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FMI eleva projeção da economia global em 2026 e reduz crescimento do Brasil

por Álvaro Lima
19/01/2026 às 09h55
em Economia
Fmi Eleva Projeção Da Economia Global Em 2026 E Reduz Crescimento Do Brasil - Gazeta Mercantil

FMI eleva previsão para a economia global em 2026, mas reduz crescimento do Brasil

A avaliação mais recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o desempenho da FMI economia global 2026 reforça um cenário de crescimento moderado, porém marcado por assimetrias relevantes entre regiões, setores e países. O organismo multilateral revisou para cima sua projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2026, ao mesmo tempo em que reduziu a estimativa de crescimento para o Brasil, evidenciando os desafios enfrentados pela economia brasileira em um contexto internacional ainda instável.

De acordo com o FMI, a FMI economia global 2026 deverá crescer 3,3%, repetindo o ritmo observado em 2025 e superando em 0,2 ponto percentual a projeção anterior. O ajuste positivo reflete, sobretudo, o avanço acelerado dos investimentos em tecnologia, com destaque para a inteligência artificial, que vem impulsionando ganhos de produtividade em economias avançadas e em parte dos mercados emergentes.

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Crescimento global sustentado pela tecnologia

Na análise do FMI, o desempenho da FMI economia global 2026 está diretamente ligado ao aumento expressivo dos investimentos em inteligência artificial, automação e digitalização de processos produtivos. Esses aportes têm contribuído para compensar impactos negativos decorrentes das tensões comerciais, do aumento de tarifas e das incertezas geopolíticas que marcaram o cenário internacional ao longo de 2025.

O Fundo destaca que empresas e governos intensificaram investimentos em infraestrutura tecnológica como forma de preservar competitividade, reduzir custos e ampliar eficiência. Esse movimento ajudou a sustentar a expansão da FMI economia global 2026, mesmo diante de um ambiente externo menos previsível.

Leia também: Banco Mundial corta projeção para o PIB do Brasil em 2026 e 2027 e vê crescimento global no menor nível desde a pandemia.

Ainda assim, o FMI alerta que esse crescimento não é homogêneo. A concentração dos ganhos em poucos setores e regiões torna a FMI economia global 2026 mais vulnerável a choques inesperados, especialmente se houver frustração das expectativas de retorno associadas à inteligência artificial.

América do Norte e Ásia lideram a expansão

Segundo o relatório, América do Norte e Ásia concentram os principais benefícios do atual ciclo tecnológico. Os Estados Unidos permanecem como um dos motores da FMI economia global 2026, com crescimento projetado de 2,4% no próximo ano, impulsionado pela liderança em inovação, pela profundidade do mercado de capitais e pela rápida adoção de soluções baseadas em inteligência artificial.

Leia também: Economia da Rússia entra em fase crítica após quatro anos de guerra, aponta estudo europeu.

Na Ásia, economias como China e Índia continuam apresentando desempenho sólido entre os emergentes, sustentando parte relevante da expansão da FMI economia global 2026. Apesar de desafios estruturais e demográficos, esses países mantêm ritmo de crescimento superior ao das economias avançadas europeias, apoiados por grandes mercados internos e políticas industriais ativas.

Em contraste, a zona do euro deve crescer apenas 1,3% em 2026, refletindo limitações fiscais, envelhecimento populacional e menor dinamismo nos investimentos tecnológicos. O Japão também apresenta ritmo mais lento, reforçando a divergência entre regiões dentro da FMI economia global 2026.

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América Latina cresce menos e enfrenta riscos

Na América Latina, o cenário é mais desafiador. O FMI projeta crescimento de 2,2% para a região em 2026, ligeiramente abaixo da estimativa anterior. Embora as economias latino-americanas tenham demonstrado capacidade de adaptação às disputas comerciais globais, a instabilidade nas regras do comércio internacional continua sendo um fator de risco relevante para a FMI economia global 2026.

O Fundo avalia que mudanças frequentes em tarifas, acordos e políticas comerciais dificultam decisões de investimento de longo prazo, especialmente em países mais dependentes do comércio exterior e do fluxo de capitais internacionais. Esse contexto limita o potencial de crescimento regional dentro da FMI economia global 2026.

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Política comercial dos EUA ainda gera incertezas

O relatório do FMI também chama atenção para a política comercial dos Estados Unidos. Após a reintrodução de tarifas pelo presidente Donald Trump, acordos pontuais ajudaram a reduzir parte das tensões, incluindo uma trégua temporária com a China. No entanto, a incerteza permanece elevada e segue influenciando decisões de investimento e comportamento dos mercados financeiros.

Para o Fundo, a manutenção de um ambiente previsível é fundamental para sustentar a FMI economia global 2026. Qualquer escalada nas disputas comerciais pode afetar cadeias globais de suprimento, pressionar preços e reduzir o crescimento mundial.

Leia também: Brasil e União Europeia anunciam parceria digital estratégica com foco em IA, cibersegurança e economia de dados.

Inflação global em trajetória de desaceleração

Um dos pontos positivos do cenário traçado pelo FMI é a perspectiva de desaceleração da inflação global. A previsão indica recuo de 4,1% em 2025 para 3,8% em 2026. Essa trajetória contribui para aliviar pressões sobre bancos centrais e pode abrir espaço para políticas monetárias menos restritivas em algumas economias.

A desaceleração inflacionária é vista como um fator de sustentação adicional da FMI economia global 2026, ao favorecer o consumo e o investimento. Ainda assim, o Fundo ressalta que choques de oferta, tensões geopolíticas ou movimentos abruptos nos mercados financeiros podem alterar esse cenário.

Riscos associados à inteligência artificial

Apesar do otimismo com a tecnologia, o FMI adota postura cautelosa em relação à inteligência artificial. O organismo alerta que, caso as expectativas de lucros e ganhos de produtividade não se confirmem, pode haver correções relevantes nos mercados financeiros, atualmente impulsionados pelo entusiasmo com o setor.

Esses riscos ganham importância no contexto da FMI economia global 2026, uma vez que parte significativa da valorização de ativos e do crescimento projetado está ancorada no sucesso da inteligência artificial. Uma reversão desse otimismo poderia gerar volatilidade e afetar o crescimento mundial.

Brasil tem projeção de crescimento revisada para baixo

No caso brasileiro, o FMI reduziu a estimativa de crescimento econômico em 2026 para 1,6%, queda de 0,3 ponto percentual em relação à projeção anterior. A revisão negativa reflete, principalmente, os efeitos da política monetária restritiva adotada para conter a inflação.

A taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, representa o maior patamar em quase duas décadas e é apontada como um dos principais entraves à expansão da economia brasileira dentro da FMI economia global 2026. O aperto monetário afeta o crédito, o consumo e o investimento, limitando o crescimento no curto prazo.

Juros altos e impacto sobre a economia brasileira

Segundo o FMI, a política de juros elevados tem sido necessária para controlar as pressões inflacionárias, que atingem de forma mais intensa a população de menor renda. No entanto, esse remédio tem custo elevado para a atividade econômica, especialmente em setores sensíveis ao crédito.

Dentro do contexto da FMI economia global 2026, o Brasil enfrenta o desafio de equilibrar o combate à inflação com a necessidade de estimular o crescimento. O Fundo avalia que os efeitos do aperto monetário ainda serão sentidos ao longo de 2026, mesmo com alguma melhora prevista para os anos seguintes.

Projeções para 2025 e 2027 trazem leve alívio

Para 2025, o FMI promoveu uma leve melhora na projeção de crescimento do Brasil, de 2,4% para 2,5%. Já para 2027, a expectativa subiu para 2,3%, sinalizando uma recuperação gradual após o período de maior restrição monetária.

Essas projeções indicam que, apesar do desempenho mais fraco em 2026, o Brasil pode se beneficiar de um ambiente internacional mais favorável e de uma eventual flexibilização da política monetária, acompanhando a trajetória da FMI economia global 2026 nos anos seguintes.

Brasil no contexto da economia global

O relatório do FMI sugere que o Brasil segue relativamente alinhado às tendências globais, mas com limitações estruturais que restringem seu potencial de crescimento. Questões fiscais, produtividade, ambiente de negócios e custo do crédito continuam sendo fatores críticos para a inserção mais dinâmica do país na FMI economia global 2026.

Para o Fundo, avanços em reformas estruturais e maior previsibilidade econômica são fundamentais para que o Brasil consiga aproveitar oportunidades geradas pela transformação tecnológica e pelo comércio internacional.

Perspectivas e desafios à frente

O panorama traçado pelo FMI para a FMI economia global 2026 combina elementos de otimismo e cautela. De um lado, o avanço tecnológico sustenta o crescimento mundial e abre novas oportunidades. de outro, a concentração dos ganhos, as tensões comerciais e os riscos financeiros exigem atenção constante de formuladores de política econômica.

No caso brasileiro, o desafio central será atravessar 2026 com crescimento moderado, inflação sob controle e condições para uma retomada mais robusta nos anos seguintes, em sintonia com a evolução da FMI economia global 2026.

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