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Home Economia Dólar

Queda do dólar anima mercado e impulsiona Ibovespa com foco nas tarifas dos EUA

Valorização do real ocorre com expectativas sobre negociações entre Brasil e Estados Unidos e reforça otimismo no mercado financeiro

por Redação
23/10/2025
em Dólar, Economia, Ibovespa, News
Queda Do Dólar Anima Mercado E Impulsiona Ibovespa Com Foco Nas Tarifas Dos Eua Gazeta Mercantil - Economia

Queda do dólar impulsiona Ibovespa em meio a tensões comerciais com os EUA

A queda do dólar frente ao real nesta terça-feira (29) sinaliza um momento de otimismo moderado no mercado financeiro brasileiro. O alívio cambial ocorre em meio às expectativas de que o governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, avance nas negociações comerciais com os Estados Unidos, especialmente diante da iminente imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros — uma medida que impactaria diretamente a competitividade de setores como o aeronáutico, com destaque para a Embraer.

No cenário doméstico, a movimentação cambial favoreceu o desempenho da Bolsa de Valores, que encerrou o dia em alta, com o Ibovespa subindo 0,53%, sustentado principalmente pelas ações da Embraer e da Petrobras. O recuo do dólar também ocorre após uma série de altas consecutivas, funcionando como um ajuste técnico motivado por notícias políticas e econômicas que apontam para uma possível trégua nas tensões comerciais bilaterais.


Dólar fecha em queda: números do mercado

O dólar à vista fechou o dia com uma desvalorização de 0,43%, sendo cotado a R$ 5,5686. Com isso, a moeda norte-americana acumula queda de 9,88% no ano, o que reforça o fortalecimento do real em 2025 até o momento. Já o dólar futuro com vencimento em agosto, o mais negociado atualmente, recuava 0,35%, cotado a R$ 5,5740 por volta das 17h04.

Este movimento ocorre em meio a uma conjuntura global instável, mas com o Brasil se beneficiando de fatores internos, como expectativa por reformas estruturais e um possível realinhamento comercial com os Estados Unidos.


Ibovespa sobe com Embraer em foco

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou com alta de 0,53%, alcançando 132.825,64 pontos. O desempenho positivo foi puxado principalmente pelas ações da Embraer, após informações de que o governo brasileiro está tentando excluir a fabricante de aeronaves da lista de produtos que sofrerão tarifas de 50% impostas pelos EUA.

No pico do dia, o índice atingiu 133.345,71 pontos, enquanto na mínima registrou 132.129,79 pontos. O volume financeiro movimentado no pregão foi de aproximadamente R$ 14,2 bilhões, abaixo da média diária de R$ 20,58 bilhões registrada no mês, e também inferior à média anual de R$ 24,26 bilhões.


Por que o dólar caiu?

A queda do dólar foi motivada por um conjunto de fatores econômicos e políticos:

1. Expectativas de acordo com os EUA

A esperança de que o governo brasileiro consiga negociar a exclusão de certas empresas e produtos das novas tarifas norte-americanas trouxe alívio aos investidores. A ação proativa da equipe econômica foi bem recebida, sinalizando que o Brasil está disposto a preservar sua posição comercial estratégica.

2. Ajuste técnico

Após sucessivos dias de alta, o dólar enfrentava uma pressão natural para correção. O mercado, então, aproveitou o momento para realizar lucros, reduzindo a cotação.

3. Fluxo de capital externo

A possibilidade de um acordo comercial animou investidores estrangeiros, o que pode ter gerado fluxo positivo de capital para o país, fortalecendo o real frente ao dólar.


Impactos da queda do dólar no mercado brasileiro

A queda do dólar traz reflexos diretos e indiretos para a economia brasileira. Dentre os principais efeitos estão:

  • Redução de pressões inflacionárias: Com o dólar mais barato, o custo de importação de bens e insumos diminui, o que pode frear a inflação.

  • Valorização da Bolsa: Moeda norte-americana em queda geralmente atrai mais investidores para ativos de risco, como ações.

  • Estímulo ao consumo: Um câmbio mais favorável pode motivar empresas e consumidores a investir e comprar mais.

  • Impactos nas exportações: Por outro lado, um dólar mais fraco pode reduzir a competitividade de produtos brasileiros no exterior.


Embraer: símbolo da tensão comercial

A Embraer, que se tornou protagonista do pregão, está no centro das negociações bilaterais. O governo brasileiro solicitou formalmente a exclusão da empresa da lista de produtos que sofreriam a tarifa de 50% imposta pelos EUA. Caso essa solicitação seja negada, os impactos podem ser severos:

  • Redução nas exportações da Embraer para os EUA

  • Perda de competitividade frente a rivais internacionais

  • Impactos nos lucros da companhia e nos investimentos futuros

O mercado reagiu positivamente ao sinal de que o governo está se movimentando para proteger a indústria nacional, elevando o preço das ações da fabricante de aeronaves.


O papel do governo nas negociações

A equipe econômica brasileira já indicou que possui um plano de contingência para enfrentar a tarifa norte-americana. Entre as ações previstas estão:

  • Socorro financeiro a empresas afetadas

  • Implementação de medidas estruturais para diversificar mercados de exportação

  • Articulação com organismos internacionais de comércio

Essas iniciativas demonstram que o governo está ciente dos riscos e se prepara para minimizar os efeitos das barreiras tarifárias sobre a economia brasileira.


Perspectivas para o mercado cambial

A queda do dólar registrada hoje pode se manter nos próximos dias, desde que os sinais políticos e econômicos permaneçam favoráveis. Analistas apontam que:

  • Caso o Brasil consiga um acordo parcial com os EUA, a moeda americana pode continuar em queda;

  • Se houver endurecimento nas relações comerciais, o dólar pode voltar a subir;

  • Fatores externos, como decisões de política monetária nos EUA e na Europa, também podem interferir na cotação da moeda.


O que esperar do Ibovespa nos próximos dias?

O desempenho positivo do Ibovespa indica uma confiança moderada dos investidores. No entanto, a continuidade desse movimento depende de:

  • Desdobramentos nas negociações comerciais com os EUA

  • Resultados financeiros das empresas brasileiras

  • Cenário político e fiscal interno

A tendência, por ora, é de volatilidade controlada, com o mercado reagindo a cada nova informação sobre o embate tarifário e suas possíveis resoluções.


Queda do dólar é oportunidade ou alerta?

A atual queda do dólar reflete um alívio momentâneo em meio a um cenário de incertezas. A movimentação cambial mostra que o mercado ainda aposta em uma saída negociada para o impasse com os Estados Unidos. Por outro lado, os riscos permanecem e exigem cautela dos investidores.

Para quem acompanha o câmbio, este pode ser um momento estratégico para aproveitar boas oportunidades no mercado de ações, especialmente em setores que tendem a se beneficiar de um real mais forte. Porém, como sempre, o investidor deve considerar os riscos envolvidos, pois o cenário global segue instável.

Tags: cotação do dólardólar comercialdolar em quedadolar hojeeconomia brasileiraEmbraer açõesIbovespa em altaMercado FinanceiroQueda do Dólartarifas EUA Brasil

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