quarta-feira, 4 de novembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados Dólar

Dólar hoje cai 0,98% e atinge mínima em 21 meses após decisão da Suprema Corte dos EUA

por Maria Helena Costa
20/02/2026 às 20h13
em Dólar
Dólar Hoje - Gazeta Mercantil

Dólar hoje cai para mínima em 21 meses após decisão da Suprema Corte dos EUA e revisão das tarifas de Trump

O dólar hoje encerrou a sessão desta sexta-feira (20) com forte recuo e atingiu o menor patamar em 21 meses, refletindo uma combinação de fatores externos e domésticos que reforçaram o apetite por risco e favoreceram moedas emergentes como o real. A moeda norte-americana caiu 0,98%, fechando a R$ 5,176 na venda e R$ 5,175 na compra, em um movimento que consolida a segunda baixa consecutiva frente à divisa brasileira.

O desempenho do dólar hoje não apenas confirma a tendência de enfraquecimento observada ao longo da semana — quando acumula queda de 1,03% — como também amplia a desvalorização registrada no ano, que já soma retração de 5,69%. Trata-se do menor nível de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando a moeda havia encerrado o pregão em R$ 5,1539.

Leia também: Escala 6×1: Câmara prepara redução da jornada para 40 horas sem corte de salário.

A correção cambial ocorre em um momento decisivo para o comércio internacional, após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar tarifas globais anteriormente impostas pelo presidente Donald Trump, alterando significativamente o panorama das relações comerciais e impactando diretamente o comportamento do dólar hoje nos mercados globais.


Decisão da Suprema Corte redefine cenário e impacta o dólar hoje

O principal vetor por trás da queda do dólar hoje foi a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que, por 6 votos a 3, declarou inválidas as tarifas globais impostas por Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A maioria dos magistrados concluiu que o presidente extrapolou sua autoridade ao utilizar uma legislação de emergência para impor tarifas amplas, prerrogativa que constitucionalmente cabe ao Congresso norte-americano.

A Corte reforçou que medidas de amplo impacto econômico exigem autorização clara do Legislativo, destacando que o IEEPA não concede poderes para adoção de tarifas generalizadas. O julgamento introduziu novo equilíbrio institucional na política comercial dos EUA e sinalizou maior previsibilidade para investidores globais — fator que influenciou diretamente o comportamento do dólar hoje.

Embora Trump tenha anunciado posteriormente uma nova taxação global de 10%, a decisão judicial reduziu o risco de escalada protecionista unilateral. Para o mercado financeiro, essa sinalização de freios e contrapesos institucionais é vista como positiva, pois diminui a incerteza jurídica que vinha pressionando ativos de risco e fortalecendo o dólar em períodos de aversão.


Movimento global pressiona a moeda americana

O recuo do dólar hoje no Brasil acompanhou o enfraquecimento da moeda norte-americana frente a outras divisas relevantes. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava em leve queda, refletindo ajuste global após a decisão judicial nos Estados Unidos.

Esse enfraquecimento indica reprecificação das expectativas quanto à política comercial americana. Com menor probabilidade de adoção de tarifas amplas e imprevisíveis, investidores passaram a migrar recursos para ativos considerados mais arriscados, incluindo ações e moedas de países emergentes.

Nesse contexto, o real foi beneficiado por fluxo estrangeiro consistente. A valorização da moeda brasileira reforça a percepção de que o dólar hoje reage não apenas a fatores internos, mas principalmente ao redesenho do cenário global.


Fluxo estrangeiro e diferencial de juros fortalecem o real

Além do ambiente externo favorável, o comportamento do dólar hoje também reflete fundamentos domésticos. O Brasil mantém diferencial de juros atrativo em comparação com economias desenvolvidas, o que estimula operações de carry trade — estratégia em que investidores captam recursos em moedas de juros baixos para aplicar em países com taxas mais elevadas.

Esse diferencial, aliado à redução das incertezas comerciais internacionais, ampliou a entrada de capital estrangeiro na bolsa e no mercado de renda fixa, pressionando o dólar hoje para baixo.

A combinação de fluxo positivo e menor tensão externa criou um ambiente de apreciação cambial que surpreendeu parte do mercado, especialmente diante da volatilidade observada ao longo dos últimos meses.


Impactos para inflação, empresas e mercado financeiro

A queda do dólar hoje traz implicações relevantes para a economia brasileira. Uma moeda americana mais barata tende a aliviar pressões inflacionárias, especialmente sobre itens importados e commodities precificadas em dólar, como combustíveis e insumos industriais.

Empresas com elevado grau de importação de matérias-primas podem se beneficiar da redução de custos. Por outro lado, exportadores podem enfrentar compressão de margens no curto prazo, embora o impacto dependa da estrutura de hedge cambial adotada por cada companhia.

No mercado acionário, o movimento cambial reforçou o apetite por risco. Investidores estrangeiros ampliaram posições em ações brasileiras, sustentando o fluxo positivo que contribuiu para o enfraquecimento do dólar hoje.


Nova mínima em 21 meses: marco simbólico para o dólar hoje

O patamar alcançado pelo dólar hoje representa um marco simbólico. A mínima de 21 meses sugere mudança estrutural no humor do mercado em relação ao Brasil e ao ambiente internacional. Embora ainda seja cedo para afirmar tendência prolongada de valorização do real, o movimento sinaliza redução significativa das incertezas externas no curto prazo.

Analistas ponderam que o comportamento futuro do dólar hoje dependerá de fatores como política monetária dos EUA, trajetória dos juros pelo Federal Reserve, evolução fiscal brasileira e eventuais desdobramentos das novas medidas tarifárias anunciadas por Trump.

Caso o cenário internacional permaneça mais previsível e o fluxo estrangeiro continue consistente, o real pode manter trajetória de apreciação moderada. Entretanto, qualquer reviravolta na política comercial americana pode reintroduzir volatilidade.


O que monitorar nos próximos pregões

Para compreender os próximos movimentos do dólar hoje, investidores devem acompanhar:

  • Declarações adicionais da Casa Branca sobre tarifas e política comercial

  • Reações do Congresso norte-americano à decisão da Suprema Corte

  • Indicadores econômicos dos EUA, especialmente inflação e mercado de trabalho

  • Fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes

  • Sinais do Banco Central brasileiro sobre política monetária

A combinação desses fatores determinará se a mínima registrada nesta sexta-feira será consolidada como novo piso estrutural ou apenas um movimento pontual dentro de um cenário ainda sujeito a oscilações.


Mercado reprecifica risco global após freio institucional nos EUA

A sessão desta sexta-feira evidenciou como decisões institucionais nos Estados Unidos reverberam rapidamente nos mercados globais. A invalidação das tarifas amplas reduziu a percepção de risco sistêmico associado a medidas unilaterais de comércio exterior.

O comportamento do dólar hoje sintetiza essa reprecificação: menor protecionismo estrutural implica menor busca por proteção cambial e maior disposição para risco. O real, como moeda emergente líquida e com juros atrativos, tornou-se destino natural de parte desses fluxos.

A dinâmica reforça a interdependência entre política, comércio internacional e mercados financeiros, mostrando que decisões jurídicas podem ter impacto tão relevante quanto indicadores econômicos tradicionais.

LEIA MAIS

Serasa Registra 84,2 Milhões De Inadimplentes E Dívidas De R$ 597,4 Bilhões No Brasil-Gazeta Mercantil
Economia

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

O comprometimento financeiro dos consumidores brasileiros alcançou uma nova dimensão em setembro de 2026. O volume de dívidas em atraso chegou a R$ 597,4 bilhões, enquanto 84,2 milhões...

Leia MaisDetails
Dólar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, alta de 0,79%, pressionado por incertezas fiscais e novas projeções de inflação e juros antes da decisão do Copom.

Leia MaisDetails
Tesouro Projeta Dívida Pública De 86,3% Do Pib Em 2036 E Identifica R$ 4,87 Trilhões Em Riscos Fiscais-Gazeta Mercantil
Economia

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

A dívida bruta do governo geral deve encerrar 2026 em 83,7% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a projeção apresentada pelo Tesouro Nacional no Relatório de...

Leia MaisDetails
Selic - Juros - Economia - Brasil - Gazeta Mercantil
Economia

Lara Resende propõe limitar Selic enquanto juros da dívida superam R$ 1,2 trilhão

Lara Resende propõe reduzir a Selic para 7,5% e limitar os juros. Entenda os impactos sobre a dívida pública, que acumula R$ 1,2 trilhão em juros.

Leia MaisDetails
Boletim Focus - Taxa Selic - Gazeta Mercantil
Economia

Focus hoje: mercado eleva projeções de inflação, Selic e dólar para 2026

Focus hoje eleva projeções para inflação, Selic e dólar. IPCA de 2026 sobe para 5,22%, juros chegam a 13,50% e dólar é projetado a R$ 5,34.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

01:01:49
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Serasa Registra 84,2 Milhões De Inadimplentes E Dívidas De R$ 597,4 Bilhões No Brasil-Gazeta Mercantil
Economia

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

Leia MaisDetails
Mercados - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Leia MaisDetails
Gado Leiteiro - Gzt - Gazeta Mercantil
Agronegócio

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Leia MaisDetails
Dólar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Leia MaisDetails
Tesouro Projeta Dívida Pública De 86,3% Do Pib Em 2036 E Identifica R$ 4,87 Trilhões Em Riscos Fiscais-Gazeta Mercantil
Economia

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil

BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações

Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões

Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal

Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro

Lara Resende propõe limitar Selic enquanto juros da dívida superam R$ 1,2 trilhão

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Últimas notícias da Gazeta Mercantil