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Desemprego no Brasil cai para 5,6% e atinge menor índice histórico em 2025

por Daniel Wicker - Repórter
20/02/2026 às 13h09 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h08
em Economia, Destaque, Notícias, Trabalho
Carteira De Trabalho Digital - Gazeta Mercantil

Desemprego recua para 5,6% e alcança menor índice histórico em 2025, aponta IBGE

O Brasil registrou em 2025 o menor índice histórico de desemprego, com taxa média anual de 5,6%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20). O resultado representa uma queda significativa em relação a 2024, quando a taxa média foi de 6,6%, e consolida uma tendência de recuperação do mercado de trabalho observada ao longo do ano.

O desempenho do mercado de trabalho brasileiro revela avanços na geração de empregos formais, redução da subutilização da força de trabalho e estabilidade na renda média do trabalhador, mesmo diante de desafios econômicos e conjunturais enfrentados pelo país. A PNAD Contínua, pesquisa que monitora o emprego e o rendimento no Brasil desde 2012, registra agora um novo piso histórico para o indicador anual de desemprego.

Queda do desemprego no último trimestre de 2025

No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação ficou em 5,1%, uma redução de 0,5 ponto percentual em comparação ao trimestre anterior (5,6%) e 1,1 ponto em relação ao mesmo período de 2024 (6,2%). Essa retração trimestral reflete tanto a criação de vagas formais quanto ajustes sazonais no mercado de trabalho, incluindo atividades de serviços, indústria e comércio.

Especialistas em economia destacam que a manutenção de taxas de desemprego historicamente baixas depende de políticas públicas consistentes, expansão econômica sustentável e investimentos em capacitação profissional. O cenário sugere que, mesmo em períodos de incerteza econômica, o mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de resiliência, apoiado por setores estratégicos e pelo aumento da produtividade.

Distribuição regional do desemprego

Apesar da queda nacional, as disparidades regionais permanecem significativas. As maiores taxas anuais de desemprego em 2025 foram registradas no Piauí (9,3%), Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Amazonas (8,4%). Já os estados com menor índice de desocupação foram Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). Em 20 unidades federativas e no Distrito Federal, a taxa anual de desemprego atingiu o menor patamar desde o início da série histórica da PNAD Contínua.

A análise regional evidencia a necessidade de políticas de emprego direcionadas a regiões com maior vulnerabilidade econômica, especialmente estados do Nordeste e Norte, onde a informalidade e o subemprego permanecem elevados. Economistas apontam que a redução das desigualdades regionais é um fator crucial para sustentar a queda do desemprego em nível nacional.

Informalidade e subutilização da força de trabalho

O IBGE informou que a taxa anual de subutilização da força de trabalho ficou em 14,5% em 2025. Entre os estados, o Piauí registrou o maior percentual (31,0%), seguido por Bahia e Alagoas (26,8% cada). Os menores índices foram observados em Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%).

Paralelamente, a informalidade atingiu 38,1% da população ocupada no país, concentrando-se principalmente em Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). As menores taxas de informalidade foram registradas em Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%). O cenário reforça que, apesar da queda do desemprego, a qualidade dos empregos e a formalização permanecem desafios importantes para o desenvolvimento econômico sustentável.

Rendimento médio e distribuição salarial

O rendimento médio do trabalhador brasileiro, já descontada a inflação, ficou em R$ 3.560 mensais em 2025. O Distrito Federal liderou com R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Na outra ponta, Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394) apresentaram as menores médias salariais.

Os dados indicam que, embora o desemprego esteja em níveis historicamente baixos, persistem desigualdades salariais significativas entre regiões, refletindo diferenças estruturais na economia, nível de industrialização e oportunidades de trabalho qualificado. A manutenção da estabilidade do mercado de trabalho exige atenção à remuneração e condições de trabalho, garantindo que a queda do desemprego seja acompanhada por melhora na qualidade do emprego.

Participação no mercado de trabalho

Em 2025, a parcela de brasileiros com 14 anos ou mais que estavam trabalhando atingiu 59,1%. Entre os estados com maior participação, destacam-se Mato Grosso (66,7%), Santa Catarina (66,2%) e Mato Grosso do Sul (64,4%). Alagoas (47,5%), Ceará (47,8%) e Rio Grande do Norte (47,9%) registraram os menores percentuais.

O aumento da população economicamente ativa e a expansão do emprego formal contribuíram para a queda do desemprego, mas a diferença entre regiões reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à inclusão produtiva e à redução das desigualdades. Programas de capacitação e incentivo a setores estratégicos podem ampliar a participação da população no mercado formal, fortalecendo o crescimento econômico sustentável.

Análise setorial e tendências de emprego

Setores como serviços, comércio e indústria têm impulsionado a criação de empregos, enquanto áreas de tecnologia e saúde apresentam crescimento acelerado, oferecendo oportunidades de trabalho mais qualificadas. A PNAD Contínua mostra que, mesmo com taxas baixas de desemprego, há necessidade de investimentos em educação profissional e treinamento para atender à demanda por mão de obra especializada.

Especialistas indicam que a automação, inovação tecnológica e a digitalização de processos exigem políticas de requalificação de trabalhadores, garantindo que a redução do desemprego não se traduza em crescimento de subemprego ou informalidade.

Perspectivas para 2026

O mercado de trabalho brasileiro entra em 2026 com indicadores positivos, mas ainda sob desafios estruturais. A expectativa é de manutenção da taxa de desemprego em níveis historicamente baixos, desde que haja continuidade de políticas econômicas, estímulo à formalização, expansão do crédito e programas de qualificação profissional.

A queda do desemprego em 2025 reforça que, apesar das adversidades, o Brasil consegue criar um ambiente propício para a geração de empregos, crescimento econômico e inclusão social. No entanto, a atenção às regiões com maior vulnerabilidade e à qualidade dos empregos continua sendo fundamental.

Considerações sobre a PNAD Contínua

A PNAD Contínua é a principal pesquisa do IBGE sobre o mercado de trabalho e permite acompanhar, de forma detalhada e contínua, a evolução do emprego e do rendimento no país. Seus dados são utilizados por governos, empresas e economistas para orientar políticas públicas e decisões estratégicas, tornando-se referência para análise do desemprego e da economia brasileira.

A confiabilidade da pesquisa, aliada à profundidade das informações regionais e setoriais, contribui para a compreensão completa do cenário do trabalho, permitindo identificar oportunidades de investimento e áreas de intervenção para reduzir desigualdades.

Impacto econômico e social

A redução da taxa de desemprego tem efeitos diretos sobre a economia, aumentando consumo, arrecadação de impostos e estabilidade social. Trabalhadores com emprego formal contribuem para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e fortalecem a rede de proteção social.

Apesar disso, a elevada informalidade e a disparidade regional em renda e participação no mercado de trabalho indicam que o desafio não é apenas gerar empregos, mas também criar condições para que esses empregos sejam de qualidade, remunerados adequadamente e sustentáveis no longo prazo.

Tags: Brasil 2025DesempregoEconomiaestatísticas de empregoIBGEinformalidademercado de trabalhoparticipação econômicaPnad Contínuarendimento médiosubutilização da força de trabalhotrabalho

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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