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Home Política

Caminhada de Nikolas Ferreira na Mira da PRF: PT Pede Suspensão por Risco à Segurança

por Júlia Campos - Repórter de Política
22/01/2026
em Política, Destaque, News
Caminhada De Nikolas Ferreira Na Mira Da Prf: Pt Pede Suspensão Por Risco À Segurança - Gazeta Mercantil

PT aciona Polícia Rodoviária Federal para interromper a Caminhada de Nikolas Ferreira na BR-040 sob alegação de risco iminente

A polarização política brasileira ganhou um novo capítulo de tensão institucional e jurídica nesta semana, transferindo-se dos corredores do Congresso Nacional para o asfalto das rodovias federais. A Caminhada de Nikolas Ferreira, ato liderado pelo deputado federal mineiro do Partido Liberal (PL), tornou-se alvo de uma ofensiva administrativa e legal por parte da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT). Parlamentares governistas protocolaram um pedido formal junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) exigindo a suspensão imediata da mobilização que percorre a BR-040, alegando graves riscos à segurança viária e à integridade física dos usuários da rodovia.

O imbróglio teve início na última quarta-feira (21/1), quando os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) oficializaram a representação. O ato, denominado “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, partiu de Paracatu (MG) na segunda-feira (19/1) com destino a Brasília, e tem gerado um intenso debate sobre os limites do direito de manifestação frente às normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A Caminhada de Nikolas Ferreira não é apenas um deslocamento físico, mas uma ferramenta de agitação política que agora enfrenta o escrutínio das autoridades de trânsito e aviação civil.

O Pedido de Intervenção e os Argumentos do PT

A solicitação protocolada pelos deputados petistas fundamenta-se na premissa de que a Caminhada de Nikolas Ferreira configura uma situação de “risco inaceitável. Segundo Lindbergh Farias e Rogério Correia, o evento está sendo realizado sem a devida comunicação prévia e sem o planejamento logístico necessário para uma rodovia de tráfego intenso como a BR-040, uma das principais artérias de ligação entre o Sudeste e o Centro-Oeste do país.

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O documento enviado à PRF destaca que a aglomeração progressiva de participantes, o uso indevido do acostamento e a invasão esporádica da pista de rolamento criam um cenário propício para acidentes graves. Eles podem se manifestar onde quiserem, mas não podem colocar em risco a vida das pessoas. Façam essa mobilização onde quiserem, mas não desse jeito, sem autorização e colocando vidas em perigo”, afirmou o deputado Lindbergh Farias.

A preocupação dos parlamentares governistas vai além do tráfego terrestre. O pedido de suspensão da Caminhada de Nikolas Ferreira também cita indícios de infrações às normas de aviação civil. Há relatos de pousos de helicópteros às margens da rodovia para dar suporte ou cobertura midiática ao evento, o que, segundo a representação, expõe motoristas, moradores de áreas lindeiras e os próprios manifestantes a um perigo real e imediato. Diante disso, o pedido requer não apenas a atuação da PRF, mas também o envolvimento da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Caminhada de Nikolas Ferreira: Contexto e Objetivos

Para compreender a dimensão do conflito, é necessário analisar o que representa a Caminhada de Nikolas Ferreira no atual xadrez político. O deputado federal mais votado do país em 2022 idealizou o trajeto como uma jornada simbólica de protesto contra o que classifica como “injustiças” do sistema judiciário e político brasileiro. O objetivo declarado é mobilizar a base conservadora e chamar a atenção para a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro, bem como para a condição jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido no Complexo Penitenciário da Papuda.

Em declaração realizada na quarta-feira, Nikolas Ferreira reforçou o caráter de denúncia do ato. A gente está lutando aqui pela liberdade dos presos do dia 8, pela liberdade também de Jair Bolsonaro e outras figuras, como Felipe Jair Martins e o Coronel Naime. Mas, acima de tudo, para acordar o povo brasileiro, que está cansado de tantos escândalos”, afirmou o parlamentar. A Caminhada de Nikolas Ferreira pretende culminar em uma grande manifestação política na Praça do Cruzeiro, em Brasília, prevista para o próximo domingo (25/1) às 12h.

A estratégia de utilizar uma marcha de longa distância visa gerar engajamento contínuo nas redes sociais, criando uma narrativa de sacrifício e persistência. No entanto, ao escolher a BR-040 como palco, a Caminhada de Nikolas Ferreira inevitavelmente colide com as complexidades operacionais de uma rodovia federal, abrindo flanco para questionamentos técnicos e legais por parte de seus adversários políticos.

Segurança Viária versus Liberdade de Expressão

O embate em torno da Caminhada de Nikolas Ferreira traz à tona a clássica tensão entre o direito constitucional à livre manifestação e o dever do Estado de garantir a segurança pública e a fluidez do trânsito. Os deputados do PT argumentam que a intervenção solicitada não se configura como censura ou cerceamento de opinião, mas sim como uma medida administrativa urgente para preservar vidas.

alertar não substitui agir”, reforçam os parlamentares no documento, sugerindo que a omissão das autoridades diante das irregularidades apontadas poderia ser interpretada como prevaricação ou conivência com o risco. A tese é de que a Caminhada de Nikolas Ferreira, ao não seguir os protocolos de segurança para eventos em rodovias, deixa de ser apenas um ato político para se tornar um problema de segurança viária.

Por outro lado, a defesa implícita do ato reside na tradição democrática de marchas e protestos. A oposição enxerga na movimentação do PT uma tentativa de “lawfare” administrativo, utilizando a burocracia estatal para desmobilizar um evento que tem ganhado tração popular e midiática. A Caminhada de Nikolas Ferreira, sob essa ótica, estaria sendo alvo de um rigor seletivo, dado que outras manifestações, como as do MST ou de caminhoneiros, historicamente também ocuparam rodovias com graus variados de tensão com as autoridades.

Implicações Legais e Administrativas

O pedido de suspensão da Caminhada de Nikolas Ferreira coloca a Polícia Rodoviária Federal em uma posição delicada. Como órgão de Estado, a PRF deve atuar com base em critérios técnicos. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece regras rígidas para a circulação de pedestres em rodovias e para a realização de eventos que possam perturbar o tráfego. O Artigo 253-A do CTB, por exemplo, prevê multas pesadíssimas para quem utiliza veículo para interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização.

Se a PRF acatar a denúncia de que a Caminhada de Nikolas Ferreira está invadindo a pista de rolamento ou utilizando helicópteros de forma irregular, poderá impor restrições severas, desde o redirecionamento do trajeto para vias secundárias até a interdição total do ato. além disso, a solicitação de envio de cópias para a Polícia Federal e a PGR indica que os deputados petistas buscam a responsabilização civil e criminal dos organizadores por eventuais danos ou riscos gerados.

A menção à ANAC e à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) amplia o escopo da fiscalização. O suposto uso de aeronaves em pousos não homologados às margens da BR-040, se confirmado, pode resultar em sanções administrativas graves para os pilotos e operadores, independentemente do mérito político da Caminhada de Nikolas Ferreira.

O Contraponto Político: Pautas Reais versus Sensacionalismo

No documento protocolado, Lindbergh Farias e Rogério Correia não se limitaram aos argumentos técnicos. Eles aproveitaram a oportunidade para traçar um contraste político entre a Caminhada de Nikolas Ferreira e a agenda do governo federal e do Congresso Nacional. Segundo os petistas, enquanto a oposição aposta no que chamam de “sensacionalismo” para chamar a atenção, o Legislativo estaria focado em “pautas reais do povo brasileiro.

Os deputados citaram exemplos como a isenção do Imposto de Renda, o fim da escala 6×1 e a garantia de direitos para trabalhadores de aplicativos como as verdadeiras prioridades do país. essa narrativa busca esvaziar o sentido político da Caminhada de Nikolas Ferreira, pintando-a como uma distração irresponsável frente aos desafios econômicos e sociais que o Brasil enfrenta. É uma disputa de narrativas onde a segurança da BR-040 serve como o campo de batalha imediato, mas o alvo final é a opinião pública.

Repercussão e Expectativas para o Domingo

A aproximação do domingo (25/1), data prevista para a chegada da Caminhada de Nikolas Ferreira a Brasília, eleva a temperatura da disputa. A Praça do Cruzeiro, local escolhido para o ato final, é um ponto simbólico na capital federal. Se a PRF decidir intervir antes disso, restringindo o avanço da comitiva, a narrativa de perseguição política ganhará força entre os apoiadores de Nikolas. Se, por outro lado, a caminhada prosseguir e ocorrer algum acidente ou transtorno grave na rodovia, a responsabilidade recairá sobre os organizadores e sobre a suposta omissão estatal denunciada pelo PT.

Ainda não houve resposta oficial da assessoria do deputado Nikolas Ferreira sobre o pedido de suspensão. O silêncio estratégico pode indicar que a organização da Caminhada de Nikolas Ferreira está avaliando as implicações jurídicas ou ajustando a logística para evitar o bloqueio policial. O fato é que a mobilização deixou de ser apenas um evento partidário para se tornar um caso de polícia e de gestão de infraestrutura federal.

O Papel das Instituições na Crise

Este episódio testa a maturidade institucional da PRF e demais órgãos de controle. A decisão de paralisar ou permitir a continuidade da Caminhada de Nikolas Ferreira deve ser pautada estritamente na legalidade e na análise de risco, despida de paixões ideológicas. No entanto, em um Brasil polarizado, qualquer decisão será inevitavelmente lida sob lentes políticas.

A Caminhada de Nikolas Ferreira expõe a fragilidade da convivência entre grupos políticos antagônicos no espaço público. O uso de instrumentos legais para limitar a ação do adversário — o chamado “lawfare” — tornou-se moeda corrente. O desfecho deste pedido de suspensão criará jurisprudência política para futuras manifestações, seja da direita ou da esquerda, que pretendam utilizar as rodovias federais como palco de protesto.

Enquanto a decisão não sai, a comitiva segue pela BR-040. A segurança dos participantes e dos motoristas que trafegam pela via permanece como a variável mais crítica desta equação. A Caminhada de Nikolas Ferreira, que buscava “acordar o povo brasileiro”, acabou por acordar também o aparato jurídico e fiscalizatório do Estado, resultando em um impasse que definirá os limites da mobilização política nas estradas do país.

Tags: caminhada de Nikolas FerreiraLindbergh Farias Nikolas Ferreiramanifestação Brasília 25 de janeiro.Nikolas Ferreira BR-040PRF suspende caminhadaprotesto Nikolas FerreiraRogério Correiasegurança BR-040

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