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Banco Master: Vorcaro patrocinou eventos da Globo e a emissora ocultou conflito de interesse na cobertura do escândalo

por Henrique Valverde - Repórter de Política e Economia
13/03/2026
em Economia, Destaque, Notícias, Política
Dabiel Vorcaro Em Evento Do Grupo Globo - Gazeta Mercantil

Banco Master: como Vorcaro bancou eventos da Globo enquanto construía seu esquema bilionário

Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master hoje preso, foi patrocinador de evento organizado pelo jornal Valor Econômico — veículo do Grupo Globo — em Nova Iorque, em maio de 2024. O logotipo do banco aparecia em destaque no banner do luxuoso Hotel Plaza, enquanto um executivo da maior empresa de comunicação do Brasil chamava o banqueiro de “amigo” ao vivo. A revelação expõe contradições profundas na cobertura jornalística do caso e levanta questões sobre os interesses que moldam a narrativa dominante sobre o escândalo do Banco Master.

Vorcaro no Hotel Plaza: o banqueiro que a Globo aplaudiu

No palco do seminário do Valor Econômico em Manhattan, o diretor da Editora Globo, Frederic Kachar, abriu o evento com palavras que hoje soam como evidência incômoda. Kachar declarou ter “o privilégio de ser amigo” de Daniel Vorcaro e agradeceu ao Banco Master pelo patrocínio do seminário, ao qual compareceram empresários, governadores e lideranças políticas — entre eles, Cláudio Castro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).

O evento, portanto, não foi um encontro qualquer. Tratava-se de um fórum de alto nível da elite econômica e política brasileira, realizado num dos hotéis mais caros do mundo, com o Banco Master como principal patrocinador e Vorcaro na posição de anfitrião privilegiado. O patrocínio desse tipo de evento, segundo estimativas do site Correio da Manhã, não sairia por menos de R$ 10 milhões.

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Ao subir ao palco naquele dia, Vorcaro discursou como um estadista. Antes de entrar no mérito, fez questão de nomear individualmente os jornalistas do Valor Econômico que admirava — entre eles, Malu Gaspar, uma das editoras mais respeitadas da publicação, reconhecida por grandes reportagens investigativas sobre o sistema financeiro brasileiro, e Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo e um dos nomes de maior penetração no jornalismo político brasileiro. A menção pública, num evento de alto nível, era parte do ritual: o banqueiro sinalizava à plateia que pertencia ao mesmo círculo daqueles que definem a agenda econômica e política do país.

Frederic Kachar - Foto: Reprodução - Gazeta Mercantil
Frederic Kachar – Foto: Reprodução

O desfecho dessa relação com Lauro Jardim, no entanto, tomaria um rumo radicalmente diferente. Quando o escândalo do Banco Master veio a público e o jornalista passou a cobrir o caso com rigor, Vorcaro teria partido para a intimidação — episódios recentes de ameaças ao colunista foram registrados e se tornaram parte do inquérito que investiga a rede de coerção montada pelo banqueiro contra quem ousasse expô-lo. A ironia é brutal: o mesmo homem que, no Hotel Plaza de Nova Iorque, citou Lauro Jardim pelo nome como símbolo do jornalismo que admirava enormemente passou a tratá-lo como alvo quando esse jornalismo voltou suas lentes para o Banco Master. O elogio público de 2024 e a ameaça posterior revelam, com precisão cirúrgica, a lógica que guiava Vorcaro: a imprensa era bem-vinda enquanto servisse de escudo — e deveria ser silenciada quando se tornasse espelho.

Em seguida, Vorcaro exaltou a democracia brasileira, elogiou a “segurança jurídica” do país e chegou a comentar os impactos da Operação Lava Jato no tecido institucional nacional. Eram palavras de alguém que havia comprado acesso à credibilidade das Organizações Globo — e o produto estava sendo entregue em tempo real, diante de governadores, empresários e jornalistas do grupo.

O camarote da Sapucaí e a parceria que ninguém quer lembrar

Camarote Quem / O Globo Na Sapucaí - Foto: Reprodução - Gazeta Mercantil
Camarote Quem / O Globo na Sapucaí – Foto: Reprodução

A relação entre Vorcaro e as Organizações Globo não se limitou ao evento novaiorquino. Entre 2022 e 2024, o Banco Master foi patrocinador do Camarote Quem/O Globo no Carnaval do Rio de Janeiro, ao lado de marcas como Fit Combustíveis e Cedae. Artistas e influenciadores circulavam pelo espaço usando camisetas que estampavam lado a lado os logotipos da revista Quem, do jornal O Globo e do Banco Master.

A Atriz Nívea Maria Com Abadá Do Camarote Quem O Globo Patrocinado Pelo Banco Master - Gazeta Mercantil

Banco Master: Vorcaro Patrocinou Eventos Da Globo E A Emissora Ocultou Conflito De Interesse Na Cobertura Do Escândalo - Gazeta Mercantil - Economia

Relatos de pessoas que frequentaram o camarote nesses anos descrevem Vorcaro agindo como anfitrião — como o verdadeiro dono da casa num espaço que, ao olhar externo, era da Globo. Aquele era o ritual de legitimação: o banqueiro que viria a ser preso por manter uma rede de intimidação contra adversários consolidava sua imagem pública sob o guarda-chuva simbólico da maior emissora do país.

A pergunta que se impõe é simples: se aceitar um drink num camarote patrocinado por Vorcaro em Londres é suficiente para qualificar um ministro do Supremo Tribunal Federal como suspeito — nos termos utilizados por colunistas e comentaristas da própria Globo —, o que dizer de anos de parceria comercial e relação de amizade declarada entre executivos da Globo e o mesmo banqueiro?

 

Campos Neto, Nubank e a família Marinho: o triângulo que explica o silêncio

Roberto Campos Neto - Gazeta Mercantil
Roberto Campos Neto – Foto: Reprodução

A análise do escândalo do Banco Master revela uma teia de relações que vai além do embate entre o setor financeiro e o Judiciário. No centro dessa teia está Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central (BC), que saiu da autoridade monetária para se tornar principal executivo do Nubank — instituição na qual a família Marinho, proprietária das Organizações Globo, detém participação societária.

A Globo Ventures, braço de investimentos do Grupo Globo, adquiriu participação no Nubank por meio de um modelo de permuta: a empresa ofereceu espaço publicitário — incluindo intervalos do Jornal Nacional (JN), o horário mais caro da grade — em troca de ações do banco digital. Em julho de 2025, Roberto Marinho Neto, CEO da Globo Ventures, citou o Nubank entre as “parcerias inovadoras e admiráveis” da empresa.

A cronologia é reveladora. Durante toda a gestão de Campos Neto à frente do BC — período em que o Banco Master cresceu de forma explosiva e estruturalmente problemática —, a autoridade monetária nunca impôs restrições significativas à instituição. Vorcaro chegou a visitar a sede do Banco Central por 24 vezes durante essa gestão, conforme apuração exclusiva do ICL Notícias. A liquidação do Master só ocorreu depois que Gabriel Galípolo assumiu o BC, já no início de 2025.

Ao sair do BC, Campos Neto foi contratado como principal executivo do Nubank — banco que integrou a rede de distribuição dos CDBs do Banco Master com taxas fora do padrão de mercado. Outra saída do BC para o Nubank foi Otávio Damaso, que havia sido diretor de Normas e Regulação da autarquia — justamente a área responsável pela fiscalização de instituições como o Master — durante o período em que a regulação foi, no mínimo, leniente.

O patrocinador que ninguém lembra: Ricardo Magro e os combustíveis do crime

O mesmo evento de Nova Iorque patrocinado pelo Banco Master contava com outro financiador cujo perfil merece atenção: Ricardo Magro, da Gulf Combustíveis. Magro é apontado como o maior sonegador de impostos do Brasil e vive atualmente escondido nos Estados Unidos. Dono do Grupo Refit, ele foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga as relações do crime organizado com o setor de combustíveis. No início de 2026, o presidente Lula chegou a sugerir ao governo Trump a extradição do empresário.

Ou seja: o seminário econômico do Grupo Globo em Nova Iorque tinha como co-patrocinadores um suspeito de integrar a maior rede de sonegação e lavagem de dinheiro do país e um banqueiro que hoje responde criminalmente por, entre outras acusações, manter uma estrutura de intimidação contra quem ousasse desafiá-lo. A identidade dos patrocinadores de um evento diz muito sobre o rigor dos critérios de curadoria de quem o organiza.

Diego Escosteguy e os R$ 2 milhões que o Banco Master pagou a ex-diretor da Globo

A rede de relações entre Vorcaro e o ecossistema da Globo inclui ainda um capítulo mais sombrio. Diego Escosteguy, que foi diretor da revista Época entre 2015 e 2018 — nomeado para o cargo por Frederic Kachar —, é acusado de ter recebido R$ 2 milhões do Banco Master para publicar matérias favoráveis a Vorcaro no site O Bastidor, veículo que fundou após sair das Organizações Globo.

Escosteguy nega as acusações e afirma que os recursos foram recebidos como pagamento por publicidade. O caso, no entanto, lança uma sombra adicional sobre a rede de relacionamentos que o Banco Master construiu nos bastidores da mídia brasileira — e que permitiu ao banco crescer sob um manto de respeitabilidade que hoje, à luz dos fatos, parece ter sido cuidadosamente comprado.

Kachar, o mesmo executivo que chamou Vorcaro de amigo no Hotel Plaza, havia sido também o responsável pela ascensão de Escosteguy às páginas da Época — um dos periódicos mais respeitados do jornalismo econômico brasileiro à época da Lava Jato, momento em que o lavajatismo era a religião dominante nas redações do país.

Narrativa versus realidade: quem tem legitimidade para julgar o caso Master?

O escândalo do Banco Master tem sido apresentado, por parte da grande mídia, como um “escândalo do STF” — focando na eventual proximidade entre Vorcaro e ministros da Corte. Essa narrativa omite sistematicamente o papel do Banco Central na gestão Campos Neto, que permitiu o crescimento desordenado do Master; omite as relações comerciais entre a família Marinho e o Nubank, onde Campos Neto hoje trabalha; e omite os anos de parceria entre o próprio Grupo Globo e o banqueiro hoje preso.

O padrão é consistente: nos comentários de colunistas e âncoras da emissora, o STF arde na fogueira enquanto Campos Neto — funcionário de uma empresa da família Marinho — é poupado. Um comentarista chegou a sugerir o fechamento do Supremo Tribunal Federal. Ao mesmo tempo, o Grupo Globo não divulgou espontaneamente seus vínculos comerciais com Vorcaro.

A credibilidade jornalística de qualquer veículo está diretamente vinculada à transparência sobre seus próprios conflitos de interesse. No caso do Banco Master, as Organizações Globo acumularam vínculos que abrangem patrocínios de eventos, parcerias em camarotes de Carnaval, relações de amizade entre executivos, uma suposta ligação amorosa compartilhada entre “Fred” Kachar e Vorcaro com a mesma atriz, e uma sociedade societária com o Nubank — banco que abrigou o ex-presidente do BC que supervisionou (ou deixou de supervisionar) o crescimento do Master.

A liquidação que o Banco Central de Campos Neto não decretou

O Banco Master foi liquidado somente após a posse de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, em janeiro de 2025. Sob a gestão Campos Neto, a instituição cresceu, captou recursos de fundos de previdência pública e distribuiu CDBs com taxas acima do mercado via plataformas como o Nubank — sem que a autoridade regulatória interviesse de forma efetiva.

A liquidação deixou um rastro de prejuízos para investidores e expôs o risco sistêmico que o modelo de crescimento do Master representava. Fundos de pensão ligados a trabalhadores de empresas públicas estavam entre os mais afetados. O custo social da omissão regulatória, portanto, não recaiu sobre os frequentadores de camarotes ou os participantes de seminários em hotéis de luxo em Manhattan — recaiu sobre os poupadores comuns que confiaram numa instituição avalizada, ainda que informalmente, pela arquitetura de prestígio que Vorcaro construiu ao longo de anos.

O quadro completo que a mídia preferiu não mostrar

A cobertura hegemônica do caso Banco Master optou por um recorte: Vorcaro como corruptor do Judiciário. Esse recorte é legítimo como hipótese investigativa. O problema é o que ele sistematicamente exclui.

Vorcaro só alcançou o status de empresário respeitável porque teve o aval de estruturas de poder que incluem as Organizações Globo. O Banco Master só cresceu ao ponto de se tornar um risco sistêmico porque o Banco Central, sob Campos Neto, não agiu. E Campos Neto só tornou-se principal executivo do Nubank porque a família Marinho é sócia do banco digital — e seu novo empregador tem interesse em que o ex-regulador seja visto como herói, não como cúmplice por omissão.

Jornalismo de interesse público exige que o repórter apure também os conflitos de interesse do próprio veículo. No caso do Banco Master, a teia de relações é densa o suficiente para que nenhum grande grupo de mídia brasileiro possa afirmar, com honestidade, que cobre o caso sem conflitos. A diferença está em quem admite isso — e quem prefere acender a fogueira alheia enquanto sua própria casa arde.

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