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Faturamento das seguradoras cresce 2,8% em julho e lucro do setor chega a R$ 22,9 bilhões

por Redação
23/10/2025
em News
Faturamento Das Seguradoras Cresce 2,8% Em Julho E Lucro Do Setor Chega A R$ 22,9 Bilhões - Gazeta Mercantil

Faturamento das seguradoras cresce 2,8% em julho e impulsiona lucro do setor em 2025

O faturamento das seguradoras no Brasil avançou 2,8% em julho de 2025 em comparação ao mesmo mês de 2024, marcando um início de segundo semestre com crescimento moderado, mas consistente. O dado, divulgado pela plataforma IRB+Inteligência, mostra que o desempenho é o mais tímido desde setembro de 2023, quando a alta registrada foi de apenas 2,3%. Mesmo assim, o resultado consolida a estabilidade do mercado e reforça o bom momento do setor ao longo do ano.

De acordo com o levantamento, o faturamento total das seguradoras somou R$ 19,3 bilhões em prêmios emitidos em julho, enquanto o acumulado de janeiro a julho chegou a R$ 126,7 bilhões, um aumento de 7,4% frente ao mesmo período de 2024. O lucro líquido do setor também apresentou alta expressiva de 10,5%, atingindo R$ 22,9 bilhões nos sete primeiros meses do ano.

Além disso, a sinistralidade geral — proporção entre os sinistros pagos e o volume de prêmios arrecadados — recuou 7,2 pontos percentuais em relação a julho do ano passado, encerrando o acumulado do ano em 41,3%, o menor índice desde o início da série histórica em 2014. Esse desempenho reflete a melhoria na gestão de riscos e o controle mais rigoroso das operações, especialmente nas carteiras de maior volatilidade.

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Setor mantém ritmo sólido apesar de crescimento modesto

Embora o avanço mensal de 2,8% indique uma desaceleração em relação aos meses anteriores, o resultado reafirma a resiliência do mercado segurador brasileiro, que tem sustentado crescimento contínuo mesmo diante de um cenário econômico desafiador. O aumento na procura por seguros de vida, automóveis e patrimoniais mostra que o setor segue sendo um dos pilares de estabilidade financeira no país.

O volume de R$ 126,7 bilhões em prêmios emitidos entre janeiro e julho demonstra não apenas o apetite do consumidor por proteção, mas também a eficiência das seguradoras em diversificar seus portfólios e ampliar o acesso a novos nichos.

No mesmo período, as empresas do setor destinaram R$ 17,7 bilhões ao resseguro, o que representa uma alta de 10,7% em comparação ao ano anterior, impulsionada principalmente pelo segmento de Automóvel. Em julho, os prêmios cedidos em resseguro somaram R$ 2,7 bilhões, uma variação positiva de 3,9% frente a 2024.


Segmento de Crédito e Garantia lidera crescimento em julho

O seguro de Crédito e Garantia se destacou como o segmento de maior crescimento do mês, com alta de 24,4% em julho frente ao mesmo período de 2024. No acumulado de janeiro a julho, o crescimento foi de 21,1%, impulsionado especialmente pelo desempenho do seguro garantia – setor público, que vem ganhando relevância com o avanço de obras de infraestrutura e contratos governamentais.

Apesar do crescimento robusto, o segmento registrou aumento na sinistralidade, que avançou 28,7 pontos percentuais, atingindo 47,8%. O resultado reflete o impacto de sinistros de crédito interno, que cresceram diante da volatilidade macroeconômica e de uma leve alta na inadimplência corporativa. Ainda assim, o bom desempenho comercial compensou o aumento das indenizações, mantendo o segmento em trajetória positiva.


Seguro Rural tem retração, mas melhora em sinistralidade acumulada

Em sentido oposto, o seguro Rural apresentou o maior recuo do mês, com queda de 13,5% em julho e faturamento de R$ 1,3 bilhão. No acumulado do ano, a retração foi de 3,8%, refletindo o impacto de eventos climáticos adversos e a redução da demanda por apólices de proteção agrícola em algumas regiões.

Mesmo com o desempenho negativo no faturamento, o segmento Rural apresentou melhora na sinistralidade acumulada, que recuou 2,8 pontos percentuais, encerrando os sete primeiros meses de 2025 em 35,7% — o nível mais baixo desde 2014. Isso demonstra maior eficiência das apólices e aperfeiçoamento dos mecanismos de compensação aos produtores.

Já no resultado mensal, a sinistralidade do Rural avançou 22,3 p.p., o que mostra a volatilidade típica do setor, fortemente influenciada pelas condições climáticas e pelas variações regionais na produção agropecuária.


Segmento de Vida mantém liderança e estabilidade

O segmento de Vida segue como o principal motor do mercado, sendo responsável por 35,2% de todo o faturamento das seguradoras entre janeiro e julho. Somente em julho, as apólices de vida movimentaram R$ 6,5 bilhões em prêmios emitidos, com alta de 8,1% no acumulado do ano.

O destaque ficou para o seguro viagem, que registrou a maior variação do período, com crescimento de 14,1% — reflexo da retomada do turismo internacional e doméstico. A sinistralidade total do segmento Vida retraiu 1,2 p.p., encerrando o acumulado em 28%, um dos patamares mais saudáveis dos últimos anos.

Esse desempenho mostra a consolidação do seguro de vida como produto de alta demanda, especialmente em períodos de incerteza econômica, reforçando sua importância como ferramenta de proteção financeira para famílias e empresas.


Automóvel mantém estabilidade e impulsiona o resseguro

Com faturamento mensal de R$ 5,6 bilhões, o segmento Automóvel cresceu 5,7% em julho em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a julho, a alta foi de 5,9%, acompanhando o aumento na venda de veículos novos e seminovos no país.

A sinistralidade do Automóvel permaneceu estável em 59,8%, patamar semelhante ao observado desde 2023. Esse resultado é positivo, considerando o aumento no custo de reparos e peças automotivas, que poderiam pressionar as margens das seguradoras. A estabilidade indica um equilíbrio entre o volume de indenizações e o crescimento da base de clientes, sustentado pelo avanço da digitalização das apólices e dos processos de vistoria.


Danos e Responsabilidades têm leve retração, mas mantêm alta no ano

O segmento de Corporativos de Danos e Responsabilidades teve uma leve retração de 0,8% em julho, representando a primeira queda do ano. Apesar disso, o desempenho acumulado entre janeiro e julho continua positivo, com avanço de 7,7%.

Os principais impulsionadores foram os seguros de riscos diversos e habitacional, que compensaram a desaceleração pontual. A sinistralidade da categoria recuou para 41,3%, reforçando a solidez do segmento e a tendência de estabilidade operacional.


Individuais Contra Danos têm o segundo maior crescimento

Os Seguros Individuais Contra Danos apresentaram o segundo maior crescimento entre os segmentos em julho, com alta de 12,4% frente ao mesmo mês do ano anterior e faturamento de R$ 1,7 bilhão.

De janeiro a julho, o crescimento acumulado foi de 12,3%, impulsionado pelos seguros compreensivos da linha patrimonial — como residencial, condomínio e empresarial. A sinistralidade da categoria também apresentou melhora significativa, recuando 5,7 pontos percentuais e encerrando o período em 28,3%.

O resultado reflete a ampliação do acesso a produtos de proteção individual e o aumento da conscientização do consumidor sobre a importância de proteger seus bens, especialmente em grandes centros urbanos.


Panorama geral aponta consolidação do mercado segurador em 2025

Os números de julho confirmam que o mercado de seguros brasileiro segue em trajetória consistente de crescimento, mesmo diante de oscilações econômicas. O faturamento das seguradoras mostra estabilidade e diversificação, com destaque para a expansão dos produtos de vida, crédito e patrimoniais.

A <strong data-start=”8207″ data-end=”8251″>queda da sinistralidade geral para 41,3% é um dos pontos mais relevantes do ano, evidenciando que as seguradoras estão mais eficientes e com maior capacidade de absorver riscos. A combinação de rentabilidade crescente e controle de custos deve sustentar resultados positivos até o fim de 2025.

Com perspectivas otimistas e uma carteira mais robusta, o setor se consolida como um dos pilares da economia brasileira, contribuindo para o equilíbrio financeiro e a proteção de milhões de consumidores.

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