissionais a buscarem alternativas na informalidade — mesmo sem a proteção trabalhista garantida pela CLT.

A ausência de benefícios como férias remuneradas, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego faz com que parte significativa desses trabalhadores veja o empreendedorismo como uma necessidade, e não como uma escolha.

Os autônomos e empreendedores também apontaram como principais problemas a falta de estabilidade financeira (64,7%), a ausência de benefícios (10%) e o excesso de trabalho sem descanso (9,4%).

A expressão “saudade da CLT” se tornou recorrente entre os entrevistados que, após anos atuando por conta própria, reconhecem o valor da formalização.


O mito do empreendedorismo e a percepção da sociedade

A pesquisa identificou uma contradição interessante: 53,4% dos entrevistados acreditam que os brasileiros preferem ser empreendedores, enquanto 40,1% entendem que a maioria gostaria de ter carteira assinada.

Essa diferença entre percepção e realidade reflete o impacto de discursos recentes que valorizam o empreendedorismo como símbolo de liberdade e sucesso pessoal, enquanto o trabalho com carteira assinada é muitas vezes visto como dependência ou falta de ambição.

No entanto, os dados revelam uma realidade mais dura: para milhões de brasileiros, empreender é uma forma de sobrevivência em meio à escassez de empregos formais.


Quem são os autônomos e empreendedores no Brasil

A pesquisa Vox Populi traçou um retrato detalhado do perfil desses trabalhadores. As principais ocupações entre os autônomos e empreendedores incluem:

  1. Ambulantes e sacoleiros

  2. Trabalhadores da construção civil (pedreiros, pintores, encanadores, reformistas)

  3. Cabeleireiros e barbeiros

  4. Comerciantes e pequenos varejistas

  5. Cozinheiros e produtores de alimentos (marmitas, doces, salgados e bolos)

  6. Artesãos

  7. Técnicos em TI (manutenção e conserto de computadores)

  8. Manicures, pedicures e depiladoras

  9. Mecânicos de carros e motos

  10. Profissionais faz-tudo, também conhecidos como “maridos de aluguel”

Essas categorias representam a espinha dorsal do trabalho informal brasileiro, com forte presença em centros urbanos e regiões metropolitanas.

Entre os entrevistados, 35,7% já tiveram carteira assinada anteriormente, 21,7% estavam desempregados antes de se tornarem autônomos, e 19,9% sempre trabalharam por conta própria.


Razões para o trabalho autônomo

As principais motivações para a escolha do trabalho autônomo ou empreendedor foram:

  • Necessidade de ajudar financeiramente a família ou complementar a renda;

  • Busca por melhor remuneração, diante dos salários baixos no mercado formal;

  • Desejo de flexibilidade de horário;

  • Falta de oportunidades de emprego na área de formação;

  • Insatisfação com chefes e hierarquias empresariais.

Esses fatores reforçam o caráter mais forçado que voluntário do empreendedorismo no Brasil, especialmente entre as camadas mais vulneráveis da população.


As mulheres e o retorno ao mercado formal

O estudo também destacou a situação das mulheres fora do mercado de trabalho, que realizam atividades de cuidado não remunerado — como o cuidado com filhos e familiares. Entre elas, 52,2% afirmaram que preferem voltar ao mercado com carteira assinada, e 57,1% das estudantes expressaram o mesmo desejo.

Esses números revelam que a formalização ainda é vista como um caminho de dignidade e segurança social, especialmente entre as mulheres, que enfrentam maior instabilidade econômica.


Autonomia x segurança: o dilema moderno do trabalho

A valorização da autonomia e da flexibilidade é um dos principais argumentos usados para defender o trabalho autônomo. Entretanto, para muitos profissionais, essa liberdade tem se mostrado limitada e frágil diante da ausência de direitos trabalhistas e da instabilidade da renda.

Na prática, o que se observa é um desequilíbrio entre liberdade e segurança: o trabalhador autônomo ganha autonomia, mas perde proteção.

Esse dilema torna-se ainda mais evidente com a expansão de plataformas digitais e aplicativos de entrega e transporte, que ampliam o número de pessoas atuando sem vínculo formal.


O desafio das políticas públicas para o trabalho informal

Os resultados da pesquisa reforçam a urgência de políticas públicas que ofereçam proteção social aos autônomos e empreendedores, sem eliminar a flexibilidade que caracteriza essas atividades.

Especialistas em mercado de trabalho apontam que o Brasil precisa modernizar sua legislação trabalhista para contemplar novas formas de ocupação, sem reduzir os direitos conquistados.

Propostas como contribuições simplificadas à Previdência Social, seguro-desemprego para autônomos e planos de aposentadoria flexíveis estão entre as medidas sugeridas por entidades sindicais.

Além disso, o fortalecimento do Microempreendedor Individual (MEI) e a ampliação do acesso ao crédito são considerados fundamentais para sustentar quem escolhe empreender, mas deseja maior estabilidade.


O desejo por estabilidade em tempos de incerteza

A pesquisa “O Trabalho no Brasil” mostra que, por trás do discurso de liberdade e autonomia, existe uma realidade de vulnerabilidade e insegurança para a maioria dos autônomos e empreendedores.

O desejo de voltar à CLT revela que, mesmo em um cenário de transformação tecnológica e flexibilização das relações de trabalho, a estabilidade, os benefícios e a proteção social continuam sendo valores centrais para o trabalhador brasileiro.

Mais do que um dado estatístico, o levantamento traz um retrato social: o sonho do “negócio próprio” muitas vezes é substituído pela saudade da carteira assinada, símbolo de direitos e dignidade.


Tags: carteira assinadaCLTCUTdireitos trabalhistasempreendedorismo no Brasilmercado de trabalhopesquisa Vox Populiprecarização do trabalhotrabalhadores informaistrabalho autônomotrabalho formal

LEIA MAIS

Apple Iphone 18 Pro: Vazamentos Antecipam Chip De 2Nm, Novas Cores E Revolução No Design - Gazeta Mercantil
Tecnologia

Apple iPhone 18 Pro: Vazamentos antecipam chip de 2nm, novas cores e revolução no design

Apple iPhone 18 Pro: Vazamentos revelam revolução no design, chip A20 de 2nm e nova estratégia de mercado O ciclo de inovação no mercado de smartphones premium vive...

MaisDetails
Visita A Bolsonaro: Moraes Autoriza Tarcísio A Encontrar Ex-Presidente Na Papuda Nesta Quinta - Gazeta Mercantil
Política

Visita a Bolsonaro: Moraes autoriza Tarcísio a encontrar ex-presidente na Papuda nesta quinta

Moraes autoriza visita a Bolsonaro: Tarcísio de Freitas encontrará ex-presidente na Papudinha nesta quinta-feira O cenário político nacional volta suas atenções para o Complexo Penitenciário da Papuda, em...

MaisDetails
Ambipar (Ambp3) Renova Diretoria E Reelege Ceo Em Meio À Crise E Recuperação Judicial - Gazeta Mercantil
Business

Ambipar (AMBP3) renova diretoria e reelege CEO em meio à crise e Recuperação Judicial

Ambipar (AMBP3) reestrutura alto escalão em meio à Recuperação Judicial: O que esperar da nova gestão? O cenário corporativo brasileiro iniciou a semana com movimentações estratégicas relevantes no...

MaisDetails
Oferta Da Netflix Pela Warner: Proposta De Us$ 82,7 Bi Em Dinheiro Ganha Apoio Unânime - Gazeta Mercantil
Business

Oferta da Netflix pela Warner: Proposta de US$ 82,7 bi em dinheiro ganha apoio unânime

Oferta da Netflix de US$ 82,7 bilhões pela Warner Bros. altera dinâmica global de M&A e conquista apoio unânime do conselho O cenário da indústria de mídia e...

MaisDetails
Growth: Gigante Dos Suplementos Pode Ser Vendida Em Negociação Bilionária - Gazeta Mercantil - Growth Supplements: Diego Freitas Assume Como Ceo Após Faturamento Recorde De R$ 2 Bilhões
Business

Growth Supplements: Diego Freitas assume como CEO após faturamento recorde de R$ 2 bilhões

Growth Supplements anuncia novo CEO: Diego Freitas assume comando após faturamento histórico de R$ 2 bilhões O mercado brasileiro de nutrição esportiva e bem-estar atravessa um momento de...

MaisDetails
PUBLICIDADE

GAZETA MERCANTIL

Apple Iphone 18 Pro: Vazamentos Antecipam Chip De 2Nm, Novas Cores E Revolução No Design - Gazeta Mercantil
Tecnologia

Apple iPhone 18 Pro: Vazamentos antecipam chip de 2nm, novas cores e revolução no design

Visita A Bolsonaro: Moraes Autoriza Tarcísio A Encontrar Ex-Presidente Na Papuda Nesta Quinta - Gazeta Mercantil
Política

Visita a Bolsonaro: Moraes autoriza Tarcísio a encontrar ex-presidente na Papuda nesta quinta

Ambipar (Ambp3) Renova Diretoria E Reelege Ceo Em Meio À Crise E Recuperação Judicial - Gazeta Mercantil
Business

Ambipar (AMBP3) renova diretoria e reelege CEO em meio à crise e Recuperação Judicial

Oferta Da Netflix Pela Warner: Proposta De Us$ 82,7 Bi Em Dinheiro Ganha Apoio Unânime - Gazeta Mercantil
Business

Oferta da Netflix pela Warner: Proposta de US$ 82,7 bi em dinheiro ganha apoio unânime

Growth: Gigante Dos Suplementos Pode Ser Vendida Em Negociação Bilionária - Gazeta Mercantil - Growth Supplements: Diego Freitas Assume Como Ceo Após Faturamento Recorde De R$ 2 Bilhões
Business

Growth Supplements: Diego Freitas assume como CEO após faturamento recorde de R$ 2 bilhões

Cury Dividendos: Construtora Paga R$ 1,4 Bi Em 2025 E Atinge Recorde Histórico Na Bolsa - Gazeta Mercantil
Business

Cury dividendos: Construtora paga R$ 1,4 bi em 2025 e atinge recorde histórico na Bolsa

EDITORIAS

  • Brasil
  • Business
  • Cultura & Lazer
  • Economia
    • Criptomoedas
    • Dólar
    • Fundos Imobiliários
    • Ibovespa
  • Esportes
  • Lifestyle
    • Veículos
    • Moda
    • Viagens
  • Mundo
  • News
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

EDITORIAS

  • Brasil
  • Business
  • Cultura & Lazer
  • Economia
    • Criptomoedas
    • Dólar
    • Fundos Imobiliários
    • Ibovespa
  • Esportes
  • Lifestyle
    • Veículos
    • Moda
    • Viagens
  • Mundo
  • News
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

  • Apple iPhone 18 Pro: Vazamentos antecipam chip de 2nm, novas cores e revolução no design
  • Visita a Bolsonaro: Moraes autoriza Tarcísio a encontrar ex-presidente na Papuda nesta quinta
  • Ambipar (AMBP3) renova diretoria e reelege CEO em meio à crise e Recuperação Judicial
  • Oferta da Netflix pela Warner: Proposta de US$ 82,7 bi em dinheiro ganha apoio unânime
  • Growth Supplements: Diego Freitas assume como CEO após faturamento recorde de R$ 2 bilhões
  • Cury dividendos: Construtora paga R$ 1,4 bi em 2025 e atinge recorde histórico na Bolsa
  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política de Privacidade LGPD
  • Política Editorial
  • Termos de Uso
  • Sobre

© 2026 GAZETA MERCANTIL - PORTAL DE NOTÍCIAS - Todos os direitos reservados - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Brasil
  • Business
  • Cultura & Lazer
  • Economia
    • Criptomoedas
    • Dólar
    • Fundos Imobiliários
    • Ibovespa
  • Esportes
  • Lifestyle
    • Veículos
    • Moda
    • Viagens
  • Mundo
  • News
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - PORTAL DE NOTÍCIAS - Todos os direitos reservados - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com