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Exportações de Soja Disparam 215% em Janeiro e Projetam Bimestre Recorde em 2026

por Antônio Lima - Repórter de Economia
26/01/2026
em Agronegócio, Destaque, Economia, News
Dados De Line-Up Portuário Confirmam Um Janeiro Aquecido Para As Exportações De Soja, Superando Em Muito O Desempenho Do Ano Anterior E Sinalizando Um Bimestre Recorde Para A Balança Comercial. - Gazeta Mercantil

Exportações de soja do Brasil iniciam 2026 com alta histórica de 215% e impulsionam agronegócio

Dados de line-up portuário confirmam um janeiro aquecido para as exportações de soja, superando em muito o desempenho do ano anterior e sinalizando um bimestre recorde para a balança comercial.

O ano de 2026 começou com um ritmo frenético para o comércio exterior brasileiro, especificamente no que tange ao principal produto da pauta de vendas do país. As exportações de soja registraram um salto de desempenho que surpreendeu analistas e superou as expectativas mais otimistas do mercado. A combinação de uma colheita antecipada, logística aprimorada e demanda externa consistente resultou em um crescimento superior a 200% nos volumes embarcados apenas no primeiro mês do ano, estabelecendo um novo padrão de eficiência para o escoamento da safra 2025/26.

Este movimento não é apenas um dado estatístico isolado; ele representa uma mudança significativa na dinâmica sazonal das exportações de soja. Tradicionalmente, janeiro é um mês de transição, onde os estoques da safra velha (old crop) se misturam aos primeiros lotes da safra nova. No entanto, os números atuais indicam uma aceleração na disponibilidade do grão nos portos, permitindo que o Brasil capture janelas de oportunidade no mercado internacional com maior agressividade logo no início do calendário.

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O Salto de Janeiro: Análise dos Volumes Embarcados

Segundo o levantamento detalhado da consultoria Safras & Mercado, que monitora a programação de navios (line-up) nos principais terminais portuários do país, o Brasil programou o embarque de 3,48 milhões de toneladas de oleaginosa em janeiro de 2026. Para compreender a magnitude deste número, é necessário observar o comparativo anual (Year over Year). Em janeiro de 2025, o volume embarcado foi de apenas 1,103 milhão de toneladas.

O cálculo revela um crescimento de aproximadamente 215% nas exportações de soja neste período. Esse avanço expressivo reflete uma cadeia logística que está operando com maior fluidez e um produtor rural que, aproveitando as janelas climáticas favoráveis para a colheita, conseguiu disponibilizar o produto para o mercado externo mais cedo do que o habitual. A capacidade de resposta dos portos brasileiros em absorver esse volume inicial é um indicativo positivo para o restante do ano comercial.

O impacto desse volume inicial nas exportações de soja é direto na formação de receita cambial. Com o dólar operando em patamares que favorecem a competitividade do produto nacional, o ingresso de divisas logo no primeiro mês do ano oferece um fôlego importante para a balança comercial e ajuda a equilibrar as contas externas em um período que costuma ser sazonalmente mais fraco para o agronegócio.

Projeções Robustas para Fevereiro e Março

A tendência de alta nas exportações de soja não se limita a janeiro. O line-up projetado para fevereiro de 2026 aponta para uma consolidação desse movimento de expansão. A estimativa é de que sejam embarcadas 6,277 milhões de toneladas ao longo do segundo mês do ano. Esse volume confirma que o fluxo de escoamento não apenas se mantém, mas ganha tração conforme a colheita avança nas principais regiões produtoras, como Mato Grosso e Paraná.

A soma dos volumes de janeiro e fevereiro projeta um bimestre extremamente forte para as exportações de soja. No acumulado, a previsão é de 9,89 milhões de toneladas enviadas ao exterior. Quando comparamos esse dado com o mesmo bimestre de 2025, quando a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) registrou 7,497 milhões de toneladas, observamos um crescimento de cerca de 32%. Esse diferencial de quase 2,4 milhões de toneladas a mais em apenas dois meses evidencia a voracidade da demanda e a eficiência da oferta brasileira.

Para março, os dados preliminares do line-up indicam cerca de 132 mil toneladas programadas. Contudo, analistas de mercado alertam que este número é apenas embrionário. À medida que os contratos são fechados e a colheita atinge seu pico, é natural que a programação de navios para março sofra revisões drásticas para cima, mantendo a curva ascendente das exportações de soja. A expectativa é que março, tradicionalmente um dos meses mais fortes de embarque, venha a consolidar o primeiro trimestre de 2026 como um dos mais movimentados da história recente.

A Dinâmica da Colheita e a Logística Portuária

O sucesso das exportações de soja está intrinsecamente ligado ao progresso das máquinas no campo. A safra 2025/26 contou com condições climáticas que permitiram, em diversas microrregiões, o adiantamento do ciclo da cultura. Diferente de anos onde chuvas excessivas atrapalharam a retirada do grão ou a seca atrasou o plantio, o ciclo atual favoreceu uma chegada rápida da soja aos armazéns e, consequentemente, aos terminais portuários.

Além da colheita, a infraestrutura logística tem desempenhado um papel crucial. O aprimoramento dos corredores de exportação, especialmente com a consolidação do Arco Norte, tem permitido que as exportações de soja fluam com menor custo e maior agilidade. Portos como Itacoatiara, Santarém e Barcarena têm dividido o protagonismo com os tradicionais Santos e Paranaguá, reduzindo as filas de espera e otimizando o tempo de giro dos navios.

A eficiência no transporte rodoviário e ferroviário até os portos é vital para sustentar volumes mensais superiores a 6 milhões de toneladas. O mercado observa que, sem gargalos logísticos severos, o Brasil consegue maximizar suas exportações de soja justamente no momento em que a safra americana (EUA) começa a perder protagonismo no mercado global, preenchendo a lacuna de oferta até meados do ano.

Demanda Internacional e Cenário de Preços

Do lado da demanda, a China continua sendo o motor propulsor das exportações de soja do Brasil. A indústria de esmagamento chinesa mantém uma necessidade constante de matéria-prima para a produção de farelo, essencial para a alimentação do seu rebanho suíno e de aves. A preferência pela soja brasileira, que frequentemente apresenta teores de proteína superiores aos concorrentes, mantém o fluxo comercial aquecido.

O cenário de preços internacionais também influencia o ritmo dos embarques. Produtores e tradings aproveitam momentos de repique nas cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) ou a valorização dos prêmios de porto para travar negócios. O aumento de 215% em janeiro sugere que houve uma leitura de mercado acertada, antecipando vendas para garantir margens de lucro antes da entrada massiva da safra sul-americana, que tende a pressionar as cotações para baixo devido ao excesso de oferta momentâneo.

As exportações de soja funcionam como um termômetro da saúde econômica global. A manutenção da demanda asiática, mesmo diante de incertezas econômicas globais, reforça a resiliência do setor de alimentos. Para o Brasil, garantir esse volume de vendas é essencial para a manutenção da rentabilidade do produtor rural, que enfrenta custos de produção elevados e depende da liquidez gerada pela comercialização da safra.

O Papel do Complexo Soja na Balança Comercial

É impossível dissociar o desempenho das exportações de soja do resultado macroeconômico brasileiro. O complexo soja (grão, farelo e óleo) responde por uma fatia significativa do PIB do agronegócio e é o principal responsável pelo superávit da balança comercial. O início de ano forte, com crescimento de 32% no bimestre, projeta um 2026 de superávits robustos, fundamentais para a estabilidade da moeda e controle da inflação interna via câmbio.

Analistas econômicos da Gazeta Mercantil avaliam que, se o ritmo das exportações de soja se mantiver, o Brasil poderá renovar seus recordes históricos de volume exportado. Isso gera um efeito cascata positivo na economia: movimenta o setor de transportes, gera arrecadação tributária (indireta, via consumo e serviços, já que a exportação direta é isenta via Lei Kandir) e dinamiza as economias regionais do interior do país.

Entretanto, o mercado segue cauteloso. A volatilidade cambial e possíveis intempéries climáticas que possam afetar a logística ou a qualidade do grão final da colheita são riscos monitorados. Mas, até o momento, os dados de line-up são soberanos: as exportações de soja estão em plena expansão.

Revisões de Line-up e Expectativas Futuras

O mercado financeiro e as tradings operam com olhos atentos às atualizações semanais do line-up. A programação de navios é dinâmica. Cancelamentos de carga (washouts) ou novas nomeações podem alterar os números finais. Porém, a base de comparação estabelecida em janeiro, com o triplo do volume do ano anterior, cria um “colchão” estatístico confortável para o setor.

A expectativa é que, conforme março se aproxime, as exportações de soja atinjam seu pico sazonal. Historicamente, os meses de março, abril e maio concentram os maiores volumes. Se janeiro e fevereiro já mostram essa força (quase 10 milhões de toneladas), o pico da safra promete desafiar a capacidade instalada dos portos brasileiros.

A Safras & Mercado continuará ajustando suas projeções à medida que a colheita avança nos estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e no Rio Grande do Sul, que entram no mercado um pouco mais tarde que o Centro-Oeste. A entrada dessa produção complementar será decisiva para manter o ritmo das exportações de soja no segundo trimestre.

Um Ano Promissor para a Commodities

Em suma, os dados de início de 2026 são extremamente alentadores. O crescimento de mais de 200% em janeiro não é apenas um número; é a prova da competência do agronegócio brasileiro em superar desafios e entregar resultados. As exportações de soja continuam sendo a âncora da economia nacional, garantindo divisas e reafirmando a posição do Brasil como o maior fornecedor mundial da oleaginosa.

O monitoramento constante da logística e da demanda externa será vital nas próximas semanas. Mas, com a programação de navios já indicando volumes massivos para fevereiro, o caminho para mais um ano recorde nas exportações de soja parece estar pavimentado. Resta ao mercado administrar a abundância e garantir que a infraestrutura acompanhe a produtividade do campo.

Tags: agronegócio brasileirobalança comercial sojacomércio exterior Brasilcommodities agrícolasembarques de soja 2026exportações de sojaline-up portos.safra de soja 2025/26Safras & Mercadosoja brasileira

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