quarta-feira, 19 de agosto de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados

CRIs e CRAs high grade já pagam IPCA+ 8% ao ano no mercado secundário

Estresse no crédito privado abre spreads e leva papéis de grandes empresas a taxas superiores às do Tesouro; retorno elevado, porém, vem acompanhado de risco e volatilidade

por Camila Braga
14/05/2026 às 20h49
em Mercados
Cris E Cras High Grade Já Pagam Ipca+ 8% Ao Ano No Mercado Secundário - Gazeta Mercantil

Os certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio emitidos por grandes empresas passaram a oferecer retornos próximos ou superiores a IPCA+ 8% ao ano no mercado secundário em maio de 2026. Em alguns casos, a remuneração já ultrapassa IPCA+ 10%, patamar incomum para papéis associados a emissores considerados de melhor qualidade de crédito.

A reprecificação ocorre depois de uma sequência de episódios de estresse no crédito corporativo brasileiro, acompanhada por resgates em fundos e aumento da aversão a risco. O movimento atingiu não apenas títulos de empresas pressionadas financeiramente, mas também ativos considerados high grade, que tradicionalmente são negociados com prêmios menores.

Em abril, a indústria brasileira de fundos registrou resgates líquidos de R$ 18,1 bilhões, enquanto somente os fundos de renda fixa tiveram saída líquida de R$ 19,3 bilhões, segundo a Anbima. A associação atribuiu parte do movimento à cautela dos investidores com o crédito privado. Em um recorte das oito categorias mais expostas ao segmento, os saques chegaram a R$ 22,3 bilhões no mês.

O resultado é uma combinação que favorece quem tem caixa disponível e capacidade de carregar os títulos até o vencimento, mas penaliza investidores obrigados a vender. Com mais papéis sendo colocados à venda no secundário, seus preços caem. Como preço e taxa caminham em direções opostas na renda fixa, a remuneração oferecida ao comprador aumenta.

CRAs de Klabin, MBRF e M. Dias Branco pagam taxas maiores

Entre os exemplos observados no mercado está um CRA da Klabin com vencimento em 2029. O título, originalmente emitido a IPCA+ 3,5% ao ano, passou a ser negociado próximo de IPCA+ 7,9%.

A diferença é ainda mais acentuada em papéis relacionados à antiga BRF, atualmente integrada à MBRF. CRAs com vencimentos em 2027 e 2030 aparecem no mercado secundário com retornos próximos de IPCA+ 10,6% e IPCA+ 10,2%, respectivamente. Na emissão, as remunerações eram de IPCA+ 5,3% e IPCA+ 5,6%.

Um CRA da M. Dias Branco, dona de marcas como Piraquê, Adria e Bonsabor, com vencimento em 2028, também sofreu forte reprecificação. O papel, originalmente remunerado a IPCA+ 3,8%, está sendo negociado ao redor de IPCA+ 8,5% ao ano.

Esses movimentos não significam necessariamente que o mercado esteja atribuindo risco de inadimplência iminente às companhias. Parte relevante da abertura pode decorrer da dinâmica de fluxo. Quando fundos enfrentam resgates, gestores tendem a vender primeiro ativos com maior liquidez — frequentemente justamente os títulos de melhor qualidade.

Em abril, gestores já identificavam distorções desse tipo no secundário. A avaliação era de que a pressão provocada pelas retiradas havia levado títulos cujos fundamentos não mudaram a negociar com relação risco-retorno mais favorável.

Frigoríficos e saúde chegam a IPCA+ 10%

As taxas também subiram entre frigoríficos. CRAs de Marfrig e Minerva com vencimento em 2028 aparecem com retornos próximos de IPCA+ 10,5% e IPCA+ 10,7% ao ano, respectivamente.

No segmento imobiliário, um CRI da Rede D’Or São Luiz com vencimento em 2036 é negociado perto de IPCA+ 8,3%. Já um CRI ligado à Aliansce Sonae Shoppings, com vencimento em 2028, apresenta remuneração ao redor de IPCA+ 8,7%.

Até mesmo um CRI relacionado à Petrobras (PETR3; PETR4), com vencimento em 2030, aparece próximo de IPCA+ 7,78% ao ano. Apesar de ficar abaixo dos níveis observados em alguns outros emissores, a taxa mostra como a abertura da curva atingiu também ativos associados a companhias de grande porte.

O conjunto dos exemplos ajuda a dimensionar o tamanho da reprecificação. Títulos que nasceram com taxas reais de 3% a 5% ao ano passaram, em determinados casos, a negociar entre 8% e 10% acima da inflação.

A mudança ocorreu sem alteração no fluxo contratual originalmente prometido. O que se modifica é o preço pelo qual o investidor compra o papel no mercado secundário.

Tesouro IPCA+ acima de 7% eleva a régua do crédito privado

Parte da pressão sobre CRIs e CRAs vem da própria curva de juros brasileira. Em 29 de abril, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic para 14,50% ao ano, mantendo ainda assim a taxa básica em nível elevado.

Ao mesmo tempo, títulos públicos indexados à inflação passaram a oferecer taxas reais superiores a 7% ao ano em diferentes vencimentos. Isso aumenta diretamente a remuneração exigida dos emissores privados.

A lógica é econômica: se o investidor consegue obter IPCA mais uma taxa real elevada comprando dívida do Tesouro Nacional, um título corporativo precisa pagar prêmio adicional suficiente para compensar riscos que não existem na mesma intensidade no papel soberano, como inadimplência empresarial, menor liquidez e características específicas da operação.

Esse prêmio é o spread de crédito. Quando cresce, o preço do título privado cai e sua taxa de mercado aumenta. Por isso, um CRA a IPCA+ 8% não deve ser analisado apenas pela taxa absoluta. O investidor precisa comparar o retorno com um título público de prazo semelhante e avaliar quanto está efetivamente recebendo para assumir o risco adicional.

O ambiente inflacionário também mantém a curva pressionada. O IPCA avançou 0,67% em abril, depois de subir 0,88% em março. Em 12 meses, a inflação acumulava 4,39%, segundo o IBGE.

Crises corporativas aceleram saída dos fundos

A abertura dos spreads ganhou intensidade após eventos de crédito envolvendo empresas de diferentes setores. A Raízen entrou em processo de recuperação extrajudicial em março. O próprio RI da companhia registra o início do procedimento em 10 de março de 2026.

No setor de saúde, a Kora Saúde também entrou em recuperação extrajudicial. O pedido foi apresentado no fim de abril e seu processamento foi deferido no início de maio.

O mercado também acompanha a reestruturação financeira do GPA e, nesta semana, recebeu um novo choque com o pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, controlador da Mobly e da Tok&Stok, protocolado em 12 de maio. A sucessão de eventos ampliou a percepção de que problemas de crédito deixaram de estar concentrados em poucos emissores.

Isso não significa que todos os papéis privados devam ser tratados da mesma forma. O efeito mais importante foi aumentar a preferência por liquidez e reduzir a disposição do investidor para carregar risco corporativo sem uma remuneração maior.

Quando cotistas pedem resgate de um fundo aberto, o gestor precisa encontrar recursos para devolver o dinheiro. Se o caixa disponível não for suficiente, ativos precisam ser vendidos. Em um mercado secundário menos líquido do que o de títulos públicos, uma sequência de vendas pode provocar descontos relevantes.

É justamente nesse mecanismo que títulos de boa qualidade também são atingidos. O gestor nem sempre consegue vender primeiro o ativo mais arriscado. Em momentos de estresse, frequentemente vende aquele para o qual existe comprador.

IPCA+ 10% não significa retorno garantido

Para o investidor, as taxas elevadas criam uma tentação evidente. Um título que remunera IPCA+ 10% promete, se mantido até o vencimento e integralmente honrado, ganho real de aproximadamente 10% ao ano acima da inflação.

A condição essencial está na segunda parte da frase: se o fluxo for pago conforme contratado.

CRI e CRA não contam com a garantia do Tesouro Nacional nem devem ser confundidos com produtos bancários cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos. O risco depende do devedor, dos recebíveis que dão lastro à emissão, da estrutura jurídica, das garantias, dos covenants e da capacidade de pagamento ao longo do prazo.

Taxa alta pode representar uma distorção causada por resgates e falta temporária de liquidez. Mas também pode ser o preço que o mercado passou a exigir porque enxerga deterioração concreta no risco de crédito.

Separar esses dois casos é o principal trabalho do investidor nesse momento.

Uma empresa com forte geração de caixa e baixo endividamento pode ter seu título vendido com desconto porque um fundo precisa levantar recursos rapidamente. Nesse caso, a abertura do spread pode produzir uma oportunidade. Em outro emissor, uma taxa semelhante pode refletir necessidade de refinanciamento, perda de liquidez ou aumento efetivo da probabilidade de reestruturação.

Marcação a mercado pode produzir perdas mesmo na renda fixa

Outro risco é a marcação a mercado. O investidor que compra um CRI ou CRA hoje não está protegido de oscilações no valor do ativo antes de seu vencimento.

Se as taxas continuarem subindo, o preço do título poderá cair ainda mais. Quem precisar vendê-lo nesse momento pode realizar prejuízo mesmo que o emissor continue pagando normalmente.

Um exemplo simplificado mostra a mecânica. Imagine um CRI adquirido por R$ 1 mil com remuneração de IPCA+ 4,5%. Se, algum tempo depois, compradores só aceitarem aquele mesmo fluxo exigindo IPCA+ 10%, o preço precisa cair para acomodar o retorno adicional pedido pelo mercado.

O comprador novo entra a um valor inferior e, se o título for honrado até o final, obtém rentabilidade superior. A perda é absorvida pelo investidor que vendeu antecipadamente.

Por isso, a análise de prazo é tão importante quanto a análise de crédito. Para quem pode carregar o título até o vencimento, oscilações intermediárias têm efeito econômico diferente daquele enfrentado por quem pode precisar de liquidez.

Isenção de IR aumenta a atratividade, mas não elimina o risco

CRIs e CRAs mantêm ainda um diferencial tributário importante. Para pessoas físicas, os rendimentos desses instrumentos são classificados pela Receita Federal como isentos e não tributáveis, observadas as regras aplicáveis.

Isso torna uma taxa de IPCA+ 8% especialmente competitiva quando comparada a investimentos tributados. O investidor não deve, porém, transformar a isenção em critério principal de seleção.

A diferença de risco entre duas operações pode ser muito maior do que a economia tributária. Um título com taxa de dois dígitos acima da inflação pode ter uma estrutura de crédito significativamente mais frágil do que outro que remunera menos.

Também é necessário avaliar concentração. CRIs e CRAs individuais podem representar exposição direta a um único grupo econômico ou conjunto restrito de devedores. Uma carteira excessivamente concentrada transforma um problema específico de crédito em perda relevante para o patrimônio.

A abertura dos spreads em maio de 2026 criou uma situação que o mercado não via com a mesma intensidade havia algum tempo: investidores passaram a encontrar taxas reais muito elevadas até entre papéis de companhias consideradas high grade.

Para quem dispõe de liquidez, horizonte longo e capacidade de analisar o risco de cada estrutura, a reprecificação pode oferecer pontos de entrada mais interessantes. Para quem olha apenas a taxa exibida na plataforma, o mesmo cenário pode esconder exatamente o risco que fez aquele retorno chegar a IPCA+ 8%, IPCA+ 10% ou mais.

Fontes:

ANBIMA — dados de captação e resgates da indústria de fundos referentes a abril de 2026

Banco Central do Brasil — decisão do Copom e taxa Selic vigente em maio de 2026

IBGE — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo referente a abril de 2026

Receita Federal — tratamento tributário dos rendimentos de CRI e CRA para pessoas físicas

Raízen — informações oficiais sobre o processo de recuperação extrajudicial

Kora Saúde — fatos relevantes sobre o processo de recuperação extrajudicial

Tags: Aliansce SonaeAnbimaBRFCRAcrédito privadoCRIhigh gradeIPCAKlabinM. Dias BrancoMarfrigMBRFmercado secundáriomercadosMinervaPETR3PETR4PetrobrasRede D’Orrenda fixaTesouro Direto

LEIA MAIS

Dólar Hoje Fecha A R$ 5,22 Com Tensão No Oriente Médio E Ata Do Fed No Radar - Gazeta Mercantil - Dólar
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 5,22 com tensão no Oriente Médio e ata do Fed no radar

O dólar hoje fechou esta terça-feira (18) em alta de 0,40%, cotado a R$ 5,2216, em uma sessão marcada pela cautela dos investidores com o agravamento das tensões...

Leia MaisDetails
Ibovespa Hoje - B3 - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa hoje cai pela 11ª sessão seguida e fecha aos 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,22

O Ibovespa hoje fechou esta terça-feira (18) em queda de 0,27%, aos 166.334,86 pontos, completando a 11ª sessão consecutiva no campo negativo. A Bolsa brasileira chegou a ensaiar...

Leia MaisDetails
Fidcs - Gazeta Mercantil
Mercados

FIDCs já respondem por 37% das operações do mercado de capitais em 2026

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) deixaram de ocupar uma posição periférica no mercado financeiro brasileiro. No primeiro semestre de 2026, esses veículos movimentaram R$ 53,1...

Leia MaisDetails
Brasil Pode Ter Deflação Em Agosto; Entenda Por Que Inflação Ainda Deve Fechar 2026 Em 5,02% - Gazeta Mercantil - Dólar
Economia

Brasil pode ter deflação em agosto; entenda por que inflação ainda deve fechar 2026 em 5,02%

O Brasil pode registrar deflação em agosto de 2026, com queda média dos preços ao consumidor pela primeira vez em um ano. O movimento, porém, não significa que...

Leia MaisDetails
Grupo Mateus Corta 6,6 Mil Funcionários Em Demissão Em Massa
Mercados

Grupo Mateus (GMAT3): XP rebaixa ação e corta projeção de lucro em até 33%

A XP Investimentos rebaixou a recomendação para as ações do Grupo Mateus (GMAT3) de compra para neutra e reduziu o preço-alvo para R$ 5 por ação no fim...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

01:21:59
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DOLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado

Veja Também

Crise Na Propaganda Eleitoral: Dança Das Cadeiras Atinge Marqueteiros Políticos Em 2026 - Gazeta Mercantil
Política

Crise na propaganda eleitoral: dança das cadeiras atinge marqueteiros políticos em 2026

Leia MaisDetails
Risco-País Da Argentina Volta Aos 511 Pontos E Mercado Aumenta Cautela Com Milei - Gazeta Mercantil - Dólar
Economia

Risco-país da Argentina volta aos 511 pontos e mercado aumenta cautela com Milei

Leia MaisDetails
3 Funções Do Celular Que Você Deve Desligar Quando Não Estiver Usando - Gazeta Mercantil - Dólar
Tecnologia

3 funções do celular que você deve desligar quando não estiver usando

Leia MaisDetails
Renan Santos - Gazeta Mercantil
Política

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que CLT ‘já era’

Leia MaisDetails
Valuation: O Que É, Como Calcular E Quais Métodos Definem O Valor De Uma Empresa - Gazeta Mercantil
Negócios

Valuation: o que é, como calcular e quais métodos definem o valor de uma empresa

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Crise na propaganda eleitoral: dança das cadeiras atinge marqueteiros políticos em 2026

Risco-país da Argentina volta aos 511 pontos e mercado aumenta cautela com Milei

3 funções do celular que você deve desligar quando não estiver usando

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que CLT ‘já era’

Valuation: o que é, como calcular e quais métodos definem o valor de uma empresa

Dólar hoje fecha a R$ 5,22 com tensão no Oriente Médio e ata do Fed no radar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP