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Berkshire Hathaway retoma recompra de ações e CEO Greg Abel investe US$ 15 milhões em sinal de confiança

por Alice Nascimento - Repórter de Negócios
05/03/2026 às 16h35
em Negócios, Destaque, Notícias
Greg Abel - Gazeta Mercantil

Berkshire Hathaway retoma recompra de ações e CEO Greg Abel investe US$ 15 milhões em sinal de confiança

A Berkshire Hathaway recompra de ações voltou a movimentar o mercado nesta quinta-feira (5/03/2026), marcando a primeira operação desse tipo desde 2024. A decisão da empresa, liderada pelo novo CEO Greg Abel, chega em um momento de transição de comando e reflete tanto a estratégia de preservação de valor quanto a confiança da liderança no futuro do conglomerado. Abel também anunciou a compra pessoal de US$ 15 milhões (R$ 79,05 milhões) em papéis da empresa, um valor equivalente ao seu salário anual líquido, reforçando o compromisso de alinhamento com acionistas e investidores.

A recompras de ações das classes A e B da Berkshire foram iniciadas na quarta-feira, conforme documento regulatório da empresa com sede em Omaha, Nebraska. Segundo o novo CEO, a decisão foi tomada após consulta a Warren Buffett, presidente do conselho e ícone dos investimentos, garantindo que o preço das ações estivesse abaixo do valor intrínseco da companhia. “Eu certamente conversei com Warren. A forma como abordei isso foi analisando o valor, formando uma visão sobre o valor intrínseco e consultando Warren em relação ao valor e ao momento da recompra”, explicou Abel à CNBC durante participação no programa Squawk Box.


Política de recompra e contexto do mercado

A Berkshire Hathaway recompra de ações é guiada por uma política clara: a companhia pode recomprar ações sempre que o CEO, em consulta ao conselho, considerar que os papéis estão subvalorizados em relação ao valor intrínseco da empresa. A última operação de recompra havia ocorrido no segundo trimestre de 2024, período em que investidores vinham pressionando a empresa a utilizar seu caixa, que atualmente soma US$ 373,3 bilhões (R$ 1,97 trilhão), de maneira mais ativa para gerar retorno aos acionistas.

O momento da retomada das recompras ocorre em meio a uma fase desafiadora para a empresa. As ações da Berkshire caíram 3% no acumulado de 2026 e 10% desde o recorde registrado em maio do ano passado. Parte da pressão veio após a divulgação de uma queda de quase 30% no lucro operacional do quarto trimestre, impactada pelo desempenho mais fraco no setor de seguros, um dos pilares do conglomerado.

Apesar disso, a reação inicial ao anúncio da recompra foi positiva: as ações classe B da empresa subiram 1% nas negociações iniciais desta quinta-feira, refletindo confiança de investidores na estratégia de Abel e na continuidade da filosofia de investimento de Buffett.


Compra pessoal de Greg Abel e alinhamento com acionistas

Além da recompra corporativa, o CEO Greg Abel adquiriu pessoalmente US$ 15 milhões em ações da Berkshire. Essa movimentação aumenta sua participação pessoal na companhia e responde a questionamentos de investidores sobre se Abel possui “skin in the game” comparável ao histórico de Buffett. Antes da compra, Abel já possuía US$ 164,4 milhões (R$ 866,39 milhões) em ações, consolidando seu compromisso financeiro com a empresa.

“Alinhamento absoluto com nossos acionistas, parceiros e proprietários é fundamental”, afirmou Abel. Ele destacou que pretende continuar investindo seu salário líquido em ações da Berkshire todos os anos enquanto estiver à frente da empresa, período que projeta durar cerca de 20 anos. Para ele, a prática reforça a confiança na companhia e na transição de liderança após Warren Buffett, que possui 37,5% das ações classe A e não planeja vender sua participação, exceto para doações filantrópicas.


Estratégia de investimento e continuidade da filosofia Buffett

Desde que assumiu o comando, Abel tem reforçado a continuidade da filosofia de investimentos de Buffett. Em sua primeira carta anual aos acionistas, ele garantiu que a cultura de conservadorismo financeiro, avaliação criteriosa de ativos e disciplina na alocação de capital permanecerá inalterada. Essa abordagem visa oferecer previsibilidade e estabilidade aos investidores, minimizando riscos em um ambiente econômico global que permanece incerto.

A recompra de ações surge como um instrumento estratégico dentro dessa filosofia, permitindo à Berkshire reaproveitar seu caixa substancial de forma eficiente e aumentar o retorno sobre o capital investido, sem comprometer a liquidez ou os projetos de crescimento da empresa.


Perspectivas para investidores e mercado

Analistas de mercado avaliam que a retomada da Berkshire Hathaway recompra de ações e a compra pessoal de Abel são sinais positivos em um período de volatilidade. Além de demonstrar confiança na empresa, essas ações ajudam a reforçar a percepção de governança alinhada aos interesses dos acionistas. A combinação de recompra corporativa e investimento pessoal do CEO cria um efeito psicológico e financeiro que tende a apoiar o preço das ações no curto e médio prazo.

Embora alguns investidores tenham manifestado frustração pela ausência de movimentos mais ousados desde a entrada de Abel, a transparência na comunicação da recompra e o alinhamento com Buffett contribuem para consolidar a confiança no novo ciclo de liderança.


Retorno ao longo prazo e compromisso de Abel

A estratégia de Abel, segundo especialistas, é consistente com a filosofia de longo prazo que marcou a gestão de Buffett. A continuidade de políticas conservadoras, aliada à utilização eficiente do caixa e ao compromisso pessoal do CEO com a compra de ações, reforça a estabilidade da empresa para investidores institucionais e de varejo.

O mercado acompanha de perto, avaliando se essas medidas podem compensar a queda recente nos lucros operacionais e fortalecer o desempenho das ações. A expectativa é que, ao longo dos próximos anos, a Berkshire Hathaway continue a oferecer retorno sólido, aproveitando oportunidades de investimento alinhadas à disciplina histórica do conglomerado.


Cenário de mercado e impactos estratégicos

Com a retomada das recompras, a Berkshire reforça sua capacidade de atuação estratégica mesmo em um período de incerteza econômica global. O movimento sinaliza aos investidores que a liderança, agora sob Abel, mantém a confiança no valor intrínseco da companhia e na sua capacidade de gerar retorno consistente, mesmo diante de desafios como queda no lucro operacional e volatilidade nos mercados de seguros e energia.

A política de recompra, combinada ao investimento pessoal do CEO, também funciona como um mecanismo de alinhamento de incentivos, assegurando que decisões estratégicas considerem não apenas o crescimento da empresa, mas também os interesses dos acionistas.

Tags: ações classe Aações classe BBerkshire Hathaway recompra de açõesCEO Berkshire Hathawayestratégia corporativa.Greg Abel compra açõesinvestimento de longo prazomercado financeiro EUAnegóciosrecompra de ações 2026Warren Buffett

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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