O principal sinal do afastamento é a exclusão de Marçal da preparação para o debate presidencial da TV Globo, previsto para sexta-feira (23). A responsabilidade pelo treinamento deverá ficar concentrada no marqueteiro Duda Lima e no núcleo de comunicação da campanha, com participação de aliados polÃticos como o governador paulista TarcÃsio de Freitas (Republicanos). A reorganização busca substituir a estratégia de confronto direto por uma apresentação considerada mais equilibrada, capaz de ampliar o alcance do candidato para além do eleitorado bolsonarista.
A decisão representa uma mudança em relação ao debate realizado pela Band no domingo (18), quando Marçal acompanhou Flávio e participou das articulações que antecederam o confronto. Na ocasião, o senador adotou uma postura marcada por provocações, movimentações pelo estúdio e ataques ao adversário. Embora a atuação tenha sido inicialmente celebrada por parte de seus apoiadores, integrantes da campanha passaram a questionar seus efeitos entre eleitores que ainda não definiram o voto.
O desgaste não se limita ao desempenho televisivo. Declarações recentes de Marçal sobre a maneira de enfrentar Lula, disputas relacionadas à comunicação digital e divergências sobre o futuro Ministério da Prosperidade contribuÃram para ampliar a resistência à sua participação. Apesar desses movimentos, não houve anúncio formal de rompimento polÃtico entre o influenciador e Flávio Bolsonaro.
Debate da Band expôs diferenças sobre o estilo de Flávio Bolsonaro
O primeiro confronto direto entre Lula e Flávio no segundo turno ocorreu em 18 de outubro, nos estúdios do Grupo Bandeirantes, em São Paulo. O debate foi marcado por acusações recÃprocas, questionamentos sobre investigações envolvendo familiares dos candidatos e discussões sobre segurança pública, economia e polÃticas sociais. O formato permitiu momentos de confronto direto, nos quais a postura corporal e a linguagem dos participantes ganharam destaque.
Flávio adotou uma estratégia de aproximação fÃsica e provocação durante determinadas intervenções do presidente. Em alguns momentos, movimentou-se pelo estúdio enquanto Lula falava, reproduzindo caracterÃsticas associadas ao estilo utilizado por Pablo Marçal na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2024. A postura foi percebida por parte dos aliados como uma tentativa de desestabilizar o adversário e conquistar maior repercussão nas redes sociais.
O resultado polÃtico dessa estratégia, entretanto, passou a ser questionado dentro da campanha. Interlocutores do senador relatam que avaliações realizadas com eleitores indecisos apontaram resistência ao tom agressivo adotado durante o confronto. A preocupação é que a atuação tenha reforçado caracterÃsticas já associadas ao bolsonarismo, em vez de apresentar Flávio como uma alternativa presidencial capaz de atrair segmentos mais moderados.
Essas avaliações internas não foram acompanhadas da divulgação de um levantamento metodológico que permita quantificar o impacto do debate sobre a intenção de voto. Portanto, não é possÃvel afirmar que a participação de Marçal tenha provocado perda mensurável de apoio eleitoral. O dado concreto é a mudança de orientação relatada por integrantes da campanha, que passaram a defender uma atuação menos provocativa na televisão.
A preocupação ganhou importância diante da proximidade da votação. O segundo turno ocorre apenas uma semana depois do debate da Band, reduzindo o tempo disponÃvel para corrigir percepções negativas ou ampliar o alcance da mensagem eleitoral. Nesse intervalo, o debate da Globo representa a última oportunidade programada de confronto direto entre os candidatos diante de uma audiência nacional.
Marçal fica fora da preparação para o último debate
A preparação de Flávio para o encontro da Globo passou a ser conduzida principalmente por Duda Lima, responsável pela estratégia de comunicação, e por integrantes do núcleo polÃtico coordenado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). Fábio Portela, que também atua na comunicação da candidatura, aparece entre os nomes associados à reorganização do treinamento. A equipe pretende reforçar a apresentação de propostas e reduzir episódios que possam ser interpretados como provocação pessoal.
O governador TarcÃsio de Freitas também foi chamado a participar da preparação, em um movimento para aproximar o desempenho televisivo de Flávio de um estilo considerado mais técnico e administrativo. A presença do governador reforça a intenção de apresentar o candidato como alguém capaz de conduzir a gestão federal, e não apenas reproduzir o confronto polÃtico caracterÃstico de parte de sua base eleitoral.
Essa mudança envolve uma escolha estratégica. O desempenho em debates pode ser orientado tanto para mobilizar eleitores já comprometidos com determinado candidato quanto para conquistar pessoas ainda indecisas. As duas finalidades nem sempre são alcançadas pela mesma linguagem, especialmente quando os eleitores possuem nÃveis diferentes de rejeição aos participantes.
Marçal possui forte capacidade de mobilização digital e utiliza frequentemente uma comunicação baseada em desafios, provocações e conteúdos de grande repercussão. Essa abordagem pode gerar engajamento elevado entre seguidores, mas não oferece garantia de convencimento entre pessoas que não compartilham o mesmo perfil polÃtico. A campanha de Flávio parece buscar uma separação mais clara entre a mobilização nas redes e a apresentação do candidato durante o debate.
A exclusão do influenciador do treinamento também não significa necessariamente seu afastamento de todas as atividades eleitorais. Marçal continua associado à mobilização de apoiadores e à produção de conteúdos favoráveis ao senador. O que está em discussão é sua participação nas decisões centrais sobre o comportamento do candidato e o conteúdo de suas intervenções públicas.
Orientação para evitar ataques a Lula ampliou divergências
Outra fonte de desgaste surgiu durante encontro com influenciadores digitais realizado na terça-feira (20), em Barueri, na Grande São Paulo. A reunião reuniu aproximadamente 300 participantes ligados à mobilização eleitoral de Flávio, incluindo personalidades com grande alcance nas redes sociais. Pablo Marçal apresentou orientações sobre o conteúdo que deveria ser publicado durante os últimos dias da campanha.
O influenciador recomendou que os participantes deixassem de concentrar suas publicações em ataques diretos a Lula e ao Supremo Tribunal Federal. Em sua avaliação, a repetição de mensagens negativas poderia limitar a capacidade de conquistar novos eleitores. Marçal também defendeu que os apoiadores produzissem conteúdos próprios e procurassem influenciar os temas discutidos nas redes, em vez de responder continuamente às provocações da campanha adversária.
A orientação surpreendeu integrantes do entorno de Flávio porque a candidatura havia utilizado o confronto com Lula como um de seus principais instrumentos de mobilização. Parte das manifestações do senador durante o debate da Band foi estruturada justamente sobre crÃticas diretas ao presidente e a integrantes do governo. A recomendação de reduzir referências nominais ao adversário introduziu uma diferença entre a estratégia adotada na televisão e aquela sugerida para as redes sociais.
Marçal também afirmou que a comunicação eleitoral precisa trabalhar com emoções como esperança, prosperidade e medo. Segundo sua avaliação, o Partido dos Trabalhadores possui experiência na construção de mensagens capazes de despertar expectativas positivas entre os eleitores. O influenciador defendeu que os apoiadores do candidato do PL utilizassem técnicas semelhantes para disputar a atenção do público.
As declarações revelam uma aparente contradição entre evitar ataques nominais e manter uma comunicação de forte apelo emocional. Entretanto, as duas estratégias não são necessariamente incompatÃveis: uma campanha pode deixar de mencionar diretamente o adversário e, ao mesmo tempo, produzir mensagens que explorem preocupações sobre o futuro do paÃs. A diferença está na maneira de construir a narrativa eleitoral.
O problema, para integrantes da campanha, seria a possibilidade de coexistirem orientações divergentes em uma mesma candidatura. Se o candidato adota uma postura de confronto direto enquanto seus influenciadores recebem instruções para evitar referências negativas ao adversário, a comunicação pode transmitir mensagens pouco coordenadas. A disputa sobre quem define essas orientações tornou-se um dos pontos centrais do desgaste envolvendo Marçal.
Influência nas redes não garante controle da estratégia eleitoral
A participação de Pablo Marçal na candidatura de Flávio Bolsonaro ganhou força na reta final do primeiro turno. O influenciador passou a utilizar sua presença digital para divulgar conteúdos favoráveis ao senador, mobilizar apoiadores e aproximar a campanha de diferentes segmentos do eleitorado. A parceria também ofereceu ao candidato acesso a uma rede de influenciadores habituados a produzir conteúdos de grande circulação.
A estratégia apresenta vantagens evidentes para uma campanha que precisa disputar atenção em um ambiente digital fragmentado. Perfis com audiências expressivas conseguem alcançar públicos que nem sempre acompanham a propaganda eleitoral tradicional. Além disso, a produção simultânea de conteúdos por diversos influenciadores permite ampliar rapidamente a circulação de mensagens.
Entretanto, alcance e engajamento não representam necessariamente conversão em votos. Uma publicação pode acumular visualizações e compartilhamentos entre pessoas que já apoiam determinada candidatura, sem alterar a preferência de eleitores indecisos. Também pode produzir repercussão negativa entre grupos que rejeitam o estilo de comunicação utilizado.
Essa diferença ajuda a explicar o conflito entre a atuação de Marçal e a preocupação do núcleo profissional da campanha. O influenciador possui capacidade de mobilização própria, mas sua participação pode dificultar a centralização das decisões estratégicas. Em uma eleição presidencial, a multiplicação de porta-vozes e orientações pode gerar disputas de protagonismo.
O desgaste também envolve a percepção de que Marçal poderia obter benefÃcios polÃticos pessoais com a exposição ao lado de Flávio. Integrantes da campanha avaliam que a associação fortalece a presença do influenciador no campo da direita, independentemente do resultado eleitoral. Em contrapartida, a candidatura assume os riscos decorrentes de declarações controversas e da rejeição que Marçal desperta em determinados segmentos.
Essa avaliação não significa que exista uma ruptura definitiva entre os dois. O cenário indica uma tentativa de limitar a influência do ex-candidato municipal sobre decisões consideradas estratégicas, preservando parte de sua capacidade de mobilização eleitoral.
Ministério da Prosperidade também virou motivo de disputa
As divergências ganharam uma dimensão adicional com a proposta de criação do Ministério da Prosperidade. A pasta foi anunciada por Flávio Bolsonaro no horário eleitoral de 9 de outubro como uma estrutura destinada a integrar polÃticas sociais, qualificação profissional, empreendedorismo e acesso ao crédito. A ideia é permitir que beneficiários de programas de transferência de renda também encontrem instrumentos para ampliar sua autonomia econômica.
Marçal participou das discussões relacionadas à formulação dessa proposta, ao lado de nomes como Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora econômica da campanha, e Filipe Sabará. A associação do influenciador ao projeto ampliou sua presença nas discussões programáticas da candidatura. O conceito de prosperidade também possui ligação com a linguagem adotada por ele em sua atuação empresarial e polÃtica.
O problema surgiu com a possibilidade de Daniella Marques assumir o comando da pasta em um eventual governo. Marçal já havia manifestado interesse em ocupar o ministério, e a sinalização de outro nome foi interpretada por interlocutores como mais um fator de insatisfação. A definição permanece no campo das hipóteses, já que o resultado eleitoral ainda é desconhecido e nenhuma nomeação foi formalizada.
A disputa revela que o afastamento não envolve apenas divergências sobre comunicação. O Ministério da Prosperidade representaria uma estrutura com potencial influência sobre polÃticas sociais, crédito e programas voltados ao empreendedorismo. A definição de quem participaria de sua direção poderia alterar a distribuição de poder entre integrantes do eventual governo.
Também existe uma questão administrativa. A campanha defende reduzir o número de ministérios, mas propõe criar uma nova estrutura para concentrar programas atualmente distribuÃdos por diferentes órgãos federais. Para avaliar a viabilidade da medida, será necessário conhecer quais competências seriam transferidas, quais pastas deixariam de existir e como seriam organizados os recursos orçamentários.
Até o momento, a proposta não apresenta detalhamento suficiente para determinar o custo de implantação ou o alcance das atribuições do futuro ministério. A discussão sobre nomes, portanto, antecede uma definição completa de sua estrutura administrativa.
Histórico de Marçal com a famÃlia Bolsonaro alimenta resistência
O relacionamento entre Pablo Marçal e integrantes da famÃlia Bolsonaro também possui antecedentes de divergência polÃtica. Durante a campanha pela Prefeitura de São Paulo, em 2024, o influenciador protagonizou conflitos com setores do bolsonarismo e fez crÃticas públicas a Jair Bolsonaro. Os episódios continuam sendo lembrados por aliados que demonstram resistência à ampliação de seu espaço na atual candidatura presidencial.
A aproximação com Flávio ocorreu posteriormente, em um contexto polÃtico diferente. O senador passou a reunir apoios de lideranças e grupos com trajetórias distintas, buscando ampliar sua base eleitoral. Marçal ofereceu capacidade de mobilização digital e proximidade com segmentos do eleitorado ligados ao empreendedorismo e à comunicação religiosa.
Entretanto, a construção de uma aliança eleitoral não elimina automaticamente divergências anteriores. Em campanhas que dependem de diferentes grupos polÃticos, disputas por protagonismo podem surgir quando apoiadores procuram ampliar seu peso sobre decisões estratégicas. A definição dos responsáveis pela comunicação e pela formulação de propostas tende a se tornar mais sensÃvel conforme se aproxima a votação.
O receio de parte dos aliados é que Marçal procure reproduzir, dentro da campanha presidencial, um estilo de atuação altamente personalizado. Essa abordagem poderia competir com a imagem de Flávio e dificultar a apresentação de uma candidatura concentrada em propostas administrativas. A preocupação cresce diante da necessidade de atrair eleitores que não pertencem ao núcleo mais fiel do bolsonarismo.
Ao mesmo tempo, uma exclusão completa do influenciador poderia reduzir o alcance de conteúdos favoráveis à campanha nas redes sociais. O movimento observado até agora sugere uma tentativa de preservar o apoio digital enquanto se restringe sua influência sobre decisões do comando eleitoral.
Debate da Globo será teste para nova estratégia de Flávio Bolsonaro
A TV Globo confirmou para sexta-feira (23) o último debate presidencial antes do segundo turno. O encontro entre Lula e Flávio Bolsonaro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, após o Jornal Nacional, com mediação do jornalista César Tralli. A transmissão ocorrerá pela televisão aberta e também pelas plataformas digitais da emissora.
O confronto oferecerá uma oportunidade de observar se a candidatura do PL adotará efetivamente uma postura diferente daquela apresentada na Band. A orientação relatada por integrantes da equipe é reduzir provocações pessoais, evitar movimentações que possam ser interpretadas como intimidação e ampliar o espaço dedicado às propostas econômicas e sociais. A estratégia procura reforçar a imagem de Flávio como candidato preparado para exercer a Presidência da República.
A mudança também poderá alterar a dinâmica do debate com Lula. Caso o senador reduza o confronto direto, o presidente poderá encontrar um adversário mais concentrado na exposição de propostas e na comparação entre modelos de governo. Entretanto, o comportamento dos dois participantes dependerá das perguntas, das intervenções e das condições estabelecidas durante o programa.
O debate terá importância especial por ocorrer apenas dois dias antes do segundo turno. A proximidade da votação limita o tempo disponÃvel para mudanças adicionais de estratégia e torna a apresentação final dos candidatos um momento de grande exposição pública. Ainda assim, não é possÃvel determinar antecipadamente o efeito eleitoral do confronto sem informações sobre a reação dos eleitores.
Para o núcleo de campanha de Flávio, o desafio será conciliar mobilização da base com a tentativa de conquistar votos fora de seu eleitorado tradicional. Uma postura mais moderada pode reduzir resistência entre determinados segmentos, mas também exige preservar elementos que motivam o apoio de seus seguidores. A escolha envolve riscos polÃticos em qualquer direção.
Afastamento expõe disputa por comando na reta final das eleições
A redução do espaço de Pablo Marçal revela uma tentativa da campanha de Flávio Bolsonaro de recuperar maior controle sobre sua comunicação e suas decisões estratégicas. O debate da Band, as orientações dadas a influenciadores e a disputa em torno do Ministério da Prosperidade representam episódios diferentes, mas convergem para uma mesma questão: a definição de quem exerce influência sobre a candidatura.
O núcleo liderado por Rogério Marinho e pelos responsáveis profissionais pela comunicação procura estabelecer uma linha mais uniforme para os últimos dias da eleição. Marçal, por sua vez, permanece associado à mobilização digital e à s propostas de empreendedorismo que ganharam espaço no discurso eleitoral. O equilÃbrio entre essas funções ainda está sendo ajustado.
A situação também demonstra a diferença entre alianças construÃdas para conquistar votos e acordos de participação em um eventual governo. Durante a campanha, grupos distintos podem atuar em torno de um objetivo comum sem possuir consenso sobre a distribuição futura de cargos e atribuições. A proximidade da votação tende a tornar essas divergências mais visÃveis.
A assessoria de Pablo Marçal preferiu não comentar o afastamento relatado por interlocutores. A campanha de Flávio Bolsonaro também não apresentou manifestação oficial esclarecendo a extensão das mudanças. Dessa forma, não há confirmação de rompimento definitivo, mas existem sinais consistentes de redução da participação do influenciador na preparação para o debate presidencial.
O teste mais imediato ocorrerá na sexta-feira, quando Flávio enfrentará Lula no último confronto televisivo antes da votação. Se o senador adotar uma postura menos agressiva e mais concentrada na apresentação de propostas, a mudança poderá confirmar a influência do núcleo que defende distanciamento do estilo de Marçal. O episódio evidencia como disputas internas de comunicação e protagonismo podem ganhar dimensão nacional na fase decisiva de uma eleição presidencial.
Fontes
Grupo Bandeirantes de Comunicação — Gravação integral do debate presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado em 18 de outubro de 2026.
Grupo Bandeirantes de Comunicação — Registros das manifestações dos candidatos e da dinâmica do debate presidencial de 18 de outubro de 2026.
Pablo Marçal — Declarações públicas realizadas durante encontro com influenciadores em Barueri, em 20 de outubro de 2026.
Campanha de Flávio Bolsonaro — Programa eleitoral televisionado em 9 de outubro de 2026, com apresentação da proposta do Ministério da Prosperidade.
TV Globo — Comunicado institucional sobre a realização do debate presidencial de 23 de outubro de 2026.
Tribunal Superior Eleitoral — Calendário oficial das eleições de 2026 e informações sobre o segundo turno presidencial de 25 de outubro.






