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Dieese estima 2,2 milhões de empregos a menos em cenário de ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro

Simulação aponta impacto negativo de 1,55% no PIB de 2027, redução de R$ 68,7 bilhões na massa salarial e perda de R$ 46,8 bilhões em arrecadação; campanha promete preservar benefícios sociais.

por Antônio Lima
22/10/2026 às 15h08
em Economia
Carteira De Trabalho - Gazeta Mercantil

O ajuste fiscal de aproximadamente R$ 200 bilhões defendido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) poderá provocar um impacto negativo equivalente a 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2027 e reduzir o nível de emprego em cerca de 2,2 milhões de postos de trabalho em relação a um cenário sem os cortes. A estimativa integra uma simulação econômica divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que examinou os possíveis efeitos da redução de despesas públicas sobre a atividade econômica, o mercado de trabalho e a arrecadação federal. O levantamento também aponta uma diminuição potencial de R$ 68,7 bilhões na massa salarial e de R$ 46,8 bilhões na receita tributária.

As projeções foram elaboradas a partir de hipóteses sobre a execução do ajuste, uma vez que a campanha de Flávio Bolsonaro ainda não apresentou uma distribuição detalhada dos cortes entre as diferentes despesas federais. Para construir o exercício, o Dieese considerou uma trajetória de contenção das despesas primárias, com uma composição hipotética que inclui transferências de renda, gastos com pessoal e outras despesas governamentais. Os resultados representam estimativas condicionadas a essas hipóteses e não permitem afirmar que as perdas ocorrerão necessariamente caso o candidato vença a eleição.

A avaliação foi divulgada a três dias do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25), e amplia o debate sobre os efeitos econômicos da consolidação fiscal pretendida pelo candidato do PL. Flávio defende a redução da estrutura administrativa federal, a revisão das regras de controle de despesas e a utilização de ativos públicos para reorganizar as contas da União. Sua equipe econômica sustenta que o objetivo é estabilizar a dívida pública, recuperar a confiança dos investidores e criar condições para reduzir juros e impostos sem comprometer programas sociais.

O estudo introduz uma questão decisiva nessa discussão: uma política de redução de despesas pode melhorar determinados indicadores fiscais, mas também diminuir a demanda por produtos e serviços, afetando a produção e a arrecadação. A intensidade desses efeitos depende de quais gastos serão atingidos, da velocidade de implementação e da resposta de consumidores, empresas e mercados financeiros. Sem a definição das medidas concretas, o resultado de qualquer simulação permanece sujeito a diferentes cenários.

Ajuste de R$ 194 bilhões considera cortes e meta fiscal de 2027

O ponto de partida do exercício é a promessa de realizar um ajuste equivalente a aproximadamente 1,5% do PIB, percentual anunciado em agosto pela coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques. Na ocasião, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal apresentou a redução de gastos como um dos eixos de uma estratégia que também contempla mudanças nas regras fiscais e na gestão dos ativos da União. O valor aproximado de R$ 190 bilhões foi utilizado como referência pública para a dimensão do esforço pretendido.

O Dieese calculou a necessidade de reduzir despesas em R$ 175,4 bilhões, considerando o período acumulado de 18 meses adotado em sua simulação. Ao acrescentar R$ 18,6 bilhões referentes à previsão de superávit primário cheio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, o levantamento chega a um esforço fiscal de aproximadamente R$ 194 bilhões. A soma permite dimensionar o cenário examinado, mas não corresponde a uma lista de cortes individualizados formalmente apresentada pela campanha.

O Ministério do Planejamento e Orçamento confirma que o projeto orçamentário de 2027 prevê superávit primário de R$ 18,6 bilhões antes das exclusões autorizadas pela legislação fiscal. O mesmo documento apresenta resultado ajustado de R$ 83,4 bilhões para fins de verificação da meta, cujo centro está fixado em R$ 73,2 bilhões, equivalentes a 0,5% do PIB. A diferença entre essas medidas é relevante porque o saldo primário depende das regras utilizadas para contabilizar receitas e despesas.

A dimensão do ajuste também pode ser comparada à estrutura do orçamento federal. O PLOA estabelece limite de R$ 2,576 trilhões para as despesas primárias sujeitas ao regime fiscal, enquanto os gastos obrigatórios representam aproximadamente 91,7% desse conjunto. A proporção mostra que uma parcela relativamente pequena das despesas pode ser alterada livremente durante a execução orçamentária, o que aumenta a importância de reformas legais quando se pretende produzir economias de grande magnitude.

O montante de R$ 194 bilhões equivale a aproximadamente 7,5% do limite de despesas primárias de R$ 2,576 trilhões previsto para 2027. A comparação não significa que esse percentual seria necessariamente retirado de maneira uniforme do orçamento anual, pois o exercício do Dieese considera um horizonte próprio de 18 meses. Ainda assim, demonstra a relevância da meta em relação à capacidade de gasto do governo federal.

Transferências de renda concentram maior impacto na simulação

Como não existe uma relação definitiva das despesas que seriam reduzidas, o Dieese construiu uma composição hipotética do ajuste. Nesse exercício, 51% dos cortes foram atribuídos a transferências de renda, categoria que inclui benefícios previdenciários, abono salarial, seguro-desemprego e Benefício de Prestação Continuada (BPC). Outros 17% foram associados a despesas com pessoal e 32% às demais despesas públicas.

Se essas proporções forem aplicadas ao montante de R$ 175,4 bilhões utilizado como referência para a redução de despesas, as transferências responderiam por aproximadamente R$ 89,5 bilhões, os gastos com pessoal por R$ 29,8 bilhões e as demais despesas por R$ 56,1 bilhões. Trata-se de uma decomposição matemática das hipóteses do estudo, não de valores anunciados pelo candidato para cortes em cada área. A distinção impede atribuir ao programa eleitoral medidas que não foram explicitamente apresentadas.

O peso das transferências de renda no resultado decorre dos efeitos que esses pagamentos exercem sobre o consumo. Benefícios previdenciários e assistenciais compõem o orçamento de milhões de famílias e financiam despesas recorrentes, como alimentação, medicamentos, energia e transporte. Uma redução dessas transferências pode afetar diretamente o comércio e os serviços, propagando seus efeitos por diferentes atividades econômicas.

O exercício considera coeficientes de multiplicação fiscal associados às modalidades de gasto. Para as transferências de renda, utiliza um multiplicador de 2,68, indicando que uma variação de R$ 1 nessa categoria poderia produzir efeito de R$ 2,68 na atividade econômica dentro das condições do modelo. Para as despesas com pessoal, o coeficiente utilizado é de 0,74, evidenciando que os impactos estimados variam conforme a destinação dos recursos.

A diferença entre os multiplicadores ajuda a explicar por que as transferências responderiam por aproximadamente 79% da perda total de atividade estimada pelo levantamento, apesar de representarem 51% da distribuição hipotética dos cortes. A contração econômica calculada chega a R$ 203,1 bilhões, valor que reflete efeitos diretos e indiretos sobre a produção. O resultado não deve ser confundido com o volume de despesas reduzidas nem com uma perda contábil imediata de recursos do Tesouro.

Cenários para 2027 vão de crescimento de 0,91% à recessão

O Dieese apresentou diferentes possibilidades para a evolução do PIB, utilizando projeções de crescimento que servem como referência antes da aplicação do impacto fiscal simulado. Em um cenário mais favorável, com expansão inicial de 2,46%, a redução de 1,55 ponto percentual levaria o crescimento econômico a aproximadamente 0,91% em 2027. A economia continuaria avançando, mas em ritmo inferior ao considerado na trajetória sem o ajuste.

No cenário mais adverso, o instituto utilizou crescimento de referência de 1,4%, associado à expectativa do mercado considerada no exercício. Com a aplicação do mesmo impacto negativo de 1,55 ponto percentual, o resultado passaria para uma contração de 0,15%. A hipótese representaria uma recessão anual de pequena magnitude, mas suficiente para produzir efeitos relevantes sobre a criação de vagas e a renda disponível.

Esses resultados dependem das estimativas adotadas como ponto de partida. Em setembro, por exemplo, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda revisou sua projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2027 de 2,5% para 2,3%. Aplicar mecanicamente um choque de 1,55 ponto percentual a essa projeção produziria crescimento de 0,75%, mas esse cálculo isolado não constitui uma nova previsão oficial nem substitui a simulação completa do Dieese.

A diferença entre os cenários evidencia a sensibilidade dos resultados às condições econômicas existentes antes de qualquer ajuste. Uma economia em expansão mais acelerada pode absorver parte do efeito contracionista sem registrar queda anual do PIB. Já um ambiente de crescimento reduzido aumenta o risco de que uma política fiscal restritiva produza estagnação ou retração.

A metodologia também não incorpora integralmente possíveis respostas da política monetária, do investimento privado e das expectativas financeiras. A redução de despesas pode, em determinadas circunstâncias, diminuir a percepção de risco fiscal e contribuir para condições de financiamento mais favoráveis. Entretanto, a velocidade e a intensidade dessa resposta são incertas, especialmente quando os juros permanecem elevados e a atividade econômica já apresenta sinais de desaceleração.

Mercado de trabalho pode perder vagas e deixar de absorver novos trabalhadores

O impacto sobre o emprego constitui um dos resultados mais relevantes da simulação. O número de 2,2 milhões de postos de trabalho representa a dimensão potencial da perda de ocupações associada à retração da atividade no modelo utilizado, em comparação com a trajetória de referência. Não deve ser interpretado automaticamente como a previsão de 2,2 milhões de demissões formais registradas em um único ano.

No cenário de crescimento de 0,91%, a simulação aponta a criação de aproximadamente 1,14 milhão de postos de trabalho durante 2027. O número ficaria abaixo dos 1,33 milhão de oportunidades que o instituto considera necessárias anualmente para acompanhar a expansão da população economicamente ativa. A diferença de cerca de 190 mil vagas indica que o desemprego poderia aumentar mesmo com a economia apresentando crescimento positivo.

A situação seria mais desfavorável no cenário de recessão de 0,15%. Nesse caso, o levantamento prevê uma redução líquida de aproximadamente 271 mil postos de trabalho, além de um déficit superior a 1,5 milhão de oportunidades em relação às necessidades estimadas do mercado de trabalho. A taxa de desocupação poderia alcançar uma faixa entre 6,5% e 7%, dependendo das condições de atividade e participação da população na força de trabalho.

O estudo também considera a possibilidade de o número de desempregados subir de aproximadamente 5,8 milhões para 7,4 milhões. A diferença corresponde a 1,6 milhão de pessoas, ou aumento próximo de 27,6% em relação à base utilizada. Essa estimativa incorpora hipóteses sobre crescimento da força de trabalho e disponibilidade de vagas, razão pela qual não equivale à quantidade de demissões projetadas.

A redução da massa salarial em R$ 68,7 bilhões constitui outro efeito econômico estimado. Quando a renda do trabalho diminui, famílias tendem a rever despesas de consumo e compromissos financeiros, especialmente em segmentos com menor capacidade de poupança. O impacto pode atingir atividades de comércio e serviços que dependem diretamente da circulação de renda doméstica.

Perda de arrecadação pode reduzir parte da economia fiscal

A simulação também aponta uma possível redução de R$ 46,8 bilhões na arrecadação tributária de 2027, associada à menor produção, à desaceleração do consumo e à diminuição da renda. O resultado revela um mecanismo importante da política fiscal: a economia obtida com a redução de despesas pode ser parcialmente compensada pela perda de receitas decorrente da própria contração econômica. O saldo depende do tamanho desses efeitos e de sua distribuição ao longo do tempo.

Uma comparação direta dos números divulgados oferece outra dimensão do problema. A perda tributária de R$ 46,8 bilhões equivale a aproximadamente 26,7% dos R$ 175,4 bilhões utilizados como referência para os cortes de despesas e a 24,1% do esforço fiscal total de R$ 194 bilhões. Esses percentuais decorrem de cálculos diretos e exigem atenção ao período e à base de comparação de cada indicador.

A diferença mostra por que não é adequado tratar toda redução bruta de gastos como melhora líquida equivalente no resultado primário. Uma parte do efeito pode ser neutralizada pela queda da arrecadação, enquanto outros componentes fiscais podem responder de maneira distinta. Também é necessário distinguir economias permanentes de receitas extraordinárias, como aquelas obtidas com venda de ativos ou antecipação de recebíveis.

Segundo o Dieese, o saldo primário decorrente do ajuste seria insuficiente para estabilizar a dívida pública nas condições consideradas. A entidade estima resultado de aproximadamente R$ 88,7 bilhões, correspondente a 0,7% do PIB, ainda distante do patamar necessário para interromper a elevação da relação entre dívida e atividade econômica. Esse cálculo representa uma simulação, não uma projeção oficialmente assumida pela equipe de Flávio.

O diagnóstico pode ser comparado com o trabalho da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal. Em relatório de junho de 2026, a IFI estimou que seria necessário um superávit primário anual de aproximadamente 2,1% do PIB para estabilizar a dívida bruta no nível registrado ao final de 2025, considerando crescimento real médio de 2,3% e juros reais de 5% ao ano. A referência reforça que a sustentabilidade do endividamento depende simultaneamente do resultado fiscal, das taxas de juros e da expansão da economia.

O estudo da IFI também projeta, em seu cenário-base, crescimento da dívida bruta de 82,5% do PIB em 2026 para 86,4% em 2027. A instituição ressalta que a estabilização exigirá medidas capazes de alterar de forma duradoura a trajetória das receitas e despesas. Os parâmetros utilizados pela IFI não são idênticos aos do Dieese, de modo que os resultados devem ser comparados como avaliações distintas do desafio fiscal brasileiro.

Campanha promete cortar ministérios e preservar programas sociais

A proposta econômica de Flávio Bolsonaro apresenta uma abordagem diferente daquela utilizada na simulação sindical. O programa registrado no TSE, intitulado Para o Brasil Vencer o Atraso — Diretrizes do Plano de Governo 2027–2030, defende a redução da estrutura administrativa, a diminuição de cargos comissionados e a revisão das regras fiscais. Entre as medidas expressamente previstas está o corte de pelo menos dez ministérios, além da adoção de instrumentos de controle de despesas e de reorganização da gestão pública.

O documento também propõe uma nova estratégia para estabilizar e reduzir a relação entre dívida pública e PIB. A campanha associa essa mudança à possibilidade de diminuir juros, conter a inflação e reduzir a carga tributária ao longo do mandato. O plano, entretanto, não apresenta uma tabela que detalhe quanto cada medida economizaria nem estabelece a distribuição dos R$ 190 bilhões mencionados pela equipe econômica.

Durante entrevista realizada em outubro, Flávio afirmou que pretende executar um ajuste próximo de R$ 200 bilhões sem reduzir benefícios sociais. A declaração contrasta com uma das premissas utilizadas pelo Dieese, que atribui 51% da redução hipotética às transferências de renda. A divergência não invalida automaticamente o exercício, mas limita sua utilização como previsão direta das medidas que seriam efetivamente adotadas pelo candidato.

A equipe econômica também defende alternativas de obtenção de recursos por meio de ativos públicos. Daniella Marques mencionou propostas como securitização de créditos da dívida ativa, exploração econômica de imóveis pertencentes à União, revisão de empresas estatais e ampliação de concessões e parcerias com o setor privado. Esses instrumentos possuem características diferentes de cortes diretos nas despesas primárias.

A venda de ativos, por exemplo, pode produzir ingresso extraordinário de recursos, mas não representa necessariamente uma redução permanente das obrigações do Estado. A antecipação de receitas futuras também melhora a disponibilidade financeira no curto prazo, mas altera o fluxo de recebimentos dos exercícios seguintes. Por essa razão, a avaliação de sustentabilidade fiscal precisa distinguir medidas estruturais de operações que oferecem alívio temporário de caixa.

Limitações do estudo deixam resultado dependente da execução do plano

O principal limite da simulação é a ausência de detalhamento das despesas efetivamente atingidas. O Dieese adotou uma distribuição simplificada para estimar os efeitos macroeconômicos de um ajuste relevante, mas não dispõe de um plano operacional completo que permita reproduzir com precisão as decisões de uma eventual administração. Caso a composição dos cortes seja diferente, os impactos sobre PIB, arrecadação e emprego também poderão mudar.

Outra restrição está na utilização da Matriz Insumo-Produto, instrumento que permite examinar as relações entre setores econômicos e os efeitos de alterações na demanda. Esse tipo de modelo descreve encadeamentos produtivos a partir de coeficientes técnicos e não incorpora automaticamente todas as mudanças de comportamento que podem ocorrer depois de uma transformação fiscal relevante. Reações dos investimentos, do crédito, dos preços e da política monetária podem alterar os resultados ao longo do tempo.

A análise também não equivale a uma comparação completa entre todas as alternativas disponíveis de política fiscal. A elevação de receitas, a revisão de benefícios tributários, mudanças na composição dos investimentos e diferentes estratégias de controle da dívida podem produzir impactos distintos. A avaliação de cada instrumento depende de seu desenho concreto e das condições econômicas em que for implementado.

O Dieese sustenta que uma contração elevada das despesas pode prejudicar a atividade antes que eventuais benefícios da redução de juros se materializem. A campanha de Flávio, por outro lado, aposta na melhora da confiança econômica, na reorganização administrativa e na mobilização de recursos privados para fortalecer o crescimento. A diferença entre as interpretações envolve tanto os objetivos da política fiscal quanto as hipóteses sobre o comportamento da economia.

A divulgação do levantamento ocorre na reta final de uma eleição em que o endividamento público e o ritmo de crescimento econômico se tornaram temas centrais. Os números indicam riscos relevantes em determinados cenários de redução de gastos, mas não demonstram que todos os modelos de ajuste produziriam as mesmas consequências. A definição das medidas concretas, de sua distribuição e do calendário de execução será indispensável para avaliar a viabilidade do programa apresentado por Flávio Bolsonaro e seus possíveis efeitos sobre o emprego, a renda e as contas públicas em 2027.

Fontes:

Tribunal Superior Eleitoral — Plano de governo de Flávio Bolsonaro, Para o Brasil Vencer o Atraso — Diretrizes do Plano de Governo 2027–2030.

Ministério do Planejamento e Orçamento — Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 e apresentação oficial das estimativas de receitas, despesas e resultado primário.

Ministério da Fazenda — Boletim Macrofiscal de setembro de 2026, com projeções de crescimento econômico para 2026 e 2027.

Instituição Fiscal Independente do Senado Federal — Relatório de Acompanhamento Fiscal de junho de 2026 e estimativas do superávit necessário para estabilização da dívida pública.

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