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Home Economia

Retomada do Varejo e Serviços: Perspectivas e Indicadores de Crescimento em 2025

por Redação
21/11/2025
em Economia, Destaque, News
Retomada Do Varejo E Serviços - Gazeta Mercantil

A retomada do varejo e serviços tem sido o tema central do cenário econômico brasileiro em 2025. Dados recentes, divulgados pelo Índice Getnet de Atividade Econômica (IGet) – desenvolvido pelo Santander Brasil em parceria com a Getnet – apontam sinais positivos, mesmo diante de oscilações em alguns segmentos. Este artigo analisa detalhadamente os indicadores do setor, explora as causas desse movimento e discute as perspectivas futuras para o comércio, os serviços e o e-commerce, fornecendo uma visão abrangente sobre como a economia está se reerguendo neste ano.


Introdução

Após um período de desafios econômicos, os setores de varejo e serviços vêm mostrando sinais de recuperação. Em fevereiro de 2025, os indicadores apontam para uma retomada do varejo e serviços que, embora ainda apresente pontos de vulnerabilidade, revela um crescimento generalizado e um movimento de ajuste positivo no comércio e na prestação de serviços. A análise dos dados do IGet permite identificar as áreas que mais contribuíram para esse desempenho e destacar as estratégias adotadas pelas empresas para se adaptarem a um mercado cada vez mais digital.

Nesta matéria, vamos explorar:

  • Os principais números e tendências apontados pelo IGet.
  • O desempenho dos setores de serviços e varejo, com foco em segmentos específicos.
  • O impacto do e-commerce, especialmente para pequenas e médias empresas (PMEs).
  • A importância das redes sociais como canais de vendas.
  • A consolidação do Pix como meio de pagamento preferencial.
  • Perspectivas futuras para o comércio e serviços em 2025.

Cenário Econômico e o Papel dos Indicadores

O Índice Getnet de Atividade Econômica (IGet)

O IGet é um importante termômetro do desempenho dos setores de varejo e serviços no Brasil. Desenvolvido em parceria com o Santander Brasil, o índice reúne dados de diferentes segmentos para oferecer uma visão geral do comportamento do consumo e das atividades econômicas. Em fevereiro de 2025, o IGet apontou uma retomada significativa, mesmo diante de alguns desafios pontuais.

Os indicadores revelam que:

  • Os setores de varejo e serviços estão em processo de recuperação.
  • A retomada do varejo e serviços é marcada por avanços em vários segmentos, mesmo com quedas pontuais em áreas específicas.

O Impacto da Digitalização

Um dos fatores que têm impulsionado essa retomada é a crescente digitalização do comércio. Com o avanço da tecnologia e a popularização do e-commerce, consumidores estão cada vez mais conectados e exigentes. A integração entre plataformas online e redes sociais tem permitido às empresas atingir um público mais amplo e diversificado, estimulando o crescimento do setor.


Análise dos Setores: Serviços e Varejo

Setor de Serviços: Avanços e Desafios

Os dados do IGet Serviços mostram que, em fevereiro de 2025, houve uma alta de 2,4% na comparação com janeiro. Essa melhora indica um movimento de recuperação, revertendo a estabilidade observada no mês anterior. Contudo, ao comparar com o mesmo período de 2024, verifica-se uma leve queda de 0,5%. Esses números evidenciam que, embora haja sinais positivos, alguns desafios persistem.

Detalhamento dos Segmentos de Serviços

  • Alojamento e Alimentação:
    O segmento de alojamento e alimentação registrou uma queda de 0,7%, marcando a terceira queda consecutiva. Esse desempenho negativo pode ser atribuído a fatores sazonais e à mudança nos hábitos de consumo, onde os clientes buscam alternativas mais econômicas ou híbridas (com opções de delivery e reservas online).

  • Outros Serviços:
    Em contrapartida, os demais serviços cresceram 1,3%, compensando parcialmente o impacto negativo dos setores de alojamento e alimentação. Esse crescimento pode estar relacionado a serviços de tecnologia, educação online, consultorias e outros segmentos que se adaptaram rapidamente às novas demandas do mercado.

A dinâmica no setor de serviços demonstra que, mesmo com desafios pontuais, a retomada do varejo e serviços é possível quando há diversificação e inovação nas ofertas.


Varejo: Recuperação e Segmentação

No âmbito do varejo, os indicadores também apontam um cenário de recuperação expressiva. Dois subíndices do IGet foram analisados para oferecer uma visão mais detalhada: o IGet Varejo Ampliado e o IGet Varejo Restrito.

IGet Varejo Ampliado

O IGet Varejo Ampliado, que engloba automóveis e materiais de construção, cresceu 1,3% em fevereiro. Esse avanço é especialmente relevante, considerando que em janeiro o índice registrou uma queda de 0,8%. No comparativo anual, o índice apresentou uma alta expressiva de 5,2%, evidenciando a recuperação gradual do setor.

Destaques do Varejo Ampliado

  • Automóveis, Partes e Peças:
    Este segmento teve um crescimento de 3,3%, impulsionando a recuperação do varejo ampliado. O aumento pode ser explicado pelo crescimento das vendas pós-pandemia e pela retomada dos investimentos em mobilidade.

  • Materiais de Construção:
    Apesar de apresentar um crescimento modesto (0,1%), o segmento de materiais de construção manteve sua estabilidade, o que é fundamental para sustentar o setor em períodos de volatilidade.

IGet Varejo Restrito

O IGet Varejo Restrito, que exclui os segmentos de automóveis e materiais de construção, apresentou um desempenho ainda mais robusto. Em fevereiro, o índice avançou 2,1%, chegando a um acumulado de 6,1% nos últimos 12 meses. Esse crescimento é um indicativo claro da força do comércio varejista tradicional.

Análise dos Segmentos do Varejo Restrito

  • Vestuário:
    Apesar de ser um dos segmentos mais tradicionais do varejo, o vestuário foi o único que apresentou desempenho negativo, registrando uma queda de 0,8%. Essa redução pode estar relacionada a mudanças no comportamento do consumidor e à concorrência crescente de marcas digitais.

  • Bens de Uso Pessoal:
    Este segmento surpreendeu ao registrar um crescimento de 10,4%, demonstrando a confiança dos consumidores em produtos que agregam valor e comodidade ao dia a dia.

  • Móveis e Eletrodomésticos:
    Com um crescimento de 8,0%, esse setor tem se beneficiado do investimento dos consumidores em melhorias para o lar, principalmente em função do home office e do aumento das atividades domésticas.

  • Artigos Farmacêuticos:
    O segmento também teve um desempenho positivo, com um crescimento de 2,5%, refletindo a crescente preocupação com a saúde e bem-estar.

Os números apresentados no varejo, tanto ampliado quanto restrito, reforçam a importância da retomada do varejo e serviços para a economia nacional. A recuperação dos diferentes segmentos demonstra que, mesmo em um cenário de desafios, o consumo continua sendo um motor crucial para o crescimento econômico.


O Impacto das PMEs no E-commerce

Crescimento Exponencial das Vendas Online

As pequenas e médias empresas (PMEs) têm se destacado no cenário do comércio eletrônico. Segundo levantamento realizado pela plataforma Nuvemshop, as vendas online deste segmento cresceram 42% em relação a 2023, movimentando um total de R$ 4,7 bilhões durante o ano. Esses números refletem não apenas a adaptabilidade das PMEs, mas também a mudança nos hábitos de consumo, onde a digitalização se tornou essencial.

Dados Relevantes:

  • Número de Clientes: Mais de sete milhões de clientes realizaram compras, indicando uma ampla aceitação do e-commerce.
  • Volume de Unidades Vendidas: Foram comercializadas 73 milhões de unidades, representando um aumento de 30% em relação ao ano anterior.
  • Contribuição das Redes Sociais: As redes sociais desempenham um papel significativo, com 24% das compras realizadas através desses canais, sendo que o Instagram responde por 89% das transações.

A forte presença das PMEs no e-commerce evidencia que a retomada do varejo e serviços não se restringe apenas aos grandes players. As pequenas empresas, muitas vezes mais ágeis e inovadoras, têm aproveitado a digitalização para expandir suas operações e conquistar novos mercados.


A Influência das Redes Sociais nas Vendas Digitais

A digitalização não só impulsionou as vendas online, mas também transformou a maneira como os consumidores interagem com as marcas. Atualmente, as redes sociais se tornaram canais essenciais para o comércio eletrônico, influenciando diretamente as decisões de compra.

Estratégias de Sucesso nas Redes Sociais

Empresas que investem em estratégias de marketing digital e integração com redes sociais têm colhido bons frutos. Campanhas interativas, anúncios segmentados e a utilização de influenciadores digitais são algumas das táticas que têm impulsionado as vendas.

Principais Dados:

  • Percentual de Compras via Redes Sociais: 24% das transações online são realizadas por meio desses canais.
  • Liderança do Instagram: Com 89% das transações, o Instagram se destaca como a plataforma preferida para a promoção e venda de produtos.

Essa tendência reforça a necessidade de que as empresas, independentemente do porte, adaptem suas estratégias de marketing para aproveitar o potencial das redes sociais. Dessa forma, a retomada do varejo e serviços se fortalece, acompanhando as novas dinâmicas de consumo e comunicação.


Faturamento Regional e Principais Segmentos no E-commerce

Destaques Regionais

A análise dos dados regionais revela que São Paulo lidera o faturamento no e-commerce, com impressionantes R$ 2,3 bilhões. Outros estados também contribuíram significativamente para o crescimento do setor:

  • Minas Gerais: R$ 469 milhões
  • Rio de Janeiro: R$ 356,5 milhões
  • Santa Catarina: R$ 325,5 milhões
  • Ceará: R$ 260 milhões

Esses números demonstram que a digitalização e o consumo online não se concentram apenas nos grandes centros, mas estão se expandindo para diversas regiões do país, contribuindo para uma retomada do varejo e serviços cada vez mais equilibrada e abrangente.

Segmentos Mais Procurados

No universo do e-commerce, alguns segmentos se destacaram devido à alta demanda dos consumidores:

  • Moda: Com um faturamento de R$ 1,6 bilhão, o segmento de moda continua sendo um dos pilares do varejo digital.
  • Saúde & Beleza: Responsável por R$ 442,5 milhões, esse segmento vem ganhando força à medida que os consumidores buscam produtos que promovam bem-estar e cuidados pessoais.
  • Acessórios: Com R$ 294 milhões em vendas, os acessórios completam a oferta diversificada do e-commerce.
  • Casa & Jardim: Com R$ 206,5 milhões, este segmento reflete a tendência de investimentos em melhorias e decoração do lar.

Esses segmentos não apenas mostram a diversificação do consumo, mas também indicam que as empresas que atuam nesses mercados têm potencial para crescer ainda mais em um cenário de transformação digital.


A Consolidação do Pix como Meio de Pagamento

Um dos aspectos revolucionários do comércio digital em 2025 é a consolidação do Pix como o principal meio de pagamento. Com 46% das transações realizadas por esse sistema, o Pix superou o tradicional cartão de crédito, que respondeu por 45% das compras.

Vantagens do Pix

  • Rapidez e Segurança: O Pix permite transações quase instantâneas, oferecendo maior comodidade aos consumidores e reduzindo a burocracia nas compras online.
  • Baixo Custo: Com tarifas reduzidas, o Pix é uma opção economicamente viável tanto para os consumidores quanto para as empresas.
  • Adoção em Massa: A facilidade de uso e a ampla aceitação pelo mercado impulsionaram sua adoção, contribuindo significativamente para a digitalização do comércio.

O crescimento do Pix é um reflexo da modernização do sistema financeiro e da busca por soluções que facilitem a retomada do varejo e serviços por meio de meios de pagamento mais eficientes e seguros.


Perspectivas para o Futuro: Inovação e Crescimento Contínuo

Tendências de Consumo e Digitalização

As perspectivas para os setores de varejo e serviços em 2025 são amplamente positivas, especialmente considerando o cenário de retomada apresentado pelos indicadores do IGet. A digitalização continua a transformar o comportamento do consumidor, e as empresas que investem em plataformas online, integração com redes sociais e inovação tecnológica tendem a se destacar.

Inovações Tecnológicas:

  • Inteligência Artificial e Big Data: O uso de IA e análise de dados permite uma personalização mais eficiente das ofertas, melhorando a experiência do consumidor.
  • Realidade Aumentada e Virtual: Tecnologias imersivas estão sendo exploradas para criar experiências de compra diferenciadas, permitindo que os clientes visualizem produtos de maneira mais interativa.
  • Omnicanalidade: A integração entre lojas físicas e virtuais tem se intensificado, proporcionando uma experiência de compra fluida e sem atritos.

Estratégias para Empresas e PMEs

Para aproveitar o momento de retomada, empresas de todos os portes devem adotar estratégias que alinhem inovação com uma comunicação eficaz. Entre as principais recomendações estão:

  • Investir em marketing digital e campanhas integradas com redes sociais.
  • Ampliar as operações de e-commerce e melhorar a logística de entrega.
  • Oferecer experiências personalizadas que atendam às demandas específicas dos consumidores.
  • Adotar novas tecnologias que facilitem o pagamento e a interação com o cliente.

Essas ações não só potencializam as vendas, como também fortalecem a marca e contribuem para uma recuperação sustentável dos setores de varejo e serviços.

Os dados de fevereiro de 2025 demonstram que estamos diante de um cenário promissor para a retomada do varejo e serviços no Brasil. Com sinais de crescimento em diversos segmentos, a digitalização e a adaptação às novas tendências de consumo têm sido os principais motores desse movimento. A recuperação dos setores de serviços e varejo, aliada à consolidação do e-commerce e a inovações tecnológicas, apontam para um futuro de expansão e fortalecimento do mercado.

Apesar dos desafios pontuais, como a queda no segmento de alojamento e alimentação e o desempenho negativo do vestuário no varejo restrito, os avanços nos demais segmentos compensam essas oscilações. O crescimento robusto dos bens de uso pessoal, móveis, eletrodomésticos e artigos farmacêuticos, aliado à expressiva recuperação no varejo ampliado, evidencia uma economia resiliente e adaptável.

Além disso, o papel das PMEs no comércio eletrônico e a influência das redes sociais reforçam a ideia de que a transformação digital está mudando a forma como consumimos e nos relacionamos com as marcas. O avanço do Pix como meio de pagamento também contribui para um ambiente de transações mais ágil e seguro, potencializando o crescimento do setor.

Em síntese, a retomada do varejo e serviços é uma realidade que se consolida com base em dados robustos e tendências que apontam para um futuro cada vez mais digital e integrado. As empresas que investirem em inovação, tecnologia e estratégias digitais estarão bem posicionadas para aproveitar esse momento e liderar o mercado nos próximos anos.

Tags: crescimento varejo 2025digitalização no varejoe-commerce PMEsindicadores econômicos varejoperformance de serviçosPix como meio de pagamentoretomada do varejo e serviçostendências de consumo 2025

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