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Tenda (TEND3) escolhe Marcos Cruz como novo CEO e inicia sucessão de Rodrigo Osmo após 15 anos

Construtora terá transição de 12 meses a partir de junho; atual presidente será indicado ao conselho de administração ao fim do processo

por João Souza - Repórter de Negócios
07/05/2026 às 19h09 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h20
em Empresas, Notícias
Tenda (Tend3) - Gazeta Mercantil

A Tenda (TEND3) informou nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, que seu conselho de administração aprovou o início do processo formal de sucessão para o cargo de CEO da companhia, com a indicação de Marcos Cruz para substituir Rodrigo Osmo, executivo que comanda a construtora há 15 anos. A transição começará em 8 de junho de 2026 e terá duração prevista de 12 meses, em um movimento apresentado pela empresa como parte de sua política estruturada de governança corporativa e planejamento sucessório.

Ao final do período de transição, Rodrigo Osmo será indicado para integrar o conselho de administração da Tenda (TEND3). Até lá, ele permanecerá na companhia e trabalhará em conjunto com Marcos Cruz para assegurar continuidade estratégica, estabilidade operacional e alinhamento às diretrizes de longo prazo.

A mudança ocorre em um momento de melhora dos resultados da construtora. No primeiro trimestre de 2026, a Tenda (TEND3) registrou lucro líquido consolidado de R$ 183,4 milhões, mais que o dobro do resultado apurado no mesmo período do ano anterior. O desempenho recente dá à sucessão um peso relevante para investidores, acionistas e analistas que acompanham o setor de construção civil de baixa renda.

Conselho aprova transição planejada na Tenda

A sucessão no comando da Tenda (TEND3) foi aprovada pelo conselho de administração e seguirá um cronograma de 12 meses. Segundo a companhia, o processo faz parte de uma política permanente de planejamento sucessório, conduzida como prioridade estratégica pela administração.

A empresa afirmou que a escolha de Marcos Cruz foi feita em linha com práticas de governança corporativa e levou em conta a aderência do executivo à cultura, ao modelo operacional e aos objetivos de longo prazo da companhia. A transição gradual busca evitar ruptura na gestão e preservar a execução dos planos em andamento.

Rodrigo Osmo ocupa o cargo de CEO há 15 anos. Nesse período, a Tenda (TEND3) consolidou sua atuação no segmento de habitação popular, área sensível a fatores como renda das famílias, juros, crédito imobiliário, custos de construção e programas habitacionais.

A permanência de Osmo durante a fase de transição tende a reduzir incertezas sobre a continuidade da estratégia. Para companhias listadas na Bolsa, mudanças de comando costumam ser acompanhadas com atenção pelo mercado, especialmente quando envolvem executivos de longa permanência.

Marcos Cruz chega com experiência na Nitro Química e na McKinsey

Marcos Cruz estava há 10 anos como CEO da Nitro Química. Antes disso, atuou por 14 anos como sócio da consultoria McKinsey. O executivo também ocupou o cargo de secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo.

A Tenda (TEND3) destacou a experiência de Cruz nos setores público e privado. Segundo a companhia, sua missão será manter a empresa focada na abordagem industrial e na busca por ganhos contínuos de produtividade.

Esse ponto é considerado central para o modelo de negócios da construtora. A atuação em habitação popular exige controle rigoroso de custos, escala operacional, padronização de processos e eficiência na execução dos empreendimentos.

Em um setor pressionado por juros elevados e custos de financiamento, a capacidade de elevar produtividade pode influenciar diretamente margens, geração de caixa e competitividade. Por isso, a chegada de Cruz será observada pelo mercado sob a ótica da continuidade operacional e da disciplina na alocação de capital.

Rodrigo Osmo deve migrar para o conselho após deixar comando

A indicação de Rodrigo Osmo ao conselho de administração, prevista para ocorrer após o fim da transição, busca manter na estrutura da Tenda (TEND3) a experiência acumulada pelo executivo ao longo de sua gestão.

Esse tipo de movimento é comum em sucessões planejadas. A migração do CEO para o conselho permite preservar conhecimento institucional e, ao mesmo tempo, abrir espaço para renovação na liderança executiva.

No comunicado, a companhia afirmou que Osmo continuará atuando ao lado de Cruz durante o período de transição. A intenção é garantir que decisões estratégicas, rotinas operacionais e prioridades de longo prazo sejam transmitidas sem interrupção.

O presidente do conselho de administração da Tenda (TEND3), Claudio Andrade, afirmou que o processo de escolha foi longo e envolveu diversas interações entre Marcos Cruz, os membros do conselho e Rodrigo Osmo. Segundo Andrade, essas conversas deram conforto à administração sobre a capacidade do executivo de assumir o comando da companhia.

Resultado do 1T26 reforça momento da sucessão

A troca de comando foi anunciada após um trimestre positivo para a Tenda (TEND3). A companhia reportou lucro líquido consolidado de R$ 183,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro do resultado registrado um ano antes.

O desempenho ajuda a reduzir a percepção de que a sucessão esteja associada a uma crise operacional. Ao contrário, a empresa tenta conduzir a mudança em um momento de recuperação dos números e de maior previsibilidade na gestão.

Para investidores, o principal ponto será avaliar se a nova liderança conseguirá preservar a trajetória de melhora financeira. A construção civil de baixa renda depende de eficiência operacional, controle de custos e capacidade de vender em escala em um ambiente de crédito ainda restritivo.

A Tenda (TEND3) opera em um segmento com demanda estrutural relevante no Brasil, mas também altamente influenciado por política habitacional, renda disponível e custo de financiamento. Por isso, a sucessão terá impacto não apenas institucional, mas também financeiro.

Setor de construção segue pressionado por juros e crédito

O setor de construção civil ainda enfrenta um ambiente desafiador. Juros elevados encarecem o crédito imobiliário, reduzem o poder de compra das famílias e pressionam o custo de capital das incorporadoras.

Para empresas voltadas ao público de baixa renda, a dinâmica é ainda mais sensível. A demanda por moradia permanece alta, mas a conversão dessa demanda em vendas depende de financiamento acessível, subsídios, emprego e renda.

Nesse contexto, a Tenda (TEND3) terá de manter disciplina operacional durante a troca de comando. O desafio de Marcos Cruz será dar continuidade ao modelo de produtividade defendido pela companhia, ao mesmo tempo em que preserva margens e geração de caixa.

A abordagem industrial citada pela empresa tende a ser um dos pilares da nova fase. O conceito está associado à padronização de processos, ganho de escala, redução de desperdícios e maior previsibilidade nos custos de obra.

Mercado deve acompanhar execução da nova gestão

A sucessão na Tenda (TEND3) será acompanhada pelo mercado em várias frentes. A primeira delas é a manutenção da estratégia atual. Como a companhia apresentou melhora recente nos resultados, investidores devem observar se haverá continuidade ou mudanças relevantes no plano de negócios.

Outro ponto será a evolução das margens. Em construtoras, pequenos desvios de custo podem afetar de forma significativa a rentabilidade dos projetos. A capacidade de controlar despesas, administrar estoques e manter velocidade de vendas será decisiva para a percepção sobre a nova gestão.

Também haverá atenção à política de capital. Em um ambiente de juros elevados, decisões sobre endividamento, lançamentos e ritmo de obras passam a ter impacto direto no balanço.

A presença de Rodrigo Osmo durante a transição pode ajudar a reduzir ruídos, mas não elimina a necessidade de o novo CEO construir credibilidade própria junto a acionistas, analistas e credores.

Sucessão reforça pauta de governança na companhia

Ao comunicar uma transição de 12 meses, a Tenda (TEND3) procura demonstrar previsibilidade e maturidade em governança. Em empresas de capital aberto, processos sucessórios bem estruturados são vistos como parte relevante da gestão de riscos.

A troca de comando em uma companhia listada pode afetar expectativas sobre estratégia, cultura corporativa e execução. Por isso, a clareza do cronograma e a manutenção do atual CEO no processo são elementos importantes da comunicação ao mercado.

O conselho de administração terá papel central nessa etapa. Além de acompanhar a integração de Marcos Cruz, caberá ao colegiado monitorar a continuidade dos indicadores operacionais e financeiros da companhia.

A futura presença de Rodrigo Osmo no conselho também cria uma ponte entre a gestão atual e a próxima fase da empresa. Essa configuração pode preservar estabilidade, mas exigirá definição clara de papéis para evitar sobreposição entre conselho e diretoria executiva.

Tenda busca preservar estratégia em nova fase executiva

A escolha de Marcos Cruz como novo CEO marca uma mudança relevante na liderança da Tenda (TEND3), mas a companhia tenta apresentar o processo como uma sucessão planejada, gradual e alinhada à estratégia em curso.

A transição de 12 meses, a permanência de Rodrigo Osmo durante o período e sua futura indicação ao conselho são sinais de que a empresa busca evitar ruptura no comando. O desenho da sucessão também reforça a tentativa de preservar a confiança do mercado em um momento de recuperação operacional.

A nova fase será testada pela capacidade da Tenda (TEND3) de sustentar lucro, produtividade e geração de caixa em um setor sensível a juros, renda e crédito habitacional. A troca de CEO ocorre em condições mais favoráveis do que em ciclos anteriores, mas a consolidação da nova liderança dependerá da execução nos próximos trimestres.

Tags: açõesB3CEOconstrução civilconstrutorasEmpresasgovernança corporativaHabitação PopularMarcos Cruzmercado imobiliárioRodrigo Osmosucessão de CEOTEND3tenda

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Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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