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Desenrola 2.0: Governo prepara nova fase com juros de 1,99% e uso do FGTS

por Maria Helena Costa - Repórter de Economia
23/04/2026 às 10h05 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h18
em Economia, Destaque, Notícias
Desenrola 2.0: Governo Prepara Nova Fase Com Juros De 1,99% E Uso Do Fgts - Gazeta Mercantil

O Tabuleiro do Crédito: A Engenharia do Desenrola 2.0 e o Plano para Desafogar o Consumo Brasileiro

O Palácio do Planalto, sob a batuta da equipe econômica, finaliza os últimos ajustes para a implementação daquela que é considerada a principal cartada para o reaquecimento do mercado consumidor interno em 2026: o desenrola 2.0. A nova fase do programa de renegociação de dívidas surge em um momento em que a macroeconomia nacional exibe sinais ambíguos; enquanto o desemprego atua em patamares estáveis, o custo do capital e o estoque de dívidas das famílias alcançam níveis alarmantes. Dados recentes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que a taxa de endividamento dos lares atingiu 80,4% em março, a máxima da série histórica, o que coloca o desenrola 2.0 como um mecanismo de sobrevivência para a manutenção da solvência do sistema financeiro.

A proposta do desenrola 2.0, já estruturada tecnicamente pelo Ministério da Fazenda, aguarda apenas a chancela final da Presidência da República. A urgência na execução do desenrola 2.0 é justificada pela necessidade de reverter a compressão da renda disponível das famílias, que se veem estranguladas por juros nominais elevados no rotativo do cartão de crédito e no cheque especial. Diferente de sua versão embrionária, o desenrola 2.0 foi desenhado com um arcabouço mais robusto, visando não apenas o saneamento de CPFs negativados, mas a consolidação de uma política pública de médio prazo para o controle do superendividamento.

A Unificação de Débitos como Pilar do Desenrola 2.0

Uma das inovações mais contundentes do desenrola 2.0 reside na capacidade de consolidação de dívidas. No sistema financeiro atual, o devedor pulveriza seus débitos entre diversas instituições e tipos de crédito, o que dificulta o gerenciamento do fluxo de caixa doméstico e potencializa a incidência de juros compostos em cascata. O desenrola 2.0 permitirá que o cidadão reúna dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais em um contrato único.

Esta centralização no desenrola 2.0 é acompanhada por uma proposta de limitação da taxa de juros a 1,99% ao mês. Se compararmos com as taxas do rotativo, que historicamente flutuam acima de 400% ao ano, o desenrola 2.0 atua como uma operação de “troca de dívida cara por dívida barata”. Ao migrar o passivo para uma linha com juros limitados e prazos mais extensos, o desenrola 2.0 reduz o comprometimento mensal da renda, liberando margem para o consumo de bens e serviços, o que indiretamente beneficia o PIB e a arrecadação tributária.

O Uso Estratégico do FGTS no Desenrola 2.0

O debate sobre a liquidez do trabalhador ganhou novos contornos com a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dentro do desenrola 2.0. A proposta em análise prevê a liberação de até 20% do saldo das contas vinculadas para a quitação de débitos dentro do programa. Para o governo, o uso do FGTS no desenrola 2.0 representa a injeção de recursos próprios do cidadão para sanar distorções causadas por juros de mercado, evitando a dependência exclusiva de subsídios diretos do Tesouro.

No contexto do desenrola 2.0, o trabalhador poderá utilizar esse saldo para abater o valor total renegociado, diminuir o número de parcelas ou até quitar a dívida à vista, aproveitando os descontos que podem chegar a 90% para dívidas mais antigas. A engenharia financeira do desenrola 2.0 busca transformar um ativo de baixa rentabilidade — o FGTS — em um redutor de um passivo de altíssimo custo. Contudo, críticos e analistas de mercado alertam que o sucesso dessa medida no desenrola 2.0 depende da manutenção da empregabilidade, para que o fundo não seja desidratado em um cenário de futura recessão.

Público-Alvo e a Faixa de Renda do Desenrola 2.0

O desenrola 2.0 foca sua mira na classe média baixa e nos trabalhadores que compõem a base da pirâmide de consumo. O programa será destinado a brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, o que hoje representa cerca de R$ 8.105. Este recorte é estratégico: é nesta faixa onde reside a maior massa salarial do país e, simultaneamente, onde a falta de acesso a linhas de crédito com taxas de juros civilizadas é mais sentida.

Ao delimitar este público, o desenrola 2.0 tenta estancar a inadimplência de um setor que é o motor do comércio varejista. A participação de bancos públicos e privados será compulsória para a eficácia do desenrola 2.0, uma vez que os descontos expressivos dependem da anuência dos credores. As instituições financeiras, por sua vez, veem no desenrola 2.0 uma oportunidade de limpar seus balanços de Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), recuperando capital que, de outra forma, seria considerado perdido.

Apostas Online: O Novo Desafio Regulatório no Desenrola 2.0

Um elemento inédito que entra no radar do desenrola 2.0 é o impacto das apostas digitais, as chamadas “bets”, no endividamento familiar. O governo identificou que uma parcela significativa da inadimplência atual está atrelada ao uso impulsivo de plataformas de apostas. Por isso, o desenrola 2.0 estuda a implementação de restrições para os participantes do programa, como o bloqueio temporário de acesso a essas plataformas.

A intenção do desenrola 2.0 com esse mecanismo é garantir que o alívio financeiro proporcionado pela renegociação não seja drenado para novos ciclos de perda de patrimônio. Essa abordagem paternalista do desenrola 2.0 levanta discussões sobre as liberdades individuais, mas a equipe econômica defende que o caráter público do programa exige contrapartidas de responsabilidade financeira. O controle de publicidade e marketing agressivo dessas plataformas também deve ser atrelado às diretrizes do desenrola 2.0 para evitar o reendividamento.

Desafios de Comunicação e Operacionalidade do Desenrola 2.0

Historicamente, programas de grande envergadura como o desenrola 2.0 enfrentam obstáculos na ponta final: o acesso do cidadão à informação. Para que o desenrola 2.0 não sofra com a baixa adesão, o governo prepara uma ofensiva de comunicação multiplataforma. A clareza nas regras de unificação e a facilidade de acesso via plataformas digitais unificadas, como o portal gov.br, são essenciais para o sucesso do desenrola 2.0.

A parceria com os bancos será o nervo exposto do desenrola 2.0. Sem uma interface amigável e processos automatizados, o devedor pode desistir da renegociação. A Gazeta Mercantil apurou que o governo pretende lançar um aplicativo dedicado ao desenrola 2.0, centralizando as ofertas de credores e permitindo a simulação em tempo real de parcelas e descontos. A eficácia operacional será o fiel da balança para que o desenrola 2.0 atinja a meta de beneficiar milhões de brasileiros negativados.

Limitações Estruturais e a Educação Financeira no Desenrola 2.0

Apesar do otimismo, especialistas em mercado financeiro pontuam que o desenrola 2.0 é um tratamento paliativo para um problema estrutural. O endividamento recorde é fruto de uma combinação de juros reais elevados e uma crônica falta de educação financeira. O desenrola 2.0 atua no estoque da dívida, mas não necessariamente altera o fluxo de novos endividamentos se não houver medidas complementares de conscientização.

O programa desenrola 2.0 deve incluir módulos ou incentivos para que o participante realize cursos de gestão de finanças pessoais. Sem essa mudança cultural, o desenrola 2.0 corre o risco de ser um evento cíclico, onde o cidadão limpa o nome hoje para voltar à inadimplência em poucos meses. O desafio do desenrola 2.0 é, portanto, criar uma ponte para um consumo mais consciente, onde o crédito seja ferramenta de crescimento, e não de aprisionamento financeiro.

Perspectivas para o Mercado de Crédito com o Desenrola 2.0

A implementação do desenrola 2.0 deve alterar a curva de risco do mercado de crédito brasileiro. Com a redução da inadimplência via desenrola 2.0, espera-se que o spread bancário sofra uma pressão descendente, beneficiando inclusive aqueles que não estão endividados. Um sistema financeiro com menor nível de atrasos, propiciado pelo desenrola 2.0, é um sistema mais eficiente e barato para todos os agentes econômicos.

O sucesso do desenrola 2.0 também será medido pela percepção popular e pelo impacto nos índices de confiança do consumidor (ICC). Se o desenrola 2.0 conseguir retirar o peso das dívidas de curto prazo, a propensão ao consumo de bens duráveis pode retornar, aquecendo setores como a indústria automotiva e de eletrodomésticos. O desenrola 2.0 não é apenas uma medida social; é uma engrenagem de política macroeconômica focada na retomada da demanda agregada.

O Cenário Macroeconômico Pós-Desenrola 2.0

O governo federal aposta que o desenrola 2.0 será o divisor de águas para as estatísticas de crédito no segundo semestre de 2026. A consolidação dos dados de adesão ao desenrola 2.0 permitirá ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda recalibrar as projeções de crescimento do PIB. Se o desenrola 2.0 atingir os índices de desconto previstos, o alívio no balanço das famílias poderá representar uma injeção indireta de bilhões de reais na economia real.

A vigilância sobre o custo do crédito continuará sendo o maior desafio após a conclusão do desenrola 2.0. Enquanto os juros estruturais do país permanecerem elevados, programas como o desenrola 2.0 serão necessários. A Gazeta Mercantil continuará acompanhando os desdobramentos técnicos e operacionais do desenrola 2.0, fornecendo análises precisas sobre como esta política impactará os portfólios de bancos e a vida financeira de milhões de brasileiros.

Vigilância e Monitoramento do Programa Governamental

A fiscalização sobre a aplicação das regras do desenrola 2.0 será rigorosa. Órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e o próprio Banco Central atuarão para garantir que as instituições financeiras cumpram os tetos de juros e os descontos acordados no âmbito do desenrola 2.0. A transparência na divulgação dos resultados do desenrola 2.0 será fundamental para manter a credibilidade da iniciativa perante o mercado financeiro e a opinião pública.

O desenrola 2.0 representa, em última análise, um pacto entre governo, setor bancário e sociedade civil para enfrentar a maior crise de endividamento da história recente do país. O êxito do desenrola 2.0 depende da execução técnica impecável e de uma conjuntura econômica que permita ao cidadão honrar seus novos compromissos. Com as diretrizes estabelecidas e os descontos no horizonte, o desenrola 2.0 posiciona-se como o eixo central da agenda de recuperação econômica de 2026.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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