quarta-feira, 29 de julho de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Home Empresas

WEG (WEGE3) recebe dupla recomendação de compra após 2T26; preço-alvo chega a R$ 60

Bradesco BBI e JPMorgan elevam recomendação, enquanto Itaú BBA vê retomada do crescimento; tarifas dos EUA pressionam margens.

por Alice Nascimento
27/07/2026 às 12h59
em Empresas,Destaque,Notícias
Weg (Wege3) Recebe Dupla Recomendação De Compra Após 2T26; Preço-Alvo Chega A R$ 60 - Gazeta Mercantil - Empresas

As ações da WEG (WEGE3) receberam duas elevações de recomendação nesta segunda-feira, 27 de julho, depois que o balanço do segundo trimestre de 2026 reforçou a percepção de que a fabricante de equipamentos elétricos atravessou a fase de menor crescimento e poderá acelerar receitas nos próximos trimestres. Bradesco BBI e JPMorgan passaram a recomendar a compra dos papéis, enquanto o Itaú BBA manteve avaliação positiva e elevou o preço-alvo, apoiado na recuperação sequencial do resultado, na manutenção das margens e na expansão da capacidade produtiva.

A reação inicial foi forte. As ações da WEG chegaram a avançar 5,44% nas primeiras negociações, a R$ 48,49, figurando entre as maiores altas do Ibovespa. O movimento perdeu força ao longo da manhã e, por volta das 11h40, os papéis eram negociados a R$ 46,10, perto da estabilidade.

A devolução de quase todo o ganho mostrou que, apesar da melhora na avaliação dos bancos, o mercado ainda procura sinais mais consistentes de retomada. A companhia entregou um trimestre operacionalmente sólido, mas a receita e o lucro permaneceram abaixo dos números registrados um ano antes.

O que mudou na leitura dos analistas não foi apenas o desempenho entre abril e junho. O balanço trouxe elementos que sustentam uma possível inflexão: crescimento da receita externa em dólares, retomada de equipamentos industriais, carteira saudável de projetos de infraestrutura elétrica e avanço de investimentos destinados a ampliar a produção no Brasil e no exterior.

Bradesco BBI vê potencial de 30% para as ações da WEG

O Bradesco BBI elevou a recomendação das ações da WEG de neutra para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 48 para R$ 60. O novo valor representa potencial de valorização de 30,5% em relação ao fechamento de R$ 45,99 registrado na sexta-feira, 24.

Na avaliação do banco, a WEG reúne uma combinação mais favorável entre perspectivas de longo prazo, melhora do ritmo operacional no curto prazo e preço de mercado menos exigente do que em outros momentos. A companhia negocia, segundo os cálculos do BBI, a cerca de 27 vezes o lucro estimado para os 12 meses seguintes, ligeiramente abaixo da média histórica e de fabricantes globais comparáveis.

O múltiplo permanece elevado em relação à maior parte das empresas industriais da Bolsa. No caso da WEG, porém, o mercado costuma atribuir um prêmio à ação pela capacidade de crescimento, presença internacional, baixo endividamento e retorno elevado sobre o capital investido.

A mudança de recomendação indica que o BBI considera mais equilibrada a relação entre risco e retorno. O banco estima que o crescimento anual da receita poderá alcançar 11% no quarto trimestre de 2026, avançar para 17% em 2027 e permanecer próximo de 16% em 2028.

Essa trajetória dependerá da entrada em operação de novas linhas de produção, do aumento das entregas e do ganho de escala em negócios ligados à eletrificação, redes de energia, motores industriais e infraestrutura para data centers.

JPMorgan passa a recomendar compra e fixa alvo de R$ 56

O JPMorgan também elevou a recomendação das ações da WEG de neutra para compra. O preço-alvo foi definido em R$ 56, equivalente a um potencial de valorização de 21,8% sobre o fechamento da sessão anterior.

A revisão reforçou a mudança de percepção sobre a velocidade de crescimento da companhia. Após uma sequência de resultados que provocaram ajustes negativos nas projeções, os bancos passaram a avaliar que as estimativas podem começar a subir novamente à medida que a produção adicional seja incorporada às operações.

O Itaú BBA, que já recomendava compra, elevou o preço-alvo de R$ 48 para R$ 50. O potencial calculado sobre o último fechamento é de 8,7%, inferior ao projetado por Bradesco BBI e JPMorgan, mas acompanhado de uma visão mais favorável sobre a direção dos resultados.

Para o BBA, o período mais fraco da WEG ficou para trás. A expectativa é que o crescimento, atualmente entre um dígito alto e dois dígitos baixos em determinadas linhas, retorne gradualmente à faixa de 15% a 20% a partir do segundo semestre de 2026.

As projeções não representam garantia de valorização. Preços-alvo dependem de premissas sobre crescimento, câmbio, margens, investimentos, custo de capital e demanda, e podem ser revistos quando essas condições mudam.

Balanço mostra recuperação sequencial, mas queda anual

A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no segundo trimestre, queda de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com os três primeiros meses de 2026, houve crescimento de 7%.

O resultado ficou próximo das expectativas do mercado. Mais importante para os analistas foi a capacidade de preservar a rentabilidade mesmo diante da combinação entre custos mais altos de matérias-primas, valorização do real e tarifas de importação nos Estados Unidos.

O Ebitda, indicador que mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 2,21 bilhões. O valor caiu 2,1% na comparação anual, mas avançou 5,2% sobre o primeiro trimestre.

A margem Ebitda ficou em 21,8%, 0,3 ponto percentual abaixo do segundo trimestre de 2025 e 0,4 ponto abaixo dos três primeiros meses do ano. Embora tenha recuado, o nível foi considerado resiliente diante das pressões sobre custos e do ciclo de investimentos em expansão.

A receita operacional líquida totalizou R$ 10,14 bilhões, retração de 0,6% em 12 meses e avanço de 7,1% na comparação trimestral. Os números confirmam que a companhia ainda não retomou o crescimento anual consolidado, mas indicam recuperação em relação ao início do ano.

Mercado externo cresce 14,7% em dólares

O desempenho internacional foi um dos principais pontos positivos do balanço. A receita externa somou R$ 6,17 bilhões, crescimento de 2,3% em reais sobre o segundo trimestre de 2025.

Em dólares, o avanço foi mais expressivo: 14,7%, para US$ 1,22 bilhão. A diferença ocorreu porque a valorização do real reduziu o valor contábil das vendas internacionais quando convertido para a moeda brasileira.

A cotação média do dólar utilizada pela companhia caiu de R$ 5,67 no segundo trimestre de 2025 para R$ 5,05 entre abril e junho de 2026. Ajustada pelas aquisições recentes e medida nas moedas locais, a receita externa cresceu 11,8%.

A América do Norte respondeu por metade das vendas internacionais e apresentou crescimento de 20% em dólares. A Europa avançou 16,3%, enquanto a região da Ásia-Pacífico cresceu 7,1%.

A diversificação geográfica reduz a dependência da atividade econômica brasileira e protege parcialmente a WEG em períodos de desaceleração doméstica. Ao mesmo tempo, aumenta a exposição da companhia a variações cambiais, políticas comerciais e custos de produção em diferentes países.

Motores industriais e data centers sustentam expansão

A área de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais, responsável por 51,4% da receita da WEG, apresentou melhora relevante no mercado interno. As vendas domésticas do segmento cresceram 16,5% em relação ao segundo trimestre de 2025.

A companhia destacou maior demanda por equipamentos de ciclo curto, como motores elétricos de baixa tensão e redutores, além de evolução nas vendas de motores de alta tensão e painéis de automação. O setor de papel e celulose teve participação importante nas entregas de equipamentos de maior porte.

No exterior, a receita da divisão industrial cresceu 1,9%. A demanda permaneceu favorável na Europa e nos Estados Unidos, principalmente nos segmentos de óleo e gás e em sistemas de ventilação e refrigeração destinados a data centers.

A expansão da infraestrutura de inteligência artificial exige centros de processamento com alto consumo de energia, sistemas de resfriamento e fornecimento elétrico confiável. A WEG participa dessa cadeia com motores, geradores, transformadores e outras soluções de energia.

No segmento de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia, as vendas externas avançaram 5,8%. A companhia registrou bom volume de entregas de equipamentos para reforço das redes elétricas americanas e de geradores da Marathon destinados à energia de reserva de data centers.

Ausência de novos projetos solares pressiona mercado brasileiro

O principal ponto fraco do trimestre permaneceu concentrado na divisão de energia no Brasil. A receita doméstica de Geração, Transmissão e Distribuição caiu 22,9% em comparação com o segundo trimestre de 2025.

A redução foi provocada principalmente pela ausência de novos projetos de geração solar centralizada em 2026. A demanda por equipamentos destinados à geração distribuída permaneceu, mas não foi suficiente para compensar a queda dos grandes contratos.

Em sentido contrário, as entregas de transformadores de grande porte e subestações avançaram, impulsionadas por projetos ligados aos leilões de transmissão. A WEG também informou que mantém uma carteira saudável em geradores, transformadores e compensadores síncronos.

A recuperação da divisão dependerá da conversão dessa carteira em receita e da entrada de novos projetos de infraestrutura. Esse processo pode ocorrer de maneira irregular, porque equipamentos de grande porte possuem ciclos de produção e entrega mais longos.

Tarifas dos EUA entram no centro das projeções

As tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos constituem o principal risco de curto prazo apontado pelos bancos. A própria WEG reconheceu que as cobranças já afetaram a margem bruta no segundo trimestre, ao lado do aumento do custo de matérias-primas, especialmente o cobre.

A margem bruta encerrou o período em 33,2%, abaixo dos 33,7% registrados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre, contudo, houve aumento de 1,6 ponto percentual.

Para o Itaú BBA, o efeito das tarifas deverá ser acompanhado nos meses seguintes, especialmente quanto à possibilidade de isenções, reembolsos, alterações na carga efetiva e eventuais impactos sobre a demanda dos clientes.

O Bradesco BBI também considera as tarifas um obstáculo para as margens no segundo semestre. O banco avalia, porém, que parte da pressão pode ser compensada por ganhos de escala, repasses de preços e aumento da produção nas novas instalações.

A presença industrial da WEG nos Estados Unidos e em outros países reduz, mas não elimina, os riscos comerciais. O impacto final depende da origem de cada produto, da cadeia de componentes e da capacidade de redirecionar a fabricação entre unidades.

Investimentos de R$ 794,9 milhões preparam nova capacidade

A WEG investiu R$ 794,9 milhões no segundo trimestre em modernização, expansão produtiva, máquinas, equipamentos e licenças de software. Do total, 44,5% foram destinados ao Brasil e 55,5% às operações internacionais.

No mercado brasileiro, os recursos foram direcionados à ampliação da produção de equipamentos de transmissão e distribuição, à modernização das fábricas de motores de baixa tensão e ao aumento da capacidade de equipamentos de grande porte em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

No exterior, a companhia avançou nas expansões das fábricas de transformadores no México, na Colômbia e nos Estados Unidos, além de investir no aumento da capacidade produtiva na China.

O ciclo de investimentos pressiona despesas no curto prazo, porque novas estruturas exigem contratação de pessoal e custos de preparação antes de atingir o volume planejado. Quando a utilização das fábricas aumenta, a alavancagem operacional pode elevar receitas e diluir despesas.

Essa é uma das bases da projeção mais otimista dos bancos. A aceleração esperada para 2027 e 2028 pressupõe que a capacidade adicional seja ocupada por encomendas e que a demanda por infraestrutura elétrica permaneça aquecida.

Caixa líquido e ROIC sustentam prêmio da ação

A WEG encerrou junho com caixa líquido de R$ 3,74 bilhões, acima dos R$ 2,65 bilhões registrados no fim de 2025. A posição financeira permite financiar a expansão sem elevar de forma relevante o risco de endividamento.

O retorno sobre o capital investido atingiu 33,6%, crescimento de 0,7 ponto percentual em 12 meses. O indicador é acompanhado de perto porque mede a capacidade da empresa de gerar resultados a partir dos recursos aplicados em suas operações.

Mesmo com o aumento do capital empregado em fábricas e ativos produtivos, a companhia preservou o ROIC em patamar elevado. A combinação entre rentabilidade, caixa líquido e diversificação internacional ajuda a explicar por que as ações da WEG negociam com múltiplos superiores aos de outras empresas industriais.

Os investidores também acompanham os gastos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. No primeiro semestre, a WEG destinou R$ 736,2 milhões a essas atividades, o equivalente a 3,8% da receita acumulada no ano.

Revisões positivas elevam exigência para os próximos balanços

As novas recomendações retiram parte do pessimismo que se acumulou após trimestres de desaceleração, mas também aumentam a exigência sobre as próximas divulgações. Para justificar os preços-alvo entre R$ 50 e R$ 60, a WEG terá de transformar investimentos e carteira de pedidos em crescimento efetivo.

O mercado deverá observar a recuperação da receita doméstica, a utilização das novas fábricas, o comportamento das margens e o efeito das tarifas dos Estados Unidos. A evolução da demanda por transformadores, motores industriais, equipamentos para redes elétricas e soluções destinadas a data centers também será determinante.

O segundo trimestre não marcou uma retomada completa: receita, Ebitda e lucro ainda recuaram na comparação anual. O balanço, entretanto, apresentou crescimento sequencial, expansão internacional em moedas constantes e manutenção de retornos elevados.

A tese dos bancos é que esses sinais antecipam uma fase mais forte a partir do segundo semestre. A volatilidade das ações nesta segunda-feira mostrou que o mercado recebeu a revisão com interesse, mas ainda exige comprovação nos números antes de incorporar integralmente o cenário de aceleração ao preço da WEG (WEGE3).

Tags: ações da WEGbalanço da WEGBradesco BBIdata centersEmpresasItaú BBAJPMorganpreço-alvo WEGE3resultados 2T26WEGWEGE3

LEIA MAIS

Aegea Aprova Aporte De Até R$ 2,1 Bilhões; Itaúsa (Itsa4) Pode Elevar Participação - Gazeta Mercantil
Empresas

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

A Aegea Saneamento aprovou um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões, por meio da emissão de novas ações ordinárias, em uma operação que...

Leia MaisDetails
Cogna (Cogn3) - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Cogna (COGN3) vira favorita do Bradesco BBI, que vê potencial de alta de 82%

O Bradesco BBI elevou nesta quarta-feira (29) a recomendação para as ações da Cogna Educação (COGN3) de neutra para compra, escolheu a companhia como sua nova favorita no...

Leia MaisDetails
3Tentos (Tten3) - Gazeta Mercantil
Empresas

3tentos (TTEN3) perde R$ 1,2 bi em valor de mercado e Citi corta preço-alvo antes do 2T26

A 3tentos (TTEN3) perdeu aproximadamente R$ 1,22 bilhão em valor de mercado em apenas um pregão, após suas ações recuarem 16,01% na terça-feira, 28 de julho, e encerrarem...

Leia MaisDetails
Santander Brasil (Sanb11) Cai 21% No Ano E Desconto Para Matriz Reacende Debate Sobre Opa Units Do Banco Têm O Pior Desempenho Entre Os Grandes Bancos Listados Na B3 Em 2026; Diferença Recorde De Valuation Para O Grupo Santander Recoloca No Radar A Hipótese De Fechamento De Capital, Mas Operação Ainda Não Foi Anunciada As Units Do Santander Brasil (Sanb11) Voltaram Ao Centro Das Discussões Do Mercado Financeiro Após Acumularem Queda De Cerca De 21% Em 2026, Desempenho Inferior Ao Dos Principais Bancos Listados Na B3. No Mesmo Período, As Ações Do Grupo Santander Na Espanha Avançam Aproximadamente 24%, Ampliando A Diferença De Valuation Entre A Matriz E A Subsidiária Brasileira Para Um Nível Considerado Recorde Desde A Listagem Do Banco No Brasil, Em 2009. A Distância Entre Os Múltiplos Reacendeu Uma Tese Recorrente Entre Analistas: A Possibilidade De O Controlador Espanhol Lançar Uma Oferta Pública De Aquisição (Opa) Para Comprar A Fatia Restante Do Santander Brasil Em Circulação No Mercado. A Hipótese Ganhou Força Porque Apenas Cerca De 10% Das Ações Permanecem Em Free Float, O Que Reduziria O Custo Financeiro De Uma Eventual Operação Para A Matriz. Apesar Disso, Não Há Anúncio Formal De Opa. O Tema Segue No Campo Da Especulação De Mercado, Alimentado Pelo Desconto Das Units, Pela Baixa Liquidez Relativa E Pelo Histórico Do Próprio Santander Em Operações De Simplificação Societária. Em Fevereiro, O Então Presidente Do Santander Brasil, Mario Leão, Afirmou Que O Fechamento De Capital Não Estava No Foco Da Gestão. Por Que Sanb11 Ficou Para Trás Na Bolsa O Mau Desempenho De Santander Brasil (Sanb11) Não Reflete Apenas A Diferença Entre O Mercado Brasileiro E O Europeu. O Banco Também Enfrenta Pressão Operacional Em Um Ambiente De Crédito Mais Difícil, Competição Crescente Com Fintechs E Rentabilidade Abaixo Da Meta De Médio Prazo. No Primeiro Trimestre De 2026, O Santander Brasil Registrou Lucro Líquido Gerencial De R$ 3,788 Bilhões, Queda De 7,3% Ante O Quarto Trimestre De 2025 E Baixa De 1,9% Em Relação Ao Mesmo Período Do Ano Anterior. O Retorno Sobre O Patrimônio Médio, Medido Pelo Roae, Ficou Em 16%, Abaixo Do Objetivo De Médio Prazo De 20% Citado Pela Administração E Acompanhado De Perto Por Analistas. A Qualidade Da Carteira Também Pesa Sobre A Leitura Dos Investidores. O Índice De Inadimplência Acima De 90 Dias Subiu De 2,8% Em Março De 2025 Para 3,3% Em Março De 2026, Segundo A Apresentação De Resultados Do Banco. No Segmento De Pessoa Física, A Inadimplência Acima De 90 Dias Chegou A 4,9% No Fim Do Primeiro Trimestre. Desconto Para A Matriz Alimenta Tese De Opa A Principal Razão Para A Tese De Fechamento De Capital É A Combinação Entre Valuation Descontado E Baixa Fatia Em Circulação. Segundo Análise Da Genial Investimentos, O Free Float De Aproximadamente 10% Representaria Um Custo Relativamente Baixo Para O Grupo Santander Diante De Sua Geração De Capital E De Seu Histórico De Reorganização De Subsidiárias. O Próprio Histórico Brasileiro Reforça A Leitura. Em 2014, O Santander Espanha Realizou Uma Oferta Pública Voluntária De Permuta De Ações E Units Do Santander Brasil Por Bdrs Representativos De Ações Da Matriz. A Operação Elevou A Participação Do Grupo No Capital Da Subsidiária Brasileira Para 88,3%, Mas Não Retirou Integralmente O Banco Da Bolsa Brasileira. Desde Então, O Controlador Avançou Em Outros Movimentos De Simplificação. A Bloomberg Línea Informou Que A Matriz Também Fechou O Capital De Negócios Como A Operação De Financiamento Ao Consumidor Nos Estados Unidos, Em 2021, E A Unidade Mexicana, Em 2023, Além Da Getnet No Brasil. O Que Pesa Contra Uma Operação Agora Embora O Desconto De Sanb11 Torne A Discussão Mais Relevante, O Momento Do Grupo Santander Pode Reduzir A Probabilidade De Uma Opa No Curto Prazo. A Matriz Está Envolvida Em Uma Agenda Internacional Intensa, Com Aquisições Relevantes No Reino Unido E Nos Estados Unidos. Em 2025, O Santander Anunciou A Compra De 100% Do Tsb Banking Group, Do Banco Sabadell, Por 2,65 Bilhões De Libras. A Operação Fortalece A Posição Do Grupo No Reino Unido E Deve Tornar O Santander Uk O Terceiro Maior Banco Do País Em Saldos De Contas Correntes Pessoais. Em Fevereiro De 2026, O Grupo Também Anunciou A Aquisição Do Webster Financial, Nos Estados Unidos, Por Us$ 12,2 Bilhões. Segundo O Comunicado Oficial, A Transação Deve Criar Um Banco Entre Os Dez Maiores Do Varejo E Banco Comercial Americano Por Ativos, Além De Ampliar A Base De Depósitos No Nordeste Dos Eua. Essas Operações Exigem Integração, Capital E Atenção Da Administração. Por Isso, Parte Dos Analistas Avalia Que Uma Eventual Opa No Brasil Pode Fazer Sentido Estratégico, Mas Não Necessariamente Agora. Santander Brasil Tenta Recuperar Rentabilidade A Nova Fase Do Santander Brasil Envolve Uma Combinação De Controle De Custos, Seletividade No Crédito E Busca Por Clientes De Maior Renda. A Apresentação Do Primeiro Trimestre Mostrou Receita Total De R$ 21,248 Bilhões, Avanço De 0,9% Em Relação Ao Primeiro Trimestre De 2025, Enquanto As Despesas Gerais Ficaram Praticamente Estáveis Na Comparação Anual. O Banco Também Vem Tentando Melhorar A Eficiência Operacional. No Primeiro Trimestre, O Índice De Eficiência Ficou Em 37,7%, Melhora De 1,1 Ponto Percentual Ante O Trimestre Anterior, Embora Ainda 0,5 Ponto Acima Do Registrado Um Ano Antes. A Estratégia Passa Por Reduzir Exposição A Carteiras De Maior Risco, Priorizar Originação Mais Rentável E Ampliar A Participação De Segmentos Como Alta Renda, Pequenas E Médias Empresas E Atacado. Em Relatório, A Genial Apontou Que A Administração Segue Buscando Um Roe Sustentável De 20%, Mas Que Esse Patamar Pode Ficar Mais Factível Apenas Em 2027. Troca No Comando Aumenta Atenção Sobre O Banco A Mudança Na Liderança Também Entrou No Radar. Em Março, O Santander Brasil Anunciou A Saída De Mario Leão Da Presidência, Com Transição Prevista Até Julho De 2026. Para O Cargo, O Conselho Escolheu Gilson Finkelsztain, Então Presidente Da B3, Ainda Sujeito Às Aprovações Regulatórias Necessárias. A Chegada De Finkelsztain Ocorre Em Um Momento Sensível. O Banco Precisa Recuperar Confiança Do Mercado, Provar Que A Deterioração Da Inadimplência Está Sob Controle E Mostrar Que A Reestruturação Operacional Pode Gerar Rentabilidade Mais Próxima Da Meta. Para Investidores, A Troca De Comando Pode Ser Positiva Se Acelerar A Disciplina De Capital E A Simplificação Do Banco. Mas Também Adiciona Um Período De Transição Em Uma Fase Em Que Sanb11 Já Sofre Com Pressão De Resultados E Comparação Desfavorável Com Pares Locais. Fintechs Pressionam Bancos Tradicionais Outro Ponto Estrutural É A Competição Com Fintechs. O Avanço De Bancos Digitais, Especialmente Em Cartões, Conta Corrente E Crédito De Varejo, Reduziu Vantagens Históricas De Bancos Tradicionais E Pressionou Margens No Segmento Massificado. O Santander Brasil Tem Exposição Relevante Ao Financiamento Ao Consumo, O Que Torna Seus Resultados Mais Sensíveis Ao Ciclo De Juros, À Inflação E À Inadimplência. Em Períodos De Selic Elevada, O Custo De Funding E O Risco De Crédito Tendem A Pesar Mais Sobre Instituições Com Carteiras Voltadas Ao Consumo. Esse Cenário Ajuda A Explicar Por Que A Matriz Espanhola Valorizou Fortemente Enquanto A Operação Brasileira Perdeu Valor. O Grupo Global Se Beneficiou De Resultados Recordes E Expansão Internacional, Enquanto O Brasil Ainda Tenta Recompor Retorno Em Um Mercado Bancário Mais Competitivo. O Que Observar Em Sanb11 Daqui Para Frente A Tese De Investimento Em Santander Brasil (Sanb11) Passa Por Quatro Pontos Principais: Evolução Da Inadimplência, Recuperação Do Roe, Disciplina De Custos E Sinais Da Matriz Sobre Alocação De Capital. Se Os Indicadores De Crédito Estabilizarem E A Rentabilidade Caminhar Para A Meta De 20%, O Desconto Pode Diminuir Sem Necessidade De Opa. Por Outro Lado, Se Sanb11 Continuar Negociando Com Múltiplos Pressionados, A Discussão Sobre Fechamento De Capital Tende A Permanecer No Radar. Por Enquanto, A Conclusão Mais Prudente É Que Uma Opa É Uma Possibilidade Financeira E Estratégica, Mas Não Um Fato. O Desconto Recorde Para A Matriz Torna O Tema Inevitável, Mas A Agenda Global Do Santander E A Ausência De Manifestação Formal Impedem Tratar A Operação Como Iminente. Para O Investidor, O Ponto Central Não É Apenas Se O Santander Brasil Pode Sair Da Bolsa. É Se O Banco Conseguirá Recuperar Rentabilidade Em Um Ambiente No Qual Fintechs, Juros Altos E Inadimplência Ainda Limitam O Potencial De Valorização De Sanb11. - Gazeta Mercantil
Empresas

Santander Brasil (SANB11) lucra R$ 3,01 bi no 2T26, queda de 17,6%, abaixo do esperado

O Santander Brasil (SANB11) registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,014 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 17,6% em relação ao mesmo período do ano...

Leia MaisDetails
Johnson & Johnson Propõe Acordo De Us$ 5,5 Bi Para Encerrar 76 Mil Ações Sobre Talco
Empresas

Johnson & Johnson propõe acordo de US$ 5,5 bi para encerrar 76 mil ações sobre talco

A Johnson & Johnson (JNJ) anunciou na segunda-feira, 27 de julho, em New Brunswick, no Estado americano de Nova Jersey, um acordo estimado em US$ 5,5 bilhões com...

Leia MaisDetails

Veja Também

Moraes Dá 48 Horas Para Bolsonaro Explicar Vídeo De Ia E Admite Retorno Ao Regime Fechado - Gazeta Mercantil
Política

Moraes dá 48 horas para Bolsonaro explicar vídeo de IA e admite retorno ao regime fechado

Leia MaisDetails
Pix Virou Símbolo De Ameaça Ao Domínio Financeiro Dos Eua, Diz The Economist - Gazeta Mercantil
Economia

Pix deixa dinheiro vivo para trás e alcança 42% do e-commerce no Brasil

Leia MaisDetails
Governo Amplia Desenrola 2.0 Até 31 De Agosto E Mira 10 Milhões De Beneficiados - Gazeta Mercantil
Economia

Governo amplia Desenrola 2.0 até 31 de agosto e mira 10 milhões de beneficiados

Leia MaisDetails
Aegea Aprova Aporte De Até R$ 2,1 Bilhões; Itaúsa (Itsa4) Pode Elevar Participação - Gazeta Mercantil
Empresas

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

Leia MaisDetails
Eleições 2026 - Gazeta Mercantil
Política

TSE fecha acordo com 7 plataformas e cria rede de resposta rápida contra desinformação em 2026

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Moraes dá 48 horas para Bolsonaro explicar vídeo de IA e admite retorno ao regime fechado

Pix deixa dinheiro vivo para trás e alcança 42% do e-commerce no Brasil

Governo amplia Desenrola 2.0 até 31 de agosto e mira 10 milhões de beneficiados

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

TSE fecha acordo com 7 plataformas e cria rede de resposta rápida contra desinformação em 2026

Petrobras (PETR4) bate recorde no 2T26 e eleva expectativa de novos dividendos

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP